ENTREVISTA

Economia

Acordo Mercosul-UE deve entrar em vigor no 2º semestre, diz Alckmin

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Vice-presidente participou do programa Bom Dia, Ministro
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira, dia 15, que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) deve entrar em vigor no segundo semestre deste ano: “Um acordo que, há 25 anos, era trabalhado, mas nunca saía. Finalmente, [será] assinado no sábado (17).”

“Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência.”

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin avaliou que o acordo entre Mercosul e União Europeia é o maior acordo entre blocos do mundo, envolvendo 720 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões de mercado.

“São cinco países no Mercosul [Brasil Argentina, Paraguai, Uruguai e, agora, Bolívia]. E a União Europeia, com 27 países dos mais ricos do mundo. Isso significa comércio: vamos vender mais para eles. Zerar a tarifa, então você tem livre comércio – mas livre comércio com regras. Também vamos comprar mais deles.”

“Ganha a sociedade, comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade. Comércio exterior, hoje, é emprego na veia. Tem determinadas empresas que, se não exportarem, elas fecham. O mercado interno não é suficiente”, completou o ministro.

Alckmin ainda classificou o acordo como um exemplo para o mundo:

“Em um momento de instabilidade política, de geopolítica com guerras em vários lugares, de protecionismo exacerbado, você dá o exemplo de que é possível, através do diálogo e da negociação, fortalecer o multilateralismo e ter livre comércio.”

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Valinhos

Prefeito Franklin faz um balanço de um ano de vitórias

Em entrevista exclusiva, o prefeito Franklin Duarte faz um balanço do primeiro ano de gestão, destacando a austeridade fiscal e a recuperação do DAEV. Entre as vitórias, pontua o investimento histórico na nova ETE Capuava e a entrega do Parque da Cidade como símbolos de uma Valinhos mais moderna

FOLHA DE VALINHOS: No ato de posse, o senhor assinou dez decretos com medidas de impacto. Além do corte de contratos e da Farmácia do Povo, quais desses decretos geraram o resultado mais rápido e qual teve a maior resistência para ser implementado?

Prefeito Franklin Duarte: Desde o primeiro dia, todos os decretos cumpriram exatamente o objetivo para o qual foram concebidos. As medidas tiveram efeitos imediatos na organização da administração, na correção de distorções e na melhoria da eficiência dos serviços públicos. Houve respaldo técnico e jurídico em todas as decisões, o que permitiu que as ações fossem implementadas com segurança e responsabilidade. Naturalmente, iniciativas que promovem mudanças estruturais exigem firmeza e diálogo, mas o balanço é amplamente positivo. Obtivemos sucesso em todas as frentes, fortalecendo a legalidade, a transparência e o compromisso da gestão com o interesse público e com a população de Valinhos.

FOLHA DE VALINHOS: No começo do ano o senhor disse que tinha meta de cortar R$ 100 milhões em contratos até o final de 2025. Quais mecanismos de governança foram implementados para garantir que esses cortes não comprometam a qualidade dos serviços essenciais, como a coleta de lixo e a zeladoria?

Desde o início, deixamos claro que o objetivo não era cortar serviços, mas cortar excessos e melhorar a eficiência do serviço público. Os ajustes foram feitos com base no princípio da economicidade, priorizando a eliminação de gorduras, a revisão de contratos com indícios de sobrepreço e a correção de distorções históricas.

Implementamos uma governança mais rigorosa, com análise técnica e jurídica de todos os contratos, acompanhamento permanente da execução, fortalecimento dos controles internos e atuação integrada das secretarias envolvidas. Com muito trabalho e seriedade na administração do dinheiro público, conseguimos reduzir os valores pagos em contratos e ainda melhorar a eficiência dos serviços, justamente porque os recursos passaram a ser aplicados com mais eficiência.

Cortar desperdícios, combater o mau uso do dinheiro público e garantir eficiência na prestação dos serviços é uma obrigação de qualquer gestão responsável, e é isso que estamos fazendo em Valinhos.

 FOLHA DE VALINHOS: A redução do tempo de espera na UPA é uma conquista de gestão. Detalhe quais foram as ações específicas, além do aumento de médicos nos picos, que permitiram essa queda no tempo médio de atendimento?

A redução do tempo de espera na UPA é resultado de gestão, acompanhamento permanente e decisões baseadas em dados. Eu acompanho – juntamente com a equipe da Secretaria da Saúde – o funcionamento da unidade em tempo integral, por meio de câmeras de monitoramento e da análise contínua dos fluxos de atendimento, o que me permite identificar gargalos, picos de demanda e a necessidade de ajustes de forma imediata. Com esse acompanhamento direto, determinamos o reforço das equipes e a ampliação do número de médicos sempre que há aumento na procura, especialmente nos horários de maior movimento.

Também enfrentamos com garra problemas que comprometiam o serviço no passado, como o caso do médico que recebia plantões sem comparecer à UPA, episódio que ficou conhecido como o ‘médico fantasma’ e foi imediatamente interrompido pela nossa gestão, com suspensão de pagamentos irregulares e encaminhamentos legais para ressarcimento ao erário e responsabilização dos envolvidos.

Essas ações, somadas à reorganização das escalas, contratação de novos profissionais para o reforço das equipes e à melhoria dos fluxos internos, permitiram elevar significativamente a eficiência do atendimento, preservando a qualidade dos serviços e garantindo que a UPA funcione com o respeito e a dignidade que a população de Valinhos merece.

FOLHA DE VALINHOS: A Avenida Invernada é um importante corredor viário de Valinhos e ali também se encontra uma das principais obras de drenagem para o município que estava barrada pela Justiça. O senhor rapidamente neste primeiro ano conseguiu autorização para retomar a obra, como conseguiu isso?

Prefeito Franklin Duarte: Primeiro é importante ressaltar que as obras foram iniciadas pela gestão passada de forma ilegal, sem devidas licenças e autorizações e, por isso, foram embargadas. Em nossa gestão, realizamos em tempo recorde a elaboração e apresentação de um novo projeto técnico e estudos que demonstraram a urgência e a necessidade da intervenção, conseguindo assim a licença ambiental e autorização judicial. A ação reflete o compromisso da gestão em enfrentar problemas históricos com responsabilidade, agilidade, planejamento e respeito à legalidade. Houve empenho técnico, diálogo com os órgãos competentes e a construção de soluções que atendessem às exigências legais e ambientais, sempre com transparência e foco no interesse público.

FOLHA DE VALINHOS: Além de ser a cidade mais arborizada de SP, o senhor adotou a ideia das Microflorestas. Qual é o papel que Valinhos pretende assumir como referência regional em sustentabilidade e quais bairros receberão as próximas microflorestas?

Prefeito Franklin Duarte:
Valinhos pretende se consolidar como referência regional em sustentabilidade, com projetos de microflorestas para melhorar a qualidade do ar, ampliar áreas verdes e fomentar educação ambiental nas comunidades. As microflorestas serão estrategicamente implantadas em bairros com menor cobertura arbórea, integrando-se a políticas de sustentabilidade urbana e de mitigação das ilhas de calor, promovendo também espaços de lazer e bem-estar para a população.

FOLHA DE VALINHOS: A redução da tarifa para R$ 3,70 e a implantação da gratuidade aos finais de semana integram um pacote de benefícios no transporte público. Qual foi a lógica por trás dessas medidas e quais impactos iniciais já podem ser observados?

Prefeito Franklin Duarte: Essas ações fazem parte de um pacote de benefícios pensado para ampliar o acesso ao transporte público, reduzir o custo de deslocamento das famílias e estimular o uso do sistema de forma mais equilibrada. As medidas foram viabilizadas por meio de revisões contratuais e de uma gestão mais eficiente dos recursos públicos. É importante destacar que, ao assumir a administração, interrompemos imediatamente o pagamento de subsídios que vinham sendo realizados de forma irregular, o que gerou uma economia de cerca de R$ 12 milhões. Com o apoio da Câmara Municipal, todo o modelo foi regularizado e hoje o município opera com um subsídio significativamente menor do que o da gestão anterior, ao mesmo tempo em que promove melhorias efetivas no transporte.

Os resultados já aparecem na avaliação da população. No último trimestre, o transporte público de Valinhos apresentou um crescimento de 28% nas avaliações positivas, passando de 43,4% para 71,4%, o maior índice registrado neste ano. Em janeiro, a aprovação era de 46,2%, o que demonstra uma evolução consistente. O patamar atual é composto por 5,5% de avaliações ótimas e 65,9% de boas, refletindo a percepção positiva da população em relação às mudanças implementadas.

A avaliação é muito positiva: a gratuidade aos finais de semana tem ampliado a circulação de pessoas, facilitando o acesso ao comércio, ao lazer e à cultura, enquanto a redução da tarifa durante a semana representa alívio direto no orçamento dos trabalhadores. O transporte público passa a cumprir melhor seu papel social e também contribui para o fortalecimento da economia local.

FOLHA DE VALINHOS: Por favor, nos explique como a valorização do servidor público já neste seu primeiro ano, se traduziu na melhoria direta do atendimento prestado à população nas Secretarias?

Prefeito Franklin Duarte: A valorização dos funcionários públicos sempre foi uma prioridade da nossa gestão, inclusive porque Mayr e eu fomos servidores de carreira e conhecemos de perto os desafios do dia a dia da administração. Desde o início, investimos na melhoria das condições de trabalho, na organização da gestão de pessoas e na valorização salarial, com revisão geral de 6,32%, criação do auxílio-refeição, reajuste dos auxílios, pagamento de licenças-prêmio acumuladas e ampliação de benefícios para diferentes regimes. Essas ações fortalecem a estrutura da Prefeitura, reduzem a sobrecarga administrativa e refletem diretamente no atendimento à população, com equipes mais motivadas, processos mais eficientes e serviços públicos prestados com mais qualidade, agilidade e respeito ao cidadão.

FOLHA DE VALINHOS: A revitalização da área do antigo CLT deu origem ao novo Parque da Cidade. Qual é o conceito central desse novo espaço e como ele se integra às políticas de lazer, esporte e qualidade de vida, sendo um novo marco para o município?

Prefeito Franklin Duarte: O Parque da Cidade foi concebido como um espaço multifuncional voltado ao lazer, ao esporte e à convivência familiar, integrando áreas verdes, equipamentos esportivos e opções de lazer, como os pedalinhos, em um ambiente acessível e acolhedor. Inserido nas políticas municipais de promoção da saúde, da qualidade de vida e do fortalecimento dos vínculos comunitários, o parque se consolida como um novo marco urbano de Valinhos, incentivando a ocupação qualificada dos espaços públicos pela população. Esta é apenas a primeira etapa de um projeto mais amplo, cujo objetivo é integrar o Parque dos Lagos, formando um único e grande eixo de lazer, convivência e bem-estar para a cidade.

FOLHA DE VALINHOS: Valinhos conquistou recursos do PAC para a nova ETE Capuava. Qual é o volume total de recursos viabilizados e quais são as perspectivas de impacto desse projeto para o tratamento de esgoto e a qualidade dos recursos hídricos do município?

Prefeito Franklin Duarte: A nova ETE Capuava teve mais de R$ 108 milhões viabilizados no âmbito do Novo PAC, o que representa uma importante oportunidade de investimento em saneamento para Valinhos. Esses recursos são resultado de um trabalho técnico qualificado, do planejamento e do empenho conjunto das equipes do DAEV e Prefeitura. O projeto pretende promover uma modernização significativa do sistema de tratamento de esgoto, com a possibilidade de elevação ao padrão de tratamento terciário e capacidade estimada para tratar até 26 milhões de litros por dia, em conformidade com as exigências ambientais e legais. Os impactos esperados incluem a redução dos impactos ambientais, a melhoria da qualidade dos recursos hídricos e a proteção do Ribeirão Pinheiros e do Rio Atibaia, com benefícios potenciais para Valinhos e para toda a região. Trata-se de um projeto estruturante, com capacidade de gerar reflexos positivos na saúde pública, na sustentabilidade ambiental e no desenvolvimento de longo prazo do município.

FOLHA DE VALINHOS: Em sua gestão, houve austeridade, cortes e entregas rápidas (como Farmácia e Estacionamento do Povo). Qual é a mensagem que o Prefeito Franklin Duarte de Lima deixa ao valinhense neste Natal, resumindo o espírito do primeiro ano de seu governo?

Prefeito Franklin Duarte: Este primeiro ano foi marcado por uma gestão responsável, transparente e com foco no cidadão. Trabalhamos para honrar cada real dos impostos pagos pelos valinhenses com austeridade, respeito e resultados concretos, sempre guiados pela responsabilidade com o dinheiro público. Agradeço a confiança e todo o carinho que tenho recebido da população de Valinhos. É isso que nos motiva diariamente a seguir trabalhando com seriedade e compromisso. Estamos plantando as bases para um futuro de crescimento, oportunidades e mais qualidade de vida para todos. Que o Natal nos inspire a continuar servindo com coragem, sabedoria e dedicação ao bem-estar de Valinhos e de sua gente.

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Valinhos

Conhecimento e experiência guiam atuação de vereador Salame

Nascido e criado na Vila Boa Esperança e Jardim Santo Antônio, o vereador Roberson Costalonga “Salame” (que acumula formação em Administração e experiência como empresário e produtor rural) destaca que o profundo conhecimento da realidade local é fundamental para seu trabalho no Legislativo. Em seu terceiro mandato, ele aponta a sinergia e o respeito mútuo entre o Legislativo e o Executivo como fatores cruciais para beneficiar Valinhos. O vereador ressalta que sua atuação se pauta por valores como honestidade e ética, focando em pautas amplas, como transparência no trânsito e o incentivo à agricultura familiar. Ele ainda destaca ter captado mais de R$ 14 milhões em emendas estaduais e federais para áreas como Saúde e Infraestrutura.

FOLHA DE VALINHOS Como um “pé de figo” autêntico, que cresceu na Vila Boa Esperança e no Jardim Santo Antônio, de que forma o conhecimento profundo dos bairros e da realidade local influencia e pauta suas ações e projetos como Vereador?
ROBERSON COSTALONGA – “SALAME” É fato, nasci e cresci entre os Bairros Boa Esperança e Santo Antônio, mas sempre fui de muitos amigos e desde cedo sempre andei muito pelos Bairros de Valinhos. Tenho certeza que para um vereador conhecer todos os Bairros da cidade, além de sua área rural e agrícola, facilita muito o trabalho executado no legislativo.

FV O senhor é formado em Administração e atua como empresário e produtor rural. De que maneira sua experiência profissional e sua ligação com o campo se traduzem em sua atuação política e na defesa de pautas específicas em Valinhos?
“SALAME” Além da minha formação universitária e da minha atuação como empresário há 21 anos e produtor rural há 10 anos, sou um apaixonado por animais e pela vida na roça, estas visões pessoais nos levam a preocupações com a saúde, educação, segurança etc., que são pertinentes ao cargo e nos dão condições de atuar com opiniões, projetos e participações no município de uma forma bem ampla, o que nos leva a atuar como vereador em diversas pautas de políticas públicas, visando o melhor para sociedade valinhense, sempre visando ajudar o próximo e batalhando por um futuro melhor para as próximas gerações.

FV O senhor está em seu terceiro mandato consecutivo (2017-2028), período que abrangeu as gestões de três Prefeitos distintos: Orestes Previtale, Capitã Lucimara e agora Franklin Duarte. Quais as principais diferenças que o senhor aponta nos estilos, prioridades e formas de relacionamento com o Legislativo de cada uma dessas administrações?
“SALAME” As três gestões tiveram focos distintos e realidades diferentes. A administração de Orestes enfrentou diversas dificuldades, incluindo medidas emergenciais e a pandemia de COVID-19, mas, ainda assim, demonstrou pulso firme e austeridade, deixando legados reconhecidos ao município. Já a gestão da Capitã Lucimara teve um perfil diferente, com altos e baixos políticos, atuou em um cenário mais favorável e teve mais oportunidade de desenvolver seu plano de governo; ao final, foi avaliada pelo eleitor, que optou por uma nova linha política ao eleger Franklin Duarte de Lima. O atual prefeito, com uma proposta arrojada e um ótimo relacionamento com a Câmara Municipal, encerra seu primeiro ano de mandato com boa avaliação da população valinhense, e conta com nosso apoio para continuar oferecendo o melhor para Valinhos.

FV O senhor foi eleito para a atual legislatura (2025-2028) não fazendo parte da base de apoio do Prefeito Franklin Duarte. Qual a sua avaliação sobre a relação atual entre o Poder Legislativo e o Executivo, e quais são os pontos cruciais que o senhor defende para garantir que essa parceria se reverta em benefícios concretos para a população?

“SALAME” Embora na eleição passada estivéssemos em lados políticos opostos, eu e o Prefeito Franklin já havíamos atuado juntos em legislaturas anteriores e sempre tivemos um relacionamento pessoal e político muito respeitoso. Hoje, Legislativo e Executivo trabalham com grande sinergia, o que beneficia diretamente a população valinhense, que vê uma administração dinâmica, arrojada e responsável. Não fazemos oposição por oposição; apoiamos tudo aquilo que representa os melhores benefícios para Valinhos.

FV O senhor é autor de 45 projetos de Lei. Destacamos sua atuação na área da transparência no trânsito, com dois projetos que obrigam a divulgação de arrecadação e aplicação de multas. Qual foi a motivação central para focar nesta pauta e qual o impacto que o senhor espera dessas leis na gestão municipal?
“SALAME” É verdade. Entre os Projetos de Lei que apresentamos, o de Transparência no Trânsito e o que obriga a publicação do cardápio da merenda escolar tiveram grande impacto. A iniciativa de transparência permite que a população saiba quanto é arrecadado em multas e fiscalize se esses recursos estão sendo aplicados em melhorias no trânsito, como sinalização e engenharia de tráfego, além de destinar parte do valor à Guarda Municipal. Já a divulgação do cardápio da merenda garante aos pais a oportunidade de acompanhar o que será servido aos seus filhos nas escolas.

FV Em conjunto com outros vereadores, o senhor é coautor do PL que obriga a aquisição de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar local. Qual a importância estratégica deste projeto para o produtor rural valinhense e para a qualidade da alimentação fornecida pelo município?
“SALAME” Este Projeto de Lei, elaborado em parceria com outros vereadores, busca incentivar e valorizar o produtor rural e a agricultura familiar de Valinhos. Seu sucesso já é reconhecido pela população, que tem prestigiado as feiras de produtos da agricultura familiar, atraída pela qualidade, pela procedência direta do produtor e pelos preços competitivos, já que não há intermediários. Isso garante melhor rentabilidade ao produtor, oferece um espaço de comercialização mais adequado e o estimula a continuar produzindo. Como produtor rural na área do café, conheço de perto essas dificuldades e reforço que nosso apoio ao setor é fundamental.

FV Além dos projetos já citados, quais são as áreas (como Saúde, Educação, Infraestrutura, etc.) que o senhor considera prioritárias para a apresentação de novos projetos de Lei e quais temas o senhor pretende focar nos próximos anos de mandato?
“SALAME” É difícil apontar prioridades; muitas vezes, as demandas que chegam ao vereador, seja pelo Executivo ou pela observação da necessidade da população, podem fazer o vereador transitar pelas pastas mencionadas em sua pergunta. Estamos vendo hoje uma cidade em ritmo acelerado de investimentos em infraestrutura, e estamos atentos a esses movimentos. Em relação à saúde, sempre tivemos uma atuação bem forte; é, sem dúvida, a demanda que mais chega ao meu gabinete. A Educação sempre deve ter uma atenção especial, porque é o futuro de nossa população, e procuramos atender da mesma forma que as outras áreas. Uma preocupação não mencionada, mas que também demanda muita atenção e carinho, é o Terceiro Setor, que tem, em suas instituições municipais, um papel extraordinário na sociedade valinhense e precisa ser também incentivado.

FV A Câmara Municipal tem um papel fiscalizador essencial. Que tipo de fiscalização o senhor tem priorizado ou pretende intensificar no atual mandato para garantir a correta aplicação dos recursos públicos e a qualidade dos serviços prestados à população?
“SALAME” A aprovação das contas do Executivo e do orçamento municipal passa pela Câmara, que analisa e vota a LOA, o PPA e a LDO, podendo apresentar emendas para aprimorar as propostas do Executivo. Alterações orçamentárias também precisam de aprovação dos vereadores, que exercem seu papel de fiscalização. Além disso, o vereador pode solicitar informações a qualquer momento para avaliar a aplicação dos recursos públicos. O acompanhamento dos serviços das Secretarias é constante, e as reclamações da população servem como termômetro para orientar cobranças e ações junto ao Executivo.

FV Seu histórico mostra um empenho em buscar recursos estaduais e federais para Valinhos. Em quais áreas esses recursos foram mais significativos nos últimos mandatos e quais parcerias em Brasília e São Paulo o senhor pretende fortalecer agora?
“SALAME” Tenho um excelente relacionamento político e pessoal com o Deputado Federal Carlos Sampaio, graças ao qual consegui, ao longo dos meus mandatos, mais de R$ 14 milhões em emendas para Valinhos, beneficiando áreas como Saúde, Infraestrutura, Educação, Segurança, Esportes e o Terceiro Setor. Além disso, estamos ampliando parcerias e fortalecendo novos contatos políticos para as próximas eleições, o que deve aumentar ainda mais nossa capacidade de captar recursos para o município.

FV Olhando para sua trajetória política e sua ideologia, quais são os valores e as convicções que mais o mobilizam e guiam suas decisões na Câmara Municipal?
“SALAME” Apesar de representarmos uma liderança político-partidária na Câmara Municipal de Valinhos, nossa base tem se posicionado de forma harmônica, produtiva e independente, nossos vereadores têm suas convicções, não temos tradicionalmente questões de votos fechados pelo partido nas propostas votadas, mas sendo direto a sua pergunta, meus valores de honestidade, ética e compromisso com a verdade me conduzem a fazer o melhor por Valinhos, norteando minhas decisões e espero estar cumprindo minhas obrigações como também estar devolvendo aos meus eleitores a confiança e expectativa que depositaram em mim através dos seus votos.

FV O que os valinhenses podem esperar do Vereador “SALAME” para este novo mandato e qual é o legado que o senhor espera deixar ao final de sua trajetória política na cidade?

“SALAME” Um vereador, obviamente, atua em diversas frentes visando o melhor para a população, seja fiscalizando, com Projetos, mas também é o vereador um forte braço político do município que interage com parlamentares Estaduais e Federais, em busca de recursos que colaborem com a melhoria do orçamento da administração Municipal, o legado a ser deixado é a sensação de dever cumprido, bons projetos e atuação ativa em busca de recursos, além de prestar um bom serviço como vereador à população, estas metas, se cumpridas, certamente serão um bom legado, quando se findar minha vida pública.

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Alternativa

A Arte como objeto de alerta, transformação e solidariedade

Neste fim de ano, a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos lança mais uma edição especial das tradicionais latas de panetone ilustradas. Um projeto que já se tornou parte afetiva do Natal dos valinhenses. Em 2025, o ilustrador responsável é Ronaldo Busato, publicitário, designer e diretor de criação da empresa de experiências imersivas Alice Wonders. Ronaldo assina a arte inspirada nos beija-flores. Em entrevista à Folha de Valinhos, ele conta a história das latas, explica a importância do projeto para a instituição e lembra o legado do idealizador da Casa da Criança, Anélio Zanuchi, cuja missão sempre foi “cuidar de uma criança no mundo”. Confira os principais trechos da entrevista.

FOLHA DE VALINHOS Ronaldo, antes mesmo de falarmos da campanha deste ano, quem foi Anélio Zanuchi- para você e qual é a importância dele na sua relação com a Casa da Criança e com este projeto das latas de panetone?
RONALDO BUSATO Como falar da campanha do panetone sem começar falando do amigo Anélio? O Anélio foi e sempre será um motor de transformação para todos nós em Valinhos. Para mim, ele ocupa um lugar íntimo, tive a felicidade de conviver com ele, de dividir conversas ainda quando muito jovem, de sentir na prática essa capacidade rara que ele tinha de acolher, de ouvir e de transformar ambientes com a própria presença. Ele era aquele tipo de pessoa que chegava sem alarde, humilde e transformava tudo a sua volta. Por isso, minha ligação com ele é hoje minha ligação com a Casa da Criança. Esse projeto das latas só faz sentido porque carrega o espírito que o Anélio deixou, a ideia de que cuidar de uma crian- ça é cuidar do presente e do futuro. Cada lata ilustrada, cada campanha que a gente coloca na rua, é também uma forma de manter vivo esse legado.
Falar do panetone é falar dele. Sem o Anélio, nada disso existiria. Ele tinha uma visão muito humana, e suas açoes geraram uma instituição sólida, respeitada e profundamente comprometida com a proteção e o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Cada lata que produzimos é, de alguma forma, uma continuidade do gesto dele. É como se cada ilustração dissesse, “Nós seguimos acreditando”.
E, sinceramente, acho que esse projeto só toca tanto as pessoas porque ele carrega verdade. Carrega o que o Anélio deixou, um chamado para que todos nós participemos dessa rede de cuidado. É reconhecer que todo esse movimento existe porque um dia ele acreditou que uma criança merecia o melhor que o mundo pode oferecer, merecia amor e carinho incondicional, e nós seguimos acreditando juntos.

FV As ilustrações das latas já viraram tradição na cidade. Como nasceu essa ideia e qual é a história por trás desse projeto que você conduz há 12 anos?
RONALDO BUSATO Esse projeto começou há mais de uma década com um desejo muito e surgiu com a nossa coordenadora a Adriana Simões que trouxer ideias de outros locais por onde tinha passado, e a ideia é simples, usar a arte como ponte entre pessoas e propósito. A ideia sempre foi convidar ilustradores de Valinhos ou de fora para criarem edições especiais a cada Natal. Com o tempo, percebemos que as latas se tornaram mais que um presente: elas carregam memória, afeto e o símbolo do trabalho transformador da Casa da Criança. Cada edição traz uma voz, uma estética e uma mensa- gem própria. Este ano, minha inspiração veio da minha irmã, Silvana Busato que é pesquisadora e professora de biologia floral na USP e trabalha com polinizadores, especialmente os beija-flores. Eu sempre senti que eles carregam uma energia de continuidade, e é assim quando polinizam flores, dão a possibilidade de plantas continuarem a existir. A natureza ensina muito sobre a vida, é quase um lembrete silencioso de que a vida esta em nossa capacidade de transformação.

FV Este ano vocês conseguiram um patrocinador que apoiou a campanha. Qual é a importân- cia desse passo para o futuro das latas?
RONALDO BUSATO É um avanço enorme. Sempre buscamos por marcas e empresas que entendessem o valor simbólico e social das latas.
O patrocínio ajuda a cobrir parte dos custos e, no futuro, nossa meta é zerar completamente a produção para que todo o lucro seja revertido à instituição.
A Casa da Criança vive de doações, trabalho comunitário e muita dedicação.
Quando uma empresa coloca sua marca na lata como foi com a Plié, ela está dizendo: “Eu também cuido dessa causa.” Isso eleva o impacto e permite que a gente amplie a campanha, envolva mais pessoas, produza mais unidades fortalecendo essa tradição.

FV Como você enxerga a relação entre arte e solidariedade nesse projeto?
RONALDO BUSATO Para mim, arte é conexão. Ela toca onde as palavras às vezes não alcançam. Quando uma família compra uma lata, ela leva para casa um panetone, mas leva também uma história.
Leva a missão da Casa, o legado do Anélio, a sensibilidade de cada ilustrador que já participou. É como se a lata fosse um peque- no manifesto: “Não esquecemos das crianças.”
E no momento em que alguém a coloca na mesa de Natal, essa mensagem se espalha.
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FV Você é publicitário, designer e hoje atua como diretor de criação na Alice Wonders. Como sua trajetória profissional influencia seu trabalho como ilustrador da campanha?
RONALDO BUSATO Meu trabalho na Alice Wonders é criar uma narrativa imersiva aproximando pessoas a marcas através de experiências sensoriais que emocionem e marquem.
Lido com projetos que misturam tecnologia, arte e storytelling.
Essa vivência acaba se refletindo em tudo que eu faço.
Com as ilustraçoes desse ano, penso na composição, no impac- to visual, na narrativa que aquela imagem vai despertar quando chegar na casa das pessoas. E, acima de tudo, penso na emoção.
Se uma lata consegue fazer alguém sorrir, lembrar de algo bonito ou simplesmente sentir esperança, então cumpriu seu papel. A arte existe para isso

FV Para encerrar: qual mensagem você deseja deixar para quem adquirir a lata deste ano?
RONALDO BUSATO Que ela seja um símbolo de esperança por dias melhores.
Que o beija-flor estampado ali lembre cada pessoa de que delicadeza também é força.
E que, ao adquirir uma lata, a pessoa saiba que está participan- do de algo maior, ajudando a Casa da Criança a continuar sua missão, como o Anélio sonhou.
Que essa lata inspire mais bondade, mais cuidado e mais amor neste Natal e em todos os dias do ano.

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Valinhos

Yoshida defende projetos e cobra prioridade para direitos humanos

Com uma trajetória que une o Direito, a História e a docência, o vereador Marcelo Yoshida (PT) detalhou sua visão sobre o trabalho legislativo em entrevista à Folha de Valinhos no projeto “Fala Vereador”. Yoshida explica que sua formação e a experiência como professor e fundador do Cursinho Popular Contexto o mantêm próximo das necessidades da população, moldando uma atuação baseada na representatividade e nos limites legais.
O vereador, em seu segundo mandato, abordou a urgência de políticas ambientais, destacando o conceito de “Cidade-esponja” e cobrando o envolvimento firme do Executivo na destinação orçamentária. Questionado sobre pautas de inclusão, Yoshida lamentou a falta de avanço em políticas para a população LGBTQIA+ e apontou a violência contra mulheres e crianças como principal violação a ser combatida na cidade, sugerindo o fortalecimento do Conselho Tutelar.

FOLHA DE VALINHOS Considerando sua formação em Direito, História, e sua atuação como professor, como essas diferentes áreas do conhecimento e sua experiência no Cursinho Popular Contexto influenciam e moldam sua abordagem e prioridades no trabalho legislativo em Valinhos?
MARCELO YOSHIDA A minha formação em direito me ajuda a entender os limites e as possibilidades de atuação no legislativo. Tive experiências de estágio em alguns órgãos públicos que me permitiram entender melhor as necessidades da população.

Como professor de história da rede municipal de Valinhos e como fundador do Cursinho Popular Contexto, tenho contato diário com a população fazendo com que a minha atuação seja muito próxima das pessoas com as quais convivo.

FV O senhor propôs projetos importantes sobre conservação ambiental, gestão urbana sustentável e o conceito de “Cidade-esponja”. Diante desse desafio, qual o maior desafio prático para tirar essas ideias do papel e modernizar a infraestrutura de drenagem, e como o Executivo deve ser envolvido para garantir o sucesso dessas políticas?
MY Existem grandes desafios, como a regulamentação de projetos já aprovados e a destinação de orçamento público para as necessidades ambientais da cidade. O Executivo tem papel central na concretização dessas políticas, pois a destinação orçamentária é feita pela Prefeitura. Além dos gestores, a população também precisa reconhecer a importância dessas ações. Diante dos impactos frequentes das enchentes, é essencial que todos compreendam que um meio ambiente equilibrado é direito de todos e garante dignidade e sobrevivência, especialmente das futuras gerações. Devemos fazer a nossa parte em Valinhos.

FV Especificamente sobre o projeto “Cidade-esponja”: entre as ações propostas (pavimentos permeáveis, teto-verde, jardins de chuva), qual o senhor considera que teria o impacto mais rápido e eficaz na redução de enchentes em pontos críticos da cidade?
MY É importante destacar que as políticas de Cidade-esponja só funcionam se aplicadas em conjunto; adotar apenas uma proposta é insuficiente para gerar impacto relevante. Toda política pública é mais efetiva quando envolve diversos setores, e com o meio ambiente não é diferente. Como propor pavimentos permeáveis sem diálogo com as secretarias de Obras, Serviços e Mobilidade? É essencial que haja integração entre as pastas e condução política firme, priorizando o meio ambiente — caso contrário, vira ação apenas para “sair na foto”. Um exemplo de oportunidade perdida é o estacionamento ao lado da Festa do Figo, que poderia ter recebido pavimento permeável sem prejuízo ao objetivo da Prefeitura, especialmente porque o cruzamento entre a Av. Joaquim Alves Corrêa e a R. Raimundo Bissoto é um ponto recorrente de alagamentos.

FV O senhor participou da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB de Valinhos e atua em defesa dos Direitos Humanos. Qual é o maior avanço que a cidade de Valinhos alcançou recentemente em termos de políticas de diversidade e inclusão, e quais são os próximos passos legislativos que o senhor pretende dar para proteger e garantir os direitos da população LGBTQIA+ e de outras minorias na cidade?
MY Infelizmente, a cidade não tem avançado em políticas de diversidade e inclusão para a população LGBTQIA+, e as iniciativas existentes ainda são incipientes. O primeiro passo seria implementar uma política de formação contínua para todos os servidores, para que compreendam melhor a temática e se sensibilizem, garantindo um atendimento mais adequado. Assegurar o acesso humanizado da população LGBTQIA+ ao serviço público significa garantir saúde, educação e assistência social — pilares da cidadania.

FV O senhor presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara por quatro anos e atua na defesa dos Direitos Humanos. Qual é a principal violação de direitos que a Câmara Municipal precisa enfrentar urgentemente em Valinhos?
MY Valinhos tem registrado aumento de notificações de violência contra a mulher e crimes contra crianças e adolescentes. A Câmara já enfrenta esse tema há anos, mas é preciso que o Executivo o priorize. Fortalecer o Conselho Tutelar — incluindo a criação de uma segunda unidade, já permitida pelo porte da cidade — é um caminho.

Também é necessária uma casa de acolhimento para mulheres vítimas de violência, com apoio psicológico, social e jurídico. São medidas pontuais, que devem estar articuladas a outras políticas públicas de prevenção à violência e ao abuso.

FV O senhor está em seu segundo mandato e apresentou um volume expressivo de proposituras (65 projetos de lei, 701 requerimentos, etc.). Qual dessas proposições, já aprovadas ou em tramitação, o senhor considera o maior legado de seu primeiro mandato ou a maior prioridade para este novo mandato, e por quê?
MY Minha atuação como parlamentar trouxe a Valinhos uma política mais inclusiva e representativa. No primeiro mandato, destaque para a Lei Municipal nº 6.456/2023, que reconhece cultos e liturgias de religiões de matriz africana como patrimônios culturais imateriais. Mesmo sem professar fé, busco ampliar vozes historicamente excluídas do debate público. Outra iniciativa, apresentada anualmente, é o Projeto de Lei que institui o Dia Municipal de Combate à LGBTfobia (17 de maio), muitas vezes arquivado. Esses exemplos mostram o quanto Valinhos ainda precisa avançar na inclusão de grupos que construíram e vivem na cidade, pagando impostos e sofrendo violência cotidiana.

FV A moção de apoio contra a violência política de gênero é um tema relevante. Como a Câmara Municipal de Valinhos, por meio de legislação ou fiscalização, pode atuar de forma mais contundente para criar um ambiente político mais seguro e equânime para mulheres e grupos minoritários?
MY A violência política, seja de gênero ou contra grupos minorizados, reflete desigualdades sociais. Participar da política significa entrar em espaços tradicionalmente ocupados por homens cisgênero, brancos e de classe média-alta. Quando outros grupos acessam esses espaços, enfrentam assédio moral, sexual e até violência física. A diversidade na política deveria ser vista como positiva, trazendo novas ideias e soluções, além de evidenciar problemas antes invisíveis.

FV Sua trajetória é marcada pela descendência japonesa e a participação na Associação Nipo-Brasileira. De que forma a herança cultural de seus pais e avós, baseada em valores como disciplina e comunidade, se reflete em seu estilo de fazer política?
MY Como a maioria dos descendentes de imigrantes japoneses, a minha educação foi rígida e pautada no trabalho duro. Valores como disciplina, honestidade e honra são trabalhados desde muito cedo e são incorporados no nosso modo de vida. Esses são elementos que eu carrego dessa formação. Não há atalho para se ter um bom resultado. É através da disciplina, do trabalho duro e numa relação honesta com as pessoas que os frutos do trabalho aparecem.

FV O senhor foi reeleito pelo PT, um partido com forte presença na política nacional. Como o senhor avalia a relação entre a política municipal e a política estadual/federal, e de que forma essa articulação partidária pode beneficiar diretamente os cidadãos de Valinhos?
MY Não há outro caminho para uma política que beneficie a população que não passe pelo diálogo entre os representantes dos entes federativos. Os recursos e repasses do governo federal são essenciais para a manutenção e implementação de políticas em benefício da população. Hoje, no atual governo federal, há disposição e abertura para o diálogo e tenho certeza de que o prefeito tem tido portas abertas para tratar de assuntos importantes da nossa cidade.

FV Como vereador de oposição, qual a sua avaliação atual sobre a gestão do Prefeito Franklin? Como o senhor tem conseguido conciliar sua atuação fiscalizadora e de defesa das pautas do seu partido com a necessidade de diálogo e cooperação com o Executivo para garantir que projetos importantes para a população, como os de saúde humanizada e resiliência climática, sejam efetivamente implementados?

MY O governo municipal está prestes a completar 1 ano e, mesmo sendo oposição, é possível perceber o ímpeto em cumprir o que foi prometido na campanha. Por fazer parte de outro grupo político com visões ideológicas distintas, tenho discordâncias sobre a condução de algumas políticas, prioridades e metodologia. No entanto, com esforço e diálogo, é sempre possível encontrar caminhos e objetivos comuns pelo bem da população, buscando garantir os direitos básicos dos cidadãos e cidadãs de Valinhos.

FV Olhando para o futuro de Valinhos, qual o objetivo a longo prazo (além do mandato atual) que o senhor tem para a cidade? Qual é a “bandeira” que o Vereador Marcelo Yoshida espera deixar hasteada na história política de Valinhos?
MY A cidade de Valinhos precisa honrar a história das pessoas que a construíram, sem apagar e ignorar a existência de determinados grupos. Precisamos olhar para o nosso passado, entender e reconhecer um passado escravocrata, racista, misógino. Negar essa história é esconder o problema debaixo do tapete, significa não sermos honestos conosco. A partir desse reconhecimento, caminhar para a construção de uma sociedade que se direcione para a igualdade, sem preconceitos, sem racismo, sem machismo, sem LGBTfobia.

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Terceiro Setor

FEAV 10 Anos: Foco na unidade e transparência

O Fórum das Entidades Assistenciais de Valinhos (FEAV) completa 10 anos de fundação com foco em fortalecer o Terceiro Setor. A presidente Eliane Macari ressalta que a organização evoluiu, tornando-se um negócio social que assessora e representa as instituições, gerando emprego e acolhimento. A conquista da sede própria no Casarão impactou a comunidade, servindo como polo de projetos e capacitações. O lema “Juntos Somos Mais” se mantém como estratégia principal na atuação com as 11 Organizações Sociais.

FOLHA DE VALINHOS — A FEAV nasceu do ideal de pessoas como Paulo Sérgio Paschoal, Fernando D’Ávila e Wanda Dini, com o objetivo de fortalecer o Terceiro Setor. Após 10 anos, como a senhora avalia que a FEAV conseguiu cumprir essa missão inicial e qual é o maior legado deixado pelos fundadores, como o saudoso Marcos José Vedovato?

ELIANE MACARI A FEAV evoluiu com o passar dos anos… É notório o reconhecimento e a importância junto às instituições, que são os protagonistas dessa organização.

A FEAV existe para e pelas instituições que executam um trabalho essencial no território. Essa evolução se dá pela importância do 3º Setor e também pelas demandas geradas pelas próprias instituições, através de uma escuta ativa.

O assessoramento é vital para essa parceria e temos que considerar que o 3º Setor é um negócio social, gera empregos e seu produto final é o atendimento, o acolhimento e a diminuição ou redução da vulnerabilidade social dos assistidos. Ressalto ainda que, além das instituições associadas, a FEAV apoia alguns coletivos, que são projetos existentes no território e que também executam um trabalho social importante.

Esses voluntários — Paulo, Fernando e Wanda — continuam nesse processo de atuar, influenciar e colaborar com a causa no município, muitas vezes de forma quase anônima… tudo pela causa!

Marcos Vedovato deixou sua marca com o Instituto Esperança, e teremos a oportunidade de homenageá-lo in memoriam, assim como Anélio Zanuchi, que é um exemplo para todos nós!

Isso é a FEAV: a construção de um todo e com todos, juntos! São 10 anos com foco na unidade, credibilidade e transparência!

 

FV — De que maneira o papel da FEAV mudou ou se ampliou nestes 10 anos? O lema “Juntos Somos Mais” ainda reflete a principal força e estratégia do Fórum na atuação atual com as 11 Organizações Sociais?

ELIANE Criamos esse slogan “Juntos somos +++” na pandemia e ele é válido até hoje — e com mais intensidade! A FEAV se fez representar nesses 10 anos junto às instituições, à sociedade civil e ao poder público, com transparência, relevância e propósito, buscando a atuação nos eixos de assessoramento, representação, mobilização e parcerias, com toda atenção às necessidades das OSCs e do território. Um ponto importante nos últimos anos foi dar visibilidade ao que é feito, e a comunicação foi essencial para o processo de contar quem somos, o que fazemos e para quem fazemos.

Uma parceria que aconteceu em 2021 com o IDIS, organização social sediada em São Paulo e que apoia instituições no Brasil através do programa Transformando Territórios, proporcionou à FEAV um crescimento em relação à governança e gestão, através de treinamentos, seminários, assessoria e troca de experiências com outras organizações do Brasil e do exterior.

FV — A conquista do Casarão, doado pela FEAC, foi um marco. Qual é a importância simbólica e prática desta sede para o fortalecimento das entidades associadas e para a comunidade de Valinhos, servindo como “polo social” e centro de capacitações?

ELIANE A doação do espaço e do Casarão FEAV tem um impacto significativo para o município e para a FEAV, uma vez que por mais de 30 anos funcionou ali uma creche, cuja importância e história todos reconhecem. Por outro lado, a FEAV tem uma sede e permite utilizá-la de diferentes formas: as OSCs têm acesso direto para suas reuniões e eventos; o bazar da ACESA está instalado lá e com sucesso; os grupos de artesanato Margaridas e GAVV têm seu próprio espaço; o salão social recebe reuniões corporativas, capacitações e treinamentos; as feiras de Natal e Dia das Mães… Enfim, um espaço pronto para receber, acolher, reunir e proporcionar interação, novos projetos e, claro, o pertencimento.

FV — A FEAV tem projetos notáveis como o JovemTEC e o acolhimento de refugiados em parceria com a ACOVIDAS. Qual desses projetos a senhora considera ter gerado o impacto social mais significativo para a população atendida em Valinhos?

ELIANE Entendo que o JovemTEC traz para Valinhos um marco histórico: preparar o jovem para entrar e cursar uma escola técnica, com uma profissão aos 18 anos, considerando o parque industrial que Valinhos tem! Acompanhamos o grupo de jovens desde a 1ª edição, sem evasão da escola técnica, e queremos ver esse jovem empregado, construindo seu futuro. A partir de 2025 o projeto JovemTEC está sendo aplicado pelo Círculo do Amigo dos Patrulheiros.

A ACOVIDAS precisa participar de uma política pública, tendo em vista o número de refugiados em Valinhos e atendidos pelo Cesar e pela sociedade civil. A FEAV orienta e apoia a transformação do projeto ACOVIDAS em uma OSC, e trabalhamos no último mês na preparação e assessoramento junto ao Cesar para que isso aconteça.

FV — O “Projeto Devolva” (coleta de eletrônicos) e o “SOS AVC Valinhos” estão em andamento. Como eles se integram à visão de sustentabilidade e saúde da FEAV, e quando a comunidade poderá ver os resultados mais palpáveis dessas iniciativas?

ELIANE O Projeto DEVOLVA está alocado no pilar de meio ambiente da FEAV e já apresenta resultados consideráveis, com a arrecadação de 12 toneladas em um período de 10 meses. A comunicação junto à população e os pontos de coleta ampliam a consciência sobre o descarte correto de itens eletrônicos, e as escolas têm um papel fundamental nesse processo, que deverá ser a próxima ação do projeto.

O Projeto SOS teve início com rodas de conversa e informações sobre os riscos do AVC, os cuidados e a prevenção. Durante 2025 trabalhamos com alguns grupos de pessoas que tiveram AVC e criamos uma rede com a Secretaria da Saúde para entender a demanda e como executar o serviço. O Projeto SOS AVC deixará de ser um projeto e, no início de 2026, será uma OSC — Associação de Cuidados e Prevenção SOS AVC — em andamento e finalizando os registros necessários, ocupando ainda um espaço no Casarão FEAV que já foi adequado para esse fim pelo idealizador do projeto e presidente da OSC, Paulo Sérgio Paschoal.

FV — O programa “Valinhos Solidária”, em parceria com a Atados, tem mobilizado um grande número de voluntários. Qual é a estratégia da FEAV para manter o engajamento e transformar esse alto interesse em contribuições contínuas e estruturais para as entidades?

ELIANE A disponibilidade de vagas mediante a necessidade das OSCs e a comunicação são pontos fundamentais desse projeto. A partir da entrada do voluntário na OSC, há todo um cuidado em receber, acolher, treinar, acompanhar e valorizar o trabalho — seja pontual ou contínuo. Entendemos que existe uma janela enorme de possibilidades e, maior ainda, um número de pessoas que podem dedicar-se ao trabalho voluntário, colocando seu tempo e talento a favor do outro. Um exemplo é um grupo de voluntários que se reúne às quartas-feiras na FEAV e trabalha na revisão de estatutos, regimentos e CEBAS das OSCs, entre outros.

FV — Em maio de 2025, a FEAV apresentou uma pauta unificada ao Executivo, destacando a necessidade de maior apoio à saúde mental e o reconhecimento das OSCs. Qual foi o avanço mais importante alcançado junto à Prefeitura e ao Legislativo desde aquela reunião?

ELIANE Para compor essa pauta ouvimos as OSCs e temos como principal ponto o relacionamento e a parceria com o poder Executivo e Legislativo. O reconhecimento e a relevância são cruciais nas demandas, e isso podemos considerar, tendo em vista as emendas impositivas que estão em andamento e um novo edital para o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos no território, serviço esse que contempla o atendimento de crianças e jovens. Outras demandas estão encaminhadas, com o acesso e diálogo com o poder público.

FV — Em sua terceira gestão, a senhora lida com desafios constantes, como a manutenção do Casarão e as demandas das 11 entidades. Qual é o principal desafio que a FEAV precisa superar nos próximos anos para continuar crescendo e sendo relevante?

ELIANE O maior desafio é a captação de recursos para manter o custeio do Casarão e novos projetos que possam impactar o território através das OSCs, atendendo à missão da FEAV.

FV — A celebração de 10 anos incluirá o “Prêmio Solidariedade”. Qual o critério principal para a escolha dos homenageados e qual a mensagem que a FEAV deseja transmitir à comunidade ao reconhecer esses parceiros?

ELIANE Para essa edição vamos fazer diferente do que aconteceu em 2020, quando as OSCs elegeram os homenageados. Criamos uma comissão e elegemos os voluntários que contribuíram com a FEAV e com a causa social ao longo desses 10 anos. Esse trabalho tem continuidade, destacando que outras pessoas precisam e podem se engajar, colaborando e se colocando a favor de uma causa.

FV — Olhando para os próximos 10 anos, qual a maior ambição da sua gestão para a FEAV e para o Terceiro Setor de Valinhos? Existe um novo projeto grandioso que a senhora sonha em concretizar?

ELIANE O meu maior sonho e propósito é fazer uma sucessão e diretoria que tenham olhar para o futuro e, mais que continuidade, que tenham sucesso e ampliem o fortalecimento das OSCs; que garantam a sustentabilidade financeira da FEAV e, dessa forma, novos projetos para o território.

FV — Qual a mensagem que a senhora gostaria de deixar para os valinhenses sobre a importância de apoiar ativamente a FEAV e as entidades associadas neste momento de celebração dos 10 anos?

ELIANE Pessoalmente, recebi um grande presente ao liderar a FEAV nos últimos anos, apoiada por pessoas que acreditam no bem comum e que praticam o verdadeiro valor do amor ao próximo e à causa. Executamos ações que chegam a inúmeras pessoas e, na maioria das vezes, não sabemos quem é… O mais importante é chegar na ponta, no assistido!

A FEAV é única: tem que amar a causa, entregar o seu melhor — é desafiador. O apoio, a participação, o envolvimento da sociedade civil e, consequentemente, o pertencimento permitirão o crescimento e a evolução de todo esse trabalho que é feito, atendendo à missão e ao propósito da FEAV: orquestrar as entidades sociais e coletivos nos eixos de assessoramento, mobilização, representação e governança, impactando a transformação territorial de Valinhos.

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Vereador Conti vê “horizonte aberto” para novos projetos

Com 25 anos de experiência e sete mandatos na Câmara de Valinhos, o vereador Henrique Conti (Republicanos) avalia a “nova dinâmica” da administração municipal. Segundo ele, os principais diferenciais da gestão atual são a “vontade política, criatividade e agilidade para resolver os problemas” mais antigos da cidade. Em entrevista exclusiva à Folha de Valinhos, o vereador da base do governo afirmou que as propostas de campanha estão sendo transformadas em ações concretas, com foco na escuta da população. Conti destacou ainda que a gestão já atua nos principais gargalos, como as demandas represadas na saúde, o resgate de benefícios do funcionalismo público e as soluções viárias para a mobilidade urbana, como na Rua Campos Salles. O vereador também celebra que está em andamento a regulamentação da APA da Serra dos Cocais e o incentivo à economia verde.

FOLHA DE VALINHOS Com seus 25 anos de experiência e sete mandatos, o senhor é a voz mais longeva na Câmara. O Prefeito Franklin implementou uma ‘nova dinâmica’ na gestão municipal. Em sua visão, quais são os três principais diferenciais ou mudanças de paradigma que essa nova gestão trouxe em relação aos governos municipais anteriores que o senhor acompanhou?
VEREADOR HENRIQUE CONTI Vontade política, criatividade e agilidade para resolver os problemas. Alguns problemas muito antigos tiveram solução rápida.

FV O senhor, como vereador da base do governo, como avalia a eficácia da ‘nova dinâmica’ em transformar as propostas de campanha em ações concretas? E qual o papel da atual gestão na modernização e fortalecimento da Feira do Produtor Rural e de outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento rural e à economia local?
VEREADOR CONTI De fato, faço parte da base de sustentação do atual governo, pois, essa nova dinâmica tem mostrado resultados positivos. As propostas estão sendo gradualmente transformadas em ações concretas, com foco na escuta da população. Portanto, estamos tendo uma abertura real para o debate e para o aprimoramento das políticas públicas.

FV Com mais de 280 Projetos de Lei e 3.700 requerimentos ao longo de sua carreira, o senhor tem uma visão ampla das necessidades de Valinhos. Sob a ‘nova dinâmica’ de gestão, quais são os principais gargalos ou desafios que persistem na cidade, e como a atual administração está atuando (ou não) para resolvê-los?
VEREADOR CONTI Os gargalos que persistem são as demandas represadas na saúde, funcionalismo público que foi judiado nas administrações anteriores com perdas diversas e mobilidade urbana. Ele já está atuando nas três. Revendo procedimentos na saúde para dar maior agilidade. Resgatando benefícios dos servidores e iniciando as soluções viárias para o trânsito, como exemplo a Rua Campos Salles.

FV O senhor foi o autor da Lei que criou a APA da Serra dos Cocais e defende a agricultura há 25 anos. Como a ‘nova dinâmica’ da Prefeitura tem priorizado e investido na preservação da APA e na economia agrícola local, especialmente em face da pressão do crescimento urbano?

VEREADOR CONTI Com tratativas para a Regulamentação da APA da Serra dos Cocais para enfim tornar a região um polo turístico gastronômico. Com o incentivo aos agricultores, como revitalização das feiras, pagamento por serviços ambientais e de fruticultura, tal como, com a busca para Valinhos se tornar oficialmente a Capital do Figo Roxo e conquistar seu “selo de origem”.

FV O Fórum Permanente do Ribeirão Pinheiros é uma iniciativa sua, central para as questões hídricas. Com a preocupação constante de abastecimento, como o senhor avalia as ações e o planejamento de longo prazo da gestão atual para garantir a segurança hídrica de Valinhos, e qual o papel do Fórum nesse processo?
VEREADOR CONTI “O Fórum Permanente do Ribeirão Pinheiros” nasceu do nosso compromisso com a segurança hídrica e a preservação ambiental de Valinhos. Junto com a Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente, criada por lei de minha autoria, a ideia é transformar o debate em ações concretas. A gestão atual tem demonstrado sensibilidade para o tema, com investimentos em saneamento, recuperação de áreas e fortalecimento das políticas ambientais. É importante destacar também o papel do agricultor, que é o verdadeiro guardião do meio ambiente — ele preserva as nascentes e o solo, garantindo água e produção sustentável. Com uma Serra de preservação consolidada, nosso desafio é manter esse equilíbrio: desenvolvimento com responsabilidade, sempre pensando na sustentabilidade e na segurança hídrica das próximas gerações.

FV O senhor defende o ‘incentivo à participação da comunidade’ e um ‘crescimento planejado’ de Valinhos. Em que projetos ou instâncias a população tem sido efetivamente incluída na discussão sobre o futuro da cidade sob essa nova gestão, e o que pode ser aprimorado nesse diálogo?
VEREADOR CONTI A participação da comunidade foi um marco do governo Vitório. O Executivo quer resgatar esta prática, através da reativação de conselhos, comunidades de bairro e associações da sociedade civil.

FV Após 25 anos e no seu sétimo mandato, o que ainda o motiva a seguir na vida pública e qual a principal lição que o senhor aprendeu sobre a política municipal nesse período?
VEREADOR CONTI O que me motiva, após vinte e cinco anos, é ter um horizonte aberto para implantar projetos que há muitos anos lutei e agora finalmente tenho a chance de tornar realidade. Graças a uma situação nova, onde o Poder Executivo trabalha a favor do povo com vontade de fazer coisas novas e boas para o município. Uma realidade muito diferente daquilo que eu vivi na Câmara durante 25 anos. Isso motiva muito. Sinto-me renovado e animado. Exemplo recente desta motivação é a criação de novos espaços para a feira do agricultor.

FV Mais de 280 Projetos de Lei é um número expressivo. Qual é o tema que mais dominou sua atuação legislativa no último ano e qual projeto, em sua opinião, teve o maior impacto positivo imediato na vida do cidadão de Valinhos?
VEREADOR CONTI O tema que mais dominou minha atuação legislativa, além da preservação do meio ambiente e sustentabilidade, foram ações de melhorias e valorização do agricultor. De imediato foi implementada a “Feira do Povo”, precisamos melhorar as atuais e expandir a feira para os bairros da cidade atingindo mais consumidores.

E com o aumento das feiras novos agricultores poderão participar, alcançando um número significativo de agricultores locais, com objetivo de melhorar a renda dos agricultores e garantir maior sustentabilidade para a fruticultura.

FV Quais serão as três pautas prioritárias que o senhor pretende levar para o debate e para a votação da Câmara nos próximos anos?
VEREADOR CONTI Atuar em conjunto com o Poder Executivo na regulamentação da APA Serra dos Cocais e na regulamentação do pagamento por serviços ambientais e de fruticultura. Colaborar no fortalecimento de conselhos municipais, conselhos comunitários de saúde e associações de bairro.

FV O senhor é um dos criadores da Feira do Produtor Rural no Parque Municipal, que completou em 2025, 23 anos. Qual o legado social e econômico dessa iniciativa para as famílias de produtores de Valinhos ao longo dessas mais de duas décadas? E qual tem sido o papel da ‘nova dinâmica’ da gestão municipal no suporte, na ampliação e na modernização desse e de outros espaços de comercialização local?
VEREADOR CONTI Há 23 anos a Feira do Produtor Rural, que acontece aos sábados, se transformou em um espaço de convivência e de orgulho. O objetivo da feira era gerar renda e aproximar o produtor da população. É um projeto que ajudou muitas famílias a permanecer no campo, valorizando o trabalho rural e garantindo alimentos frescos e de qualidade à nossa cidade.

O maior legado, sem dúvida, é o impacto social e econômico e a preservação da nossa identidade agrícola. Como bem dito, a atual gestão tem trazido uma nova dinâmica, investindo na modernização, no apoio técnico e na ampliação dos pontos de comercialização, fortalecendo tanto a Feira do Produtor quanto outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento rural e à economia local.

FV O agroturismo é um pilar de desenvolvimento que o senhor incentiva. Valinhos tem um potencial enorme para combinar sua história com a produção rural. O senhor vê a atual gestão municipal trabalhando de forma integrada — entre Turismo, Cultura, Agricultura e Meio Ambiente — para transformar o agroturismo em uma matriz econômica mais forte? Quais projetos o senhor defende para alavancar esse setor na cidade?
VEREADOR CONTI O agroturismo funciona como vitrine da fruticultura de Valinhos. O governo atual está atuando para capacitar mais propriedades para receber o turista e criando novas opções de circuito. O agroturismo e o ecoturismo em propriedades rurais ajudam a consolidar as áreas rurais e fortalecê-las. Valinhos foi pioneira do agroturismo no Circuito das Frutas. Precisamos retomar a liderança da nossa região produtora de frutas. A ‘Região de Valinhos’ é o nosso polo da fruticultura.

FV Para encerrar, qual a sua principal mensagem ou compromisso para os eleitores e para a comunidade de Valinhos, especialmente em relação ao papel do vereador dentro da ‘nova dinâmica’ do governo municipal?
VEREADOR CONTI O vereador tem que estar conectado com a comunidade, promovendo debates e dando espaço para a comunidade se manifestar. Nós temos que ser os porta-vozes dos anseios populares.

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Alternativa

De Valinhos para a COP 30: O protagonismo da advocacia local na crise climática global

Neste domingo, dia 9, Valinhos ganha representatividade no maior fórum climático do mundo. A Dra. Elza Cláudia dos Santos Torres, presidente da Comissão Especial do Clima (COMCLIMA) da OAB Valinhos, embarca para Belém como embaixadora e representante da subseção na COP 30. Em entrevista à Folha de Valinhos, Dra. Elza destaca que sua participação tem um “simbolismo muito especial”, pois reafirma que o protagonismo climático “nasce nos municípios”. A missão da COMCLIMA é trazer de volta para a região ferramentas práticas de governança local, legislações e experiências que fortaleçam a economia verde e a capacidade da cidade de enfrentar eventos climáticos extremos. A advogada enfatiza que o Direito e a atuação local são essenciais para transformar compromissos globais, como o Acordo de Paris, em realidade para Valinhos. Leia a entrevista completa no Portal da Folha de Valinhos.

FOLHA DE VALINHOS A senhora embarca para a COP 30 como representante da COMCLIMA (Comissão Especial do Clima) da OAB Valinhos. Qual é a importância e o significado desta representação de uma Subseção do interior de São Paulo em um evento de dimensão global como a COP?

DRA. ELZA Em primeiro lugar, gostaria de agradecer por minha participação neste espaço e parabenizar o FV pela interessante pergunta e pelo destaque da observação, quanto à representação de uma subseção do interior de São Paulo em um evento de dimensão global como a COP.

Pois bem, essa representação carrega um simbolismo muito especial. Estar na COP 30 como presidente da Comissão Especial do Clima (COMCLIMA) da OAB Valinhos e como Embaixadora da ANAMMA e do movimento Mulheres pelo Clima e Biodiversidade significa levar para um fórum global a voz da advocacia de uma subseção do interior de São Paulo, comprometida com a transformação climática global, a partir do território local do município. Representar Valinhos e a OAB em um evento dessa magnitude é reafirmar que o protagonismo climático não é exclusivo das grandes capitais ou das instâncias federais — ele nasce nos municípios, na atuação cotidiana de pessoas e instituições que fazem a diferença.

FV  Quais foram os principais temas e pilares da COP (mitigação, adaptação, financiamento, tecnologia, capacitação) que foram priorizados pela OAB Valinhos na preparação para o evento, e qual a principal contribuição que a senhora espera trazer de volta para a nossa região?

DRA. ELZA A OAB Valinhos, por meio da COMCLIMA, tem como pilares de atuação a mitigação, a adaptação, a capacitação técnica para trabalharmos com as SBNs (SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA), o engajamento da sociedade, e, de forma especial, da comunidade escolar. Trabalhamos para fomentar políticas públicas que reduzam emissões, mas, sobretudo, para fortalecer a capacidade dos municípios de se adaptarem aos impactos da crise climática.

Na volta da COP, espero trazer instrumentos práticos de cooperação e de governança climática local — modelos de legislação, incentivos à economia verde e experiências exitosas que possam inspirar ainda mais a advocacia valinhense e regional, os gestores, e os cidadãos da nossa região.

FV Como o Direito e a atuação da advocacia podem ser ferramentas eficazes para a implementação dos compromissos climáticos (como as NDCs do Acordo de Paris) no nível municipal e estadual, e como essa discussão se insere no contexto da COP?

DRA. ELZA Penso que o Direito é o alicerce da ação climática. Ele transforma compromissos internacionais em normas, planos e instrumentos executáveis. A Advocacia tem um papel essencial na tradução técnica dessas metas — como as NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas)— para a realidade dos municípios, por meio de leis, contratos sustentáveis, licitações verdes e instrumentos de planejamento territorial urbano e rural. Na COP, levaremos a mensagem de que a Advocacia Climática no município de Valinhos é uma ponte entre a ciência, a política pública e a cidadania.

FV A COP 30 será sediada no Brasil, na Amazônia. Quais são as expectativas e os desafios únicos de ter uma Conferência focada em clima e desenvolvimento sustentável realizada no bioma amazônico, e como isso impacta os debates sobre os temas “povos indígenas” e “perdas e danos”?

DRA. ELZA A Amazônia, s.m.j., é o coração climático de nosso lindo Planeta Azul. Realizar ali a COP 30 é um convite à reflexão sobre os limites do nosso modelo de crescimento econômico. É também uma oportunidade de ouvir os povos indígenas e as comunidades tradicionais, guardiãs de um conhecimento ancestral indispensável à preservação dos ecossistemas.

O tema de “perdas e danos” é uma das pautas centrais da COP 30, pois tem o objetivo de passar da fase das promessas acordadas nas COPs anteriores (Paris, Baku, entre outras) para a implementação efetiva do Fundo de Perdas e Danos. O denominado “Roteiro de Baku a Belém”, propõe um montante de pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais em financiamento climático global até 2035, com o objetivo de ampliar o acesso a recursos para os países em desenvolvimento e às áreas mais vulneráveis aos impactos da Crise Climática, incluindo para as perdas e danos.

Penso, ainda, que o tema de “perdas e danos” ganha um sentido ainda mais profundo quando discutido na Amazônia, porque nos lembra que os impactos climáticos não são apenas econômicos, mas, sobretudo, sociais, culturais e que tocam a dimensão da dignidade da pessoa humana.

FV O princípio da “responsabilidade comum, porém diferenciada” exige que países desenvolvidos liderem o financiamento climático. Quais são as expectativas em relação aos avanços nas negociações de financiamento e tecnologia na COP 30, especialmente em benefício dos países em desenvolvimento como o Brasil?

DRA. ELZA Esperamos que a COP 30 avance na definição de mecanismos mais transparentes e eficazes de financiamento climático, garantindo recursos para adaptação, mitigação e tecnologia nos países em desenvolvimento. O Brasil tem um papel estratégico como mediador entre o Norte e o Sul globais. Precisamos mostrar que investir em natureza é investir em economia, e que o financiamento climático não é caridade — é uma questão de justiça e sobrevivência coletiva.

 

FV O tema da “Transição Justa” tem ganhado destaque nas negociações. Como a senhora entende a aplicação desse conceito, que busca garantir que a mudança para uma economia de baixo carbono seja equitativa e inclusiva, no contexto brasileiro?

DRA. ELZA A Transição Justa significa garantir que a mudança para uma economia de baixo carbono não deixe ninguém para trás. No Brasil, isso envolve qualificação profissional, inovação tecnológica e inclusão social, mas também, respeito aos territórios e às vocações locais.

Defendemos que essa transição precisa ser territorializada, incorporando as realidades dos municípios, que podem servir de laboratórios vivos para políticas públicas climáticas integradas — como Valinhos — que possui Unidades de Conservação (Estação Ecológica, ARA – Área da Reforma Agrária e a APA da Serra dos Cocais), além de suaszonas ruraisde grande importância para o desenvolvimento econômico e socioambiental sustentável, cooperando efetivamente para a descarbonização regional, bem como para atrair segurança hídrica e alimentar.

 FV Valinhos, inserida na RMC, sofre com eventos climáticos extremos. De que forma a senhora avalia a vulnerabilidade climática de Valinhos e como as discussões sobre Adaptação e resiliência na COP 30 podem oferecer modelos ou insights para a gestão pública municipal?

DRA. ELZAValinhos já sente os efeitos das mudanças climáticas, como: chuvas intensas, inundações, ondas de calor, estiagens muito secas que favorecem incêndios, em áreas de vital importância para a biodiversidade e regulação climática, a exemplo, da Serra dos Cocais e de áreas verdes e rurais nas regiões da Fonte Mécia, do Macuco, Capivari e Reforma Agrária. Isso exige um olhar sistêmico sobre adaptação e resiliência.

O Lançamento do Fórum Permanente sobre Mudanças Climáticas de Valinhos e Região, em 6 de outubro, último, nasceu justamente para responder a esse desafio, reunindo poder público, academia, setor privado, sociedade civil, e as comunidades escolares. Na COP 30, buscarei experiências internacionais de resiliência territorial nos municípios (englobando suas zonas urbanas e rurais), formação de corredores ecológicos, microflorestas e soluções baseadas na natureza, que podem inspirar e fortalecer a gestão pública local.

FV Existe algum modelo de legislação ambiental ou de clima, debatido ou apresentado na COP, que a senhora considera urgente e viável de ser adaptado e proposto para os municípios da nossa região (Valinhos/Campinas)?

DRA. ELZA Sim. É urgente que os municípios adotem leis municipais que abranjam ações climáticas, alinhadas ao Acordo de Paris, prevendo metas de redução de emissões e planos de adaptação. Para tanto, entendo que tais ações, deveriam estar contempladas e previstas nas leis orçamentárias, como o PPA (Plano Plurianual), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual), tendo como fundamento a Lei do Plano Diretor, que, em meu modo de ver é a base, inclusive, para obtermos verbas e financiamentos (nacionais e/ou internacionais), inclusive dos fundos climáticos que serão trabalhados nesta COP.

Outro ponto é a integração entre planejamento climático e o planejamento territorial municipal (urbano/rural), incluindo incentivos fiscais verdes e diretrizes de revitalização verde — como o que estamos a implementar em Valinhos por meio do Projeto Primavera Municipal, com a multiplicação das microflorestas urbanas e dos corredores ecológicos.

FV O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, IPCC, ressalta a importância dos relatórios científicos para a tomada de decisão. Na sua opinião, como a OAB pode ajudar a mobilizar a sociedade civil, especialmente os jovens, para que a ciência do clima e os resultados da COP influenciem as políticas locais?

DRA. ELZA Eu sempre digo que a OAB é o grande ícone da sociedade civil, pois foi a responsável pela redemocratização do Brasil. Além disso, a OAB é uma instituição com credibilidade e capilaridade. Portanto, penso que podemos e devemos usar essa força para promover educação climática cidadã.

Por meio de outra importante Comissão da OAB Valinhos, que é a OAB Vai à Escola, são trabalhados com os estudantes, vários temas, entre eles: meio ambiente, sustentabilidade e mudanças climáticas, despertando-os desde cedo o senso de responsabilidade e pertencimento. Os jovens são agentes de transformação — e tenho minhas convicções que a Advocacia possa abrir caminhos para que a ciência se converta em ação.

FV  O que, na visão da Dra. Elza, seria considerado um resultado de sucesso para o Brasil na COP 30?

DRA. ELZA Um resultado de sucesso será aquele que alinhe a Justiça Social com a denominada  “Ambição Climática” (que significa alcançar a diminuição das emissões dos gases de Efeito Estufa e as remoções desses gases da atmosfera  – responsáveis pelo Aquecimento Global – através, por exemplo, do papel desempenhado pelas áreas verdes – rurais e florestais – na captura de carbono.   Queremos ver o Brasil reafirmando seu compromisso com o desmatamento zero, com a economia de baixo carbono e com o necessário fortalecimento da governança municipal, especialmente, por meio dos representantes da sociedade civil nos Conselhos Municipais. Mas, sobretudo, queremos que o país se veja como potência climática, reconhecendo que proteger nossos biomas é proteger a todos – nos dias presentes, e nos dias vindouros, com as futuras gerações.

FV  Qual é a mensagem mais importante que a senhora trará da COP 30 para a comunidade de Valinhos e, em especial, para os advogados e estudantes de Direito da nossa subseção, sobre o papel de cada um na agenda climática?

DRA. ELZA Minha mensagem é de fé, esperança e corresponsabilidade. A Advocacia tem o poder de transformar princípios em políticas, leis em práticas e compromissos em resultados concretos. A Agenda Climática não é uma pauta distante — ela começa localmente, no município, no escritório, na escola, na praça, na igreja, na casa de cada cidadão. Voltarei da COP 30 com o propósito renovado de fortalecer essa consciência: agir localmente é influenciar globalmente. E é isso que move o trabalho da COMCLIMA e da OAB Valinhos.

 

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Valinhos

Vereador Fábio Damasceno analisa crescimento de Valinhos e prioriza saúde

O vereador Fábio Damasceno, em seu quarto mandato, discutiu na proposta “Fala Vereador” o impacto do crescimento populacional de Valinhos, que exige maior fiscalização e investimento em saúde, creches e trânsito. O parlamentar, que também é pastor, afirmou que sua fé e sua formação em Gestão Pública orientam suas decisões com base na justiça social, na ética e no combate à corrupção. Damasceno ressaltou que, na prática, seu trabalho é guiado pelas necessidades dos munícipes, com prioridade para o atendimento básico. Ele destacou ainda a aprovação de leis voltadas a valores cristãos e à proteção da família, como o Maio Laranja e ações de combate ao abuso infantil. O vereador elegeu a saúde como seu principal desafio atual.Fábio Damasceno confirmou apoio integral ao prefeito Franklin Duarte, destacando o alinhamento político do Republicanos e a preocupação da gestão com a população mais vulnerável.

FOLHA DE VALINHOS O senhor está em seu quarto mandato, sendo o primeiro em 2004, o segundo em 2008, e eleito nas duas últimas eleições, 2020 e 2024. O que o motivou a retornar à vida pública em 2020 e quais são as principais diferenças que o senhor nota entre a Valinhos de 2008 (início do primeiro mandato) e a Valinhos atual?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO De 2004 para 2024, a principal mudança observada é o aumento populacional da cidade, que em 20 anos teve um acréscimo superior a 30 mil pessoas, gerando maior demanda nas áreas de saúde, creches e trânsito. Esse crescimento populacional desenfreado requer mais fiscalização e cobrança dos vereadores, além de ações efetivas para atender toda essa demanda.

FV O senhor tem uma longa trajetória como pastor e atualmente está licenciado do ministério para se dedicar integralmente à vida pública. Como a sua experiência pastoral e os princípios de sua fé influenciam o seu trabalho e as suas decisões como vereador?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO A experiência pastoral e os princípios de fé fornecem uma base de valores, como justiça social, compaixão e ética, que norteiam as decisões do vereador. Isso se traduz em um compromisso com a transparência, a responsabilidade e o combate à corrupção na administração pública.

FV Com formação em Gestão Pública e MBA em Administração Pública e Gerenciamento de Cidades, de que maneira o seu conhecimento acadêmico tem sido aplicado na elaboração de projetos de lei e na fiscalização das ações do Executivo em Valinhos?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO O conhecimento acadêmico ajuda muito no planejamento da cidade como um todo, com visão a médio e longo prazo. Porém, é fundamental atrelar esse conhecimento ao dia a dia da população. A necessidade das pessoas que mais precisam é o que me direciona na apresentação de projetos, indicações, fiscalização e solicitações. Entendo que os municípios devem sempre priorizar o investimento no atendimento básico da sociedade, como saúde e educação.

FV O senhor é conhecido por suas posições cristãs e conservadoras, e por defender firmemente a família, a luta contra as drogas e o combate ao abuso e exploração sexual infantil. Na prática, quais são os projetos ou ações que o senhor considera mais impactantes em Valinhos relacionados a essas bandeiras?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO E sem dúvida, os valores cristãos e da família são o alicerce da minha gestão. Entre os projetos de lei aprovados, destaco: a proibição de banheiros unissex, a proibição da linguagem neutra no município, o “Maio Laranja” contra o abuso e exploração infantil — inclusive com eventos anuais realizados pelo nosso gabinete —, a lei que proibiu em Valinhos a contratação de qualquer pessoa condenada pela Lei Henry Borel (que institui medidas de proteção à criança e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar) e a lei que promove o combate ao acesso das crianças a conteúdo pornográfico. São algumas das leis que luto incansavelmente, visando uma cidade que forme cidadãos de bem.

FV O senhor é autor de leis como a proibição de banheiros unissex e do uso da linguagem neutra nas escolas. Poderia explicar a motivação e o impacto que o senhor espera que essas leis tenham na comunidade escolar e na sociedade de Valinhos?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO Apesar de algumas divergências com decisões do Supremo, exerci meu papel como vereador e, principalmente, como cidadão. Ter pessoas de bem passa pela educação e pelo conceito de ética, disciplina e respeito à família.

FV A instituição da Marcha para Jesus e a criação do “Maio Laranja” são leis de sua autoria com focos diferentes. Qual é a importância da Marcha para Jesus para a comunidade evangélica da cidade e qual é a relevância do “Maio Laranja” no contexto da proteção das crianças e adolescentes de Valinhos?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO A Marcha para Jesus é um evento que une as igrejas, gerando um momento de confraternização entre os povos e celebração da fé e do amor em Cristo. É um evento que já existe em inúmeras cidades, e Valinhos não poderia ficar de fora, atraindo pessoas de toda a região.
O “Maio Laranja” é uma lei voltada à luta contra o abuso e exploração sexual infantil. É um tema que me preocupa cada vez mais, pois os noticiários mostram o aumento desses graves crimes. Anualmente, são realizadas palestras, eventos na cidade e ações nos semáforos, conscientizando a população sobre o disque 100, que pode ajudar a prevenir esses crimes, que deixam marcas profundas e inesquecíveis.

FV No seu quarto mandato, quais são os principais desafios que o senhor enxerga para a Câmara Municipal na atual legislatura (2025-2028) e quais temas urgentes precisam ser priorizados pelo Poder Legislativo?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO Neste quarto mandato, meu desafio é atender a população com prioridade na saúde. Não posso aceitar que uma pessoa com dor ou sofrimento não consiga ser atendida, não realize um exame no prazo adequado ou espere anos por uma cirurgia. Já fui autor de inúmeras moções nesse sentido, como o pedido de uma AME para Valinhos, Poupatempo da Saúde e Carreta da Mamografia, entre outros. Também já consegui diversas emendas para a saúde.

FV O senhor foi reeleito em 2024 com 1.114 votos. Como avalia o aumento da votação e o que esse resultado representa para o seu trabalho e para a base de eleitores que o senhor representa?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO É resultado de um trabalho de muita proximidade com a população. Entender genuinamente suas necessidades e fazer o possível — e o impossível — para atendê-la. Pedidos como Refis (anistia fiscal), isenção do ISSQN, redução na tarifa de água e desconto na conta para aposentados são vertentes de um trabalho de quem compreende o momento econômico da população e o quanto cada real faz diferença na felicidade das famílias.

FV Como o vereador Fábio Damasceno mantém um canal aberto de comunicação e escuta com os moradores de Valinhos para identificar demandas e transformá-las em indicações ou projetos de lei?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO Tenho meu próprio celular, que muitos munícipes usam para me acionar diretamente, além das minhas redes sociais (Facebook e Instagram), onde também atendo a todos. Temos ainda o telefone da Câmara, com contato direto com nosso gabinete, um celular específico para a população e os celulares dos meus assessores. Todos juntos priorizam o atendimento ao munícipe, mantendo as portas sempre abertas.

FV Atualmente, qual é a sua posição — de apoio, oposição ou independência — em relação ao governo municipal liderado pelo prefeito Franklin? Quais são os pontos que o senhor elogia e quais merecem maior atenção ou críticas?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO Sou o mais antigo integrante do Republicanos na cidade. O Republicanos é um partido de direita e faz parte do Governo Franklin, e hoje temos, ao lado do PL, a maior bancada no município. Desta forma, e principalmente pelo longo tempo de conhecimento que tenho do Franklin — cidadão, vereador e presidente da Câmara —, apoio integralmente o prefeito. Como ponto de destaque da nova gestão, ressalto a preocupação com a população que mais precisa, o que nos identifica, e sua disposição e dinâmica de trabalho, que farão a diferença para a cidade.

FV Pensando além do seu mandato, quais são os planos e aspirações políticas do vereador Fábio Damasceno para o futuro e como pretende continuar contribuindo para o desenvolvimento e a qualidade de vida em Valinhos?

VEREADOR FÁBIO DAMASCENO Teremos uma eleição muito importante no próximo ano, onde precisamos de menos polarização e mais foco na ajuda à sociedade. Temos o governador Tarcísio em nosso partido, que conta com nosso total apoio.
Minha missão pertence a Deus; pretendo continuar sempre próximo da população e melhorar a vida das pessoas. Fazer o dia a dia da população melhor é minha eterna missão.

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Economia

Haddad defende cortar financiamento do crime organizado no Brasil

Ministro da Fazenda alerta que combate só nas comunidades não basta; operação Fronteira apreendeu drogas, armas e mercadorias ilegais

Por Elaine Patricia Cruz

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira, dia 31, em São Paulo, que o combate ao crime organizado deve ir além das operações em comunidades e focar em asfixiar suas fontes de financiamento.

“Não adianta apenas o chão de fábrica. Precisamos chegar nos CEOs do crime organizado, que precisam pagar pelo que fazem. Caso contrário, o dinheiro volta a abastecer a criminalidade”, afirmou Haddad.

Durante a entrevista, o ministro pediu ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que convença a bancada do PL a aprovar a lei do devedor contumaz, que endurece as regras para quem usa a inadimplência fiscal como estratégia de negócio. Haddad alertou que muitos desses devedores contumazes têm ligação com a criminalidade organizada.

“O devedor contumaz é um tipo de sonegador que mistura recursos ilícitos com atividades lícitas para lavar dinheiro, como postos de gasolina e motéis interditados em São Paulo”, explicou.

Para combater essas práticas, a Receita Federal publicou uma portaria obrigando fundos a divulgar os CPFs dos beneficiários. Segundo Haddad, a medida permitirá identificar laranjas, residentes ou não-residentes e aumentar o poder fiscalizador do governo.

A Operação Fronteira, iniciada em 22 de outubro, teve como alvo rotas de contrabando, tráfico de drogas, armas e animais. Nos últimos 15 dias, foram registradas:

  • 27 prisões;

  • Mais de 3 toneladas de drogas apreendidas;

  • 213 mil litros de bebida adulterada retirados de circulação;

  • Mais de mil armas apreendidas;

  • R$ 160 milhões em mercadorias ilegais confiscadas;

  • Apreensão de aeronave com mais de 500 smartphones de alto valor.

A operação envolveu 60 municípios em 20 estados e integrou órgãos como Exército, Marinha, Polícia Federal, Polícias Estaduais, Ibama, Anac, Anatel e Anvisa. Haddad destacou que todas as ações ocorreram sem mortes, demonstrando cooperação entre as instituições federativas.

“Você vai à comunidade pensando que combate o crime, mas os verdadeiros líderes estão em outro lugar, usufruindo da riqueza ilicitamente e aliciando jovens. Precisamos atuar em todas as camadas do crime”, concluiu o ministro.

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