NOVA ESTAÇÃO

Alternativa

Outono de 2026 começa no dia 20 de março, às 11h46

Com relação às mudanças trazidas pelo outono, Josina destaca o comprimento dos dias, ou seja, a quantidade de tempo que o sol fica acima do horizonte
Na próxima sexta-feira, dia 20 de março, o verão se despede no hemisfério sul, dando início ao outono, estação do ano marcada por temperaturas mais amenas. O outono tem início exatamente às 11h46, hora legal de Brasília, e acaba no dia 21 de junho de 2026.

Conforme explica a Dra. Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (ON/MCTI), o início das estações do ano está associado aos fenômenos astronômicos chamados solstícios (verão e inverno) e equinócios (primavera e outono).

Esses eventos astronômicos são determinados pela posição da Terra em sua órbita em torno do Sol e pela inclinação, de cerca de 23 graus, do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol.

Segundo a astrônoma, em Astronomia é comum observarmos o movimento dos astros do ponto de vista da Terra, usando sistemas de referência que se chamam, portanto, geocêntricos. Assim, define-se a esfera celeste onde o equador celeste é a continuação do equador terrestre. Em seu caminho anual, chamado de eclíptica, o Sol cruza o equador celeste duas vezes no ano, quando ocorrem os equinócios. Já quando o sol está em seu ponto mais distante do equador celeste, o que também ocorre duas vezes no ano, há os solstícios.

 Imagem adaptada da original de © Kepler de Souza Oliveira Filho & Maria de Fátima Oliveira Saraiva
Imagem adaptada da original de © Kepler de Souza Oliveira Filho & Maria de Fátima Oliveira Saraiva

“Durante o verão os raios solares incidem diretamente sobre o hemisfério sul. À medida que vamos nos aproximando da chegada do outono, os raios solares já estão mais voltados para o equador terrestre e as temperaturas ficam mais amenas”, explica Josina. “No hemisfério sul, nós vamos caminhar para o inverno e à medida que forem passando os dias durante o outono, nós vamos sentir as temperaturas ficando mais baixas. Há outros efeitos climáticos de acordo com cada localidade, mas o efeito astronômico é esse.”

Devido à inclinação de cerca de 23 graus do eixo da Terra em relação ao seu plano de órbita, os raios solares atingem mais diretamente um hemisfério da Terra de cada vez. Quando é verão no hemisfério sul, os raios solares estão incidindo diretamente neste hemisfério. Por isso, os dias são mais quentes e há mais horas de luz, tornando os dias maiores do que as noites no verão.

Os efeitos das estações do ano são tão maiores quanto mais distante estamos do equador terrestre. Nas localidades próximas ao equador terrestre, o comprimento dos dias é praticamente o mesmo durante todo o ano e a diferenciação vai ficando cada vez maior, sendo máxima nos pólos.

Com relação às mudanças trazidas pelo outono, Josina destaca o comprimento dos dias, ou seja, a quantidade de tempo que o sol fica acima do horizonte.

“No dia da entrada do verão nós temos o maior dia e a menor noite. Os dias vão ficando cada vez menores e as noites cada vez maiores até que na chegada do outono temos o comprimento dos dias praticamente iguais ao comprimento da noite. E as noites continuam crescendo e os dias diminuindo até que na entrada do inverno temos a maior noite e o menor dia.”

Outro efeito fácil de observar é o local onde o sol nasce e o local onde o sol se põe. Lembrando que nunca podemos olhar diretamente para o sol! Nos equinócios, o Sol nasce no ponto cardeal leste e se põe no ponto cardeal oeste, depois se afasta desses pontos, sendo que os afastamentos máximos ocorrem nos solstícios.

Mas nem sempre o outono chega no dia 20 de março:

“O primeiro ponto que precisamos observar é o fuso horário. Quando o instante do equinócio é próximo do início do dia em um fuso, a data muda nos fusos de hora menor. O Brasil, por sua imensa extensão em área, tem 4 fusos horários, então em alguns anos a data do equinócio é diferente dentro do mesmo país. Do ponto de vista mundial, é comum que a data seja uma em alguns países e seja outra em outros por causa do fuso horário, uma vez que os equinócios (e também os solstícios) acontecem em um instante.”

Na maioria dos anos, o início do outono ocorre em 20 de março aqui no Brasil. No entanto, em alguns anos pode ser no dia 19 de março, como por exemplo em 2028, 2032, 2036 e 2040 e o horário vai ser bem próximo do final do dia. Nos anos anteriores ao ano 2000 a oscilação era entre o dia 20 e o dia 21. Isso ocorre porque esse ponto que o sol cruza o equador celeste vai mudando lentamente com o passar dos anos. Esse movimento é chamado de precessão dos equinócios.

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Economia

Verão e calor elevam expectativas de bares e restaurantes da região de Campinas

Segundo o especialista, investir na qualificação dos funcionários é essencial. O objetivo é aproveitar o potencial do verão

A chegada do verão e das altas temperaturas animou empreendedores de bares e restaurantes da Região de Campinas.
A estação começou oficialmente no fim de dezembro.

Donos de estabelecimentos esperam aumento do movimento e crescimento do faturamento nos próximos meses.
O cenário é impulsionado pelo calor, pelas férias e pelo avanço do turismo.

Especialistas apontam que o verão 2024/2025 deve registrar temperaturas acima da média.

Segundo especialistas do clima, a estação pode ter veranicos e ondas de calor.
Esses fatores costumam estimular o consumo em bares e restaurantes.

Além do clima, indicadores do turismo reforçam a expectativa positiva do setor.
O aumento das viagens tende a elevar a circulação de pessoas na região.

O consumo fora do lar costuma crescer nesse período.

Dados da Pesquisa Mensal de Serviços indicam crescimento do setor turístico.
Em outubro, o índice de atividades turísticas subiu 0,8% em relação a setembro.

Foi o terceiro resultado positivo consecutivo.
No período, o segmento acumulou alta de 2,1%.

Os números apontam uma retomada consistente da demanda ligada ao turismo.

Para André Mandetta, presidente da Abrasel Regional Campinas, o momento é favorável.
Ele destaca a combinação de fatores econômicos e sazonais.

“Esses números, aliados ao período de férias, ao pagamento do 13º salário e à onda de calor na região de Campinas desenham um cenário favorável”, afirma.

Segundo Mandetta, a expectativa é de aumento do consumo em bares e restaurantes.

O presidente da Abrasel Regional Campinas cita dados recentes da entidade.
A pesquisa mostra confiança dos empreendedores.

“Levantamento da Abrasel indica que 81% dos empresários esperam faturar mais no final de 2025 do que no mesmo período do ano anterior”, destaca.

O resultado reforça o clima de otimismo no setor de alimentação fora do lar.

Com a intensificação das viagens, a expectativa é de mais clientes nos próximos meses.
O impacto da sazonalidade é tradicional no setor.

José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo da Abrasel, ressalta o papel do turismo.
Segundo ele, o verão costuma elevar o fluxo de consumidores.

“O verão é um período de maior movimento, especialmente em destinos turísticos”, avalia.

Camargo destaca que o aumento da demanda exige planejamento.
A experiência do consumidor é decisiva para o retorno ao estabelecimento.

“O crescimento só se converte em fidelização quando há decisões estratégicas”, afirma.

Ele cita organização da operação e capacitação das equipes como pontos-chave.

Segundo o especialista, investir na qualificação dos funcionários é essencial. O objetivo é aproveitar o potencial do verão.

“O planejamento fortalece a relação com o consumidor no médio e longo prazo”, conclui.

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Saúde

Doenças alérgicas na primavera: veja como se proteger na estação das flores

Rinite, conjuntivite e até crises de asma podem se agravar com mudança de estação

Com a chegada da primavera, chegam também os dias mais ensolarados, as árvores ficam mais floridas e as temperaturas são mais agradáveis. No entanto, nem tudo são flores para quem sofre com alergias, visto que a estação também marca o agravamento de diversas doenças alérgicas, principalmente as respiratórias.

Normalmente, a partir do final de setembro é comum um aumento significativo nos atendimentos médicos por problemas como rinite alérgica, conjuntivite, asma, sinusite, otite serosa e irritações de pele. “Essas condições realmente pioram na primavera por conta da maior exposição a alérgenos, como o pólen, além das mudanças no clima que irritam as vias aéreas e os olhos”, revela Nadine Scariot Kleis, otorrinolaringologista dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat.

Por que os sintomas pioram?

Durante a primavera, o aumento da polinização e a combinação de vento com clima seco tornam o ambiente propício para crises alérgicas. A exposição constante a alérgenos desencadeia sintomas como espirros, coceira, obstrução nasal, tosse e olhos vermelhos ou lacrimejantes, afetando especialmente pessoas que já têm histórico de alergias. “Quem já convive com alergias o ano todo pode ter quadros ainda mais intensos nessa época. Nesses casos, é fundamental seguir os cuidados recomendados por um médico, e, em alguns casos, é importante realizar testes alérgicos e imunoterapia, conhecida como a vacina de alergia”, recomenda Nadine.

Grupos mais vulneráveis

Além dos alérgicos crônicos, outros grupos também merecem atenção especial durante a primavera. Crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas com asma ou sinusite crônica, usuários de lentes de contato e trabalhadores ao ar livre – como jardineiros e agricultores. Além disso, até quem tem um desvio de septo importante tende a sentir mais os efeitos da estação. “O desvio de septo, por si só, já dificulta a respiração. Quando somado à obstrução causada pela rinite, o desconforto é ainda maior”, detalha a especialista.

Como minimizar os sintomas

De acordo com a médica, alguns cuidados simples no dia a dia já podem fazer a diferença na prevenção ou no alívio dos sintomas alérgicos, como lavar o nariz com soro fisiológico todos os dias, evitar varrer a seco, fechar as janelas nos horários de pico de pólen (início da manhã e fim da tarde) e, em dias de muito vento, usar capas antiácaro em travesseiros e colchões e usar óculos ao ar livre para proteger os olhos. “Além disso, é recomendado trocar de roupa e tomar banho assim que chegar em casa, usar colírios lubrificantes ou antialérgicos com recomendação médica e evitar a automedicação”, aponta.

Quando buscar ajuda médica?

Nem sempre os sintomas causados pelas alergias são leves. Alguns sinais indicam a necessidade de atendimento imediato, como a falta de ar, chiado intenso no peito, arroxeamento dos lábios ou rosto, inchaço nos olhos ou face e febre alta persistente. Além disso, é fundamental buscar avaliação com um otorrinolaringologista se houver obstrução e secreção nasal por mais de 12 semanas, episódios frequentes de sinusite, perda de olfato ou dores de cabeça recorrentes. “Nessas situações, é recomendado realizar exames como endoscopia nasal e testes alérgicos, para um diagnóstico preciso e definição do melhor tratamento para o paciente, que pode ir desde o controle clínico até a imunoterapia”, finaliza a médica.

Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica que oferece atendimento 100% pelo SUS. Ele é certificado com o selo de qualidade ONA nível 3 e segue os valores do Grupo Marista. O hospital é ligado à PUCPR e é especializado em atendimento de urgência, emergência, traumas, cirurgias, transplante renal e atua como retaguarda para prontos-socorros e UPAs de Curitiba e região.

Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat, também parte do Grupo Marista, é uma instituição de referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Suas principais especialidades incluem cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica, cirurgia geral e bariátrica, além de oferecer serviços de check-up. O hospital é o único no Paraná com a certificação internacional Joint Commission International (JCI).

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RMC

RMC recebe Inverno 2025 com clima típico e sem efeitos de El Niño ou La Niña

A estação mais fria do ano começou oficialmente nesta sexta-feira, dia 20, prometendo temperaturas amenas para o primeiro fim de semana e um período de chuvas escassas na região, conforme especialistas

O Inverno de 2025 já chegou! Às 23h42 desta sexta-feira, 20 de junho, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) deu as boas-vindas à estação mais fria do ano. Este inverno promete características clássicas: um clima instável e sensação de frio mais intensa, mas sem a influência dos fenômenos El Niño ou La Niña. Essa neutralidade climática deve permanecer até o início da primavera, conforme projeções de instituições renomadas como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Para o primeiro fim de semana de inverno na RMC, as temperaturas mínimas devem ficar em torno de 14°C, segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp. A boa notícia é que não há previsão de chuva para a região de Campinas até o fim de semana, o que é ótimo para atividades ao ar livre, como a esperada apresentação da Esquadrilha da Fumaça em Valinhos neste domingo, dia 22.

A meteorologista Danielle Ferreira, do Inmet, explica que, durante o inverno brasileiro, a parte central do país – que inclui o Sudeste e, consequentemente, a RMC – tende a ter um período mais seco. Isso acontece por conta de massas de ar seco que bloqueiam as frentes frias que vêm do sul, fazendo com que as chuvas se concentrem nos extremos do território nacional.

Diferente dos invernos de 2023 e 2024, que foram influenciados pelo El Niño (resultando em temperaturas mais altas e até ondas de calor em algumas regiões), a estação atual deve se manter dentro do que se espera para o período. A ausência desses fenômenos globais, que alteram os padrões climatológicos, significa um inverno mais próximo da normalidade histórica para a RMC.

Para garantir o bem-estar de todos nesta estação, algumas precauções são cruciais. Adultos devem se vestir em camadas, manter a hidratação com bebidas quentes e evitar banhos muito longos. As crianças precisam estar bem agasalhadas, com atenção especial a mãos, pés e cabeça, e devem evitar locais úmidos e frios. Para os idosos, que são mais sensíveis, é fundamental mantê-los aquecidos em ambientes sem correntes de ar, estimulando a circulação e oferecendo alimentos nutritivos. Nossos pets também sentem frio; ofereça um local seco e aquecido para eles, e considere roupinhas.

Portanto, os moradores da Região Metropolitana de Campinas podem esperar um inverno com suas características típicas: dias mais secos e temperaturas caindo um pouco mais, convidando ao uso dos casacos e ao tradicional chocolate quente.

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Brasil e Mundo

Outono começa com previsão de temperaturas acima da média

© Paulo Pinto/ Agência Brasil
Estação teve início nesta quinta-feira e termina no dia 20 de junho
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

O outono é considerado por muitos como a estação mais bonita do ano com céu azul intenso, temperaturas mais agradáveis que o verão e uma bela luminosidade. O outono no Brasil começou nesta quinta-feira (20), à 6h01 e termina no dia 20 de junho, às 23h42min (horário de Brasília).  

O outono é uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil Central. Neste período, as chuvas são mais escassas no interior do Brasil, em particular no semiárido nordestino

Segundo o prognóstico climático da estação produzido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nas regiões Norte e Nordeste ainda são registrados volumes importantes de chuva, em associação a atividade convectiva tropical e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

A estação também é caracterizada por incursões de massas de ar frio oriundas do sul do continente que provocam o declínio das temperaturas do ar, principalmente na Região Sul e parte da Região Sudeste.

Durante o outono, observam-se as primeiras ocorrências de fenômenos adversos, típicos do período, como nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e em Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul e friagem no sul da Região Norte e nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e até mesmo no sul de Goiás.

Região Sudeste

A previsão para o outono indica predomínio de chuvas abaixo da média histórica em toda a região. Contudo, não se descartam eventos de chuvas intensas na porção leste da região, devido a passagem de sistemas frontais sobre o oceano, que podem provocar instabilidades para estas áreas.

Para a temperatura, as previsões indicam valores acima da média histórica nos próximos meses. No entanto, há a possibilidade de incursões de massas de ar frio nos próximos meses, que poderão provocar queda nas temperaturas, especialmente em regiões de maior altitude.

Região Sul

A previsão indica condições desfavoráveis para as chuvas, com predomínio de chuvas abaixo da média histórica principalmente sobre os estados do Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. No centro-sul do Rio Grande do Sul, a expectativa é de condições de chuvas variando entre próximas a acima da média.

Quanto às temperaturas, a previsão indica predomínio de valores acima da média histórica em grande parte da região. Entretanto, não se descarta a entrada das primeiras incursões de massas de ar frio em 2025 nos próximos meses, que podem provocar declínio de temperaturas na região, e de forma mais acentuada em regiões de maior altitude.

Região Centro-Oeste

A tendência para o outono é de chuvas abaixo da média histórica em grande parte da região. Porém, vale notar que é comum a redução de chuvas a partir de abril que representa um mês de transição entre o período chuvoso e o período seco desta região. Quanto às temperaturas, a previsão indica predomínio de valores acima da média histórica nos próximos meses.

Região Nordeste

A previsão climática indica condições desfavoráveis para as chuvas, com predomínio de condições de chuvas abaixo da média histórica no centro-sul da região. Assim como para a Região Norte, são previstas chuvas mais regulares sobre a porção norte da região, devido a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul de sua posição climatológica.

São previstos valores de temperatura do ar acima da média histórica em grande parte da região nos próximos meses. Entretanto, temperaturas mais amenas poderão ser registradas sobre a costa norte da região em relação a porção central (interior), devido a ocorrência de dias consecutivos de chuva.

Região Norte

A previsão climática, realizada pelo INMET/CPTEC-INPE para os meses de abril a junho de 2025, indica condições favoráveis para o predomínio de chuvas acima da média histórica no centro-norte da Região Norte. Para as áreas do sul da Região Norte, a previsão é de condições favoráveis para chuvas próximas ou abaixo da média durante o trimestre.

A temperatura média do ar é prevista para prevalecer acima da média histórica em praticamente toda a região, com valores podendo atingir 1 a 2ºC acima da média, no sudeste do Pará e oeste do Tocantins.

Hortaliças

O agrônomo Ítalo Ludke, chefe de transferência e tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Hortaliças, explica que nesta época do ano, no Centro-Oeste, é quando os produtores de hortaliças começam a preparar as áreas e cultivos em campo aberto. No Distrito Federal, se iniciam os plantios de morango em campo aberto.

“Só se começa a fazer o plantio protegido em outubro, quando começa a chover. Assim ocorre com várias outras culturas, tomate, pimentão, brócolis, folhosas como alface, couve, os temperos, é possível fazer nessa época com irrigação na região Centro-Oeste onde tem esse período bem definido de chuva e seca, os produtores fazem esse cultivo de hortaliças em campo aberto, sem proteção nenhuma. Nessa região do Centro-Oeste que se expande para parte do Sudeste e parte do Nordeste, tem predomínio de produção de hortaliças em campo aberto”, disse o agrônomo.

Ele acrescenta que as cenouras que são cultivares adaptadas a esse período mais ameno, mais fresco, são plantadas em março e abril. “Alho praticamente em todo o país é plantado agora em março, abril e maio e a colheita é feita de setembro a novembro. Cebola também é plantada de março a maio e começa a colheita em junho e julho”.

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