VANDALISMO

Terceiro Setor

ACESA Capuava sofre nova invasão e vandalismo e tem atendimento prejudicado em Valinhos

Entidade registra quinta ocorrência e alerta para aumento do vandalismo na região

Na madrugada desta quinta-feira, dia 16, por volta das 4h15, a ACESA Capuava, localizada na Fazenda Capuava, em Valinhos (SP), foi novamente alvo de vandalismo. Criminosos invadiram a sede da entidade após arrombarem uma porta dos fundos, causando prejuízos materiais e impactando diretamente o atendimento gratuito prestado a mais de 200 pessoas com deficiência.

De acordo com a direção da instituição, os invasores tentaram inicialmente acessar o prédio por uma das portas, forçando a fechadura e quebrando vidros e câmeras de segurança. Sem sucesso, partiram para outro ponto de entrada, que foi completamente destruído. Após conseguirem entrar, furtaram equipamentos, materiais de cozinha e alimentos — incluindo toda a carne armazenada no freezer — além de outros mantimentos que seriam utilizados nas refeições do mês por funcionários, técnicos e profissionais responsáveis pelo atendimento.

Além dos alimentos, os criminosos levaram todos os eletrodomésticos da cozinha, muitos deles recém-adquiridos. O prejuízo estimado varia entre R$ 25 mil e R$ 30 mil, considerando a reposição dos itens furtados e os custos com reparos estruturais, como a troca de portas e consertos no imóvel.

A presidente da ACESA Capuava, Fernanda Teixeira, lamenta a recorrência do problema e faz um alerta. “É a quinta vez que a ACESA é invadida por vândalos. Estamos levantando as perdas, mas o mais grave é que isso interrompe o atendimento gratuito que oferecemos, prejudicando diretamente as crianças e suas famílias”, afirma.

Ela também chama a atenção para a necessidade de medidas mais efetivas de segurança. “É um ato lamentável, que evidencia a vulnerabilidade da região. Se nenhuma providência for tomada, há risco de que situações como essa continuem acontecendo”, completa.

O caso reforça a preocupação com a segurança de instituições que desempenham um papel essencial no atendimento à população mais vulnerável em Valinhos. Além dos prejuízos materiais, ações como essa comprometem a continuidade de serviços fundamentais para o desenvolvimento, inclusão e qualidade de vida dos atendidos.

A ACESA Capuava é uma entidade filantrópica fundada em 2002, que atende gratuitamente pessoas com transtorno do espectro autista, deficiência intelectual, deficiência múltipla e surdez. A instituição atua em toda a Região Metropolitana de Campinas, oferecendo serviços especializados voltados ao desenvolvimento, inclusão e bem-estar dos atendidos e de suas famílias.

Como ajudar
Interessados em contribuir para a reposição das perdas podem entrar em contato pelo WhatsApp (19) 98283-0108 ou realizar doações via PIX: 05.332.435/0001-57.

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Valinhos

Cruzamento semafórico da Rua Treze de Maio com Av. Rigesa recebe manutenção após ato de vandalismo

Funcionamento foi reestabelecido nesta segunda-feira, dia 6

Na última semana, o cruzamento semafórico da Rua Treze de Maio com Av. Rigesa acabou apagado após ser alvo de atos de vandalismo. Um indivíduo com uma barra de ferro deteriorou as estruturas do cruzamento como os focos de pedestres e as botoeiras de solicitação para travessia.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Valinhos foi acionada e tomou as medidas necessárias. As equipes de Mobilidade Urbana restabeleceram nesta segunda-feira, dia 6, o funcionamento do cruzamento semafórico.

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Valinhos

Pichações aumentam em Valinhos, inclusive em prédios novos e comerciais

Onda de pichações tem atingido dezenas de prédios na região central e em alguns bairros da cidade e mostram que não são somente prédios abandonados que são alvo dos vândalos

Nos últimos meses, a região central de Valinhos tem sido alvo de um aumento significativo de pichações. Comércios, prédios públicos e até mesmo a Matriz de São Sebastião, que passava por obras de restauração, já foram vítimas do vandalismo.

O problema é que, diferente de outras cidades, onde os centros envelheceram e os prédios abandonados foram tomados pelos pichadores, em Valinhos as pichações estão sendo realizadas em prédios novos e com comércio em funcionamento.

A Folha de Valinhos solicitou informações ao Departamento de Imprensa de Prefeitura sobre o problema que está incomodando moradores e comerciantes e degradando a região central.

O Departamento de Comunicação informou que a Secretaria de Segurança Pública e Cidadania de Valinhos, responsável  por manter a ordem e a segurança no município,  age sempre em parceria com as Polícias Militar e a Civil da cidade, inclusive em casos de pichação.

Além disso, “a Guarda Civil Municipal (GCM) faz um trabalho ostensivo e preventivo na tentativa de coibir o crime de pichação diariamente, seja nos bairros ou no Centro da cidade”, destacou a nota.

“É muito triste ver que nossa cidade está sendo atacada dessa forma”, afirma um comerciante que preferiu não se identificar. “Os pichadores não respeitam nada. Eles picham tudo o que encontram pela frente”.

Em meados de 2023 a Guarda Civil Municipal (GCM) de Valinhos prendeu dois pichadores em atuação na região central. “Em função de ser um crime de menor potencial, ocorre que os indivíduos são apresentados à delegacia e liberados em seguida”, informou o Departamento de Comunicação da Prefeitura.

De acordo com o Departamento de Comunicação da Prefeitura, “está em trâmite na Secretaria de Assuntos Jurídicos a elaboração do decreto que irá regulamentar a Lei Municipal nº 5697/2018, que dispõe sobre penalidade de multa para quem causar dano ao patrimônio público ou privado, a chamada Lei Pichação Zero. Uma das principais ações do decreto será a possibilidade de aplicação de multa a pichadores, inclusive menores de idade, sendo responsabilizado os responsáveis”.

A pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, nos termos do artigo 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais). A pena prevista é de detenção de 3 meses a 1 ano, além de multa.

O crime de pichação pode ser denunciado de forma anônima pelo 181 Disque-Denúncia ou pelo 153 da GCM.

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