OUTUBRO ROSA

Saúde

Faltar à primeira mamografia aumenta risco de morte por câncer de mama

Estudo de 25 anos com mais de 400 mil mulheres mostra que a ausência no exame inicial afeta a adesão ao rastreamento em longo prazo e reduz as chances de cura

Por Bruno Pereira, da Agência Einstein

Mulheres que não realizam a primeira mamografia têm até 40% mais risco de morrer por câncer de mama, segundo um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, publicado em setembro no British Medical Journal (BMJ). A pesquisa acompanhou 432 mil mulheres por 25 anos, avaliando sua rotina preventiva contra os tumores.

O levantamento mostra que 32% das participantes aconselhadas a fazer o exame, seja por recomendação médica, seja por chegarem à idade de rastreamento ativo, não compareceram à mamografia.

“Os atrasos no diagnóstico decorrentes de não fazer os exames têm um impacto direto na sobrevida das pacientes, especialmente para aquelas com subtipos de tumores mais agressivos e de evolução mais rápida”, comenta a oncologista Heloisa Veasey Rodrigues, médica do Grupo de Mama do Einstein Hospital Israelita.

Para a maioria das faltantes na primeira mamografia, o hábito de não comparecer nos prazos corretos permaneceu ao longo do tempo. Durante os 25 anos de pesquisa, as mulheres deveriam ter feito 10 exames: as que foram à primeira consulta indicada compareceram a uma média de 8,74 triagens, enquanto as faltantes cumpriram quase metade disso, 4,77 testes.

A mortalidade 40% maior entre as que não compareciam foi atribuída justamente às faltas na prevenção. Até porque, segundo o estudo, a incidência global de câncer foi parecida entre os grupos — 7,8% entre participantes em relação a 7,6% entre não participantes.

A justificativa para a alta de mortes foi que os tumores diagnosticados naquelas fora do rastreamento padrão eram mais avançados, sendo que um terço delas descobriu o câncer quando ele já era sintomático.

“Embora a incidência seja equivalente, os tumores diagnosticados fora do rastreamento podem ter um prognóstico pior e consequentemente menores chances de cura”, explica Rodrigues.

A falta de adesão à mamografia pode refletir um comportamento de risco que combina uma série de fatores: falta de conhecimento da necessidade de prevenção, baixo acesso aos exames e até medo do diagnóstico.

“Existe ainda um estigma do câncer de mama ser muito associado ao tratamento agressivo e que ele reduz a qualidade de vida. É uma visão equivocada, atrelada a uma ideia antiga de que o câncer é uma doença de tratamento difícil e incurável”, afirma a oncologista.

Quando fazer o exame

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda que o rastreamento comece aos 40 e siga até os 74 anos com exames anuais. Para aumentar o índice de exames, em setembro de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) desburocratizou a realização para mulheres entre 40 e 50 anos, que anteriormente precisavam ter histórico familiar ou recomendação médica expressa para fazer a triagem na rede pública.

Para a oncologista do Einstein, a inclusão de mulheres mais jovens nas filas para a realização de mamografia é uma preocupação crítica para combater os tumores. Isso porque aqueles que surgem antes da menopausa costumam ser mais agressivos.

“Especialmente no Brasil, a ocorrência de tumores de mama antes dos 50 anos é mais comum do que em outras regiões do mundo”, alerta Heloisa Rodrigues.

Campanhas e carretas da mamografia

Estudos internacionais como o dos pesquisadores do Instituto Karolinska reforçam que a participação inicial em programas de rastreamento contra o câncer de mama tem efeito prolongado na redução da mortalidade.

Para garantir o acompanhamento regular, entretanto, é preciso que as mulheres sejam conscientizadas da importância da mamografia, e que políticas públicas levem o exame a regiões de menor acesso.

“É sempre importante investir em campanhas de rastreamento e diagnóstico rápido, como as carretas da mamografia. Quando há informação, o medo diminui. É importante explicar que a mamografia não é dolorosa, que o tratamento evoluiu e que há altas taxas de cura”, conclui a oncologista.

Fonte: Agência Einstein

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Terceiro Setor

Mais de 250 voluntários participam do Pedágio Solidário em Valinhos

Ação do Outubro Rosa reforçou a importância da prevenção e arrecadou recursos para atendimentos a pacientes com câncer

A manhã do último sábado, dia 18, foi marcada por um grande gesto de solidariedade em Valinhos. A 4ª edição do Pedágio Solidário, promovida pelo Grupo Rosa e Amor, reuniu mais de 250 voluntários em uma corrente de empatia, esperança e conscientização.

A ação integrou as atividades do Outubro Rosa e teve dois objetivos principais: chamar atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, e arrecadar recursos para manter os atendimentos gratuitos oferecidos pela entidade a pessoas em tratamento oncológico.

Com camisetas rosa, faixas e panfletos nas mãos, os voluntários ocuparam os principais semáforos da cidade. Motoristas e pedestres foram recebidos com sorrisos, palavras de incentivo e o convite para contribuir.

Mesmo sob céu nublado e momentos de chuvisco, o entusiasmo não diminuiu. O que se viu foi uma verdadeira mobilização comunitária, que transformou as ruas de Valinhos em um palco de união e amor ao próximo.

A presidente do Grupo Rosa e Amor, Dra. Márcia Camargo Franzese, destacou a importância do envolvimento da comunidade.

“Ver tantas pessoas saírem de casa, em um sábado, para se dedicar a essa causa é algo que emociona. O Pedágio Solidário é muito mais do que uma arrecadação: é um ato de amor. Ele nos ajuda a manter o acolhimento e o apoio a homens e mulheres em tratamento, e também a filhos de pacientes ou órfãos do câncer. Cada sorriso e cada doação representam esperança. Somos imensamente gratos a todos que abraçaram essa causa.”

Mais do que uma campanha de arrecadação, o Pedágio Solidário se consolida como um símbolo de engajamento comunitário em Valinhos.
A cada edição, o evento reforça a mensagem de que a prevenção salva vidas — e que a solidariedade é uma das formas mais poderosas de transformar realidades.

Como ajudar o Grupo Rosa e Amor

Quem ainda quiser contribuir pode fazer uma doação:

Cada contribuição faz diferença na continuidade dos atendimentos oferecidos pelo grupo.

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Saúde

Puberdade precoce pode aumentar risco de câncer de mama em meninas

Pediatra Dr. Miguel Liberato explica como o diagnóstico e o tratamento podem ajudar a reduzir o risco de câncer de mama e outras complicações futuras

O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil. Entre os diversos fatores de risco já conhecidos, um deles tem ganhado atenção nos últimos anos: a puberdade precoce em meninas.

De acordo com o endocrinologista pediátrico Dr. Miguel Liberato, especialista em crescimento e desenvolvimento infantil, a puberdade precoce é caracterizada pelo início do desenvolvimento das características sexuais secundárias antes dos oito anos de idade.

“O surgimento do broto mamário antes dos oito anos já exige atenção, pois, em geral, ele evolui de forma progressiva e pode ser seguido da primeira menstruação dentro de dois anos”, explica o médico. Ele reforça que mesmo um crescimento discreto das mamas precisa ser avaliado com cautela.

O principal ponto de preocupação está na exposição prolongada ao hormônio estrógeno, que desempenha papel importante no desenvolvimento do câncer de mama. “Meninas que menstruam muito cedo tendem a ter um tempo maior de exposição ao estrogênio ao longo da vida, o que pode aumentar o risco de desenvolver a doença na vida adulta”, afirma Dr. Miguel. Por isso, a identificação precoce e o tratamento adequado da puberdade precoce podem não apenas proteger a saúde reprodutiva e o crescimento da menina, como também atuar como uma forma de prevenção futura do câncer.

Casos de puberdade precoce têm se tornado mais comuns em todo o mundo, incluindo no Brasil. Essa tendência reforça a importância do acompanhamento médico regular durante a infância.

“A avaliação adequada da evolução das mamas, do crescimento e da idade óssea permite intervenções no tempo correto, reduzindo não só o risco de câncer de mama, mas também outras complicações, como baixa estatura e doenças cardiovasculares”, alerta o especialista.

Para proteger as meninas desse início precoce da puberdade, é importante evitar a obesidade, tentando estimular uma alimentação mais saudável e atividade física; evitar produtos que contenham desreguladores endócrinos como alguns cosméticos e maquiagens; evitar ultraprocessados e, quando possível, preferir alimentos orgânicos. O diagnóstico precoce da puberdade precoce permite que tratamentos — como o uso de medicamentos que regulam a liberação hormonal — sejam iniciados quando necessário. Esses cuidados não apenas garantem o desenvolvimento saudável da menina, como também ajudam a reduzir riscos futuros importantes para sua saúde.

Para os pais e responsáveis, o recado do Dr. Miguel é claro: “Atenção aos sinais iniciais é fundamental. Quanto antes for feita a avaliação, maiores são as chances de agir de forma preventiva e garantir um futuro mais saudável para essas meninas.”

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Terceiro Setor

Grupo Rosa e Amor convoca voluntários para o Pedágio Solidário

Participe do Pedágio Solidário no próximo dia 18 de outubro e ajude o diagnóstico precoce do câncer

No próximo dia 18 de outubro, uma onda rosa de solidariedade tomará a cidade de Valinhos! A população se mobiliza ativamente para a 4ª edição do Pedágio Solidário que o Grupo Rosa e Amor promove. Esta ação crucial une conscientização e amor ao próximo.

O Grupo Rosa e Amor busca principalmente alertar a população sobre a extrema importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Ao mesmo tempo, o pedágio arrecada doações essenciais para manter os projetos da entidade. Há anos, o Grupo Rosa e Amor oferece apoio, atendimento e acolhimento a homens e mulheres em tratamento contra o câncer.

Para garantir o sucesso desta mobilização, o Grupo Rosa e Amor precisa de 250 voluntários. Estes participantes trabalharão das 9h às 12h, distribuídos pelos principais semáforos da cidade.

A missão é simples, portanto, extremamente essencial: entregar folhetos informativos, espalhar mensagens de prevenção e recolher os donativos.

A coordenadora do pedágio, Mara Ceccerini, reforça o convite à comunidade: “Precisamos muito de voluntários! Venha fazer parte deste dia especial e ajude a espalhar solidariedade e esperança. Cada gesto faz a diferença na vida dos nossos pacientes.”

Todos os voluntários inscritos receberão uma camiseta oficial do evento, a qual usarão para identificação durante a ação.

Como se inscrever

Você pode garantir sua vaga e fazer a diferença neste evento de solidariedade.

Faça as inscrições para ser um voluntário no Pedágio Solidário de maneira fácil e rápida pelo link forms.gle/b7FHFEny59G3EXk16.

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Saúde

O olhar da Medicina Tradicional Chinesa no tratamento do câncer de mama

Por Dra. Carmen Regina Spadaccia Mazzon

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), o câncer de mama não é visto apenas como uma doença localizada, mas como o reflexo de um desequilíbrio energético do organismo.

Entre os principais fatores estão:

• Estagnação de Qi (energia vital) e de Xue (sangue), que podem gerar nódulos e formações.
• Umidade e Fleuma, que, segundo a MTC, estão associados ao acúmulo de massas e tumores.
• Desequilíbrios emocionais, especialmente ligados ao fígado e ao coração, como estresse, mágoas e ansiedade, que afetam diretamente a circulação energética.

Essa visão integrada entende que corpo, mente e espírito estão conectados, e que o tratamento deve contemplar não apenas a doença, mas também o fortalecimento geral do organismo.

Como a Acupuntura auxilia como tratamento complementar

A Acupuntura, uma das principais técnicas da MTC, é reconhecida como terapia complementar no tratamento do câncer de mama. Ela não substitui os recursos da medicina convencional (cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia), mas atua como uma aliada poderosa como tratamento complementar.

Os benefícios da Acupuntura no tratamento complementar de Câncer de Mama:

• Redução dos efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia (náuseas, fadiga, dor, secura da boca, dores).
• Melhora na amplitude do braço
• Melhora da imunidade, favorecendo a recuperação e diminuindo o risco de complicações.
• Alívio da dor e do estresse emocional, comuns durante o processo de tratamento.
• Melhora da qualidade do sono e do bem-estar geral, fundamentais para o equilíbrio emocional e físico da paciente.

Um trabalho multidisciplinar

Cada vez mais, médicos oncologistas, fisioterapeutas, psicólogos e acupunturistas têm atuado juntos em benefício das pacientes. O trabalho multidisciplinar é essencial para que o tratamento seja mais completo, humano e eficaz.

Enquanto a medicina convencional atua diretamente contra as células tumorais, a acupuntura contribui para que o organismo suporte melhor o processo, dando o suporte físico e emocional.

O Outubro Rosa é um convite não apenas à prevenção, mas também à reflexão, sobre a importância de cuidar do corpo e da mente.
A integração entre a medicina convencional e a Medicina Tradicional Chinesa oferece às mulheres mais recursos para enfrentar a doença com esperança, equilíbrio e qualidade de vida.

Previna-se, cuide-se e, acima de tudo, valorize sua saúde. O diagnóstico precoce pode salvar vidas.

Lembre-se sempre de buscar um Acupunturista experiente e qualificado para te atender.

 

Dra Carmen Regina Spadaccia Mazzon
Especialista em Acupuntura
Neurociências da Dor
Fitoterapia Clínica
(19) 98144 1136
@acupuntura.carmenregina

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Saúde

Nova diretriz amplia prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama

Oncologista explica como a mamografia detecta a doença antes do surgimento de sinais e aumenta as chances de cura

Com a chegada do Outubro Rosa, o Ministério da Saúde anuncia uma importante mudança nas diretrizes de rastreamento do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). No final do último mês, a mamografia passou a ser garantida para todas as mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sinais ou sintomas da doença. A medida representa um avanço significativo na prevenção e no diagnóstico precoce do tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), e busca responder ao aumento de casos em faixas etárias antes não contempladas pela recomendação oficial.

A nova diretriz elimina a exigência de histórico familiar ou manifestação de sintomas para o acesso ao exame nessa faixa etária. A mamografia deverá ser feita sob demanda, com base em uma decisão conjunta entre a paciente e o profissional de saúde, que explicará os benefícios e possíveis riscos do rastreamento precoce. Atualmente, mulheres com menos de 50 anos já representam 30% das mamografias feitas no SUS, com mais de 1 milhão de exames realizados apenas em 2024.

O oncologista da Afya Montes Claros, Dr Levindo Tadeu, esclarece que a nova diretriz imposta pelo Ministério da Saúde é extremamente relevante e representa um avanço importante na saúde da mulher. “Há anos a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Sociedade Brasileira de Oncologia defendem essa mudança, com base em evidências científicas. Nas últimas décadas, observou-se um aumento significativo da incidência de câncer de mama em mulheres entre 40 e 50 anos. Ampliar o acesso à mamografia para essa faixa etária permite a detecção precoce da doença, o que é fundamental para aumentar as chances de cura. Além disso, o diagnóstico em estágios iniciais possibilita a realização de tratamentos menos agressivos, com menor impacto físico e psicológico para as pacientes”.

Os dados justificam a ampliação e a fala do especialista. Entre 2018 e 2023, mais de 108 mil mulheres com menos de 50 anos foram diagnosticadas com câncer de mama no Brasil. Na faixa de 40 a 49 anos, agora incluída na diretriz, foram registrados 71.204 casos. Outras 19.576 mulheres tinham entre 35 e 39 anos. Mulheres com mais de 70 anos, também fora da recomendação oficial, somaram 53.240 casos no mesmo período. Já a faixa etária considerada prioritária pelo SUS (50 a 69 anos) teve 157,4 mil diagnósticos.

Para o médico da Afya Montes Claros, o ideal é que o câncer de mama seja descoberto antes mesmo do surgimento de qualquer sinal ou sintoma, por meio de exames de rastreamento, como a mamografia. “Nessa fase inicial, a lesão ainda é tão pequena que não provoca alterações perceptíveis. No entanto, é fundamental que a mulher esteja atenta a qualquer mudança nas mamas, como o aparecimento de um nódulo, inchaço desproporcional, alterações na pele, mudanças no mamilo, incluindo inversão ou descamação, além da presença de secreção anormal. O diagnóstico precoce continua sendo a principal arma para aumentar as chances de cura e possibilitar tratamentos menos agressivos”, complementa o oncologista.

Mitos e desinformações 

Entre 2018 e 2023, o número de casos de câncer de mama no Brasil aumentou 59%, passando de 40.953 para 65.283 diagnósticos anuais. A mortalidade também cresceu significativamente: entre 2014 e 2023, os óbitos subiram de 14.622 para 20.165, totalizando 173.690 mortes na última década, um aumento de 38%.

Apesar desses números alarmantes, muitos mitos e informações equivocadas sobre a doença ainda circulam na sociedade, dificultando o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

Dr. Levindo ressalta que as informações falsas são uma das maiores barreiras no combate ao câncer de mama, uma vez que elas alimentam medos infundados, reforçam estigmas e atrasam o diagnóstico. “Muitos acreditam que o câncer de mama afeta apenas mulheres mais velhas ou aquelas com histórico familiar, quando, na verdade, a maioria dos casos ocorre em mulheres sem antecedentes. Outro mito comum é o de que desodorantes antitranspirantes causam câncer, o que não tem respaldo científico.”

Outro equívoco perigoso, segundo o especialista, é acreditar que, na ausência de um nódulo palpável, não há motivo para preocupação ou necessidade de realizar a mamografia. “Esse exame é essencial para identificar alterações em estágios iniciais, antes mesmo que possam ser percebidas pelo toque. Além disso, muitas pessoas ainda têm receio infundado de que a mamografia possa causar câncer, o que é um mito sem qualquer fundamento. O medo de que o câncer de mama seja uma sentença de morte também persiste, mesmo com os avanços expressivos no tratamento e as altas taxas de cura quando a doença é diagnosticada precocemente”, conclui o médico da Afya Montes Claros.

Sobre a Afya  

A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br  e ir.afya.com.br.

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Saúde

Cresce o diagnóstico de câncer de mama em mulheres jovens

Centro de Oncologia Campinas preparou extensa programação com o objetivo de impedir que a desinformação leve à detecções tardias

O diagnóstico de câncer de mama em mulheres jovens cresceu nas últimas três décadas. Os casos anuais apresentaram aumento de 79% em pessoas abaixo de 50 anos, de acordo com estudo do BMJ Oncology. Pesquisas recentes apontam que, entre 2012 e 2021, a incidência geral aumentou 1% ao ano, mas em mulheres jovens (30-39 anos), o incremento foi mais pronunciado, especialmente em subtipos agressivos. Houve maior detecção de tumores avançados devido também ao atraso no diagnóstico. Impedir que a desinformação se torne uma facilitadora para diagnósticos tardios é justamente um dos objetivos da Campanha Outubro Rosa, dedicada ao câncer de mama.

Quando a doença é diagnosticada em fases iniciais, o sucesso dos tratamentos chega a 95%. O Centro de Oncologia Campinas preparou uma extensa programação ao longo do mês para reforçar os objetivos do Outubro Rosa (veja abaixo as ações). Palestras em empresas e instituições, assim como na sede do COC, foram programadas para levar conhecimento às mulheres.

No dia 2 de outubro, a micropigmentadora paramédica Ana Savoy realizará com sua equipe sessões gratuitas de reconstrução de sobrancelhas e aréolas. Haverá ainda uma caminhada, dia 18 de outubro, e ações especiais na Praça da Juventude, no Distrito do Ouro Verde, no dia 4 de outubro.

“Diferentemente das mulheres mais velhas, os tumores em jovens tendem a ser mais agressivos, com subtipos como o triplo negativo ou HER2-positivo, o que exige maior atenção à prevenção e detecção precoce”, orienta Fernando Medina, oncologista clínico do Centro de Oncologia Campinas.

Recentemente, o Ministério da Saúde garantiu o acesso à mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS) a mulheres de 40 a 49 anos, mesmo que elas não apresentem sinais ou sintomas de câncer. Essa faixa etária concentra 23% dos casos da doença, segundo a Pasta. Antes, a orientação do exame era direcionada apenas a mulheres de 50 a 69 anos.

 Números e causa

Levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), mostrou que a incidência de câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos passou de 8% em 2009 para 22% em 2020.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 73.610 novos casos de câncer de mama neste ano – uma taxa de 66 casos por 100.000 mulheres. Em mulheres jovens, a incidência é menor, mas representa uma proporção significativa: cerca de 5% dos casos ocorrem em mulheres abaixo de 35 anos, e aproximadamente 11,9% das mulheres em tratamento estão na faixa etária inferior a 40 anos.

Na faixa de 40 a 49 anos, foram notificados 71.204 casos entre 2018 e 2023, destacando que o câncer de mama é raro em jovens e sua ocorrência aumenta progressivamente com a idade.

“O aumento notável de diagnósticos em faixas etárias mais baixas é impulsionado por mudanças no estilo de vida e fatores genéticos. Histórico familiar de câncer de mama (especialmente antes dos 50 anos) ou mutações em genes como BRCA1 e BRCA2 aumentam o risco em até 72% para portadoras”, detalha Medina.

Com relação ao estilo de vida, a obesidade, especialmente na adolescência ou infância, está associada a um risco 1,5 vez maior de desenvolver a doença, devido ao estrogênio produzido pelo tecido adiposo. Consumo excessivo de álcool (mais de 1 dose/dia), tabagismo e dieta rica em gorduras saturadas contribuem para até 30% dos casos. Atividade física insuficiente e sedentarismo agravam o quadro.

 Prognóstico

O prognóstico do câncer de mama em mulheres jovens é geralmente pior do que em idosas, sendo a idade abaixo de 40 anos um fator de risco independente para desfechos desfavoráveis.

Tumores em jovens são mais agressivos: apresentam maior tamanho (>2 cm em 60% dos casos), envolvimento linfonodal (positivo em 50-70%), metástases e subtipos como triplo negativo (ausência de receptores de estrogênio, progesterona e HER2), que respondem menos à terapia hormonal e têm taxa de recorrência de 20-30% em 5 anos.

“Estudos mostram que mulheres jovens têm sobrevida em 5 anos de cerca de 80-85%, comparado a 90% em média das mulheres acima de 50, devido ao diagnóstico em estágios avançados (III/IV em 40% dos casos) e instabilidade genética dos tumores. Fatores como linfonodos positivos e grau histológico alto pioram o quadro, com maior risco de metástase distante”, descreve Fernando Medina.

O diagnóstico precoce, via autoexame e exames de imagem, melhora significativamente as chances, podendo elevar a cura para 90% em estágios iniciais. Avanços em tratamentos, como imunoterapia e terapias alvo, estão melhorando o prognóstico, especialmente para HER2-positivo.

“Embora o câncer de mama em jovens seja menos comum, seu aumento e agressividade demandam vigilância. Mulheres jovens com fatores de risco devem consultar mastologistas para avaliações personalizadas, priorizando hábitos saudáveis como dieta equilibrada, exercícios e controle de peso. A conscientização, como no Outubro Rosa, é chave para reverter tendências e salvar vidas”, afirma Medina.

 

PROGRAMAÇÃO OUTUBRO ROSA DO COC

Dia 1/10 – Abertura da campanha, com palestra do médico Roberto de Almeida Gil, Superintendente do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a partir das 19h, na sede do Centro de Oncologia Campinas, em Barão Geraldo. Evento para convidados

Dia 2/10 – Micropigmentação paramédica gratuita de aréola e sobrancelha, com Ana Savoy e equipe do instituto Arte com Paixão. As inscrições devem ser realizadas pelo telefone (19) 3787-3400, com Rose. As vagas são limitadas e os atendimentos serão por hora marcada.

4/10 – Ação na Praça da Juventude, no Distrito do Ouro Verde. O COC estará cm estande e profissionais de saúde para passar orientações sobre câncer de mama e tirar dúvidas da comunidade.

Dias 6, 13, 20 e 27 – Ciclos de palestras sobre câncer de mama na sede do COC, abertas à comunidade. Os encontros têm início sempre às 8h30, no auditório do Centro. São discussões sobre temas relacionados ao câncer de mama, que envolvem tratamentos avançados, alimentação, direitos do paciente, rede de cuidados, saúde a longo prazo, explicações sobre radioterapia e quimioterapia, tipos de tratamento, entre outros.

Dia 18/10 – 6ª edição da Caminhada Outubro Rosa, para conscientização sobre o câncer de mama. O percurso de 2,5km tem saída e chegada na sede do COC, com várias atrações. As inscrições vão até o dia 17/10/2025 via formulário online neste link. (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeu0DdQKBfFGE2uoeOghWb478rO1oi99RoiAy_pSeKtQq4aPA/viewform). O valor do kit é R$ 75,00. É preciso enviar o comprovante de pagamento da inscrição via WhatsApp (19) 99368-8704. A retirada dos kits da caminhada ocorrerá de 16 a 18 de outubro, das 9h às 17h, na sede do COC, à rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.

26/10 – Ação realizada pela Prefeitura de Campinas na Lagoa do Taquaral. O COC estará no estande no evento, que inclui uma caminhada, e também distribuirá material de orientação sobre câncer de mama.

Durante todo o mês de outubro – palestras em empresas e instituições para orientar e tirar dúvidas sobre o câncer de mama. Interessados podem entrar em contato o COC para agendar as palestras pelo e-mail palestras@oncologia.com.br

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Terceiro Setor

Rosa e Amor com agenda especial de eventos em prol da luta contra o câncer

Participe do Chá das Rosas, da Feira de Encantos e do Pedágio Solidário e apoie a causa do Outubro Rosa em Valinhos

O Grupo Rosa e Amor já está com a agenda cheia de ações especiais para este mês em Valinhos. Prepare-se para participar de eventos que unem solidariedade e conscientização, apoiando a luta contra o câncer de mama.

Chá das Rosas

No dia 25 de setembro, das 14h às 17h, o Espaço de Eventos MONET (próximo ao Pão de Açúcar) recebe o tradicional Chá das Rosas. O evento beneficente promete uma tarde acolhedora com deliciosos quitutes, o famoso Chá do Amor e um animado show de prêmios. Os convites custam R$ 80,00 e dão direito a quatro cartelas para participar. Para mais informações ou para fazer reservas, entre em contato pelo telefone (19) 99295-1573.

Feira de Encantos

A tradicional Feira de Encantos, Gastronomia e Cia acontece no dia 11 de outubro, o segundo sábado do mês, das 10h às 17h, na sede do Grupo Rosa e Amor. O evento reúne uma grande variedade de produtos, como artesanato, vinhos, queijos, temperos, semi-joias, cosméticos e muito mais. A área gastronômica oferece ainda opções irresistíveis, como doces, pães, kibe, esfiha e chope artesanal.

Pedágio Solidário

O Grupo também realiza a 4ª edição do Pedágio Solidário do Outubro Rosa. No dia 18 de outubro, das 9h às 12h, a ação tomará conta dos principais semáforos da cidade para conscientizar a população sobre o câncer de mama. Você pode ajudar nessa importante mobilização, espalhando informação e solidariedade. Quer ser voluntário? Inscreva-se aqui para participar.

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Terceiro Setor

Grupo Rosa e Amor prepara Pedágio Solidário para o Outubro Rosa

Ação em Valinhos busca voluntários para conscientizar sobre o câncer de mama e arrecadar doações para a entidade

O Grupo Rosa e Amor está se preparando para a 4ª edição do Pedágio Solidário do Outubro Rosa, uma grande mobilização de conscientização sobre o câncer de mama. O evento acontecerá no dia 18 de outubro, das 9h às 12h, nos principais semáforos da cidade de Valinhos, e promete colorir as ruas com solidariedade e informação.

O evento tem um duplo propósito. Em primeiro lugar, motoristas e pedestres serão alertados sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Além disso, o pedágio visa arrecadar doações que serão utilizadas para manter o atendimento gratuito oferecido pela entidade a homens e mulheres em tratamento de diversos tipos de câncer.

Para que a ação seja bem-sucedida, a entidade precisa reunir cerca de 200 voluntários. Nesse sentido, os voluntários terão a função de distribuir panfletos, reforçar as mensagens de prevenção e convidar a população a colaborar com a causa. A participação de cada um é fundamental para a disseminação da informação e para o sucesso da arrecadação. Todos os inscritos receberão uma camiseta especial para participar do evento, um gesto de agradecimento e união.

Quem desejar se juntar a esse importante movimento de solidariedade pode se inscrever de forma simples e rápida. A inscrição pode ser feita pelo link https://forms.gle/b7FHFEny59G3EXk16 ou, alternativamente, através do QR Code que está sendo disponibilizado na divulgação oficial do Grupo Rosa e Amor. A participação de cada voluntário será valorizada e é essencial para a continuidade dos serviços prestados pela entidade.

  • Matéria atualizada em 15/09/25, às 15h28.

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Saúde

Médicos reafirmam eficácia da mamografia para prevenir câncer de mama

Teste de mamografia realizado na Campanha Outubro Rosa: Sesc-DF, que oferece exames e consultas gratuitas às mulheres.  Foto: José Cruz/Agência Brasil

Profissionais refutam vídeos que questionam segurança do procedimento

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Em meio à repercussão de depoimentos médicos, divulgados em redes sociais, que questionam a eficácia da mamografia no rastreamento do câncer de mama, o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) divulgou nota nesta quinta-feira, dia 31, em que reafirma a segurança e a eficácia do exame na prevenção da doença.

Os vídeos que circulam na internet chegam a associar a mamografia ao surgimento de câncer não apenas de mama, mas em outras partes do corpo e também como causa de inflamação e de transtornos de saúde. Na nota, o CBR orienta pacientes e familiares com dúvidas sobre o assunto a buscarem informação adequada junto a fontes confiáveis.

“O CBR reitera que a realização de exames de mamografia é fundamental para a detecção precoce de alterações mamárias, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido e reduzindo a necessidade de intervenções invasivas”, destaca o comunicado, ao citar que o acesso ao exame pode salvar vidas e evitar tratamento onerosos em estágios avançados de câncer.

A entidade classifica a mamografia como um exame seguro e eficaz, que deve ser realizado segundo protocolos definidos pelas maiores entidades médicas do mundo e sob a supervisão de profissionais da saúde, sobretudo especialistas em radiologia e diagnóstico por imagem.

Prevenção

De acordo com o CBR, a mamografia figura atualmente como um dos exames mais eficazes para detecção do câncer de mama em fase inicial – o exame é capaz de identificar lesões suspeitas antes mesmo que elas se tornem palpáveis. Quando o tumor é identificado precocemente, a chance de cura pode chegar a 98% dos casos.

A entidade destaca, entretanto, que a mamografia pode não detectar nódulos pequenos, principalmente em mamas classificadas como densas (com maior quantidade de tecido glandular). “Nestas situações, pode ser necessário realizar um segundo exame, como ultrassom ou ressonância magnética”.

Na nota, o colégio lembra que o êxito do rastreamento da mama na detecção precoce do câncer foi confirmado por meio de grandes estudos populacionais realizados há mais de quatro décadas e que foi observada queda de até 30% na mortalidade de pacientes. A recomendação é que a mamografia seja realizada anualmente em todas as mulheres com mais de 40 anos.

“O CBR reitera seu compromisso com a defesa da saúde da população, em especial da população feminina, e com o combate à desinformação e às fake news que tanto mal causam à prevenção e ao tratamento de doenças.”

Fila de espera

Nesta quinta-feira, o CBR divulgou dados que revelam uma fila de espera de cerca de 77 mil brasileiras e um tempo de espera que pode ultrapassar 80 dias no Sistema Único de Saúde (SUS) para a realização de mamografias. A entidade alerta que a fila pode ser ainda mais longa do que o indicado oficialmente em razão de subnotificações.

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