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Fazenda em Jaguariúna torna-se referência estadual em restauração florestal
Recuperação florestal do Haras Maripá, na Fazenda Retiro de Santana. Fotos: SOS Mata Atlântica/Divulgação
Projeto no Haras Maripá recupera nascentes e atinge metas da Cetesb em tempo recorde com o plantio de 130 espécies nativas da Mata Atlântica
A cidade de Jaguariúna consolidou-se como um modelo de sustentabilidade para todo o estado de São Paulo neste dia 22 de abril. O projeto de recuperação florestal realizado no Haras Maripá, localizado na Fazenda Retiro de Santana, foi oficialmente reconhecido pela Cetesb como uma referência técnica em restauração ambiental.
A iniciativa faz parte do Programa Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica. O diferencial deste projeto foi a unificação de 51 Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRAs), permitindo o plantio planejado de milhares de mudas em uma área anteriormente degradada por pastagens e queimadas.
Resultados em tempo recorde
Enquanto o prazo regulamentar para a consolidação de uma área recuperada pode chegar a 20 anos, o Haras Maripá atingiu os parâmetros de conformidade em apenas cinco anos. Esse feito inédito na história da Fundação SOS Mata Atlântica deve-se a uma estratégia de manejo intensivo.
Os principais pilares do sucesso foram:
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Plantio Adensado: Utilização de aproximadamente 2.500 mudas por hectare.
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Diversidade Biológica: Presença de mais de 130 espécies nativas da região.
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Isolamento da Área: O cercamento total impediu o avanço do gado sobre as áreas protegidas.
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Preservação Hídrica: Proteção direta de 11 nascentes fundamentais para a bacia local.
Impacto Regional e Preservação
Além de recuperar a biodiversidade, o projeto atua como um cinturão verde estratégico, ajudando a conter a expansão urbana desordenada em Jaguariúna. Filipe Lindo Silva, da Fundação SOS Mata Atlântica, ressaltou que a evolução rápida da área demonstra que, com investimento e proteção, é possível reverter o histórico de agressões ambientais na região.
O Programa Florestas do Futuro
Desde sua criação em 2004, o programa já viabilizou o plantio de mais de 1,6 milhão de mudas e a restauração de 670 hectares no estado de São Paulo. O caso de Jaguariúna agora serve de guia para outros proprietários rurais que buscam regularizar suas propriedades com ganhos reais para o ecossistema.
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