Valinhos

‘Mapa da Riqueza’ aponta Valinhos como a 16ª cidade mais rica do Brasil

Estudo divulgado no final de fevereiro pela Fundação Getúlio Vargas – FGV – mostra que Valinhos é a 16ª cidade mais rica do Brasil entre todos os 5.570 mil municípios brasileiros. Quando o
estudo leva em conta apenas os municípios acima de 50 mil habitantes, Valinhos fica na 8ª posição. Já no contexto dos 645 municípios paulistas Valinhos fica na 7ª posição.

De acordo com o estudo, Valinhos é um dos lugares do Brasil com mais renda do IRPF por habitante. A renda média da população valinhense é de R$ 3.228,60.

Coordenado pelo pesquisador Marcelo Neri, o estudo mapeia os fluxos de renda e estoques de ativos dos mais ricos brasileiros a partir do último IRPF disponível.

De acordo com o estudo dos 133 mil habitantes valinhenses, 31,8% são declarantes do Imposto de Renda. O patrimônio Líquido Médio destes declarantes é de R$ 149.784,31. Já a renda média deles é de R$ 10.354,79. Já Patrimônio Líquido Médio dos Declarantes é de R$ 480.389,12, o que coloca Valinhos na 56ª posição entre todos os municípios brasileiros e na 14ª posição no Estado.

De acordo com os técnicos da FGV, os dados do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) gerados pela Receita Federal permite captar a renda dos mais ricos brasileiros, que os dados de pesquisas domiciliares tradicionalmente usados em estudos sobre pobreza e desigualdade. “Assim, podemos pensar os critérios para declaração do imposto de renda como uma linha de riqueza que permite identificar
os residentes no país com maior poder de compra”, explicam.

Mais Desigual

O estudo divulgado pela FGV mostra que a desigualdade de renda no Brasil é ainda maior do que o imaginado. Essa é a principal conclusão (Neri e Hecksher 2023) unindo a base de dados do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) à da Pnad Contínua: o índice de Gini chegou a 0.7068 em 2020, bem acima dos 0,6013 calculados apenas a Pnad contínua.

Cada 0,03 pontos equivale a uma grande mudança da desigualdade. Para o cálculo do Gini quanto mais perto de 1 está o índice, maior é a desigualdade. Se a fotografia da distribuição de renda é péssima, o filme da pandemia também é. Mesmo com o Auxílio Emergencial, ao contrário do que se acreditava, a desigualdade brasileira não caiu durante a pandemia. Pela abordagem usual o Gini teria caído de 0,6117 para 0,6013, já na combinação de bases o Gini, sobe de 0.7066 para 0,7068. Isso pois as perdas dos mais ricos (dos 1%+ foi -1,5%) foram menos da metade das da classe média tupiniquim (-4,2%), a grande perdedora da pandemia.

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