QUALIDADE DE VIDA

Saúde

Dia Mundial da Atividade Física reforça importância do movimento para a saúde

Imagem: Freepik

Especialista destaca que prática regular de exercícios é essencial para prevenir doenças e deve começar ainda na infância

No próximo dia 6 de abril, celebramos o Dia Mundial da Atividade Física, uma data que nos convida a repensar a relação que mantemos com o nosso próprio corpo. Em uma rotina cada vez mais acelerada e sedentária, o movimento deixou de ser uma escolha estética para se tornar uma necessidade vital. Ao observarmos a evolução da saúde, tanto sob a ótica científica quanto na experiência prática das academias, fica claro que a atividade física é o pilar central da nossa longevidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a inatividade física está entre os principais fatores de risco para mortes no mundo, associada ao desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que uma parcela significativa da população não atinge os níveis recomendados de atividade física.

Para o profissional de Educação Física e coordenador do curso de Educação Física do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Graças, Fabiano Swinerd, esse cenário acende um alerta. “O sedentarismo tem se tornado um dos grandes desafios de saúde pública. A falta de movimento impacta diretamente não só o corpo, mas também a saúde mental e a qualidade de vida da população”, afirma.

Esse cuidado deve começar cedo, ainda na infância, pois o estímulo ao esporte e às brincadeiras ativas são ferramentas eficazes para combater a obesidade infantil e os riscos associados ao sedentarismo. Além disso, a construção de uma rotina ativa desde os primeiros anos de vida contribui diretamente para a formação de adultos mais saudáveis e com menor propensão ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Para Fabiano Swinerd, a mudança de hábitos pode começar com atitudes simples. “A atividade física precisa ser encarada como parte da rotina, assim como alimentação e sono. Pequenas mudanças, como caminhar mais, evitar longos períodos sentado e praticar exercícios regularmente, já promovem ganhos significativos para a saúde. O mais importante é manter a constância e respeitar os limites do corpo”, destaca.

O especialista também ressalta que a prática deve ser acompanhada por profissionais qualificados, garantindo segurança e melhores resultados. Esse acompanhamento contribuir para a adesão a longo prazo e a construção de um estilo de vida mais ativo e saudável.

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Saúde

Morar em ruas com mais árvores reduz risco cardiovascular, aponta estudo

Pesquisa analisou 350 milhões de imagens e constatou que outras coberturas vegetais, como gramados, não mostram o mesmo efeito protetor

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Viver em áreas urbanas com maior cobertura arbórea está associado a uma redução de 4% no risco de doenças cardiovasculares. Em contrapartida, morar em regiões com outros tipos de vegetação, como grama, arbustos e moitas, está ligado a uma maior probabilidade desses problemas. É o que aponta um estudo publicado em janeiro na revista Environmental Epidemiology.

Pesquisadores de diversos centros de pesquisa nos Estados Unidos e na Europa analisaram 350 milhões de imagens de ruas nos EUA, ao redor da residência de cerca de 89 mil mulheres, acompanhadas por quase duas décadas. Diferentemente da maioria dos estudos anteriores, que utilizaram índices gerais de vegetação medidos por satélite, a equipe conseguiu separar tipos específicos de cobertura vegetal visíveis: copas de árvores, gramados e outros elementos verdes, como arbustos e moitas.

Apesar da associação benéfica entre árvores e saúde cardiovascular identificada na análise, isso não significa uma relação direta de causa e efeito. “Não conhecemos todas as características associadas às imagens de street view analisadas. Pode não ser apenas ‘qual verde’, mas onde e como esse verde está inserido”, observa Lis Leão, líder do grupo de pesquisa e-Natureza, do Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, do Einstein Hospital Israelita.

Outros fatores podem estar em jogo, como bairros com predominância de gramados serem mais dependentes de carro e menos caminháveis, o que estimula hábitos mais sedentários na população. O estudo também levanta hipóteses como uso de pesticidas ou características do desenho urbano, mas essas variáveis não foram medidas diretamente.

Por outro lado, árvores estão ligadas, indiretamente, a benefícios à saúde dos vasos e do coração, por meio da redução da poluição do ar, do alívio de ilhas de calor, da diminuição do ruído e do favorecimento à prática de atividade física e convivência social. “Do ponto de vista psicofisiológico, ambientes naturais modulam o sistema nervoso autônomo e reduzem a ativação simpática crônica, que está ligada ao risco cardiovascular”, detalha Leão.

A relação entre natureza e saúde vem sendo estudada há pelo menos quatro décadas. “Já nos anos 1980, a Teoria da Recuperação do Estresse, proposta por Roger Ulrich, mostrava que até observar uma paisagem natural pela janela podia acelerar a recuperação fisiológica após uma cirurgia”, relata a pesquisadora.

Mas é claro que a paisagem, sozinha, não faz milagre — para uma saúde boa, é preciso também adotar uma alimentação balanceada, fazer atividade física, dormir bem, fazer acompanhamento regular junto a um médico e manejar o estresse. Nesse último caso, a natureza certamente é uma grande aliada.

“Há base suficiente para pensar em cidades mais arborizadas como estratégia estrutural de promoção da saúde. No futuro, usufruir da natureza poderá ser visto como parte das recomendações de saúde, assim como hoje incentivamos a prática regular de atividade física”, especula Lis Leão.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Saúde integral: a conexão entre hábitos equilibrados e prevenção de enfermidades

Alimentação equilibrada, atividade física, saúde mental e acompanhamento médico formam a base da prevenção e da qualidade de vida

Créditos: iStock

A saúde integral parte da ideia de que o bem-estar humano depende da integração entre diferentes aspectos da vida cotidiana, como alimentação, atividade física, saúde mental e acompanhamento médico regular. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde não significa apenas ausência de doença, mas um estado de bem-estar físico, mental e social. Esse entendimento nos ajuda a ampliar o olhar sobre os cuidados preventivos e reforça que a qualidade de vida está relacionada ao equilíbrio entre corpo, mente e ambiente.

Esse conceito também dialoga com os chamados determinantes sociais da saúde, fatores como condições de trabalho, relações sociais, acesso a serviços médicos e hábitos cotidianos, que influenciam diretamente a prevenção de doenças e o bem-estar da população.

O conceito de saúde integral e o impacto no dia a dia

A abordagem de saúde integral propõe que o cuidado com o organismo não se limite ao tratamento de enfermidades. O foco está na prevenção e na construção de rotinas que favoreçam o bem-estar físico e mental ao longo do tempo.

Na prática, isso significa observar diferentes dimensões da vida: alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física e relações sociais saudáveis contribuem para manter o organismo em equilíbrio. Quando algum desses fatores se desequilibra, o impacto pode ser percebido em diversas áreas da saúde.

Segundo especialistas, o conceito de saúde integral coloca corpo e mente no mesmo campo de cuidado. O cirurgião Gibran Sassine destaca que a prevenção depende de uma visão mais ampla do cotidiano. “Devemos ampliar as áreas de cuidados, não restringindo apenas a cuidados médicos, mas abrangendo para a saúde ocupacional, o ambiente de trabalho, o familiar, o domiciliar e as relações interpessoais e sociais. E, claro, adotando hábitos saudáveis, como boa alimentação e prática de exercícios físicos”, afirmou, em entrevista ao portal A Gazeta.

Hábitos equilibrados como pilares da prevenção

Entre os principais caminhos para fortalecer a prevenção de doenças, está a adoção de hábitos saudáveis. Pequenas mudanças na rotina podem contribuir para reduzir riscos de enfermidades e melhorar o bem-estar físico e mental.

Entre os hábitos frequentemente associados à saúde integral, estão:

  • manter uma alimentação variada e equilibrada;

  • praticar atividades físicas regularmente;

  • garantir horas adequadas de sono;

  • evitar consumo excessivo de álcool e tabaco;

  • cultivar relações sociais e momentos de lazer.

Essas práticas atuam de forma integrada no organismo. A prática de exercícios físicos, por exemplo, além de beneficiar o corpo, influencia o funcionamento do cérebro e o equilíbrio emocional.

Gibran Sassine explica ainda que a atividade física e a alimentação adequada estimulam a liberação de substâncias químicas relacionadas ao humor. “A prática de atividades físicas e o consumo de alguns tipos de alimentos estimulam a liberação de substâncias químicas como a adrenalina, a serotonina e a dopamina, que regulam o humor. Quando liberadas no cérebro, dão a sensação de bem-estar e felicidade.”

Acompanhamento profissional regular

Além dos hábitos saudáveis, a saúde integral também envolve acompanhamento médico periódico. Consultas e exames preventivos ajudam a identificar alterações no organismo antes que elas evoluam para quadros mais complexos.

Assim, a realização de check-ups regulares é indicada para acompanhar e orientar mudanças de comportamento, quando necessário. Dependendo de idade, histórico familiar e estilo de vida, profissionais de saúde podem recomendar diferentes tipos de avaliação.

Para além das especialidades como clínico geral e psicólogo, o acompanhamento regular em áreas como a odontologia também é importante para evitar complicações que podem afetar o organismo como um todo.

Esse tipo de cuidado reforça a lógica preventiva da saúde integral. Problemas aparentemente localizados podem ter repercussões em outros sistemas do corpo, o que torna o monitoramento profissional uma estratégia relevante para manter o equilíbrio do organismo.

Cuidado em todas as esferas 

A integração entre hábitos saudáveis, acompanhamento profissional e atenção ao bem-estar emocional forma a base dessa abordagem.

Em vez de agir apenas quando surgem sintomas, a saúde integral propõe uma rotina de cuidados contínuos que contribui para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida ao longo do tempo.

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Esportes

“Projeto Verão” prossegue neste domingo com aulões gratuitos no Parque da Cidade

Atividades de dança, luta e saúde marcam o penúltimo final de semana da programação realizada em parceria com a academia Body4fit

O Projeto Verão entra em sua reta final. Neste próximo domingo, dia 15, a população poderá aproveitar o penúltimo final de semana de atividades gratuitas, que acontecem a partir das 7h, no Parque da Cidade Ayrton Senna da Silva.

A programação desta edição é fruto de uma parceria com a academia Body4fit e busca incentivar a prática regular de exercícios físicos, oferecendo diversas modalidades ao ar livre para todas as idades e níveis de condicionamento.

O cronograma esportivo começa cedo para aproveitar o clima ameno da manhã:

  • 7h: Alongamento e caminhada;

  • 8h: Aulões de GAP, Funcional e Step;

  • 9h: Boxe e Muay Thai;

  • 10h: Zumba.

Além da movimentação esportiva, o evento promove o cuidado preventivo com a saúde. A partir das 8h, a Secretaria da Saúde estará presente com um estande para atendimento ao público, oferecendo orientações com nutricionistas e aferição de pressão arterial, integrando o bem-estar físico à saúde clínica.

O Projeto Verão foi lançado pela Prefeitura de Valinhos em 21 de dezembro de 2025 e tem sido um sucesso de público, com encerramento marcado para o próximo dia 22 de março. A organização reforça que todas as atividades são abertas à comunidade e não requerem inscrição prévia.

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Saúde

Distúrbios do sono afetam 65% dos brasileiros: veja impactos e dicas

Créditos: iStock

Com apenas pequenas mudanças de hábitos, é possível ter uma noite reparadora de qualidade e recuperar a qualidade de vida

A qualidade do descanso noturno, nos últimos anos, acabou se tornando uma questão de saúde pública no Brasil. De acordo com a pesquisa Mapa do Sono dos Brasileiros, feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 65% dos brasileiros possuem baixa qualidade de sono. Porém apenas 7% procuram ajuda médica.

Esse é um número que reflete como o estilo de vida moderno tem impactado na saúde mental, principalmente no pós-pandemia. Assim como outros problemas relacionados ao repouso, a insônia também impacta o funcionamento do organismo.

Isso acontece pois o corpo não consegue atingir as fases profundas do sono, e com isso, a recuperação física e cognitiva é comprometida. Dessa forma, cria-se um ciclo de cansaço que afeta milhões de pessoas todos os dias.

O cenário dos distúrbios do sono no Brasil

No Brasil, mais da metade da população possui problemas com o sono, mas apenas uma pequena parcela dispõe de um diagnóstico formal. Com isso, forma-se um cenário alarmante, pois a falta de uma boa noite de sono reparador pode ocasionar em doenças crônicas e até mesmo em transtornos de ansiedade.

Essa negligência com o sono, muitas vezes, vem da falta de informação sobre os riscos em longo prazo. Afinal de contas, essa condição não afeta apenas o humor, mas também é um fator de risco para hipertensão, diabetes e obesidade, além da sobrecarga do sistema imunológico.

Impactos da privação de descanso na produtividade e na saúde

Sem o descanso necessário, funções cognitivas como memória, foco e capacidade de tomada de decisão são seriamente afetadas. No ambiente de trabalho, isso significa mais erros, acidentes, além de queda no desempenho profissional.

Como se não bastassem os prejuízos financeiros, a saúde mental também é prejudicada. Sem a quantidade e a qualidade de sono necessárias, vêm a irritabilidade, a dificuldade de concentração e, em casos de privação crônica, até mesmo quadros de depressão.

Isso acontece porque o cérebro precisa do sono para processar emoções e consolidar aprendizados do dia a dia. Dessa forma, o descanso se torna um pilar crucial para o bem-estar de qualquer pessoa.

Higiene do sono 

A adoção da higiene do sono é crucial para reverter esse quadro. Para isso, é preciso mudar alguns hábitos simples na rotina que sinalizam ao cérebro que é o momento de desacelerar. Entre as principais recomendações, estão:

  • manter horários regulares para dormir e acordar;

  • evitar uso de telas, como celulares e TV, pelo menos uma hora antes de deitar;

  • criar um ambiente escuro, silencioso e com temperatura agradável;

  • evitar refeições pesadas, incluindo cafeína, no período noturno.

Além disso, utilizar nutrientes específicos pode ser um aliado importante para relaxar a musculatura e regular o sistema nervoso. Neste cenário, a suplementação de tri magnésio pode ser de grande ajuda, já que auxilia na produção de neurotransmissores que promovem a calma, o que facilita a transição para um sono mais profundo e reparador, mas a dosagem e necessidade devem ser avaliadas por um profissional da saúde.

Criando uma rotina para dormir melhor

Não é do dia para a noite que os distúrbios do sono serão superados. Para isso, o primeiro passo é mudar hábitos prejudiciais e criar uma rotina consistente. Dessa forma, é possível garantir que a saúde mental e física esteja em dia.

Contudo, é importante frisar que, se mesmo assim as dificuldades persistirem, é crucial procurar ajuda especializada. Somente dessa forma é possível encontrar o tratamento para solucionar esse problema com o mínimo de impacto ao organismo.

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Valinhos

Valinhos adere ao Dia Mundial Sem Carro

A Prefeitura de Valinhos incentiva o uso de transportes alternativos, reforçando o compromisso com a mobilidade sustentável e a saúde da população

O arquiteto da Secretaria de Mobilidade Urbana, Igor Pitas, deixa o carro na garagem duas vezes por semana para trabalhar de bicicleta. A pedalada de cerca de 20 minutos cobre pouco mais de dois quilômetros, de sua casa no Paiquerê até a secretaria, ao lado do Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini. É para incentivar atitudes como essa que a Prefeitura de Valinhos aderiu ao Dia Mundial Sem Carro, celebrado em 22 de setembro. Essa data estimula a população a se deslocar a pé, de carona, bicicleta ou transporte público, a fim de refletir sobre o uso excessivo de veículos. A mobilização, por sua vez, é parte das ações da Semana Nacional de Trânsito, que terá atividades até o dia 25 de setembro.

Os benefícios de ir ao trabalho de bicicleta, como explicado pelo arquiteto, são muito maiores do que a melhora da qualidade do ar e da saúde. Igor destaca que a percepção da cidade é alterada e a empatia com as outras pessoas é aumentada quando não se está ao volante. Segundo ele, “consegue-se ter mais calma para observar a paisagem, o trânsito, os pedestres e os animais. As pessoas, enquanto dirigem, ficam muito estressadas e, ao ter a vivência como pedestre ou ciclista, a tendência é aumentar a empatia e manter um maior equilíbrio ao volante. Nós, da Mobilidade Urbana, convidamos a população a sentir como é esta experiência”, conclui o arquiteto.

Como participar do Dia Mundial Sem Carro nesta segunda-feira, dia 22

O transporte público deve ser preferido.

  • A bicicleta ou a caminhada devem ser usadas sempre que possível. Isso é saudável e contribui para um planeta mais limpo.
  • Para viagens curtas a trabalho ou turismo, o ônibus deve ser a escolha.

O movimento teve seu início em algumas cidades da Europa durante a crise do petróleo na década de 70. Conhecida no exterior como World Carfree Day, a data foi instituída oficialmente em 2000 e chegou ao Brasil em 2001.

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Saúde

Por que o ferro é importante para tratar síndrome das pernas inquietas

Novas diretrizes nos EUA priorizam o ferro intravenoso como primeira escolha para tratar o problema, que atinge principalmente mulheres e afeta a saúde e qualidade de vida

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Após mais de uma década, a Associação Americana de Medicina do Sono, nos Estados Unidos, atualizou suas diretrizes para o tratamento da síndrome das pernas inquietas (SPI), mudando de forma significativa a abordagem da condição: a terapia com ferro intravenoso agora é considerada tratamento de primeira linha para pacientes com deficiência desse mineral. O documento foi publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine. 

A síndrome das pernas inquietas é classificada como um distúrbio neurológico sensorial-motor que se manifesta por um incômodo intenso nas pernas. Os pacientes a descrevem de maneiras variadas: formigamento, aflição, dor, sensação de facadas, coceira ou tensão, por exemplo. Esses sintomas aparecem principalmente no final do dia ou durante a noite, em momentos de repouso. O desconforto só melhora com o movimento, o que interfere na qualidade do sono e, consequentemente, na saúde e no bem-estar geral.

O diagnóstico é basicamente clínico, feito a partir de uma boa conversa entre médico e paciente, sem a necessidade obrigatória de exames laboratoriais. “A síndrome das pernas inquietas é uma alteração de sensibilidade e movimentação. Não precisamos de exames para saber que a pessoa tem a síndrome, mas é essencial que os critérios clínicos sejam bem definidos”, explica a neurologista Letícia Soster, do Grupo Médico Assistencial do Sono do Einstein Hospital Israelita.

Estima-se que a SPI atinja de 5% a 15% da população adulta em graus variados, mas apenas cerca de 2% a 3% das pessoas procuram ajuda médica. A síndrome é mais comum entre mulheres e tende a se tornar mais frequente com o envelhecimento. Há também uma forte associação com a gestação – aproximadamente 20% das gestantes podem desenvolver os sintomas temporariamente.

Entre as possíveis causas estão a genética, problemas renais e a deficiência de ferro. Esse mineral é essencial para a regulação da dopamina, neurotransmissor envolvido no controle do movimento. Estudos recentes mostram que a deficiência desse nutriente no cérebro, mesmo quando exames de sangue apontam níveis normais, está por trás do problema.

O papel do ferro

A atualização do tratamento da síndrome das pernas inquietas reflete avanços na compreensão do ferro no funcionamento neurológico e no controle dos sintomas da síndrome, muitas vezes de forma silenciosa. “É interessante perceber que passamos a tratar uma condição neurológica com um suplemento alimentar em vez de usarmos um medicamento”, observa Soster. “Estamos falando de algo mais próximo da nossa fisiologia, que temos naturalmente no organismo, o que reduz os riscos de efeitos colaterais e permite um tratamento mais barato e acessível.”

O protocolo atual prevê iniciar a suplementação com ferro oral por pelo menos três meses. Essa reposição deve ser feita, preferencialmente, pela manhã e acompanhada de um alimento ácido (como suco de laranja), para otimizar a absorção pelo organismo.

Caso não haja melhora significativa nesse período ou se o paciente apresentar intolerância aos comprimidos, a via intravenosa é a alternativa indicada. “O ferro administrado na veia é mais eficiente, tem menos efeitos colaterais, como constipação ou desconforto gástrico, comuns com o ferro oral, e oferece uma resposta clínica mais rápida”, destaca Soster.

Mas, apesar da eficácia, o acesso ao ferro intravenoso ainda é um obstáculo. “No Brasil, essa forma de tratamento tem cobertura limitada pelos planos de saúde e praticamente não está disponível no Sistema Único de Saúde [SUS] quando a indicação é síndrome das pernas inquietas, o que dificulta o alcance à maioria dos pacientes”, diz médica.

Menos medicamentos

Além da atualização em relação ao uso do ferro, as diretrizes também mudaram a recomendação sobre medicamentos. Até recentemente, os remédios mais prescritos para o tratamento da síndrome eram os agonistas dopaminérgicos — drogas que atuam estimulando a dopamina, usadas também no tratamento do Parkinson.

Embora sejam eficazes no início, esses fármacos passaram a ser associados a um efeito colateral conhecido como “fenômeno de aumentação”, em que os sintomas da SPI se tornam mais intensos, começam mais cedo ao longo do dia ou até mesmo atingem outras partes do corpo. “Percebemos que talvez estivéssemos fazendo um tratamento que, com o tempo, deixava de ser benéfico e até piorava a condição. Isso levou à adoção de alternativas como os medicamentos alfa-delta ligantes [pregabalina e gabapentina], que têm mostrado resultados promissores e menos efeitos adversos”, conta a médica do Einstein.

Esses dois medicamentos, originalmente utilizados para tratar dor neuropática e epilepsia, demonstraram boa eficácia na redução dos sintomas da síndrome das pernas inquietas e são atualmente indicados como opções de primeira linha, quando a suplementação de ferro não é suficiente. Ainda assim, podem causar efeitos colaterais como sonolência, e devem ser usados com acompanhamento médico.

Para casos mais graves e refratários, os opioides em baixas doses passaram a ser considerados uma opção válida nas diretrizes, desde que usados sob rigoroso monitoramento clínico, devido ao risco de dependência.

No caso das crianças, no entanto, o cenário é ainda mais desafiador. Muitos dos tratamentos eficazes em adultos não são recomendados para o público pediátrico, devido à falta de pesquisas que atestem sua segurança. Por isso, a principal recomendação continua sendo a reposição de ferro por via oral, sempre com orientação médica.

Além de prejudicar o sono, a síndrome das penas inquietas no público infantil está associada a distúrbios comportamentais, o que reforça a importância do diagnóstico precoce. O maior obstáculo, porém, ainda é a falta de informação.

Não há uma forma conhecida de prevenir o desenvolvimento da síndrome, mas hábitos como praticar exercícios físicos regularmente, manter uma rotina de sono saudável e evitar substâncias estimulantes podem ajudar a atenuar os sintomas.

“Muitas pessoas convivem com a síndrome durante anos sem saber que têm um problema tratável. Acham que é normal demorar para dormir devido à inquietação nas pernas ou nem chegam a relatar isso em uma consulta médica”, relata a neurologista. “Ainda há um grande desconhecimento, inclusive entre profissionais de saúde, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento adequado. O impacto na qualidade de vida pode ser enorme, por isso é fundamental ampliar a conscientização.”

Fonte: Agência Einstein

 

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Economia

Somente 6% da Geração Z quer cargos de chefia

Um dado tem acendido o alerta nas áreas de RH: apenas 6% dos trabalhadores da Geração Z afirma que sua principal ambição profissional é ocupar cargos de liderança. O número, revelado pela 14ª edição da pesquisa global da Deloitte com mais de 23 mil entrevistados de 44 países, indica uma mudança profunda no comportamento das novas gerações no mercado de trabalho.

Para Karina Pelanda, Gerente de Recrutamento e Seleção da RH NOSSA, o dado é um sinal claro de que as empresas precisam se adaptar com urgência:

“O jovem profissional não quer só subir na carreira, ele quer qualidade de vida, propósito e um plano de desenvolvimento constante. As empresas que não entenderem isso vão perder os melhores talentos para o concorrente”, afirma.

A pesquisa aponta ainda que 70% da Gen Z investe em aprendizado de novas habilidades semanalmente, sendo que boa parte desse esforço é feito fora do horário de expediente. Ao mesmo tempo, mais de 48% não se sentem financeiramente seguros, e mais da metade vive de salário em salário.

Esse cenário explica, de acordo com a especialista, por que tantos jovens estão buscando empregos paralelos ou optando por empresas que ofereçam benefícios mais flexíveis e possibilidade real de crescimento pessoal e não apenas vertical.

Segundo Pelanda, os fatores fundamentais para atrair e reter profissionais das gerações mais jovens são o propósito claro e valores alinhados, Investimento contínuo em aprendizado além de flexibilidade e bem-estar mental:

“Cerca de 44% da Geração Z já pediu demissão de cargos que não ofereciam um senso de propósito. Não dá mais para empresas ignorarem o impacto social e ambiental da sua atuação. Esses profissionais valorizam ambientes onde possam aprender constantemente. Longas jornadas e ambientes tóxicos estão entre os principais fatores de estresse. Flexibilizar horários e formar lideranças como foco no humano é um diferencial competitivo, finaliza Karina.

Outros dados que chamam a atenção segundo a pesquisa são que 31% da Gen Z pretende trocar de emprego nos próximos dois anos, 86% consideram soft skills essenciais para o crescimento na carreira e 63% têm medo de que a inteligência artificial elimine empregos.

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Terceiro Setor

Programa SOS AVC Valinhos atende pacientes em reabilitação

O trabalho está sendo realizado no Casarão FEAV

 

Desde o início do mês de maio, o Programa SOS AVC Valinhos está fazendo atendimento para pacientes pós AVC. O grande objetivo é oferecer suporte profissional, promover qualidade de vida, autonomia e acolhimento tanto aos pacientes quanto às suas famílias.


O trabalho está voltado ao atendimento gratuito de reabilitação destinado a pessoas em recuperação de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O trabalho está sendo realizado no Casarão FEAV (Fórum das Entidades Assistenciais de Valinhos), que fica na Rua Antônio Nicolau, 84.


No momento os trabalhos estão sendo desenvolvidos por profissionais qualificados que de forma voluntária estão agregando ao Programa.


Neste início de trabalho pacientes estão recebendo atendimentos nas áreas de:Fisioterapia; Fonoaudiologia; Estimulação cognitiva; Terapia comunitária sistêmica integrativa; Arteterapia; Sessões de reiki.


Mais informações para pacientes e familiares podem ser obtidas pelo telefone/WhatsApp (19) 99606-7975, no site www.sosavcvalinhos.com.br ou pelas redes sociais do projeto:@sosavcvalinhos.

 

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Valinhos

CCI Valinhos celebra saúde e bem-estar na Terceira Idade

Atividades físicas e orientações marcam comemoração do Dia Mundial da Atividade Física e Mês de Combate à Hipertensão

 

Em comemoração ao Dia Mundial da Atividade Física, celebrado no último domingo, dia 6, e ao Mês de Combate à Hipertensão, o Centro de Convivência do Idoso (CCI) da Prefeitura de Valinhos promoveu uma tarde especial voltada à saúde e ao bem-estar dos participantes. A programação incluiu palestra educativa, aferição de pressão arterial e uma animada aula de atividade física em grupo.

A ação, organizada pela Secretaria da Família e da Mulher em parceria com a Secretaria da Saúde, teve como objetivo conscientizar sobre a importância do movimento corporal na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida, especialmente na terceira idade.

“Manter o corpo ativo é fundamental em todas as fases da vida, mas, para os idosos, isso tem um impacto ainda mais positivo, contribuindo para a autonomia, o equilíbrio emocional e a saúde cardiovascular”, destacou a secretária da Família e da Mulher, Dalva Berto. “Esses encontros reforçam o compromisso da gestão do prefeito Franklin com o cuidado e o respeito aos nossos idosos.”

Durante a palestra, profissionais de saúde explicaram os benefícios da atividade física regular e deram orientações práticas sobre como incluir o movimento na rotina de forma segura. Em seguida, foi realizada a aferição de pressão arterial, permitindo que os participantes acompanhassem sua saúde de forma preventiva.

Marisa, coordenadora do CCI, destaca a importância da programação para a saúde dos idosos. “É muito importante para nossos idosos para que eles possam ser acolhidos e orientados na prevenção e nos cuidados. Aqui no CCI cuidamos deles com todo carinho para que vivam bem, com alegria e com qualidade de vida”.

Para os participantes, o CCI é um ‘divisor de águas’. Maria Neida Oliveira fala sobre as transformações que as atividades proporcionaram para sua vida, inclusive dos benefícios para a saúde física e mental.

“É muito bom poder participar das atividades do CCI. Eu era tímida, tinha ansiedade, depressão, mas agora sou outra pessoa”. Maria de Lurdes Quirino destaca a mudança de hábitos. “O CCI trouxe para mim um renovo. Tinha uma vida acomodada e sedentária, mas depois que conheci, a minha vida mudou”.

A Prefeitura reforça que o CCI oferece, ao longo do ano, diversas atividades voltadas ao público idoso, como oficinas, grupos de convivência, ginástica e rodas de conversa.

 

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