Em Campinas

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Campinas faz 5º mutirão de 2024 contra a dengue neste sábado, 24

Agentes de saúde irão percorrer imóveis dos bairros Vila Vitória, Mauro Marcondes, Vida Nova I, Vida Nova II e Parque Aeroporto. Ação da Prefeitura ocorre em parceria com EPTV

 

A Prefeitura de Campinas faz neste sábado, 24 de fevereiro, o 5º mutirão de 2024 para prevenção e combate à dengue. A nova iniciativa de guerra contra a doença irá percorrer imóveis dos bairros Vila Vitória, Mauro Marcondes, Vida Nova I, Vida Nova II e Parque Aeroporto, das 8h às 12h. O trabalho é uma parceria entre Administração e EPTV, afiliada da TV Globo, por meio da 7ª Campanha Regional de Combate ao Aedes aegypti.
Os locais foram selecionados por causa do número de casos confirmados ou suspeitos de dengue nos últimos catorze dias e o objetivo é mobilizar a população para mais cuidados, especialmente com os resíduos: jogar lixo nos locais corretos, destinar ao ecoponto e não utilizar terrenos baldios são tarefas importantes para evitar criadouros e reduzir casos.
O ponto de encontro das equipes será o Centro de Educação Infantil (CEI) Regina Bittencourt Alves. Ele fica na rua Plínio de Moraes, 117, no Vida Nova.
O mutirão neste sábado deve reunir pelo menos 100 agentes da Saúde, incluindo trabalhadores da empresa Impacto Controle de Pragas, que atuam nas visitas aos imóveis para orientação e eliminação de criadouros. Eles usam uniforme formado por camiseta branca, com logo da empresa, e calça na cor cinza. O pedido é para que a população colabore nos trabalhos e, em caso de dúvidas, acione a Defesa Civil pelo telefone 199.
A Administração repetirá a estratégia de usar drones para localizar grandes criadouros do mosquito Aedes aegypti como piscinas e caixas d’água em imóveis identificados como desocupados ou em situação de abandono. Com isso, chaveiros podem ser acionados e esta medida está respaldada em decisão judicial de 2020, proferida nos autos do processo judicial n.º 1005810-97.2014.8.26.0114, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas.
O mutirão será multisetorial e conta com apoio de profissionais das secretarias de Serviços Públicos, Habitação, Educação, Assistência Social e de Trabalho e Renda, além da Guarda, Defesa Civil, Sanasa e Emdec. O balanço das ações deve ser divulgado na segunda, 26.
Estatísticas
De janeiro até quinta-feira, 22, a cidade teve 6.730 casos confirmados de dengue, mas nenhum óbito. Além disso, Campinas já registrou um caso importado de chikungunya.
Agenda
Os próximos mutirões já têm datas definidas. Os locais, contudo, serão definidos mais próximos de cada agenda, conforme a situação epidemiológica verificada pela Saúde.
– 24 de fevereiro
– 9 e 23 de março
– 6 de abril
Preocupação
Na primeira semana de fevereiro, a Saúde recebeu a confirmação dos primeiros casos de dengue na cidade causados pelos sorotipos 2 e 3 do vírus, que não circulavam desde 2021 e 2009, respectivamente. As amostras de sangue dos pacientes foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz e antes disso a metrópole só havia registrado sorotipo 1
A circulação simultânea dos sorotipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue ocorre pela primeira vez em Campinas. Os grupos mais vulneráveis para os sorotipos 3 e 4 são crianças, adolescentes e adultos que não tiveram contato com a doença e com estes sorotipos. Há risco maior de dengue grave quando uma pessoa é infectada por tipo diferente ao anterior.
Por enquanto, não houve identificação do sorotipo 4 do vírus da dengue em Campinas. Ele não é registrado na cidade desde 2014, mas já causou infecções em outros municípios.
Orientações sobre assistência
A pessoa que tiver febre deve procurar um centro de saúde imediatamente para diagnóstico clínico sobre a causa do sintoma. Portanto, a Saúde faz um apelo para que a população não banalize os sintomas e também não realize automedicação, o que pode comprometer a avaliação médica, tratamento e recuperação.
Já quem estiver com suspeita de dengue ou doença confirmada e apresentar sinais de tontura, dor abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio ou sangramentos deve buscar o quanto antes por auxílio em pronto-socorro ou em UPA.
O que já foi feito?
A Secretaria de Saúde de Campinas informa que desde dezembro de 2023 já colocou em prática uma série de medidas consideradas adicionais, sobre o plano regular de prevenção e combate à dengue, que inclusive começaram a ser copiadas por outros municípios brasileiros diante do contexto do aumento de casos da doença.
Neste ano, agentes de Saúde já visitaram 18,4 mil imóveis em quatro mutirões e ações de visitas às residências que antecederam estes trabalhos específicos para orientar a população e eliminar criadouros do mosquito transmissor da doença. Além disso, somente em 3 de fevereiro, um mutirão da Secretaria de Serviços Públicos recolheu 1,4 mil toneladas de lixo e entulho descartados irregularmente em áreas públicas de Campinas.
O plano inclui uma Sala de Situação para análise sistemática, reorganização da rede municipal de saúde e um novo site para divulgar informações. Os mutirões começaram em 6 de janeiro, nas regiões com mais casos suspeitos e confirmados, e a programação com esta frequência está mantida pelo menos até o início de abril.
Estatísticas do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) mostram que 80% dos criadouros estão nas residências.
Comitê de prevenção
Desde 2015 a Prefeitura conta com um comitê de prevenção e controle de arboviroses, que em 2023 passou a se chamar Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses. Ele reúne 14 secretarias: Governo; Saúde; Educação; Serviços Públicos; Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; Administração; Comunicação; Trabalho e Renda; Esportes e Lazer; Cultura e Turismo; Habitação; Relações Institucionais, e Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos. Também participam Defesa Civil, Serviço 156, Rede Mário Gatti, Setec e Sanasa.
No comitê é discutida a situação epidemiológica da cidade e, com isso, são desencadeadas as ações intersetoriais e apoio para as ações da Secretaria de Saúde. Mais informações estão no site: https://dengue.campinas.sp.gov.br.

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Campinas chega a 4,5 mil casos de dengue após atualizar dados de fevereiro represados

Número de registros foi de 3,2 mil para 4,5 mil entre sexta-feira, 16, e esta segunda, 19, incluindo período de Carnaval

Campinas chegou a 4.518 casos confirmados de dengue nesta segunda-feira, 19, após realizar um trabalho de digitação no fim de semana que atualizou os dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses. Neste trabalho foram considerados dados represados durante o Carnaval e maior número de atendimentos a pacientes no mês de fevereiro.
Na sexta-feira, a cidade tinha 3.204 registros. Portanto, o acréscimo de 1.304 casos não ocorreu neste intervalo de três dias. A atualização do painel é diária, salvo exceções.
Campinas não registrou nenhum óbito pela doença neste ano. A Saúde orienta que a comunicação das notificações seja enviada o mais rápido possível pelas unidades porque elas são consideradas para direcionar ações de campo contra a doença. Os casos graves ou morte precisam ser notificados obrigatoriamente em até 24 horas.
5º mutirão
A Prefeitura realiza neste sábado, 24 de fevereiro, o 5º mutirão de 2024 para prevenção e combate à dengue. A nova iniciativa de guerra contra a doença irá percorrer imóveis dos bairros Vila Vitória, Mauro Marcondes, Vida Nova I, Vida Nova II e Parque Aeroporto, das 8h às 12h. O trabalho é uma parceria entre Administração e EPTV, afiliada da TV Globo, por meio da 7ª Campanha Regional de Combate ao Aedes aegypti.
O mutirão será multisetorial e conta com apoio de profissionais das secretarias de Serviços Públicos, Habitação, Educação, Assistência Social e de Trabalho e Renda, além da Guarda, Defesa Civil, Sanasa e Emdec. O balanço das ações deve ser divulgado na segunda, 26.
Preocupação
Na primeira semana de fevereiro, a Saúde recebeu a confirmação dos primeiros casos de dengue na cidade causados pelos sorotipos 2 e 3 do vírus, que não circulavam desde 2021 e 2009, respectivamente. As amostras de sangue dos pacientes foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz e antes disso a metrópole só havia registrado sorotipo 1 A circulação simultânea dos sorotipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue ocorre pela primeira vez em Campinas.
Os grupos mais vulneráveis para os sorotipos 3 e 4 são crianças, adolescentes e adultos que não tiveram contato com a doença e com estes sorotipos. Há risco maior de dengue grave quando uma pessoa é infectada por tipo diferente ao anterior. Por enquanto, não houve identificação do sorotipo 4 do vírus da dengue em Campinas. Ele não é registrado na cidade desde 2014, mas já causou infecções em outros municípios.
Orientações sobre assistência
Caso o morador tenha febre, ele deve procurar um centro de saúde de Campinas para receber atendimento e orientações.
Já quem apresentar tontura, dor abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio ou sangramentos – nos casos de suspeita de dengue com febre ou de doença confirmada – deve buscar por auxílio em pronto-socorro ou em UPA.
O que já foi feito?
A Secretaria de Saúde de Campinas informa que desde dezembro de 2023 já colocou em prática uma série de medidas consideradas adicionais, sobre o plano regular de prevenção e combate à dengue, que inclusive começaram a ser copiadas por outros municípios brasileiros diante do contexto do aumento de casos da doença.
Neste ano, agentes de Saúde já visitaram 18,4 mil imóveis em quatro mutirões e ações de visitas às residências que antecederam estes trabalhos específicos para orientar a população e eliminar criadouros do mosquito transmissor da doença. Além disso, somente em 3 de fevereiro, um mutirão da Secretaria de Serviços Públicos recolheu 1,4 mil toneladas de lixo e entulho descartados irregularmente em áreas públicas de Campinas.
O plano inclui uma Sala de Situação para análise sistemática, reorganização da rede municipal de saúde e um novo site para divulgar informações. Os mutirões começaram em 6 de janeiro, nas regiões com mais casos suspeitos e confirmados, e a programação com esta frequência está mantida pelo menos até o início de abril. Estatísticas do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) mostram que 80% dos criadouros estão nas residências.
Comitê de prevenção
Desde 2015 a Prefeitura conta com um comitê de prevenção e controle de arboviroses, que em 2023 passou a se chamar Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses. Ele reúne 14 secretarias: Governo; Saúde; Educação; Serviços Públicos; Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; Administração; Comunicação; Trabalho e Renda; Esportes e Lazer; Cultura e Turismo; Habitação; Relações Institucionais, e Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos. Também participam Defesa Civil, Serviço 156, Rede Mário Gatti, Setec e Sanasa. No comitê é discutida a situação epidemiológica da cidade e, com isso, são desencadeadas as ações intersetoriais e apoio para as ações da Secretaria de Saúde.
Mais informações estão no site: https://dengue.campinas.sp.gov.br.

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Em Campinas Fumec reforça busca ativa em locais estratégicos para erradicar analfabetismo

Tendas espalhadas em pontos de grande circulação terão a orientação de monitores e matrícula imediata para os interessados

 

Tendas espalhadas nas cinco regiões de Campinas estão entre as ações estratégicas implementadas pela Fundação para a Educação Comunitária de Campinas (Fumec) para a conscientização e o engajamento da população na tentativa de reduzir, cada vez mais, o número de pessoas sem alfabetização no município.
 Até o dia 2 de março, monitores farão a abordagem das pessoas que passarem pelos postos estrategicamente instalados (veja abaixo). Ontem, hoje e amanhã, as equipes trabalham no Terminal da Vila Padre Anchieta, na Região Norte.
“Estamos empenhados em erradicar o analfabetismo na cidade de Campinas. Os locais estratégicos para a instalação das tendas, por exemplo, integram as ações pensadas para o Fevereiro Violeta, mês em que reforçamos a busca ativa para que pessoas não alfabetizadas tenham a oportunidade de frequentar a escola”, explica José Batista de Carvalho Filho, gerente de Educação de Jovens, Adultos e Idosos da Fumec.
Carvalho Filho explica que, nas abordagens,  a população é convidada a identificar e apresentar à Fumec pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar na idade apropriada. Isso os incentiva a conhecer mais sobre o projeto e a se engajar na propagação dessa política pública. As matrículas e o início das aulas são feitos de imediato”, afirma o gerente.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de dezembro de 2023, Campinas tem 14.746 pessoas sem alfabetização. Desde 2013, a Fumec atendeu aproximadamente 40 mil alunos na modalidade EJA Anos Iniciais.
 A campanha pela Busca Ativa foi iniciada em 2014. Para 2024, a Fumec dispõe de 104 classes, com a possibilidade de ampliação conforme as demandas. Os cursos oferecidos para Jovens, Adultos e IdososO a, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, são destinados a pessoas a partir de 15 anos, sem estudo ou com baixa escolaridade. O telefone para contato é (19) 3519-4300.
O aluno recebe material didático, uniforme, alimentação e vale transporte (para aqueles que moram ou trabalham a mais de dois quilômetros da unidade escolar).
Aqueles que pretendem dar continuidade aos estudos podem procurar a Secretaria Municipal de Educação (SME), que oferece o Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano). O telefone de contato é (19) 2515-7255. As informações sobre os cursos de educação profissional do Ceprocamp podem ser obtidas pelo telefone (19)  3731-3650.
 Veja os locais das tendas, com atendimento das 9h às 18h:
 Até 17/02 :Terminal de ônibus Padre Anchieta (R. Papa São Dionísio, 395 – Conj. Hab. Padre Anchieta) Região Norte
 Dias 19 e 20/02 – Parque Ecológico Dom Bosco ( Av. Com Emílio Pieri, 221 – Conj. Hab. Vida Nova, ao lado do mercado Dom Bosco) Região Sudoeste
Dias 21 e 22/02 – Praça Rita Teodora de Siqueira (Rua Armando Frederico Renganeschi, 641, Jardim Cristina) Região Sudoeste
Dias 23, 24, 26 e 27/02 – Praça da Concórdia (R. Manoel Machado Pereira, 902, Pq. Valença 1 – Campo Grande – em frente à subprefeitura) – Região Noroeste
Dias 28 e 29/02 – Praça José Benelli (Av. Eng. Antônio Francisco de Paula Souza, 1908 – Vila Georgina Região Sul
Dias 01 e 02/03 – Praça João da Cruz Prates (Rua Geraldo Afonso de Souza, Jd. Monte Cristo) – Região Sul

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Potencial turístico do Mercadão de Campinas será ampliado com reforma arquitetônica

Espaço é administrado pela Setec que montou uma estrutura climatizada para permissionários trabalharem durante as obras
Uma das sete maravilhas de Campinas, o Mercado Municipal de Campinas é tradicional. O aroma dos temperos vendidos no espaço evoca lembranças de quem entra no local. Atualmente, o prédio de 115 anos passa por sua primeira reforma de grande impacto que promete ampliar o potencial turístico do espaço. As intervenções incluem reforma estrutural e atualização arquitetônica e enquanto os trabalhos, com suas máquinas e ferramentas, trabalham para dar nova vida ao mercado, os permissionários continuam atendendo a população em tendas climatizadas que foram instaladas na área externa do mercado.
A continuidade do serviço foi garantida pela autarquia de Serviços Técnicos Gerais (Setec) que administra o espaço desde 4 de julho de 1983. A Setec, que completa 50 anos neste domingo, 11 de fevereiro, é responsável pelas permissões de uso para venda no local e possui uma relação de cuidado com os permissionários que fazem do Mercadão parte da trajetória de muitos campineiros.
Prova disso é a instalação da estrutura temporária no estacionamento do local, pensada para que o Mercadão não parasse durante a reforma. “Com isso, além de continuar a atender os clientes, preservamos negócios, muitos deles familiares, e empregos”, disse o presidente da Setec, Enrique Lerena.
Um ícone de Campinas, o Mercadão é parte da história da cidade e a reforma busca restaurar o prédio que estava muito desgastado com a ação do tempo. O prédio centenário será totalmente revitalizado, com recuperação da estrutura atual, ampliação da área de atendimento e padronização dos boxes. A construção do mezanino em estrutura metálica está em pleno andamento. Como projetado, o prédio também terá elevadores e banheiros na parte interna. A conclusão dos trabalhos está prevista para o segundo semestre de 2024.
A obra tem investimento de R$ 6.131.045,22, sendo R$ 5 milhões via convênio com o Ministério do Turismo e o restante por contrapartida do município.
Incentivo ao turismo
Segundo Lerena, a Setec mantém viva a história da cidade ao cuidar do Mercado Municipal. Os 120 permissionários comercializam diversos tipos de produtos. Há temperos, castanhas, secos e molhados, açougue, artigos de roupa, hortifruti e flores. As peixarias também são um ponto de parada tradicional para os campineiros, principalmente no feriado da Sexta-feira Santa. A reforma também se insere na revitalização do Centro. Outras obras estão ocorrendo, como a da avenida Campos Sales, da José Paulino, do Terminal Mercado, além dos incentivos fiscais para quem quer reformar imóveis particulares na área.
“O projeto de reforma do Mercadão inclui a criação do mezanino que terá uma praça de alimentação como a do Mercado Municipal de São Paulo. Esperamos que essa modernização impulsione o turismo no local, com moradores de Campinas e da região vindo visitar nosso mercado, não apenas para fazer suas compras, mas para conhecer as novas opções gastronômicas”, disse Lerena.
De acordo com o secretário de Infraestrutura, Carlos José Barreiro, da pasta responsável pelas obras, os serviços estão dentro do cronograma e seguindo os padrões definidos no projeto. O prédio é tombado desde 1983 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e, desde 1995, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc).
Já foram feitas a demolição dos boxes internos e a instalação das fundações que vão sustentar a construção do mezanino. “No momento, estamos executando o pavimento interno que inclui o mezanino, que é todo de estrutura metálica, bem como todas as estruturas de água e esgoto para os diversos boxes. Também estamos preparando as próximas etapas que contemplarão a reforma do telhado, da parte externa e de toda a alvenaria e reboco do Mercadão”, disse.
História de família
Da quarta geração de sua família a ter um negócio no Mercado Municipal de Campinas, Adriana Tavares Romero é fisioterapeuta de profissão, mas conta que é apaixonada pelo comércio e pelo Mercadão. A família possui uma peixaria, vende pescados frescos e congelados. A história da família Tavares se mistura à do próprio Mercado. “Meu bisavô  paterno, David Tavares, já vendia peixe quando o Mercadão ainda era estação Carlos Botelho, e o peixe vinha de trem de Santos. E só se comercializava sardinhas”, contou.
O primeiro box da família no Mercado foi adquirido por seu bisavô em 1958. Alguns anos depois, em 1976 a família comprou outro box, um açougue. Seu pai, David Tavares Filho, se juntou a ele e  abriu seu próprio açougue no Mercadão. A família chegou a ter três açougues no local. Em 1984, seu pai também abriu uma peixaria e por decisões de negócio, a família decidiu focar somente na venda dos peixes, continuando assim até hoje.
A obra é vista com muito bons olhos por Adriana que percebia que há algum tempo o espaço necessitava da reforma. “O Mercadão é um patrimônio de Campinas e precisava muito de uma revitalização. Sabíamos que não seria um período fácil para nós comerciantes, mas entendo que a prefeitura e a Setec se esforçaram muito para que os negócios tivessem o mínimo de impacto possível”, disse. Segundo ela, a experiência durante a reforma tem se mostrado melhor do que imaginava. As pessoas continuam a vir ainda que as condições não sejam tão favoráveis visto as condições próprias de uma obra. “Apesar das vendas terem diminuído um pouco, o impacto foi bem menor do que eu esperava. Vai passar logo e não vejo a hora de voltar para o prédio do Mercadão”, revelou.
As expectativas para a entrega do prédio pronto são grandes. “Vai ficar lindo. Minha peixaria vai ficar linda e tenho certeza que vai ter valido a pena passar por esse período da reforma”, disse. Assim como o presidente da Setec, Adriana acredita que a reforma vai ser muito boa para a população de Campinas que terá um lugar com mercadoria da mais alta qualidade e ainda um ponto turístico muito bom para ser visitado, com muito mais infraestrutura e opções de lazer. “Fico muito orgulhosa e feliz por estar vivenciando essa experiência e poder, em pouco tempo, voltar para o Mercadão nessa nova fase”, finalizou.
Para conhecer mais sobre a história da Setec, responsável pela administração do Mercadão, clique aqui.

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Em Campinas prefeito faz apelo por esforço conjunto contra a dengue

Evento no Salão Vermelho da Prefeitura reuniu empresários, líderes religiosos e representantes de movimentos sociais e de comunidades em Campinas

 

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, fez um apelo por esforço conjunto da sociedade para prevenção e combate à dengue no município durante um encontro de lideranças que lotou o Salão Vermelho da Prefeitura nesta quinta-feira, 8 de fevereiro. O encontro chamado “Todos contra a dengue” reuniu autoridades políticas, empresários e entidades de diversos setores, líderes religiosos e representantes de movimentos sociais e de comunidades.

Na apresentação, Dário destacou que a Prefeitura trabalha diariamente na luta contra a dengue, por meio de uma série de ações, mas lembrou que é preciso uma contrapartida da sociedade e considerou que o apoio de líderes em diferentes áreas é imprescindível.

O evento contou com participações de empresas como a Transurc, CPFL, Sanasa e Emdec, entidades como Recap, que representa postos de combustíveis da região, padres, pastores, líderes religiosos de matrizes africanas, representantes de movimentos sociais e de comunidades como a Central Única de Favelas de Campinas (Cufa), além do deputado federal Paulo Freire e vereador Carlinhos Camelô, que representou a Câmara Municipal.

“Nosso pedido é muito simples. Temos muitas lideranças, pessoas que podem nos ajudar a convencer todos os moradores de Campinas a fazer, uma vez por semana, checagem nas casas e quintas”, ressaltou o prefeito ao lembrar que dados do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas (Devisa) mostram que 80% dos criadouros estão nas residências.

Com a circulação simultânea dos sorotipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue em Campinas pela primeira vez, o objetivo é reforçar a conscientização dos moradores para eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro do Aedes aegypti, vetor da doença, e evitar uma possível explosão de casos em março. Desta forma, também é possível evitar novas mortes e impactos significativos na rede pública de saúde, sobretudo na Atenção Primária.

Os grupos mais vulneráveis para os sorotipos 3 e 4 são crianças, adolescentes e adultos que não tiveram contato com a doença e com estes sorotipos. Há risco maior de dengue grave quando uma pessoa é infectada por tipo diferente ao anterior.

Por enquanto, não houve identificação do sorotipo 4 do vírus da dengue em Campinas. Ele não é registrado na cidade desde 2014, mas já causou infecções em outros municípios.

Neste ano, Campinas já registrou 2.124 casos de dengue, mas nenhum óbito. A atualização do Painel de Monitoramento de Arboviroses foi realizado nesta quinta-feira, 8 de fevereiro.

Cuidados

O secretário de Saúde, Lair Zambon, destacou a representatividade dos participantes no encontro. Além disso, ponderou que o Município elevou oferta de consultas e medicamentos, por meio de investimentos, para responder ao aumento da procura pela assistência oferecida pelo SUS Municipal após o período mais severo da pandemia.

“Espero que daqui a três meses falem que o prefeito Dário ‘exagerou’. Isso vai mostrar que todo mundo se mobilizou”, ressaltou ao mencionar que a Administração já tem alertado e adotado uma série de ações para enfrentar a dengue desde dezembro de 2023.

Já a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Andrea von Zuben, fez uma apresentação sobre a dengue, incluindo transmissão e maneiras de prevenção: evitar qualquer acúmulo de água, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes, calhas e outros objetos. É importante, também, vedar a caixa d’água e manter fechados vasos sanitários inutilizados. “É preciso ajuda para eliminar criadouros, receber os agentes de saúde em visitas e mutirões, e, em caso de sintomas, procurar um centro de saúde”.

Para deixar o evento mais didático às vésperas do Carnaval, o grupo de teatro da Vigilância em Saúde Sudoeste fez uma apresentação musical durante o encerramento.

Orientações sobre assistência

Caso o morador tenha febre e mais dois sintomas associados (dor de cabeça, dor no corpo, náusea, vômito, manchas no corpo, dor articular, dor atrás dos olhos), ele deve procurar um centro de saúde de Campinas para receber atendimento e orientações.

Por outro lado, se apresentar tontura, dor de abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio e sangramentos, a busca por auxílio deve ser feita em pronto-socorro ou em UPA.

Comitê de prevenção

Em 2015, a Prefeitura criou o Comitê de Prevenção e Controle das Arboviroses, que no ano passado passou a se chamar Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses.

O grupo reúne 14 secretarias: Governo; Saúde; Educação; Serviços Públicos; Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; Administração; Comunicação; Trabalho e Renda; Esportes e Lazer; Cultura e Turismo; Habitação; Relações Institucionais, e Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos. Também participam Defesa Civil, Serviço 156, Rede Mário Gatti, Setec e Sanasa.

No comitê é discutida a situação epidemiológica da cidade e, com isso, são desencadeadas as ações intersetoriais e o apoio para as ações da Secretaria de Saúde. Mais informações estão no site: https://dengue.campinas.sp.gov.br.

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Campinas registra primeiros casos de sorotipos 2 e 3 da Dengue; entenda riscos

Devisa alerta que esta é a primeira vez em que sorotipos 1, 2 e 3 circulam de forma simultânea, o que aumenta a chance de casos graves. Cidade tem 1,9 mil casos

A Secretaria de Saúde de Campinas recebeu a confirmação dos primeiros casos de dengue na cidade causados pelos sorotipos 2 e 3 do vírus, que não circulavam desde 2021 e 2009, respectivamente. As amostras de sangue dos pacientes foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e antes disso a metrópole só havia registrado o sorotipo 1.
“Esta é a primeira vez em que três sorotipos da dengue circulam de maneira simultânea em Campinas, o que aumenta o risco de casos graves e de as pessoas se infectarem com um vírus que não têm imunidade”, alertou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea von Zuben. O problema é alertado desde o fim de 2023 pela Prefeitura, quando o prefeito, Dário Saadi, anunciou um pacote de medidas com objetivo de mobilizar a população para cuidados e evitar novas mortes pela doença .
“É importante que a população abra cada vez mais suas portas para os agentes da Saúde e colaborem fazendo sua parte na eliminação semanal de focos de água parada e potenciais criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Além disso, que procure de maneira correta assistência médica se apresentar sintomas. Queremos evitar casos graves da doença e que Campinas tenha vidas perdidas”, ressaltou o coordenador do Programa de Arboviroses, Fausto de Almeida Marinho Neto.
Por enquanto, não houve identificação do sorotipo 4 do vírus da dengue em Campinas. Ele não é registrado na cidade desde 2014, mas já causou infecções em outros municípios.
Quem são os mais vulneráveis?
Os grupos mais vulneráveis para os sorotipos 3 e 4 são crianças, adolescentes e adultos que não tiveram contato com a doença e com estes sorotipos. Há risco maior de dengue grave quando uma pessoa é infectada por tipo diferente ao anterior.
Os casos confirmados
Os moradores diagnosticados com os sorotipos 2 e 3 da dengue foram atendidos por serviços de saúde particulares em Campinas e evoluíram para cura. São eles:
Sorotipo 2
Mulher, 39 anos, coleta de exame em 3 de janeiro, residente na região Sudoeste.
Mulher, 37 anos, coleta de exame em 10 de janeiro, residente na região Leste.
Sorotipo 3
Mulher, 14 anos, coleta de exame em 18 de janeiro, residente na região Suleste.
Como o Adolfo Lutz avalia somente alguns casos para saber o sorotipo, não é possível afirmar se estas foram as primeiras infecções em Campinas para os subtipos 2 e 3, nem precisar a quantidade de casos de cada um. Desde 1º de janeiro a cidade registra 1.949 infectados e nenhum óbito. A atualização das estatísticas foi realizada pela Saúde na terça-feira, 6 de fevereiro.
O que está sendo feito?
A Secretaria de Saúde colocou em prática, desde dezembro de 2023, uma série de medidas consideradas adicionais, sobre o plano regular de prevenção e combate à dengue, que inclusive começaram a ser copiadas por outros municípios diante do aumento de casos.
Neste ano, agentes de Saúde já visitaram 18,4 mil imóveis em quatro mutirões e ações de visitas às residências que antecederam estes trabalhos específicos para orientar a população e eliminar criadouros do Aedes aegypti. Além disso, somente no sábado, 3 de fevereiro, um mutirão da Secretaria de Serviços Públicos recolheu 1,4 mil toneladas de lixo e entulho descartados irregularmente em áreas públicas de Campinas.
Ainda em janeiro, o prefeito de Campinas, Dário Saadi, enviou um ofício ao Ministério da Saúde para reivindicar a entrega de vacinas contra a dengue. A medida ocorreu após a cidade ficar fora da lista de municípios contemplados com a 1ª remessa, embora ela atenda a maioria dos requisitos para receber o imunizante. Veja aqui detalhes.
Combate à doença
A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida da sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença, mas cada cidadão precisa colaborar destinando corretamente resíduos e evitando criadouros. Dados do Devisa mostram que 80% dos criadouros estão nas residências.
Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar qualquer acúmulo de água, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes, calhas e outros objetos. É importante, também, vedar a caixa d’água e manter fechados vasos sanitários inutilizados.
Orientações sobre assistência
Caso o morador tenha febre e mais dois sintomas associados (dor de cabeça, dor no corpo, náusea, vômito, manchas no corpo, dor articular, dor atrás dos olhos), ele deve procurar um centro de saúde de Campinas para receber atendimento e orientações.
Por outro lado, se apresentar tontura, dor de abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio e sangramentos, a busca por auxílio deve ser feita em pronto-socorro ou em UPA.
Comitê de prevenção
Em 2015, a Prefeitura criou o Comitê de Prevenção e Controle das Arboviroses, que no ano passado passou a se chamar Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses.
O grupo reúne 14 secretarias: Governo; Saúde; Educação; Serviços Públicos; Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; Administração; Comunicação; Trabalho e Renda; Esportes e Lazer; Cultura e Turismo; Habitação; Relações Institucionais, e Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos. Também participam Defesa Civil, Serviço 156, Rede Mário Gatti, Setec e Sanasa.
No comitê é discutida a situação epidemiológica da cidade e, com isso, são desencadeadas as ações intersetoriais e apoio para as ações da Secretaria de Saúde. Mais informações estão no site: https://dengue.campinas.sp.gov.br.

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Capacitação reúne 250 mulheres empreendedoras em Campinas

Dividido em duas turmas, curso foi oferecido pelo Sebrae Campinas e realizado no Salão Vermelho da Prefeitura na segunda-feira, 5 de fevereiro

O programa Feira das Mulheres Empreendedoras, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, realizou na segunda-feira, 5 de fevereiro, o curso “Inteligência Emocional e colaboração – Práticas que trazem resultados”, em parceria com o Sebrae Campinas. Foram duas capacitações, uma pela manhã e outra à noite, direcionadas para empreendedoras que atuam nas lojas colaborativas instaladas em dois shoppings da cidade.
Cerca de 250 mulheres participaram. A maioria se inscreveu para o encontro no período da manhã. A capacitação “Inteligência Emocional e colaboração – Práticas que trazem resultados”, de 4 horas para cada turma, foi dada pela consultora do Sebrae Cláudia Mouro Silva.
O objetivo foi orientar as mulheres do grupo das lojas colaborativas para comportamentos adequados, visando o bom atendimento ao público e a fidelização do cliente. Outro ponto abordado foi o relacionamento interpessoal com equipe, com dicas sobre como promover um ambiente produtivo quando se atua de forma colaborativa.
“A capacitação faz parte do processo de empreender. Por isso, essa parceria com o Sebrae é tão importante”, afirma a secretária de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanosde Campinas, Vandecleya Moro.
“Mulheres do Bem”
Campinas tem duas lojas colaborativas, criadas a partir do programa municipal Feira das Mulheres Empreendedoras. Os locais focam a ampliação do empreendedorismo feminino em um espaço criado a partir do conceito de economia colaborativa, em que as empreendedoras participantes não precisam arcar com custos de aluguel ou taxas.
Uma das lojas fica no Campinas Shopping, a “Mulheres do Bem”, e a outra, chamada “Conexão Mulher”, está instalada no Shopping Parque das Bandeiras. As duas funcionam das 10h às 22h, de segunda a sexta-feira, e das 12h às 20h, aos domingos e feriados.
Há um rodízio entre as empreendedoras que apresentam seus trabalhos para a venda. As mulheres do programa Mulheres Empreendedoras se revezam para expor seus produtos por quinzena, assim, sempre há novidades para o público que visita as lojas.
O Programa Feira das Mulheres Empreendedoras de Campinas foi regulamentado pela Lei 16.506/2023.

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Ano letivo de 2024 de Campinas terá “Educação Antirracista” como tema transversal

Abertura do ano letivo foi realizada nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, data em que profissionais da rede retornaram para atividades com reuniões pedagógicas

“Educação Antirracista” é o tema que será abordado nas escolas municipais, de forma transversal, em 2024. A apresentação do tema foi realizada durante a abertura do ano letivo em cerimônia no Centro de Eventos da Secretaria Municipal de Educação (SME), no Jardim Chácara do Vovô, na quinta-feira, 1º de fevereiro. Foi também neste dia que os profissionais da rede retornaram para suas atividades com reuniões pedagógicas. As aulas começam na segunda-feira, 5 de fevereiro, com o retorno de 64 mil alunos às salas de aula.
Os professores e demais profissionais da Educação foram recebidos com apresentação de dança em homenagem ao Maestro Carlos Gomes. E, após a abertura oficial, houve palestra da juíza federal Flávia Martins de Carvalho, autora do livro “Meninas Sonhadoras, Mulheres Cientistas”.
Na abertura do evento, o prefeito de Campinas, Dário Saadi, agradeceu o trabalho realizado por toda a equipe da Educação. “Estamos investindo na estrutura das escolas, no material pedagógico, e em sua qualidade, mas a educação se faz com excelentes professores, com profissionais qualificados e Campinas tem isso”. Ele destacou que é por meio da educação que se poderá trabalhar com mais efetividade a pauta antirracista. “A educação tem um papel importante para combater o racismo”, disse.
Para o secretário municipal de Educação, José Tadeu Jorge, a escolha do tema, que já vem sendo trabalhado há muitos anos na rede de educação, é emblemática. “Chegou a hora de efetivamente dizer basta. É inadmissível que o racismo ainda permaneça na nossa sociedade. A educação tem um papel decisivo nessa questão. Nós podemos formar uma geração consciente e pronta para estabelecer um marco para eliminar o racismo das nossas vidas”, afirmou.
Também participaram da abertura, o secretário adjunto de Educação, Luiz Roberto Marighetti; o diretor pedagógico, Luciano Alves dos Reis; e o coordenador geral do Plano Primeira Infância Campineira, Thiago Ferrari.
A rede municipal de ensino tem 208 unidades, sendo 163 de Educação Infantil, 45 entidades colaboradoras de Educação Infantil e 45 escolas de Ensino Fundamental. Ao todo são 64 mil alunos matriculados.

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Fevereiro Violeta aposta em busca ativa na redução do número de analfabetos em Campinas

11ª Edição da Campanha também tem o objetivo de mobilizar e conscientizar a população para a importância da educação formal

 

A busca ativa por aqueles que ainda não são alfabetizados, a conscientização e o engajamento da população na tentativa de reduzir, cada vez mais, o número de pessoas privadas da oportunidade de frequentar uma sala de aula no município de Campinas, foram as principais metas apresentadas na manhã deste quinta-feira, 1º de fevereiro, pelo prefeito Dário Saadi, no lançamento da 11ª edição da Campanha Fevereiro Violeta, uma iniciativa da Prefeitura de Municipal de Campinas, por meio da Fundação Municipal para a Educação Comunitária (Fumec), vinculada à Secretaria Municipal de Educação (SME).

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de dezembro de 2023, Campinas tem 14.746 pessoas em alfabetização, o que representa 1,67% da população acima de 16 anos. Durante a solenidade de lançamento da campanha, realizada no CEU Estação Cidadania Cultura – Thaís Fernanda Ribeiro, na Vila Esperança, o prefeito Dário Saadi destacou a importância da busca ativa e do convencimento para levar à escola aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de se alfabetizar. “Posteriormente, é possível estender a escolarização para os cursos de qualificação profissional. A Educação é o melhor caminho para a melhoria de vida”, completou o prefeito.

Também participaram do evento o secretário adjunto de Educação, Luiz Roberto Marighetti, representando o secretário José Tadeu Jorge, Leandro Carvalho de Oliveira, representando o diretor executivo da Fumec, Ary Pissinatto, o gerente de Educação de Jovens, Adultos e Idosos = EJA Anos Iniciais da Fumec, José Batista de Carvalho Filho,  os vereadores Carlinhos Camelô e Rubens Gás, o diretor de Relações Institucionais da EPTV, Paulo Brasileiro, Padre Antonio Alves , da Paróquia São Marcos, além das diretoras Educacionais da Fumec Daniela Cristina de Menezes Cosso e Luciana Teston Sivalle.

Desafios e conquistas

O gerente de Educação de Jovens, Adultos e Idosos da Fumec, José Batista de Carvalho Filho, reforçou a característica de inclusão social da alfabetização e a necessidade de convencimento para que as pessoas busquem as escolas. Padre Antonio Alves reafirmou a importância de campanhas como o Fevereiro Violeta, mas lembrou a necessidade de que cada um faça a sua parte. “o poder público está cumprindo o seu papel, mas precisamos nos engajar”, afirmou.

O secretário adjunto de Educação, Luiz Roberto Marighetti, ratificou a alfabetização como um direito humano, comparando-a com saúde e habitação. “Alfabetizar é resgatar a dignidade humana.”

Os vereadores Carlinhos Camelô e Rubens Gás exaltaram o trabalho da Fumec na alfabetização de jovens, adultos e idosos e também na construção das 16 novas creches previstas para serem inauguradas em Campinas ainda este ano, além da valorização do ensino profissionalizante nos bairros com a construção de unidades do Ceprocamp. “A inserção no mercado de trabalho também é muito importante”, completou Rubens Gás. Paulo Brasileiro, da EPTV, reiterou o apoio à iniciativa. “Perseguimos o sonho de não haver ninguém que não saiba ler e escrever em Campinas”, sentenciou.

Hoje à tarde, a mobilização pela busca ativa em Campinas será na Regional Leste da Fumec, localizada no Jardim Myriam. Amanhã, será a vez das Regionais Sudoeste (manhã), no DIC IV, e Noroeste (tarde), no Jardim Santa Clara. À noite, o evento será realizado da Regional Sul, que fica na Vila Georgina.

Para o encerramento da Campanha, no dia 29 de fevereiro, está prevista uma palestra com o velejador Amyr Klink, no auditório do Ceprocamp Centro.

EJA Anos Iniciais

Desde 2013, a Fumec atendeu aproximadamente 40 mil alunos na modalidade EJA Anos Iniciais. A campanha pela Busca Ativa foi iniciada em 2014. Para 2024, a Fumec dispõe de 104 classes, com a possibilidade de ampliação conforme as demandas.

Os cursos oferecidos para Jovens, Adultos e Idoso, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, são destinados a pessoas a partir de 15 anos, sem estudo ou com baixa escolaridade. O telefone para contato é (19) 3519-4300. O aluno recebe material didático, uniforme, alimentação e vale transporte (para aqueles que moram ou trabalham a mais de dois quilômetros da unidade escolar).

Aqueles que pretendem dar continuidade aos estudos podem procurar a Secretaria Municipal de Educação (SME), que oferece o Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano). O telefone de contato é (19) 2515-7255. As informações sobre os cursos de educação profissional do Ceprocamp podem ser obtidas pelo telefone (19)  3731-3650.

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Educação de Campinas tem 1,5 mil cozinheiras para preparar 285,9 mil refeições ao dia para os alunos

Em Campinas, 170 mil estudantes fazem suas refeições nas escolas; são 15 cardápios diferentes, inclusive para quem tem restrição alimentar
Diariamente, a Secretaria Municipal de Educação de Campinas serve 285,9 mil refeições para 170 mil estudantes das escolas municipais e estaduais. São alunos que estão matriculados desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Para dar conta do recado, entra em cena um time formado por 1.500 cozinheiras que tem a missão de levar à mesa um cardápio bastante diversificado e que, para isso, sempre está em busca de novidades.
Para mantê-las sempre atualizadas com o que há de mais novo na área da alimentação no ambiente escolar, frequentemente essas profissionais passam por cursos de formação. O primeiro deste ano, está marcado para começar nesta terça-feira, 23 de janeiro, e prossegue até a sexta, dia 26. Na capacitação, elas irão aprender um pouco mais sobre as boas práticas para os serviços de alimentação.
Durante o curso, as cozinheiras terão aulas sobre proteção individual, cuidados com a higiene e armazenamento de alimentos. Os encontros serão realizados durante quatro dias, nos períodos da manhã e tarde. Para as profissionais da empresa Verde Mais, as aulas serão no Salão Vermelho da Prefeitura de Campinas, no Centro. Enquanto para as cozinheiras da Base Facilites, a formação será no Campus II da PUC-Campinas, no Jardim Ipaussurama.
Variedade
A alimentação escolar é composta por 15 cardápios diferentes, que atendem também os estudantes com intolerâncias e restrições alimentares. Neste último caso, as refeições são pautadas seguindo as orientações do médico do aluno.
A refeição dos estudantes é organizada levando em conta a permanência dos alunos na escola. Quanto mais tempo, mais refeições são servidas. Há escolas, como as de período integral, que oferecem o café da manhã, passando pelos lanches, até a última refeição (jantar), que é servida antes do aluno deixar a unidade.
A alimentação escolar de Campinas já foi premiada inúmeras vezes, como a melhor do Estado de São Paulo, em virtude da qualidade das frutas, legumes, carnes e outros itens que compõem os cardápios. Parte desses produtos são adquiridos por meio da agricultura familiar, por exemplo.
O Programa Municipal de Alimentação Escolar da cidade é desenvolvido por meio de um convênio entre a Secretaria Municipal de Educação e a Ceasa-Campinas, uma parceria que começou em 2002.

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