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Governo do Estado apresenta sistema adutor das represas de Amparo e Pedreira

Crédito Carlos Bassan

Licitação para o projeto deve ser lançada em 2026; sistema vai auxiliar na segurança hídrica da região

Os prefeitos das cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) participaram de uma reunião na tarde desta quinta-feira, 18 de dezembro, para apresentação pelo Governo do Estado do sistema adutor regional das represas de Pedreira e Amparo. O encontro contou com a presença da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende.

Segundo a proposta, o governo estadual fará uma Parceria Público Privada (PPP) e os municípios irão pagar pela operação do sistema. A licitação está prevista para ser lançada em 2026 e a obra deve durar dois anos.

O Prefeito de Campinas, Dário Saadi, que também é presidente do conselho da RMC, expressou apoio ao modelo, destacando suas vantagens. “O sistema trará benefício para as cidades da região e vai garantir segurança hídrica para a nossa população”.

Para Campinas, Dário enxerga ganho estratégico em segurança hídrica, já que, embora a cidade tenha outorga do Sistema Cantareira, o programa “aumenta a segurança hídrica do município e, numa eventual crise, reduz a dependência do Sistema Cantareira”, se tornando assim mais uma opção de ponto de captação de água. Dário ainda ressaltou que, caso ocorra uma crise hídrica em algum momento, Campinas pode reduzir a captação no Rio Atibaia, deixar para as cidades localizadas depois de Campinas e aumentar a captação nas represas de Amparo e Pedreira.

A secretária Natália Resende afirmou que o contrato terá recursos garantidos pelo Estado, estimulando uma visão integrada dos recursos hídricos na nossa região. “Reconhecemos a importância do cuidado nesse processo, para estimular cada município a olhar para toda a cadeia hídrica, desde a produção e armazenamento de água até a prestação final do serviço à população.” A secretária apresentou ainda atualizações do Programa Integra Resíduos.

Reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC foi realizado em Pedreira
Reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC foi realizado em Pedreira

Benefícios do projeto

De acordo com o governo estadual, o projeto deve gerar segurança hídrica nas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) devido à regularização das vazões dos rios. Ao todo 21 municípios serão beneficiados de forma direta ou indireta.

Municípios diretamente beneficiados: aqueles que receberão, por meio das adutoras, a água bruta aportada de outras localidades.

Municípios indiretamente beneficiados: serão beneficiados pelo aumento generalizado de oferta hidrológica na bacia, reduzindo a pressão ambiental das captações em momentos de escassez.

Parceria com a Fapesp

Durante o encontro, também foi realizada uma apresentação do diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da Fapesp, o físico Carlos Frederico de Oliveira Graeff, que destacou as contribuições que a fundação pode oferecer aos municípios da RMC. Graeff veio acompanhado do vice-presidente do Conselho Superior da Fapesp, Carmino Antonio de Souza. Foram realizadas, ainda, a eleição de novos membros para o Fundo de Desenvolvimento Metropolitano de Campinas (Fundocamp) e deliberações sobre projetos.

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RMC

Vivaleite ultrapassa 3,4 milhões de litros distribuídos em 2025

Governo de São Paulo destinou R$ 17,8 milhões para garantir a entrega do leite em municípios da região
  
O Vivaleite, maior programa de distribuição gratuita de leite pasteurizado do Brasil, mantém ampla capilaridade no estado de São Paulo e impacto direto na segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade. Somente em 2025, 228.096 crianças da região administrativa de Campinas foram atendidas pelo programa.
                              
Ao longo do ano, mais de 3,4 milhões de litros de leite foram distribuídos a famílias de municípios da região, com investimento de R$ 17,8 milhões do Governo do Estado, assegurando regularidade no atendimento e alcance territorial do programa.
Em todo o estado, o Vivaleite distribuiu, em 2025, mais de 47,5 milhões de litros de leite, beneficiando crianças na primeira infância e idosos de baixa renda em situação de vulnerabilidade social. O resultado é fruto de um investimento estadual de R$ 247,7 milhões, que reforça o compromisso do governo paulista com a proteção social e a promoção da segurança alimentar.
Presente nos 645 municípios do Estado de São Paulo, o projeto tem como objetivo combater a anemia por deficiência de ferro em crianças e idosos de baixa renda. Em 2025, na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), foram distribuídos 26,6 milhões de litros de leite pasteurizado. Já no interior e no litoral, regiões onde o projeto atende apenas crianças, foram distribuídos 20,8 milhões de litros.
Ainda neste ano, o Vivaleite ampliou o atendimento para duas crianças por família cadastrada no projeto. Com a mudança, famílias que possuem duas crianças nessa faixa etária passaram a receber 30 litros mensais. A principal novidade é que famílias já beneficiárias puderam incluir uma segunda criança que se enquadrasse nos critérios do programa, garantindo maior proteção à primeira infância.
A ampliação, visando a eficiência na inclusão dos beneficiários do projeto, também resultou no aumento de 37 prefeituras conveniadas ao Vivaleite que permite o cadastramento e a atualização dos dados dos beneficiários de forma mais ágil e precisa.
Em todo o Estado, a ampliação beneficiará 30.301 crianças de famílias já cadastradas. Na capital e na RMSP, 9.131 crianças foram incluídas automaticamente.
Para Camila Lopes, 43, mãe de duas crianças de quatro e seis anos, ambas beneficiárias do programa, incluindo o filho mais velho, que é autista, o Vivaleite é essencial: “Esse leite tem ajudado muito no desenvolvimento dos meus filhos, especialmente do meu filho de seis anos, para quem a vitamina é fundamental. O programa faz diferença de verdade na nossa vida”. Camila é moradora de Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo.
Integrado às ações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) para o combate à insegurança alimentar, o Projeto Vivaleite beneficia cerca de 273 mil crianças e idosos, entregando cerca de 4 milhões de litros de leite por mês. Para isso, conta com 643 prefeituras conveniadas, 1.500 entidades parceiras e 18 laticínios fornecedores.
A fórmula do leite fornecido pelo Projeto Vivaleite é fortificada com ferro e vitaminas A e D. Para as crianças, o leite auxilia no crescimento e desenvolvimento, fornece nutrientes essenciais e é uma fonte de hidratação. No caso dos idosos, o leite

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RMC

Hortolândia registra o 24º caso de feminicídio em 2025

Ellyton fugiu em uma moto junto com um outro homem e segue foragido. Fotos: Reprodução/EPTV

Jovem de 21 anos, mãe de um bebê de dois meses, foi morta com tiro na cabeça pelo companheiro

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou na madrugada desta terça-feira, dia 16, o 24º caso de feminicídio de 2025. A vítima é uma jovem de 21 anos, morta com um tiro na cabeça de pistola calibre .40, dentro do banheiro da casa onde vivia no Jardim Terras de Santo Antônio, em Hortolândia. O companheiro dela é o principal suspeito do crime.

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RMC

Cidades da região avançam na viabilização do Sistema Conjunto de Alerta de Enchentes

Gestores de Defesa Civil de três municípios se reúnem em Campinas para alinhar a parceria, aprimorar a comunicação e expandir o monitoramento hídrico contra cheias

Em reunião realizada nesta sexta-feira, 12 de dezembro, no Departamento de Defesa Civil de Campinas, representantes de cidades da região evoluíram no  fortalecimento da cooperação mútua para o enfrentamento a inundações. O encontro, que reuniu coordenadores e diretores de Campinas, Monte Mor e Capivari, focou em aprimorar a troca de informações e o monitoramento hidrológico na bacia comum, visando aumentar o tempo de resposta e a segurança das populações.

“Essa iniciativa simboliza um esforço coletivo em prol da segurança regional, com foco na prevenção e na construção de respostas cada vez mais eficientes aos extremos climáticos”, disse o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.

O secretário municipal de Defesa Civil de Monte Mor, Daniel Honorato, compartilhou a experiência local com as cheias, que costumam afetar primeiro os bairros Jardim Capuavinha e Jardim Progresso. Ele reforçou o valor de uma comunicação ainda mais ágil com Campinas. “O tempo de deslocamento da água entre os municípios é de 8 a 12 horas. Receber a informação com a máxima antecedência possível é um ganho inestimável para nossas ações”, afirmou Honorato.

Júlio Capossoli Neto, diretor da Defesa Civil de Capivari, acrescentou que, em seu município, esse intervalo chega a 36 horas, destacando o potencial benefício para toda a região de um fluxo de dados integrado e rápido.

Para tornar os alertas ainda mais precisos e confiáveis, os gestores discutiram a expansão e a complementação da rede de monitoramento. Foi avaliada a instalação de novos pontos de coleta de dados em locais estratégicos de Campinas, que possam fornecer informações complementares fundamentais para esse monitoramento.

Outro avanço acordado foi a futura instalação de um sistema de régua e câmeras no bairro Campina Grande. Serão feitos estudos técnicos para definir o local ideal.

A reunião também propôs a solicitação de consultoria técnica ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) para instalação de um sistema do Centro no bairro Itajaí.

Como primeira medida prática e imediata, a Defesa Civil de Campinas se comprometeu a compartilhar sistematicamente os relatórios de vias alagadas fornecidos pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). As informações serão enviadas por um grupo de WhatsApp dedicado às equipes de Monte Mor, Capivari e Rafard.

Também participaram do encontro os coordenadores da Defesa Civil de Campinas, de Resiliência a Desastres, Edinaldo Lopes da Silva; de Operações, Joel Santos e de Monitoramento e Alerta, Sueli Castiglieri.

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RMC

Sumaré tem a 2ª menor taxa de desemprego da região

Entre julho e setembro, Sumaré evoluiu da 5ª para a 2ª menor taxa de desemprego da RMC

A cidade de Sumaré alcançou uma marca inédita em seu desempenho econômico: passou a ocupar a 2ª menor taxa de desemprego da Região Metropolitana de Campinas (RMC), registrando 2,039%, o equivalente a 4.505 trabalhadores desocupados. O resultado, divulgado pela Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego, Geração de Renda e Desenvolvimento Econômico, reflete uma redução expressiva da desocupação e destaca o fortalecimento do mercado de trabalho local.

Entre julho e setembro, Sumaré evoluiu da 5ª para a 2ª menor taxa de desemprego da RMC, impulsionada pelo crescimento contínuo do saldo de empregos formais medido pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O Caged é o sistema federal que registra admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada em todo o país e serve como referência para monitorar a dinâmica do emprego formal.

Os dados mostram que, em julho, o município abriu 261 vagas formais. Em agosto, o saldo subiu para 815, um crescimento de 97,31%. Já em setembro, foram criados 1.562 novos postos, representando avanço de 91,65% em relação ao mês anterior. No acumulado de agosto a setembro, o município contabilizou 2.377 empregos formais adicionais, uma expansão de 810,72% em relação a julho.

O prefeito Henrique do Paraíso avaliou que o desempenho confirma a efetividade das políticas municipais de desenvolvimento. “Este desempenho é motivo de grande satisfação para Sumaré. Estamos colhendo os resultados de um trabalho contínuo de incentivo ao investimento, simplificação administrativa e apoio sólido às empresas. A queda da taxa de desemprego demonstra que Sumaré avança com responsabilidade e cria oportunidades reais para nossa população”.

O vice-prefeito e secretário de Governo, Andre da Farmácia, destacou o impacto social desse avanço.

“A redução do desemprego representa mais renda, estabilidade e dignidade para milhares de famílias. Trabalhamos diariamente para fortalecer o ambiente de negócios em Sumaré, e os resultados comprovam que estamos trilhando o caminho certo”.

O secretário municipal do Trabalho, Emprego, Geração de Renda e Desenvolvimento Econômico, Ed Carlo Michelin, reforçou o dinamismo da economia local. “Os indicadores mostram que Sumaré possui um dos mercados mais robustos da RMC. Nosso forte poder consumidor, aliado às políticas de apoio ao empreendedorismo e ao ambiente favorável aos investimentos, tem impulsionado a criação de empregos formais. Seguiremos acompanhando a evolução da PEA, da informalidade e da ocupação para orientar políticas públicas cada vez mais precisas”.

O estudo foi elaborado pela ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas), entidade que realiza análises periódicas sobre o comportamento econômico da região. Segundo o levantamento, em setembro de 2025, Sumaré ficou atrás apenas de Monte Mor. Enquanto a média regional de desemprego foi de 6,74% e a nacional de 5,6%, Sumaré registrou índice significativamente inferior, reafirmando seu desempenho acima da média.

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Valinhos

Valinhos reforça ações ambientais e anuncia avanços em saneamento durante reunião do Gaema

A cidade esteve representada pelas Secretarias do Verde e da Agricultura, Desenvolvimento Urbano, Obras Públicas e pela diretoria do DAEV

A Prefeitura de Valinhos e o DAEV participaram, nesta terça-feira, dia 18, da reunião mensal do Gaema, em Campinas. O encontro, organizado pelo Ministério Público, reuniu representantes dos municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) para discutir prioridades ambientais e acompanhar projetos regionais.

Logo no início da reunião, gestores destacaram a necessidade de ações integradas para ampliar a segurança hídrica, reduzir impactos ambientais e fortalecer a cooperação entre as cidades. Para Valinhos, o encontro também serviu para reafirmar compromissos e apresentar avanços em obras estruturantes.

A cidade esteve representada pelas Secretarias do Verde e da Agricultura, Desenvolvimento Urbano, Obras Públicas e pela diretoria do DAEV.
Segundo o secretário do Verde, André Reis, Valinhos tem intensificado investimentos em políticas sustentáveis.

“A atual gestão atua com grande preocupação ambiental e foco no desenvolvimento responsável do município”, afirmou.

O vice-prefeito e presidente do DAEV, Luiz Mayr Neto, explicou que a reunião marcou um avanço importante na busca por soluções conjuntas. Um dos temas centrais foi a meta de elevar o Ribeirão Pinheiros da Classe 3 para a Classe 2 — uma mudança que exige tratamento mais avançado dos efluentes.

Para atender à exigência, Valinhos prevê na nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) o uso de tecnologia de tratamento terciário, capaz de produzir água de reuso e melhorar a qualidade do curso d’água. A obra está em fase de viabilização.

Durante a reunião, o promotor de Justiça Rodrigo Sanches Garcia apresentou os principais eixos de atuação integrada entre as 23 cidades das bacias PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí). Entre as pautas debatidas estavam:

  • gestão de recursos hídricos

  • destinação de áreas de preservação

  • regularização de reservas legais

  • prevenção e combate a incêndios florestais

  • aplicação dos recursos ambientais

O Ministério Público reforçou a necessidade de intensificar as ações contra incêndios, que tiveram grande impacto em 2024 e 2025.

“Valinhos adotou providências diante dos incêndios ocorridos”, destacou André Reis.

Participaram da reunião os secretários André Barduchi (Desenvolvimento Urbano) e Alexandre Emerson de Oliveira, o Deco (Obras Públicas), além do presidente do DAEV, Luiz Mayr Neto, equipes técnicas e o diretor de Meio Ambiente, Theophilo Olyntho de Arruda Neto (Dudu).

O que é o Gaema?

Criado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente atua na identificação, prevenção e combate a atividades que causam degradação ambiental.

O Gaema organiza ações regionais com base em bacias hidrográficas, o que permite maior eficiência, integração e fiscalização.

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RMC

Prefeito Leitinho conduz assembleia do Consimares e define diretrizes para 2026

Durante a reunião, foram discutidos o orçamento e um novo modelo de gestão e operação do consórcio, voltado a aumentar a eficiência dos serviços e fortalecer políticas públicas de sustentabilidade e manejo de resíduos sólidos na região

O prefeito de Nova Odessa e presidente do Consimares, Cláudio José Schooder, o Leitinho, conduziu na manhã desta quinta-feira (6) a Assembleia Geral Ordinária do consórcio em sua sede.

Prefeitos e representantes dos municípios associados — Hortolândia, Capivari, Monte Mor, Elias Fausto, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré — participaram do encontro, que teve como objetivo alinhar pautas e definir o planejamento orçamentário e operacional do Consimares para 2026.

Na reunião, os gestores discutiram o orçamento e aprovaram um novo modelo de gestão e operação do consórcio, com foco em aumentar a eficiência dos serviços e fortalecer políticas públicas de sustentabilidade e manejo de resíduos sólidos na região.

O prefeito Leitinho afirmou que o Consimares exemplifica a união entre municípios em prol da gestão responsável dos resíduos e destacou que as decisões tomadas garantem continuidade e planejamento para 2026.

O superintendente do Consimares, Valdemir Aparecido Ravagnani, reforçou que o alinhamento entre os gestores otimiza recursos e aprimora a gestão de resíduos, beneficiando toda a população da região metropolitana.

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RMC

Ciesp-Campinas revela preocupações e expectativas da indústria local

A pesquisa aponta que 67% das empresas associadas manifestam “muita preocupação” com a escassez hídrica, enquanto 33% demonstram “pouca preocupação”

A indústria da Região Metropolitana de Campinas (RMC) aponta duas preocupações estratégicas para os próximos meses: possível falta de chips e escassez hídrica. A informação foi divulgada nesta terça-feira, dia 28, pelo Ciesp-Campinas, por meio da Pesquisa de Sondagem Industrial de outubro, realizada com empresas associadas.

Empresários também destacam expectativa de solução para o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, com negociação prevista até dezembro.

Segundo Valmir Caldana, primeiro vice-diretor do Ciesp-Campinas, o embate comercial entre Holanda e China aumenta o risco de desabastecimento. “Um automóvel precisa de 1.000 a 3.000 chips para controlar sistemas eletrônicos. A falta desses componentes pode paralisar produção”, alerta.

A queda nos volumes dos reservatórios e a falta de chuvas também acendem o alerta. Para setores como alimentos, bebidas, produtos químicos e de limpeza, a água é matéria-prima essencial.

A pesquisa aponta que 67% das empresas associadas manifestam “muita preocupação” com a escassez hídrica, enquanto 33% demonstram “pouca preocupação”. Mesmo com o uso de água de reúso, a dependência direta ainda é significativa.

Anselmo Riso, diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, comenta que negociações técnicas devem começar na próxima semana e podem se estender por 90 dias. “A expectativa é chegar a uma solução ainda em 2025”, afirma.

Indicadores e balanço comercial da RMC

Sobre faturamento, 45% das associadas esperam estabilidade no último trimestre do ano, 22% preveem queda e 11% apontam aumento. Outros 22% não se posicionaram.

Na balança comercial de setembro de 2025, o valor exportado foi de US$ 310,6 milhões (-4,68% em relação a setembro de 2024), e o acumulado do ano é de US$ 2,655 bilhões (+2,39%). As importações somaram US$ 1,449 bilhão em setembro (+26,89%), totalizando US$ 10,958 bilhões no acumulado anual (+18,95%).

O déficit em setembro foi de US$ 1,138 bilhão (+39,48%), e o acumulado do ano alcança US$ 8,303 bilhões (+25,44%). A corrente de comércio (exportações + importações) em setembro chegou a US$ 1,759 bilhão (+19,88%), com acumulado anual de US$ 13,613 bilhões (+15,31%).

Principais municípios e destinos do comércio exterior

Exportações: Campinas (28,35%), Paulínia (24,20%), Sumaré (9,87%), Mogi Guaçu (9,21%), Valinhos (4,40%).
Importações: Paulínia (46,39%), Campinas (22,69%), Sumaré (8,50%), Hortolândia (8,19%), Valinhos (4,51%).

Principais destinos das exportações em setembro: Estados Unidos (US$ 57,03 milhões), Argentina (US$ 43,46 milhões) e Holanda (US$ 19,34 milhões).
Principais origens das importações: China (US$ 439,96 milhões), EUA (US$ 231,47 milhões) e Índia (US$ 154,12 milhões).

O Ciesp-Campinas reúne 590 empresas em 19 municípios, com faturamento conjunto de R$ 53 bilhões ao ano e 97.954 colaboradores.

O cenário destaca a importância de planejamento estratégico e gestão de riscos, especialmente em tecnologia e recursos essenciais como água.

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RMC

Duas mulheres são vítimas de sequestro relâmpago em Campinas

Carro de vítimas de sequestro relâmpago foi encontrado em Rio Claro — Foto: Polícia Civil/Divulgação

As mulheres, de 61 e 63 anos, foram abordadas em Valinhos e obrigadas a fazer transferências que totalizaram R$ 86 mil. Suspeito confessou o crime

Um criminoso sequestrou duas mulheres, de 61 e 63 anos, na região de Campinas no último sábado, dia 6. O bandido seguiu as vítimas depois que elas saíram de um bar no bairro Cambuí, em Campinas. Em Valinhos, ele as abordou armado e as manteve como reféns no carro. A Polícia Civil divulgou os resultados das investigações nesta terça-feira, dia 9.

Enquanto mantinha as mulheres no carro, o sequestrador circulou por cidades como Vinhedo, Campinas e Rio Claro. Durante o trajeto, ele as obrigou a fazer várias transferências via Pix. Segundo o delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira, as vítimas transferiram cerca de R$ 86 mil. Além disso, o criminoso roubou anéis, joias e celulares.

Após o crime, a polícia encontrou o carro das vítimas abandonado em Rio Claro. O suspeito foi identificado na segunda-feira, dia 8, depois que os sistemas de monitoramento rastrearam o veículo que ele usou na abordagem.

O delegado Oliveira explicou que o veículo pertencia a uma mulher que indicou o namorado como a pessoa que usava o carro. “Esse namorado foi conduzido aqui para a DIG, confessou formalmente o crime, foi indiciado, e foi possível recuperar grande parte dos pertences”, ele detalhou.

Apesar da confissão, o suspeito responde em liberdade, pois o tempo entre o crime e a identificação foi longo. No entanto, o delegado garantiu que a Polícia Civil não descarta a possibilidade de pedir uma prisão temporária.

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RMC

Corpos são encontrados em Campinas e Jaguariúna na mesma tarde

Em Jaguariúna, um cadáver carbonizado foi encontrado no bairro Cruzeiro do Sul – Foto: Divulgação/Guarda Municipal de Jaguariúna

Casos mobilizam equipes de segurança e perícia, e Polícia Civil investiga as circunstâncias das mortes na RMC

Dois corpos foram encontrados na Região Metropolitana de Campinas (RMC) na tarde desta terça-feira, dia 26. As ocorrências, por sua vez, mobilizaram diversas equipes de segurança. A Polícia Civil já abriu inquéritos para investigar as mortes. A fim de esclarecer os fatos e identificar as vítimas, eles aguardam os laudos da perícia.

Primeiramente, uma equipe da Guarda Municipal do Canil patrulhava a Avenida Ruy Rodrigues em Campinas quando recebeu um chamado. Crianças brincavam perto do Ribeirão Capivari e avistaram um corpo preso a pedras, de repente, alertando as autoridades. O cadáver, aparentemente de um homem, já estava em estado avançado de decomposição, o que dificultou a identificação no local.

Com o auxílio do Corpo de Bombeiros, os agentes retiraram o corpo da água. Posteriormente, a Polícia Científica realizou a perícia para coletar evidências. Em seguida, eles levaram o corpo para o Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado na 2ª Delegacia Seccional de Campinas como encontro de cadáver, com toda a certeza, um passo crucial para as investigações.

No mesmo dia, mas na cidade de Jaguariúna, a Guarda Municipal recebeu uma denúncia. O chamado informava sobre um cadáver em uma área de mata no bairro Cruzeiro do Sul. Logo após, os agentes se dirigiram ao local e encontraram um corpo carbonizado.

A área onde o corpo foi encontrado é conhecida por ser frequentada por usuários de drogas. Além disso, móveis e outros objetos queimados estavam próximos ao cadáver. Assim como no caso de Campinas, o estado de decomposição dificultou a identificação da vítima e das causas da morte. O corpo também foi submetido à perícia, que deve ser fundamental para o avanço das investigações.

Próximos passos nas investigações

Em resumo, a Polícia Civil trabalha nos dois casos para determinar se as mortes foram causadas por crimes ou se resultam de outro tipo de ocorrência. As equipes esperam os laudos da perícia para tentar identificar as vítimas e fornecer respostas sobre o que realmente aconteceu. Nesse sentido, os resultados das análises periciais serão decisivos para o progresso das investigações e a busca por justiça.

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