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Felca se manifesta após condenação de Hytalo Santos por crimes contra adolescentes
Justiça da Paraíba fixou pena de 11 anos de prisão para o influenciador e 8 anos para o marido; defesa nega as acusações e confirma que irá recorrer da sentença
O influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, manifestou-se nesta terça-feira, 24, a respeito da recente condenação de Hytalo Santos e de seu marido, Israel Vicente. A decisão judicial, proferida no último sábado, 21, impôs penas de reclusão ao casal por crimes relacionados à produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes. Felca, cujas denúncias em vídeo no ano passado impulsionaram a repercussão do caso, declarou em suas redes que “a Justiça pode demorar, mas chega”, reforçando a importância da conscientização e das denúncias contra a adultização infantil.
A sentença da Justiça da Paraíba condenou Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, enquanto Israel Vicente, conhecido como Euro, recebeu a pena de 8 anos e 10 meses. O magistrado responsável pelo caso manteve a prisão preventiva de ambos, que estão detidos desde agosto de 2025, após terem sido localizados em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Além da privação de liberdade, foi fixada uma indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil.
O contexto jurídico e a proteção de vulneráveis
A decisão descreve que as vítimas eram inseridas em um ambiente que simulava um “reality show”, sendo expostas a situações de risco extremo, fornecimento de bebidas alcoólicas e negligência escolar. O magistrado ressaltou que os crimes exploraram a vulnerabilidade de adolescentes que não possuíam condições de resistir às práticas. Em nota oficial, a defesa dos condenados afirmou que recorrerá às instâncias superiores, alegando confiança no devido processo legal e na reversão das teses da acusação.
O caso, que tramita em segredo de justiça em alguns de seus desdobramentos, também possui um braço na Justiça do Trabalho, onde os réus respondem por acusações de tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão. A cronologia do processo mostra um rigoroso acompanhamento das autoridades desde as primeiras denúncias públicas em agosto de 2024, incluindo o bloqueio de bens no valor de até R$ 20 milhões.
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