O que a quarentena mudou na vida das pessoas com deficiência?

A pandemia da COVIDE 19, ao obrigar que ás pessoas estejam dentro de suas casas, impedidas de sair, muitas vezes para um simples passeio como em áreas comuns de condomínios, passear nos parques ou shoppings, aproximou o grande público, da realidade vivida pelas pessoas com deficiência, que estão em QUARENTENA, permanente deste que nasceram ou ficaram deficientes.

Esse “novo normal”, tão propalado pela mídia, é uma terminologia, já conhecida pelas pessoas com deficiência, que por falta de acessibilidade nas cidades e políticas públicas efetivas, vê rotineiramente suas potencialidades serem subjugadas prevalecendo a diferença, como impedimento para uma inclusão social e colocando essas pessoas em LOCKDOWN permanente.
Uma situação como essa, nunca antes vivida nos tempos modernos, mostrou para ás pessoas sem deficiência, o quanto é limitante uma vida sem escolhas e ter que depender de terceiros para simples atividades como ir à padaria para comprar pão.
O fique em casa, para quem nasceu obrigado a permanecer em quarentena, devido à deficiência, acabou por mostrar para as pessoas sem deficiência ou que não convivem com alguém com alguma deficiência, que precisamos dar condições para que depois da pandemia, não só pessoas sem deficiência retomem a sua rotina, como também dar condições para que aqueles, que antes da pandemia já estavam em quarentena pela sua condição física, sensorial ou intelectual, de poderem ter uma normalidade nunca antes alcançada.
O vírus, mostrou o quão somos parecidos e ao mesmo tempo frágeis, que condições financeiras ou posição social, não tem tanto valor em situações como a que vivemos e que durante a pandemia todos ficaram com alguma deficiência em nossas atividades.
A nova configuração social, amparada principalmente nas tecnologias ligadas à internet, podem trazer uma nova posição principalmente no mundo do trabalho e acadêmico para pessoas com deficiência.  A inclusão está acontecendo no mundo virtual.
A pandemia está mostrando que é perfeitamente possível se realizar um trabalho remoto e com alto rendimento e qualidade, exemplo o número de pessoas tanto na esfera privada como pública, realizando o Home Office.

Palestras e curso a distância que eram vistos com certo receio, estão em alta, possibilitando que de dentro de suas casas, essas pessoas possam se qualificar e ter acesso a ótimos cursos e graduações, o que beneficia muito as pessoas com deficiência no quesito de igualar ás oportunidades.

O mundo mudou, e que essas mudanças possam ser também de atitudes em relação a se dar visão as eficiências dos deficientes. Afinal, se o meio é deficiente ás diferenças são ressaltadas.

Vagner Alves, consultor em acessibilidade, formado em Administração pela Faculdade Anhanguera Educacional de Valinhos e Gestão Pública pelo INPG