SAÚDE

Saúde

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

Reuters/Arlette Bashizi/Proibida reprodução

Estado de São Paulo contabilzia maioria dos casos

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde.

O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

São Paulo

Apesar dos números apresentados pelo governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) afirma que o número de casos no estado é de 50. A capital paulista é a cidade com maior número de casos: 31. Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registram um caso. Em Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, são dois em cada. No ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando, 126 casos nos dois primeiros meses do ano.

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Brasil e Mundo

Ministério da Saúde renova contrato com Rede Sarah por R$ 7,5 bilhões

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Medida garante tratamento para mais de 2 milhões de pacientes do SUS
Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Saúde e a Rede Hospitalar Sarah Kubitschek, que congrega hospitais de reabilitação em sete estados e no Distrito Federal, renovaram o contrato de gestão por mais cindo anos, no valor de R$ 7,5 bilhões.

Os recursos serão empregados na oferta de consultas, exames e tratamentos especializados para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente nas áreas de neurologia, ortopedia, fisioterapia e outras, os principais focos de atuação da rede Sarah.

Brasília (DF)31/12/2025 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da Presidente do Hospital Sarah, Lúcia Willadino Braga, visita a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da presidente do Hospital Sarah, Lúcia Willadino Braga, visita a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A medida integra ações do programa Agora Tem Especialistas, lançado este ano e que pretende expandir atendimento médico em áreas especializadas, reduzindo a fila de espera por cirurgias eletivas, exames e outros procedimentos mais complexos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a unidade principal da rede, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (31), para assinar o contrato.

“Investimentos vão apoiar a Rede Sarah para fazer cada vez mais cuidados integrados a quem precisa de reabilitação, sobretudo na área de neurologia, de ortopedia. Vão ajudar os hospitais da rede a fazer mais cirurgias, mais consultas especializadas. São 2,1 milhões pessoas atendidas, um grande volume.”

Para 2026, segundo a pasta, estão previstos 1,7 milhão de exames e terapias, além de 515,4 mil consultas para a rede pública. A renovação da parceria com a Rede Sarah deve assegurar atendimento gratuito e de excelência pelas unidades da Rede Sarah, localizadas nos estados do Pará, Minas Gerais, Ceará, Amapá, Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão, além do Distrito Federal.

Reconhecida nacional e internacionalmente como referência em reabilitação de alta complexidade, a Rede Sarah atua de forma integrada ao SUS há 25 anos. Ao longo desse período, o governo federal investiu mais de R$ 11,8 bilhões na parceria.

Em 2025, os hospitais da Rede Sarah realizaram, para o SUS, mais de 512 mil consultas; 3,6 milhões de procedimentos, consultas e ações de reabilitação de profissionais de nível superior; 1,6 milhão de serviços auxiliares de diagnóstico e terapia; 22,9 mil internações; e 20,7 mil procedimentos cirúrgicos.

O contrato, que conta com as participações dos Ministérios da Fazenda e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, começa a valer a partir desta quinta-feira (1). Também estão previstas ações para a qualificação do atendimento e o desenvolvimento de pesquisas.

14 milhões de cirurgias

Durante a visita à Rede Sarah, o ministro da Saúde fez um balanço positivo da implementação do programa Agora Tem Especialistas. Segundo ele, o ano de 2025 vai terminar com recorde de realização de procedimentos médicos.

“Vamos ultrapassar 14,2 milhões cirurgias realizadas em 2025. Esse era um dos grandes esses gargalos, ainda é, é algo que a gente precisa continuar enfrentando e ampliando cada vez mais. É um dos principais motivos das pessoas estarem esperando tanto nas filas dos municípios, dos estados, nas filas do SUS”, disse.

Segundo o ministro, o ano vai terminar com mais de 4 milhões exames feitos pelo SUS e um recorde de quimioterapia realizadas também pelo sistema público.

“O ano vai terminar com a realização dos maiores mutirões nacionais que o SUS já fez em sua história, nos envolvimentos com os hospitais universitários de todo o Brasil, o envolvimento que  fizemos com hospitais filantrópicos e centros de radioterapia expandidos em todo o Brasil. Nossa meta para 2026 é garantir que todo estado brasileiro tenha um centro atualizado de tratamento de radioterapia para o câncer.”

Segundo o ministro, o último estado que falta é o de Roraima, e os equipamentos já estão no estado.

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Valinhos

Prefeitura cria força-tarefa intersetorial para agilizar a realização de exames

Grupo de Trabalho instituído pelo prefeito Franklin Duarte fará a revisão e padronização de fluxos para reduzir filas de espera e otimizar recursos na rede municipal

Com o objetivo de dar mais celeridade ao atendimento e garantir o uso eficiente do dinheiro público, o prefeito de Valinhos, Franklin Duarte, assinou o Decreto nº 12.805/2025, que institui um Grupo de Trabalho (GT) Intersetorial dedicado à área da Saúde. A medida, publicada no Boletim Municipal do último dia 23 de dezembro, estabelece uma estrutura de monitoramento rigoroso sobre os procedimentos, contratos e a realização de exames laboratoriais e de imagem no município.

A criação do grupo responde à necessidade de aprimorar os fluxos de regulação — setor responsável por organizar a ordem de atendimento dos pacientes. O GT terá a missão de mapear gargalos na Divisão de Regulação de Especialidades e Exames, identificando oportunidades para reduzir a chamada “demanda reprimida”, ou seja, o tempo que o cidadão aguarda para conseguir realizar um procedimento.

Gestão e Controle

Diferente de iniciativas anteriores, este Grupo de Trabalho une diferentes áreas estratégicas da administração. Ele será coordenado pelo Procurador-Geral do Município, Maximiliano Oliveira de Almeida, e contará com a participação direta da Secretária da Saúde, Luciana Pignatta Brito, do Secretário Adjunto da pasta, André Vansan Silva, e do Controlador Geral do Município, Marco Aurélio Padilha Júnior.

A presença da Controladoria e da Procuradoria no grupo visa assegurar que todos os atos respeitem a legalidade e que o teto financeiro dos contratos com laboratórios e clínicas conveniadas seja rigorosamente controlado, evitando desperdícios e garantindo que o teto físico de exames contratados seja plenamente aproveitado pela população.

Relatórios Trimestrais

O decreto estabelece que o trabalho não será apenas consultivo, mas de acompanhamento contínuo. A cada três meses, o grupo deverá apresentar um “Relatório de Gestão e Conformidade” ao Gabinete do Prefeito e à Secretaria de Assuntos Jurídicos. Este documento conterá o quantitativo exato de exames realizados e pendentes, a análise de eficiência dos gastos e pareceres jurídicos sobre os contratos vigentes.

“O foco é a eficiência. Queremos que o usuário do SUS em Valinhos tenha seu exame realizado no menor tempo possível e que a administração tenha controle total sobre a execução desses serviços”, pontua a justificativa do Executivo. A participação dos membros no grupo é considerada de relevante interesse público e não terá remuneração adicional.


Atribuições do Novo Grupo de Trabalho:

  • Análise de fluxos: Identificar onde o processo de marcação de exames trava.

  • Padronização: Criar normas claras para o controle de exames em clínicas conveniadas.

  • Redução de filas: Propor medidas práticas para diminuir a espera por diagnósticos.

  • Fiscalização: Monitorar indicadores de produção e execução trimestralmente.

  • Conformidade: Garantir que os pagamentos feitos pela Prefeitura correspondam exatamente aos serviços prestados.

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Saúde

Movimento nacional busca democratizar acesso ao tratamento de Lipedema

Campanha de mobilização visa incluir a doença no rol de coberturas da ANS e do SUS; condição crônica afeta mais de 10 milhões de mulheres no Brasil

O Movimento Lipedema, braço social do Instituto Lipedema Brasil, lançou nesta semana uma campanha de mobilização nacional com um objetivo ambicioso: democratizar o acesso ao tratamento da doença no país. A condição, muitas vezes confundida com obesidade ou celulite, é uma inflamação crônica que afeta o tecido gorduroso e atinge mais de 10 milhões de brasileiras, causando dores, inchaço e limitações de mobilidade.

A iniciativa convida a sociedade civil, profissionais de saúde e familiares a assinarem um abaixo-assinado digital. O documento busca dar suporte a políticas públicas para a inclusão do lipedema em treinamentos de profissionais de saúde, na formação de códigos específicos de procedimentos (TUSS) e na incorporação definitiva do tratamento no rol de cobertura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, consequentemente, no Sistema Único de Saúde (SUS).

Urgência no tratamento

Atualmente, o SUS e os planos de saúde não garantem de forma abrangente o tratamento cirúrgico para o lipedema, especialmente nos casos mais avançados, onde a terapia conservadora (dietas e compressão) já não apresenta resultados. “Estamos militando fortemente para que o SUS e os convênios incorporem o tratamento cirúrgico, principalmente para os níveis mais graves da doença”, explica o Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil.

A campanha também foca na conscientização para evitar diagnósticos tardios. Muitos pacientes sofrem por anos sem saber que possuem uma condição clínica, enfrentando preconceito e tratamentos ineficazes. O apoio popular, por meio da assinatura digital, é visto como um passo fundamental para sensibilizar parlamentares e órgãos reguladores sobre a necessidade de um modelo de atenção mais amplo e acessível.

Como participar

A ação contempla ainda a distribuição de uma cartilha informativa e gratuita, que detalha os sintomas e as formas de cuidado. Os interessados em conhecer mais sobre a causa, baixar o material ou assinar o abaixo-assinado podem acessar o site oficial movimentolipedema.org ou acompanhar as atualizações pelas redes sociais através do perfil @ongmovimentolipedema.

A assinatura é gratuita e pode ser feita por meio desta link 

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RMC

Campinas doa terreno ao Estado e destrava construção do Hospital Metropolitano

Área de 34,8 mil m² no Parque Itália foi oficialmente transferida e permitirá o início da licitação para as obras da nova unidade regional de saúde

A Prefeitura de Campinas oficializou uma das etapas mais importantes para a construção do Hospital Metropolitano, com a publicação, no Diário Oficial desta segunda-feira, dia 22, da lei complementar que autoriza a doação de um terreno ao Governo do Estado de São Paulo. A área transferida tem 34.824,83 metros quadrados e está localizada na região do Parque Itália, próxima à Avenida Prefeito Faria Lima e à Rua Pastor Cícero Canuto de Lima, em um ponto estratégico do sistema de saúde do município.

Com a sanção da lei pelo prefeito Dário Saadi, o terreno passa a ser oficialmente do Estado, que agora pode avançar com a licitação para a construção da nova unidade hospitalar. A doação está condicionada à utilização da área para este fim específico. Caso alguma cláusula da cessão não seja cumprida, o terreno retornará automaticamente ao patrimônio do município, sem direito a indenizações.

A área hoje abriga o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) AD Sudoeste. Pelo texto da lei, parte do terreno será cedida de volta à administração municipal para que o atendimento de saúde mental continue sendo ofertado no local mesmo após a construção do hospital.

A nova unidade atuará no enfrentamento de gargalos históricos da saúde pública regional, como longas filas, atrasos e sobrecargas em exames, internações, consultas e procedimentos de média e alta complexidade.

Segundo o projeto, o Hospital Metropolitano contará com mais de 400 leitos e atenderá especialmente nas áreas de oncologia, ortopedia e cardiologia. A regulação dos atendimentos será feita via sistema estadual, beneficiando pacientes de toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC), além do Circuito das Águas, Bragança Paulista, Jundiaí e outros municípios — totalizando 42 cidades.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan Campinas, o prefeito Dário Saadi destacou que a estrutura será completa, com retaguarda de UTI e centro cirúrgico. “Um leito que a região precisa não é só uma cama. É leito com toda a estrutura adequada para atender casos complexos”, afirmou.

A construção do hospital foi confirmada pelo governador Tarcísio de Freitas em junho deste ano. De acordo com a secretária executiva de Saúde do Estado, Priscilla Perdicaris, a expectativa é que o hospital esteja em funcionamento em até dois anos, após o processo de licitação das obras.

A localização do Hospital Metropolitano amplia o polo regional de saúde existente em Campinas, ao lado do Hospital Mário Gatti, Hospital de Amor, AME Campinas e Hospital da Mulher.

Fonte: Sampi Campinas / EPTV

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RMC

Hortolândia acelera projeto para criar Cerest e reforçar proteção ao trabalhador

Prefeito Zezé Gomes se reúne com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos, do Conselho Municipal de Saúde e da Secretaria de Saúde para avançar na implantação do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, que integrará poder público, trabalhadores e empresas

O objetivo foi avançar no desenho do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, considerado peça-chave para qualificar o atendimento e ampliar a vigilância sobre doenças e riscos ligados ao trabalho em Hortolândia

Hortolândia deu um passo decisivo para criar seu próprio Cerest, órgão essencial para a saúde e a segurança dos trabalhadores. Em uma reunião estratégica nesta segunda-feira, dia 24, prefeitura, sindicato e conselho de saúde alinharam ações para tirar o projeto do papel.

A futura unidade promete integrar poder público, empresas e trabalhadores em uma política mais forte de prevenção, investigação e cuidado. O tema ganha relevância em uma cidade com forte atividade industrial e crescente demanda por ambientes de trabalho mais seguros.

O encontro reuniu o prefeito Zezé Gomes, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, Jair dos Santos, representantes do Conselho Municipal de Saúde e o secretário de Saúde, Dênis Crupe.

O objetivo foi avançar no desenho do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, considerado peça-chave para qualificar o atendimento e ampliar a vigilância sobre doenças e riscos ligados ao trabalho em Hortolândia.

O Cerest é um serviço especializado que:

  • atende trabalhadores com doenças ou lesões associadas ao trabalho;

  • investiga condições e ambientes laborais;

  • realiza ações de vigilância e prevenção;

  • produz análises epidemiológicas em parceria com a Vigilância Sanitária;

  • orienta empresas e trabalhadores sobre direitos, normas e boas práticas.

Na prática, o órgão ajuda a identificar riscos cedo, evitar acidentes e garantir que direitos sejam respeitados.

Zezé Gomes reforçou que o Cerest beneficia toda a cadeia produtiva de Hortolândia.

“Fui trabalhador de chão de fábrica por mais de dez anos. Sei como é importante contar com um órgão que acompanhe, proteja e garanta direitos. Isso é bom para o trabalhador e melhor ainda para a empresa, que evita problemas no futuro”, afirmou.

Segundo ele, a implantação precisa envolver setores econômicos e sociais da cidade, incluindo lideranças empresariais.

Como encaminhamento, o Conselho Municipal de Saúde, o Sindicato dos Metalúrgicos e a Secretaria de Saúde organizarão um seminário aberto à população. O evento reunirá trabalhadores, empresas e lideranças locais para apresentar as funções do Cerest e ampliar o debate público.

Nos próximos dias, a Secretaria de Saúde divulgará data e local.

“Com o aval do prefeito Zezé, vamos preparar um seminário essencial para trabalhadores e empresários. Vamos valorizar saúde, bem-estar e segurança”, destacou o secretário Dênis Crupe.

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Saúde

Como o estilo de vida pode influenciar a saúde durante a menopausa

Documento internacional mostra que alimentação, sono, exercício e saúde mental são grandes aliados da mulher para enfrentar essa fase de maneira mais leve e saudável

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Por muito tempo, a menopausa foi tratada apenas do ponto de vista hormonal. Mas a ciência vem mostrando que o estilo de vida tem papel central na forma como cada mulher atravessa essa fase. Um documento recém-publicado pela Sociedade Internacional de Menopausa, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), consolida esse conceito ao relacionar a medicina do estilo de vida com a saúde da mulher nesse momento.

“Qualquer mulher que esteja nessa fase precisa passar por adaptações de estilo de vida. Não tem como passar bem pela menopausa se não fizer isso”, afirma a médica ginecologista e nutróloga Alessandra Bedin, do Einstein Hospital Israelita. “Esse documento veio sedimentar algo que vem se falando há algum tempo.”

A menopausa é um processo natural e inevitável. Com o aumento da expectativa de vida da população, o tema ganha ainda mais importância. “Se pensarmos numa expectativa média de 90 anos, são cerca de 45 anos de menopausa. Precisamos pensar em qualidade, e não apenas em tempo, de vida”, observa Bedin.

O documento enfatiza que, embora as terapias hormonais e farmacológicas tenham papel importante nesse período da vida da mulher, o cuidado com o estilo de vida é a base da saúde na menopausa. A publicação se apoia em seis pilares principais, reconhecidos pela medicina do estilo de vida.

Saiba mais sobre como cada um deles se aplica no climatério:

  1. Alimentação

Ter uma alimentação equilibrada é a principal medida para evitar sobrepeso, obesidade e doenças cardiovasculares na menopausa. O estrogênio é o principal fator protetor da saúde feminina na idade reprodutiva, e a queda desse hormônio a partir dos 45 anos favorece o acúmulo de gordura visceral, que é mais inflamatória e perigosa. Por isso, com a menopausa, o risco cardiovascular aumenta. “Esse é um ponto crítico de virada para a mulher em termos de saúde e complicações”, observa Alessandra Bedin.

Dietas ricas em vegetais, frutas e grãos integrais ajudam a reduzir o risco dessas doenças e de osteoporose. “A pirâmide alimentar da Dieta Mediterrânea inclui, com moderação, o consumo de proteínas animais. A base está nos vegetais e [cereais] integrais; depois vêm os peixes, as aves e, por último, a carne vermelha magra.”

O consumo adequado de cálcio e vitamina D também é essencial para a manutenção da saúde óssea. “Na menopausa, a recomendação é ingerir 1.200 mg de cálcio por dia, ou quatro porções de leite ou derivados. Cada porção equivale a um copo de leite, uma fatia grossa de queijo, um copo de iogurte. A maioria das mulheres não consegue atingir essa meta apenas com a dieta”, afirma a médica. A vitamina D, por sua vez, depende majoritariamente da exposição solar, por isso é comum que precise de suplementação.

  1. Atividade física

O exercício regular é um dos pilares mais importantes da medicina do estilo de vida e a principal recomendação para mulheres que não podem fazer reposição hormonal por alguma questão de saúde (como câncer de mama). “O exercício de fato impacta na redução dos sintomas vasomotores, melhora o sono, atua na prevenção da osteoporose e da sarcopenia e tem efeito anti-inflamatório importante”, ressalta a ginecologista.

O ideal é combinar movimentos aeróbicos com os de força (resistidos), mas o documento frisa que o essencial é sair do sedentarismo. Uma vida fisicamente ativa ajuda a controlar o peso, reduzir gordura visceral, liberar endorfinas e diminuir a ansiedade. Além disso, há evidências de que o exercício reduz os fogachos (ondas de calor) típicos da menopausa, possivelmente por atuar no sistema cerebral de termorregulação.

  1. Bem-estar mental

O controle do estresse e das emoções é outro ponto essencial da medicina do estilo de vida. Estudos mostram que o estresse crônico aumenta o risco cardiovascular e piora sintomas, como os fogachos. “Quando aumentam os níveis de adrenalina e cortisol, os sintomas vasomotores pioram. E com a queda do estrogênio, a mulher fica mais vulnerável a transtornos de humor e ansiedade”, explica a médica do Einstein.

Vale incorporar práticas como terapia, mindfulness (atenção plena) e meditação, além de buscar acompanhamento profissional quando necessário. “Brincamos que o climatério é uma TPM prolongada. E é preciso cuidar da saúde mental com a mesma seriedade que cuidamos do corpo”, diz Alessandra Bedin.

  1. Substâncias de risco

O tabagismo e o consumo de álcool são potencialmente prejudiciais para a saúde como um todo. “O cigarro aumenta o risco de câncer, doenças cardiovasculares e osteoporose. Já o álcool, mesmo em pequenas quantidades, é inflamatório e contribui para ganho de peso e esteatose hepática [gordura no fígado], algo que piora na menopausa”, alerta Bedin. Vale lembrar que, segundo a OMS, não existe dose segura de álcool.

  1. Sono

A insônia é uma das queixas mais comuns da menopausa. “Muitas mulheres acordam por volta das 3h e não conseguem mais dormir, o que causa sonolência diurna e prejudica o metabolismo”, explica a ginecologista. O ganho de peso nessa fase também aumenta o risco de ronco e apneia do sono, piorando a qualidade do descanso.

Mas dormir bem é um dos pilares de um estilo de vida saudável. “A higiene do sono é simples, mas extremamente eficaz. Preparar-se para o sono é uma das estratégias mais importantes para a saúde na menopausa. Isso inclui evitar o uso de telas por pelo menos uma hora antes de dormir; não consumir cafeína à noite; fazer um banho quente relaxante; praticar atividade física e criar um ritual para dormir.”

  1. Conexões sociais

O último pilar da medicina do estilo de vida é o das relações humanas. A solidão e o isolamento social, especialmente com o envelhecimento, podem afetar a adesão a hábitos saudáveis e aumentar o risco de doenças. “Conexões sociais e afetivas estão associadas à longevidade. A mulher que tem rede de apoio tende a cuidar melhor da alimentação, a se exercitar e a manter consultas médicas em dia”, diz a ginecologista.

As relações interpessoais fortalecem o autocuidado e trazem propósito, que são fatores decisivos para envelhecer bem. “Não tem como a mulher evitar a menopausa, mas é possível atravessá-la de forma mais leve. Quem cuida desses pilares terá uma melhor qualidade de vida e precisará provavelmente de menos medicações. O segredo da longevidade está nas escolhas diárias”, conclui Bedin.

Fonte: Agência Einstein

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Brasil e Mundo

São Paulo lidera transplantes no Brasil e cresce 9% em relação a 2022

Com apoio das famílias doadoras e da rede pública de saúde, o Estado ultrapassou a marca de 4,2 mil transplantes em seis meses

São Paulo é o estado que mais realiza transplantes no país. De 2022 até agora, cerca de 2 mil doadores ajudaram a salvar a vida de milhares de pessoas no território paulista. Dados da Central de Transplantes, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), apontam que no primeiro semestre deste ano, foram realizados 4.229 transplantes de coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim e córneas, número 9% a mais que em 2022, quando foram registrados 3.863 procedimentos.

“O Estado ter ultrapassado a marca de 5 mil transplantes representa não só a capacidade técnica da nossa rede, mas também a solidariedade das famílias que autorizam a doação. Estamos trabalhando com campanhas de esclarecimento e de capacitação de profissionais, que são fundamentais para que mais vidas sejam salvas”, afirma o coordenador da Central de Transplantes, Francisco de Assis Monteiro.

Atualmente, 26.819 pacientes aguardam por um transplante em São Paulo. Para facilitar o acesso à informação, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio do programa Saúde Digital, disponibilizou no aplicativo Poupatempo uma ferramenta que permite aos pacientes acompanhar de forma simples e prática o andamento do cadastro e sua posição na fila de transplantes.

Ações para ampliar a doação e agilizar os transplantes

O Governo de São Paulo desenvolve ações como o programa TransplantAR – Aviação Solidária, que utiliza aeronaves privadas para o transporte gratuito de órgãos destinados a transplantes, dando agilidade na logística de captação de órgãos e aumentando a chance de sucesso nos procedimentos.

Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) aumentou em 80% os valores pagos pela Tabela SUS Paulista para sete procedimentos relacionados à captação de órgãos para transplantes.

Junto a isso, o Governo também realiza campanhas de conscientização em diferentes canais, com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, fundamentais para ampliar o número de transplantes no estado.

Como funciona a doação de órgãos

A Central de Transplantes segue normas estabelecidas por lei para identificar os possíveis receptores para cada órgão de um doador, ou seja, tipagem sanguínea, dados antropométricos entre doador e receptor, compatibilidade genética, além da priorização para pacientes em estado grave.

Quanto aos pacientes que precisam do transplante, cabe à equipe de transplante a sua inscrição junto ao Sistema Estadual de Transplantes de São Paulo, que é responsável por realizar a gestão de todo o processo de doação e transplante em conjunto com o Sistema Nacional de Transplantes.

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Valinhos

Santa Casa recebe visita do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha

A Santa Casa de Valinhos recebeu na última sexta-feira, dia 19, a visita do Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha. A comitiva percorreu diferentes alas do hospital, onde o ministro foi recepcionado calorosamente por colaboradores, médicos, parceiros e autoridades locais.

Entre as autoridades presentes estavam a Deputada Federal Ely Santos, a Secretária de Saúde Luciana Pignatta, representando o Executivo Municipal, o Prefeito Franklin Duarte de Lima e o Vice-Prefeito Luiz Mayr Neto, e também a presença do Vereador Alécio Cau, representando todo o legislativo municipal.

Em sua fala, o Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha, enfatizou que, entre hospitais particulares e filantrópicos, a Santa Casa de Valinhos é a primeira instituição do Estado de São Paulo a participar do Programa Agora Tem Especialistas. Agradeceu ao provedor Mário Masteguin e ao superintendente Elias Maciel, parabenizando o trabalho realizado na instituição.

O ministro relembrou ainda sua época de estudante de medicina, quando professores traziam alunos para conhecer a rotina hospitalar em Valinhos. Padilha estimou que a adesão irá transformar o volume de atendimentos. Atualmente, a instituição realiza cerca de 50 cirurgias mensais, com o programa, a projeção é de que esse número chegue a aproximadamente 300 procedimentos por mês, além de ampliar a quantidade de exames e consultas oferecidas. O ministro destacou que a iniciativa representa um investimento de cerca de um milhão de reais a mais por mês em cirurgias e exames para a população de Valinhos, agilizando as filas de espera e garantindo mais qualidade na saúde pública.

Durante a visita, o Provedor da Santa Casa, Eng. Mário Masteguin, e o Superintendente Elias Maciel, expressaram sua gratidão e destacaram o orgulho da instituição em ser a primeira Santa Casa do Estado de São Paulo a integrar o Programa Agora Tem Especialistas – sendo ainda a terceira no Brasil. Para marcar o momento, o provedor e o superintendente utilizaram camisetas personalizadas com o logo do Programa Federal que literalmente simboliza a expressão “vestir a camisa”.

O provedor Eng. Mário Masteguin ressaltou a importância da adesão ao programa, que irá ampliar o acesso da população a cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo filas de espera que, muitas vezes, se estendem por meses ou anos. O superintendente Elias Maciel reforçou que a iniciativa representa um avanço significativo para a saúde da população de Valinhos e de toda a Região Metropolitana de Campinas, fortalecendo o investimento no SUS, principal convênio da instituição.

O Vereador Alécio Cau e a Deputada Federal Ely Santos comentaram sobre a visita do ministro da Saúde. Alécio destacou a importância da presença do ministro na cidade e relembrou a parceria que possibilitou a implantação da UPA. Ely, por sua vez, parabenizou a Santa Casa por participar do novo programa e reforçou seu compromisso com a saúde pública.

A visita reforça o protagonismo da Santa Casa de Valinhos no cenário municipal, estadual e nacional, evidenciando sua importância como referência em atendimento hospitalar e no fortalecimento das políticas públicas de saúde.

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Saúde

Celular sem internet melhora a felicidade e o foco

Pesquisa canadense revela que reduzir o tempo online pode trazer benefícios à saúde mental, diminuir sintomas de ansiedade e aumentar a atenção

Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein

Ficar sem acesso à internet no celular melhora o bem-estar e a capacidade de foco e atenção, comprova um estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, publicado no Pnas, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Há algum tempo cientistas especulam sobre os danos cognitivos e emocionais de viver em conexão permanentemente, mas faltam dados sobre o assunto. Para testar o efeito da desconexão, os autores do novo estudo selecionaram 467 voluntários que toparam instalar um aplicativo no celular capaz de bloquear o acesso à internet móvel por duas semanas, incluindo dados e wi-fi.

Os participantes foram divididos em dois grupos: metade ficou sem internet por duas semanas, enquanto os demais serviram de controle para comparar os resultados. Depois, todos ficaram duas semanas bloqueados, mas ainda com acesso a mensagens de texto e chamadas, além de internet no computador.

Os voluntários responderam a questionários sobre saúde mental antes e no final do estudo. Os testes tinham perguntas sobre sintomas de ansiedade e depressão, bem como análises específicas para avaliar a capacidade de atenção.

Ao final do período, quase todos (91%) mostraram melhora no bem-estar subjetivo, ou seja, na forma como avaliavam sua saúde emocional, nos índices de saúde mental e na capacidade de manter a atenção. Segundo os autores, isso se deve à forma como as pessoas passaram a usar o tempo — com menos acesso à internet, sobrou mais espaço para socialização, prática de atividade física ou contato com a natureza.

Alguns fatores explicam como a conexão constante pode afetar negativamente a saúde mental e a atenção. “Há uma sobrecarga cognitiva, ou seja, recebemos ou temos acesso a uma quantidade muito grande de informações e isso acaba exigindo que o nosso cérebro processe estímulos constantes, o que pode levar à fadiga mental”, observa a psicóloga Bianca Dalmaso, do Einstein Hospital Israelita “Sons de notificações e a tentação de checar redes sociais ou mensagens fazem com que interrompamos as tarefas, prejudicando a atenção sustentada e a produtividade.”

O uso intenso de redes sociais também tem consequências. “Isso está associado a sentimentos de inadequação, ansiedade e depressão, devido à comparação com vidas idealizadas”, aponta Dalmaso. O tempo gasto online muitas vezes substitui momentos de descanso, pausas, interações sociais presenciais, atividades físicas e contato com a natureza, todos essenciais para o bem-estar psicológico.

Como controlar o uso

Para usar o celular de forma mais saudável, a psicóloga recomenda adotar pequenas mudanças na rotina. Uma delas é definir propósitos claros: antes de pegar o aparelho, vale se perguntar “por que estou acessando agora?”, o que ajuda a evitar o uso automático.

Também é importante organizar a tela inicial, mantendo apenas aplicativos realmente úteis e retirando atalhos de redes sociais que estimulam o impulso de abrir sem necessidade. Outra estratégia eficaz é ativar o modo “não perturbe”, sobretudo durante momentos de trabalho, estudo ou sono.

Dar prioridade às conexões reais, com interações presenciais sempre que possível, também faz diferença. Por fim, escolher consumir conteúdos com intenção — como leituras, cursos ou vídeos educativos —. em vez de rolar o feed eternamente, contribui para transformar o tempo de tela em algo mais proveitoso e menos nocivo.

Também é possível adotar estratégias que funcionam como “redução de danos”, diminuindo os impactos negativos do excesso de conexão. Conheça algumas delas:

  • Estabelecer horários específicos: criar janelas de uso para redes sociais e aplicativos pode ajudar a evitar o uso compulsivo.
  • Desativar notificações não essenciais: isso reduz interrupções e melhora o foco.
  • Usar aplicativos de bem-estar digital: ferramentas como Digital Wellbeing (Android) ou Tempo de Uso (iOS) ajudam a monitorar e limitar o tempo de tela.
  • Criar zonas livres de celular: evite o uso do aparelho em momentos como refeições, antes de dormir ou durante encontros sociais.
  • Praticar o “jejum digital” ocasional: reservar um dia ou algumas horas por semana sem acesso à internet pode ser restaurador.

Fonte: Agência Einstein

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