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Rayssa Leal brilha nas manobras individuais e conquista etapa de Sydney da SLS

A caminhada de Rayssa Leal rumo ao pentacampeonato da Street League Skateboarding (SLS) começou com uma demonstração de maturidade competitiva na madrugada deste domingo, dia 15. Em Sydney, na Austrália, a brasileira superou um início irregular para garantir o topo do pódio na abertura da temporada. O triunfo não veio pela constância nas voltas de 45 segundos, onde Rayssa chegou a figurar fora das três primeiras posições, mas sim pela precisão cirúrgica nas manobras individuais, segmento onde ela é reconhecidamente uma das mais letais do circuito.

O formato da SLS exige nervos de aço: após as voltas iniciais, as atletas partem para cinco tentativas de manobras únicas. Com notas 8.2 e 8.4 em sequência, Rayssa não apenas assumiu a liderança, como transferiu toda a pressão para as adversárias. A japonesa Liz Akama e a australiana Chloe Covell, que lideravam até então, viram-se obrigadas a arriscar manobras de alto grau de dificuldade para alcançar a brasileira, o que resultou em quedas e erros técnicos. Rayssa fechou a conta com 30.1 pontos, consolidando uma vantagem segura para a prata de Akama (29.2).

O fator psicológico e o próximo desafio em solo brasileiro

A vitória de Rayssa e o bronze do paulista Giovanni Vianna no masculino reforçam o Brasil como a grande potência a ser batida no skate street. Na prática, o desempenho de Rayssa em Sydney mostra que o skate de elite hoje é decidido nos detalhes da gestão de risco. Enquanto Chloe Covell brilhou na fluidez da pista, Rayssa dominou o “momento crítico” das manobras isoladas, uma habilidade que separa as campeãs das promessas.

O calendário agora aponta para um evento de peso ainda maior: o Campeonato Mundial de Skate Street, que acontece em São Paulo entre 1º e 8 de março. Para o público da Região Metropolitana de Campinas, a proximidade do evento é uma oportunidade de acompanhar de perto a elite da modalidade em uma competição que, além do título mundial pela World Skate, é fundamental para o ranking olímpico.

Diferente do circuito da SLS, que é uma liga privada com foco em espetáculo, o Mundial em São Paulo terá um rigor técnico e uma pressão por pontos que testarão novamente a capacidade de Rayssa de performar sob os holofotes de sua torcida. Se Sydney serviu como um cartão de visitas, São Paulo será o palco onde a “Fadinha” poderá pavimentar de vez o caminho para mais um ano de hegemonia absoluta no esporte.

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