Valinhos
PMDB e DEM não votam redução de R$ 2 mil nos salários
Com a ausência de quatro vereadores, do PMDB e do DEM, a Câmara de Valinhos aprovou por unanimidade na sessão de terça-feira, 2, uma redução de R$ 2 mil no salário previsto de R$ 8,9 mil aos parlamentares, a partir de janeiro. Orestes, Giba, Tunico e Veiga não participaram da votação.
O novo projeto com o aumento menor foi à votação depois da repercussão negativa junto à população do salário com reajuste de 79,7%, aprovado na última sessão de junho, antes do recesso parlamentar. O atual salário é de R$ 4.953,62.
Com a revisão, o novo salário aos vereadores eleitos para a próxima legislatura será de R$ 6,9 mil. O vereador Dinho (PSD) disse que o Projeto de Decreto Legislativo, assinado por todos os vereadores, concedeu desta vez apenas o repasse da inflação dos últimos quatro anos e que os R$ 6,9 mil correspondem a 27,25% do salário do deputado federal – a legislação permite até 50%.
“Em meio ao mundo político, vai ter mais ônus do que bônus”, admite o vereador, sobre a repercussão que mesmo o novo salário, ainda que reduzido, terá junto à opinião pública.
O vereador Giba afirmou que o PMDB não é contra a redução de R$ 2 mil nos salários, já que assinaram o projeto, e que ninguém fugiu da sessão de votação. Ele justificou a ausência com um “imprevisto de última hora”. “Não tinha porquê não votar”, afirmou.
Segundo o vereador, eles pretendiam votar o projeto, mas não deu tempo de voltar para a sessão diante do compromisso partidário da bancada do PMDB.
Os vereadores Tunico e Orestes, também do PMDB, assim como Veiga (DEM) foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram sobre o assunto.
Da Redação


