TRAGÉDIA

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Hong Kong registra pior incêndio em décadas com dezenas de vítimas

O trabalho envolveu milhares de profissionais por quase dois dias consecutivos. O fogo atingiu sete edifícios altos, tornando o resgate complexo

O pior incêndio em décadas em Hong Kong atingiu um complexo residencial e terminou nesta sexta-feira, dia 28. O saldo é de 128 mortos, 79 feridos e mais de 100 pessoas desaparecidas. Até o momento, 89 corpos ainda não foram identificados, segundo autoridades locais.

O incêndio começou em um dos sete prédios de 31 andares e durou mais de 40 horas de combate intenso. Os bombeiros informaram que as chamas foram praticamente extintas às 10h18 de sexta-feira (23h18 de quinta em Brasília), encerrando oficialmente as operações de combate.

Moradores relatam que não ouviram sirenes e precisaram bater de porta em porta para alertar vizinhos. Apenas 39 pessoas foram identificadas até agora, enquanto familiares buscam informações em hospitais e centros de identificação de vítimas.

O trabalho envolveu milhares de profissionais por quase dois dias consecutivos. O fogo atingiu sete edifícios altos, tornando o resgate complexo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, os prédios sofreram danos estruturais graves, mas ainda não há confirmação de como o incêndio começou. As autoridades continuam investigando.

O governo de Hong Kong anunciou a criação de um fundo de US$ 38,5 milhões (R$ 206 milhões) para ajudar vítimas e famílias afetadas.

Além disso, devido à tragédia, as atividades relacionadas às eleições legislativas de 7 de dezembro foram suspensas, garantindo que esforços de ajuda e resgate não sejam prejudicados.

O incêndio em Hong Kong chama atenção para a segurança em prédios residenciais urbanos. Moradores relatam dificuldades na evacuação e falta de alertas adequados, levantando questões sobre prevenção e sistemas de emergência.

Organizações locais e internacionais acompanham a situação, reforçando a necessidade de ajuda humanitária e apoio psicológico para os sobreviventes.

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Filipinas declaram estado de emergência após tufão mortal

Vista aérea da cidade de Talisay, na província de Cebu, região central das Filipinas, na quarta-feira, 5 de novembro de 2025. Foto: Jacqueline Hernandez/AP

As Filipinas enfrentam uma das maiores tragédias climáticas do ano. O tufão Kalmaegi deixou ao menos 140 mortos e 127 desaparecidos, levando o presidente Ferdinand Marcos Jr. a decretar estado de emergência nacional nesta quinta-feira, dia 6.

A medida permite ao governo liberar fundos de emergência com mais rapidez e controlar o aumento de preços de alimentos e produtos básicos, em meio ao caos causado pela tempestade.

Segundo as autoridades locais, o ciclone tropical afetou quase 2 milhões de pessoas em todo o país. Mais de 560 mil moradores foram desalojados, e 450 mil precisaram ser levados para abrigos de emergência após enchentes repentinas e deslizamentos.

Este foi o 20º ciclone tropical a atingir o arquipélago em 2025 — e o mais mortal até agora. A maioria das vítimas morreu afogada devido ao volume de chuvas e à rápida elevação dos rios.

Após devastar as Filipinas, o Kalmaegi atingiu a costa central do Vietnã ainda nesta quinta-feira, com ventos de até 149 km/h, informou o Ministério do Meio Ambiente vietnamita.

As províncias de Dak Lak e Gia Lai foram as primeiras a sentir os impactos da tempestade, que levou chuvas torrenciais e cortes de energia.

As Filipinas estão localizadas em uma das regiões mais propensas a desastres naturais do planeta. O país enfrenta cerca de 20 tufões por ano, além de terremotos frequentes e mais de uma dezena de vulcões ativos.

Cientistas alertam que os efeitos das mudanças climáticas têm tornado as tempestades mais intensas e destrutivas.
Com os oceanos mais quentes, os tufões ganham força em menos tempo; e uma atmosfera mais quente retém mais umidade, resultando em chuvas extremas e inundações rápidas.

O governo filipino já iniciou o envio de equipes de resgate, suprimentos e médicos às áreas mais afetadas, especialmente nas províncias de Cebu e Leyte, onde comunidades inteiras ficaram isoladas.

Enquanto isso, as autoridades pedem calma à população e desencorajam a corrida aos mercados, garantindo o abastecimento de alimentos e combustível nos próximos dias.

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Uma pessoa morre e 40 ficam feridas após queda de estrutura em festa no interior de SP

Rajadas de vento de até 95 km/h derrubaram montagem metálica durante evento estudantil

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Uma pessoa morreu e cerca de 40 ficaram feridas após a queda de uma estrutura metálica montada no Aeropark Clube de Voo Desportivo, em Regente Feijó, no interior de São Paulo. O acidente ocorreu no último sábado (1º), quando fortes rajadas de vento, de aproximadamente 95 km/h, atingiram o local.

A festa, realizada na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), km 555, era promovida por estudantes de um curso de medicina.

Um homem de 47 anos foi atingido por um galho de árvore e sofreu traumatismo craniano. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Defesa Civil de Presidente Prudente e Regente Feijó, além do Corpo de Bombeiros, atuaram no resgate das vítimas. Cerca de 40 pessoas foram levadas para o Hospital Regional e para a Santa Casa de Presidente Prudente. Três delas permanecem internadas; as demais tiveram ferimentos leves e já receberam alta.

Em nota publicada nas redes sociais, a comissão de formatura responsável pela festa e a empresa Euphoria, contratada para a organização, lamentaram o ocorrido. Ambas afirmaram que as rajadas de vento derrubaram a estrutura e que estão prestando assistência às vítimas e seus familiares.

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Texas: 125 mortos e busca por desaparecidos continua

Tragédia atinge Condado de Kerr, com impacto severo em Acampamento Cristão

As enchentes repentinas que assolaram o estado do Texas, nos Estados Unidos, já deixaram 125 mortos, enquanto as equipes de resgate intensificam os esforços para encontrar mais de 160 desaparecidos. O Presidente Donald Trump confirmou que visitará a área do desastre nesta sexta-feira, dia 11, uma semana após a tragédia.

As autoridades informaram que 110 mortes foram registradas na região central do Texas e 15 no restante do estado. O Condado de Kerr foi o mais afetado, contabilizando 95 óbitos, incluindo 36 crianças, segundo o xerife Larry Leitha. Entre as vítimas, 27 crianças e monitores estavam no acampamento cristão Camp Mystic, às margens do Rio Guadalupe, que abrigava cerca de 750 pessoas. Até a última quarta-feira, cinco campistas, um monitor e outra criança não ligada ao acampamento ainda estavam desaparecidos.

Mais de 2 mil socorristas, policiais e especialistas estão mobilizados na área, utilizando helicópteros, drones e cães farejadores. O governador do Texas, Greg Abbott, destacou que a prioridade é encontrar todas as pessoas desaparecidas no Condado de Kerr, apesar da diminuição da esperança de encontrar sobreviventes, cinco dias após a cheia atingir a área turística em pleno feriado prolongado de 4 de julho.

A Casa Branca defendeu o Serviço Meteorológico Nacional (NWS) das críticas sobre a precisão das previsões, refutando que cortes orçamentários teriam comprometido os alertas. A porta-voz Karoline Leavitt classificou a culpa ao Presidente Trump como uma “mentira hedionda”, afirmando que o NWS emitiu “previsões e alertas oportunos e precisos”. Apesar do alerta emitido pouco depois da 1h local, muitos moradores estavam dormindo ou com celulares desligados.

As chuvas torrenciais da manhã de sexta-feira foram a causa das cheias, com o Rio Guadalupe subindo oito metros em apenas 45 minutos e despejando quase 300 milímetros de chuva por hora — um terço da precipitação média anual. A comunidade científica alerta que eventos climáticos extremos, como inundações e secas, estão se tornando mais frequentes e intensos devido às alterações climáticas induzidas pelo homem.

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Texas: Casa Branca nega culpa em enchentes que deixam 103 mortos

Governo dos EUA enfrenta questionamentos sobre cortes federais em meio a acusações de falta de alertas e impacto de fenômeno “ato de Deus”

A Casa Branca, nesta segunda-feira, dia 7 de julho, rejeitou veementemente qualquer responsabilidade pelas mortes causadas pelas enchentes devastadoras no Texas, que já somam 103 vítimas, incluindo 27 crianças e monitores de um acampamento cristão. A posição do governo vem em meio a questionamentos de especialistas sobre a possível relação entre cortes federais, incluindo a diminuição de pessoal no Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), e a suposta falta de alertas eficazes à população.

Karoline Leavitt, porta-voz de Donald Trump, defendeu a postura do governo, afirmando que as enchentes são “um ato de Deus” e não uma falha governamental. “Os alertas foram emitidos, mas as pessoas estavam dormindo, porque a enchente ocorreu nas primeiras horas da manhã”, justificou Leavitt.

Investigação 

Contrariando a narrativa da Casa Branca, alguns especialistas apontam que o escritório do NWS em San Antonio, responsável pelos avisos na região do condado de Kerr – uma das mais atingidas –, estava sem o meteorologista coordenador de alertas. Esse funcionário estava entre os centenas que aceitaram a oferta de demissão voluntária do governo em abril.

Diante disso, Chuck Schumer, líder dos democratas no Senado, enviou uma carta ao inspetor-geral do Departamento de Comércio, Roderick Anderson, solicitando a abertura de uma investigação sobre as vagas em aberto no NWS.

Enquanto a crise se politiza, equipes de emergência continuam as buscas por desaparecidos nas áreas mais afetadas. Embora alguns sobreviventes tenham sido encontrados agarrados a árvores ou flutuando em móveis, com o passar do tempo, as operações de resgate se transformam em missões de recuperação.

O presidente Trump escalou uma “tropa de choque” para lidar com a situação, incluindo o senador texano Ted Cruz. Cruz defendeu que o momento não é de apontar culpados, mas sim de focar na busca e resgate. Ele prometeu que o presidente atenderá a todos os pedidos de ajuda do Texas, e a Casa Branca informou que Trump visitará as áreas atingidas no fim de semana, sem detalhar a agenda.

Prejuízos e Alertas Persistentes

A NBC News reportou que cerca de 5 milhões de pessoas no centro do Texas ainda estão sob alertas de inundação, incluindo residentes de San Angelo, Killeen, Kerrville, San Antonio e Austin. Tempestades continuam a atingir partes do estado já saturadas pelas chuvas.

As inundações repentinas no Rio Guadalupe e em outras áreas montanhosas do Texas, ocorridas durante o feriado de 4 de Julho, causaram um prejuízo estimado entre US$ 18 bilhões e US$ 22 bilhões, segundo a AccuWeather. O desastre já é considerado um dos mais mortais nos EUA nos últimos 100 anos.

“Esse é o mais recente desastre em uma área com longo e trágico histórico de inundações repentinas mortais e destrutivas”, afirmou Jonathan Porter, meteorologista da AccuWeather, ressaltando o impacto econômico duradouro da catástrofe na região.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Balão pega fogo e cai em SC; 8 pessoas morrem e 13 sobrevivem

© CBM-SC/Divulgação
Incidente foi em Praia Grande, destino famoso para balonismo
Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil
Ao menos oito pessoas morreram na queda de um balão que pegou fogo e caiu na manhã deste sábado (21), com 21 pessoas a bordo, em Praia Grande, cidade catarinense que é um dos destinos mais conhecidos para prática de balonismo com ar quente.

Informações preliminares do Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina confirmaram quatro mortes. Às 11h deste sábado, o governador Jorginho Mello disse em sua conta verificada na rede social X que havia 21 pessoas a bordo, das quais oito morreram e 13 sobreviveram.

Imagens do acidente circulam nas redes sociais e mostram o balão pegando fogo antes de despencar. As imagens mostram que o céu sem nuvens e o tempo firme na região em que os balões alçam voo.

Praia Grande ganhou fama pelos passeios de balão sobre os diversos cânions da região.

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Especialista aponta falha na propulsão como possível causa do acidente aéreo na Índia

A cauda do Boeing 787 Dreamliner da Air Índia que caiu é vista presa em um prédio após o acidente em Ahmedabad, Índia, em 12 de junho de 2025. REUTERS – Amit Dave

Engenheiro aeronáutico sugere que problemas no sistema de propulsão podem ter levado à queda do Boeing 787-8 da Air India após decolagem

De acordo com Celso Faria de Sousa, engenheiro aeronáutico e perito criminal, uma falha no sistema de propulsão pode ter sido responsável pelo acidente do avião na Índia. Em entrevista ao UOL News nesta quarta-feira, dia 12, ele comentou que o Boeing 787-8 da Air India, com destino ao aeroporto de Gatwick, em Londres, caiu aproximadamente cinco minutos após decolar do Aeroporto Internacional de Sardar Vallabhbhai Patel, no oeste da Índia.

O acidente ocorreu em uma área de prédios, atingindo uma pousada destinada a médicos, e a bordo estavam 242 pessoas, entre passageiros e tripulantes. Até o momento, não há informações sobre sobreviventes.

Segundo o especialista, a análise preliminar sugere que uma falha na propulsão possa ter contribuído para a tragédia, embora as investigações oficiais ainda estejam em andamento para determinar as causas exatas do acidente.

Ainda segundo informações da CNN-News18, afiliada da CNN na Índia, nenhuma pessoa sobreviveu à queda do avião da Air India na cidade de Ahmedabad, no oeste do país. A aeronave, um Boeing 787-8 Dreamliner com destino ao aeroporto de Gatwick, em Londres, transportava 242 pessoas, incluindo 232 passageiros e 10 membros da tripulação, e caiu menos de um minuto após a decolagem, tendo emitido um pedido de socorro pouco antes do acidente (CNN, 2025). O avião atingiu um prédio que servia como dormitório de estudantes de medicina da Faculdade de Medicina B.J., causando a morte de muitos alunos e outros ocupantes da edificação (CNN, 2025).

A polícia informou que mais de 100 corpos, a maioria gravemente carbonizados, foram levados ao hospital local para autópsia, e partes da aeronave ficaram espalhadas pelo prédio, com a cauda presa no topo do edifício (CNN, 2025). Entre os passageiros, estavam 217 adultos, 11 crianças e dois bebês, sendo que 169 eram cidadãos indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense, conforme dados da Air India (CNN, 2025). Este acidente possui um histórico de polêmicas envolvendo a aeronave, e especialistas estão analisando as possíveis causas da queda (CNN, 2025).

Fonte: CNN (2025). “Ninguém sobreviveu à queda de avião na Índia, diz polícia à CNN”.

Tragédia

Um incidente aéreo chocante abalou a Índia nesta quinta-feira, dia 12, quando um Boeing 787-8 Dreamliner da Air India, com 242 pessoas a bordo, caiu momentos após a decolagem. A aeronave era operada por uma das maiores companhias aéreas do país, a Air India.

Fundada em 1932 pelo empresário Jehangir Ratanji Dadabhai Tata (JRD Tata), a Air India teve sua gestão assumida pelo governo indiano em 1953. No entanto, anos de má administração e o aumento da concorrência levaram a transportadora a acumular dívidas significativas.

Em 2022, o conglomerado Tata Group reassumiu o controle da empresa em um acordo de US$ 2,2 bilhões. Desde então, o grupo tem trabalhado arduamente para reverter a trajetória da companhia e restaurar sua reputação no mercado.

Atualmente, a Air India opera para 43 destinos domésticos e 41 internacionais, com uma frota de 191 aeronaves (dados de maio), que inclui modelos de fuselagem estreita e larga da Airbus e da Boeing. Um de seus diferenciais é ser a única companhia indiana a oferecer voos sem escalas para destinos de longa distância, cobrindo rotas da Austrália à Europa e América do Norte. Sua unidade de baixo custo, a Air India Express, atende 55 destinos na Índia e no exterior, com foco especial no Oriente Médio.

Em novembro do ano passado, o Tata Group promoveu uma fusão estratégica, unindo a Air India e a Air India Express com suas transportadoras existentes, Vistara e AIX Connect. Essa movimentação resultou na formação do maior grupo de companhias aéreas da Índia, superando a IndiGo. As companhias aéreas Air India (agora fundida com a Vistara) e Air India Express (unida à AIX Connect) detêm, juntas, cerca de 30% do mercado de aviação doméstica do país.

Um vídeo registrou o momento em que a aeronave, com mais de 240 pessoas a bordo, caiu na Índia.

Histórico de Acidentes

A Air India, ao longo de sua história, esteve envolvida em alguns acidentes aéreos notáveis:

  • Agosto de 2020: 21 pessoas morreram quando um Boeing 737 da Air India Express, divisão de baixo custo, saiu da pista durante uma forte chuva em Kozhikode, no sul da Índia, e caiu em um vale.
  • 2010: Outro Boeing 737, vindo de Dubai, ultrapassou a pista do aeroporto de Mangaluru, também no sul do país, e caiu em um desfiladeiro, resultando na morte de 158 pessoas.
  • Acidente grave em Mumbai: Um dos incidentes mais graves ocorreu quando todos os 213 ocupantes de um voo da Air India morreram após a decolagem em Mumbai. Investigações apontaram que o capitão perdeu o controle da aeronave, que subsequentemente caiu no Mar Arábico, na costa da cidade, o centro financeiro da Índia.

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Sobe para 18 o número de mortos em acidente na Serra da Barriga

Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga, em Alagoas© Arquivo/Agência Alagoas

Vinte e nove pessoas ficaram feridas, incluindo crianças

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

A Secretaria de Saúde de Alagoas atualizou para 18 o número de mortos no acidente com um ônibus neste domingo (24), na Serra da Barriga, em União dos Palmares. O veículo transportava moradores da região até o Parque Memorial Quilombo dos Palmares quando capotou e caiu numa ribanceira. Há 28 feridos.

“Conforme atualização realizada às 8h desta segunda-feira (25) pela pasta da saúde estadual, o número de mortes subiu para 18, mas, infelizmente, pode sofrer alterações ao longo do dia, com a retomada das operações de resgate no local da tragédia. A 18ª morte é uma criança, de 4 anos, que estava internada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió”, informa a nota.

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 16 pessoas tiveram o óbito declarado no local do acidente e uma gestante chegou a ser encaminhada ao Hospital Regional da Mata, mas não resistiu aos ferimentos. Em nota, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, lamentou a tragédia e decretou luto oficial de 3 dias

Aulas suspensas

Em razão do acidente, a Secretaria de Educação de Alagoas suspendeu as aulas das escolas da rede estadual de União dos Palmares nesta segunda-feira (25). As atividades na sede da 7ª Gerência Especial de Educação também estão suspensas.

Investigação

A Polícia Civil de Alagoas abriu inquérito para investigar o ocorrido. A Delegacia Regional de União dos Palmares ficou responsável pelo procedimento policial, sob o comando do delegado Guilherme Iusten.

O delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier, e o secretário de Segurança Pública de Alagoas, Flávio Saraiva, determinaram celeridade no processo investigativo.

Força-tarefa

A Polícia Científica de Alagoas informou que iniciou uma força-tarefa para identificar e liberar os corpos das vítimas do acidente. “Assim que o acidente foi confirmado, equipes do Instituto de Criminalística de Maceió se deslocaram até União dos Palmares para realizar a perícia no local”.

De acordo com a corporação, todos os corpos serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Estácio de Lima para exames cadavéricos e identificação oficial. Três viaturas foram disponibilizadas para trasladar os corpos até o local.

“Os levantamentos iniciais feitos pelos peritos criminais e auxiliares de perícia serão determinantes para concluir o laudo, que deverá apontar as possíveis causas da tragédia.”

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RMC

Corpos de vítimas de acidente aéreo de Vinhedo serão levados ao IML de SP

IML Central da capital será fechado para trabalho exclusivo às vítimas do acidente

Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil  – Brasília

Os corpos das vítimas do acidente aéreo ocorrido na tarde desta sexta-feira, dia 9, em Vinhedo, serão encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) da capital paulista. Segundo o governador Tarcísio Freitas, o órgão tem mais estrutura para fazer os testes necessários para a identificação das vítimas, como exames de arcada dentária e de DNA.

O governador informou que o estado irá providenciar o traslado das famílias das vítimas de Cascavel (PR), de onde o avião partiu, até São Paulo para que possam acompanhar o processo de identificação. As famílias também terão acomodação e receberão assistência psicológica.

O trabalho de retirada dos corpos continuou sendo feito durante a madrugada, segundo o governador. “Esse trabalho já começou e tem que ser feito com muito cuidado. Vamos providenciar mais refletores, o trabalho vai se estender ao longo da noite para ganharmos tempo. Queremos fazer o quanto antes a retirada dos corpos, facilitar ao máximo a identificação dos corpos. À medida em que forem sendo retirados, serão levados ao IML de São Paulo e vamos tentar dar o máximo de celeridade”.

Os três primeiros corpos já foram retirados do local do acidente e serão encaminhados para a capital. O IML Central será fechado para o trabalho exclusivo às vítimas do acidente de Vinhedo, e as demais ocorrências da capital serão distribuídas para outras unidades.

Segundo o governador de São Paulo, o cenário encontrado no local do acidente é de tristeza. “Você imagina ver uma aeronave destruída, você fica imaginando o que as pessoas passaram naqueles momentos que antecederam a queda, porque eles perceberam o que estava acontecendo. Aqueles objetos que estão espalhados pelo terreno, então você imagina que ali estavam sonhos, é um cenário muito triste”, lamentou.

O governador do Paraná, Ratinho Junior, disse que a polícia científica do estado está em contato com profissionais de São Paulo para ajudar na identificação das vítimas, fazendo a coleta de sangue dos familiares.

Ratinho Junior e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estavam no Espírito Santo participando do encontro do Consórcio de Integração Sul Sudeste (Consud). Após o acidente, os dois se deslocaram até Vinhedo para acompanhar os desdobramentos do acidente aéreo. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também está no local do acidente.

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Em apoio a investigação, Governo anuncia comitê de crise após acidente aéreo

local da queda da aeronave, em Vinhedo. Em apoio a investigação, Governo anuncia comitê de crise após acidente aéreo – Foto: SSP-SP

Avião com 61 pessoas caiu, na tarde desta sexta (9), em Vinhedo, interior de São Paulo. “Temos que dar uma resposta para as pessoas se sentirem tratadas com respeito”, declarou o presidente Lula

Agência Gov

Comitê de crise é criado em Vinhedo (SP), para dar suporte às equipes mobilizadas na ocorrência do acidente com a aeronave ATR-72 da Voepass Linhas Aéreas. A queda ocorreu no começo da tarde desta sexta-feira (9/8). A aeronave saiu de Cascavel, no Paraná, e tinha como destino o aeroporto de Guarulhos levando 57 passageiros e 4 tripulantes. Não houve sobreviventes.

Em declaração, o presidente Lula informou que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se encaminha para São Paulo para dar suporte às famílias afetadas e auxiliar na administração da crise. “O meu ministro Silvio está indo para São Paulo para tentar montar um comitê de crise, junto com o governador, com os empresários, para tentar encontrar um jeito de ajudar as pessoas”, pontuou. Declaração foi feita durante agenda do presidente em Santa Catarina.

“Um acidente como esse é sempre muito triste e muito grave. A gente só tem que lamentar e cuidar das famílias. Temos que dar uma resposta para as pessoas se sentirem tratadas com respeito e com carinho”, lamentou Lula.

Além de representantes do ministério de Portos e Aeroportos, atuarão no gabinete representantes das forças de segurança do estado de São Paulo e da Defesa Civil, que estão no local para auxiliar no trabalho. O governo do Paraná e profissionais de assistência social também vão compor os esforços.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está acompanhando a prestação do atendimento aos familiares pela Voepass Linhas Aéreas, bem como adota as providências necessárias para averiguação da situação regulamentar da aeronave e dos tripulantes. O Governo Federal acompanha ainda os desdobramentos das investigações oficiais sob competência do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

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