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Feminicídios: região registra 24 assassinatos de mulheres em 2025

Protesto de mulheres contra a escalada da violência no Brasil: um crime sem controle – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O estado de São Paulo fechou o ano de 2025 com o maior número de feminicídios da história. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), divulgados pelo portal Hora Campinas, foram 266 vítimas fatais. Esse número representa um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), o cenário também é crítico, com 24 casos confirmados.

Perfil da violência e padrão dos agressores

Os dados revelam um padrão alarmante sobre os feminicídios na RMC. A maioria dos crimes ocorreu dentro das residências das próprias vítimas. Além disso, companheiros ou ex-companheiros aparecem como os principais autores dos assassinatos. Em 2026, a violência persiste: a cidade de Artur Nogueira já registrou a morte de Naiara de Souza Lopes, de 33 anos. O suspeito é o ex-companheiro da vítima.

De acordo com a promotora Celeste Leite dos Santos, o feminicídio devasta famílias e deixa marcas profundas. Milhares de crianças ficam órfãs e enfrentam traumas duradouros após a perda abrupta das mães.

Resposta oficial e canais de proteção

A Secretaria de Segurança Pública informou, em nota, que o combate à violência de gênero é prioridade. O governo estadual investiu R$ 11,8 milhões em ações de proteção entre 2023 e 2025. Portanto, o uso de tecnologia e novas delegacias buscam reduzir os indicadores de criminalidade.

Confira as principais ferramentas de auxílio disponíveis:

  • App SP Mulher Segura: Conecta vítimas diretamente à polícia 24 horas por dia.

  • Tornozeleiras Eletrônicas: Monitoramento de agressores para impedir a aproximação.

  • Salas DDM 24h: 170 unidades que oferecem atendimento humanizado em plantões.

  • Protocolo Não se Cale: Capacitação de profissionais para acolhimento de mulheres em risco.

Dessa forma, o aumento nas denúncias reflete a maior confiança das mulheres na rede de proteção. Porém, o recorde de feminicídios na RMC mostra que o desafio social ainda é enorme. É fundamental utilizar os canais de denúncia, como o 190 ou as Delegacias da Mulher, ao menor sinal de perigo.

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RMC

Licenciamento 2026: 250 mil veículos já estão em dia em Campinas

Campinas lidera o volume, com 83,2 mil veículos licenciados; taxa é de R$ 174,08

Cerca de 250 mil proprietários de veículos já anteciparam o pagamento do licenciamento 2026 na região de Campinas. A cidade com maior número de veículos regularizados é Campinas com 83,2 mil licenciados. No Estado, apenas em janeiro, 2.694.723 veículos tiveram a taxa quitada, o que representa cerca de 10% de toda a frota ativa. O número mostra a adesão dos condutores à possibilidade de regularizar a documentação antes do início do calendário oficial, que vai de julho a dezembro, conforme o final da placa.

O licenciamento 2026 está disponível para veículos com qualquer final de placa. A antecipação permite que o proprietário comece o ano com a situação do veículo em dia, evitando pendências futuras e eventuais restrições. Neste ano, após a quitação dos débitos, a atualização do documento é instantânea, garantindo mais agilidade ao processo.

A forma mais rápida de licenciar é pelo portal do Detran-SP, onde o serviço pode ser concluído em poucos minutos. Pelo site, também é possível verificar débitos, pagar multas pendentes – inclusive via Pix – e regularizar o licenciamento de anos anteriores, se necessário. Para concluir o processo, é preciso quitar eventuais multas de trânsito e o IPVA, informar o número do Renavam e pagar a taxa de R$ 174,08.

Após o pagamento, o documento digital do veículo (CRLV-e) pode ser baixado ou impresso em papel comum pelo portal do Detran-SP, do Poupatempo ou da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), além dos aplicativos Detran-SP e Poupatempo Digital. O documento pode ser salvo no celular ou mantido impresso. Também é possível pagar a taxa em bancos conveniados, por internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico.

Caso o licenciamento não esteja disponível para pagamento, o proprietário deve verificar a existência de impedimentos, como multas ou débitos pendentes, ou bloqueios administrativos ou judiciais.

 Recolhimento do veículo

O licenciamento é obrigatório e garante ao Detran-SP o controle da frota que circula no Estado. Circular com o licenciamento vencido pode resultar no recolhimento do veículo, que é encaminhado a um pátio credenciado.

Nessas situações, a liberação pode ser feita de forma imediata por meio da Liberação Instantânea de Veículos (LIVE), serviço digital disponível no site do Detran-SP. Com a LIVE, o proprietário solicita a liberação assim que o veículo chega ao pátio e recebe o ofício digital no celular, desde que quite os débitos existentes, como taxas de estadia e o licenciamento.

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Saúde

Restaurantes acompanham o avanço do uso de medicamentos para emagrecimento

Para a Abrasel, o uso de medicamentos começa a provocar mudanças no comportamento dos clientes

O avanço do uso de medicamentos à base de GLP-1 para emagrecimento já começa a provocar mudanças perceptíveis no comportamento de consumo em bares e restaurantes no Brasil. O movimento, mais visível a partir da segunda metade de 2024, ainda está concentrado nas classes A e, de forma inicial, na classe B, mas tende a ganhar escala nos próximos anos. Donos de restaurantes da região de Campinas olham o movimento com atenção

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), os primeiros impactos observados no setor envolvem ajustes naturais na dinâmica do consumo. Casais passaram a dividir pratos com mais frequência, houve redução no consumo de bebidas alcoólicas em algumas ocasiões e sobremesas deixaram de ser individuais, tornando-se cada vez mais compartilhadas à mesa.

Em 2025, esse movimento começou a se ampliar com a chegada de versões mais acessíveis dos medicamentos, como fórmulas manipuladas e comprimidos, o que facilitou o uso e ampliou gradualmente o público consumidor. A expectativa do setor é de que, em 2026, a tendência se intensifique com o fim da patente de medicamentos líderes da categoria e a entrada de novas opções no mercado, o que deve reduzir preços e ampliar o acesso para as classes A e B de forma mais consistente.

Em algumas regiões do Brasil, segundo a Abrasel, diante desse cenário, bares e restaurantes já vêm promovendo ajustes estratégicos em seus modelos de negócio. Há revisões de preços em formatos como rodízios de carnes e pizzas, maior flexibilidade em relação ao compartilhamento de pratos e uma leitura mais atenta do comportamento do cliente à mesa.

Na região de Campinas, o movimento vem sendo acompanhado de perto pelos empresários do setor, mas ainda não há registros de mudanças. Segundo Mauro Mason, Chef e sócio do Restaurante Benedito, de Campinas, ainda é cedo para avaliar impactos e decidir por mudanças de cardápio.

“Estamos acompanhando e já vemos alguns sinais, mas nada ainda que tenha sido medido ou que tenha impacto diretamente relacionado com o medicamento”, diz ele.

Sérgio De Simone, proprietário do Rancho Colonial Grill, também de Campinas, este cenário é preciso um acompanhamento constante, pois é uma mudança lenta, no momento, mas que tende a se intensificar. “Mas acredito que o maior impacto deverá ocorrer em restaurantes com público de maior poder aquisitivo em um primeiro momento”, afirma o empresário.

Para a Abrasel, o impacto não é necessariamente negativo.

“Não significa que as pessoas estejam deixando de consumir nos restaurantes, mas sim mudando a forma como consomem. Em muitos casos, o cliente reduz a quantidade do prato principal, mas opta por uma sobremesa, uma bebida de maior valor agregado ou uma experiência mais sofisticada”, avalia Paulo Solmucci.

Do ponto de vista operacional, essa mudança pode contribuir para o equilíbrio financeiro dos negócios. A redução no volume de insumos por prato, combinada com ajustes de preço e novas escolhas do consumidor, tende a preservar, e até melhorar, a margem dos estabelecimentos, reforçando a capacidade de adaptação do setor às transformações de comportamento e consumo.

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RMC

Fim do orelhão: 1,4 mil telefones públicos resistem na região de Campinas

Na região de Campinas existem pouco mais de 1,4 mil aparelhos ativos. Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

Apesar da queda acelerada, algumas cidades ainda concentram parte desses equipamentos. Campinas aparece entre os municípios com maior número de orelhões no país

Os orelhões, símbolos urbanos que marcaram gerações, estão perto do fim. Na região de Campinas, ainda existem pouco mais de 1,4 mil telefones públicos ativos.

A extinção dos aparelhos deve ocorrer em todo o Brasil até o final de 2028. Os dados são da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Apesar da queda acelerada, algumas cidades ainda concentram parte desses equipamentos. Campinas aparece entre os municípios com maior número de orelhões no país.

Em dezembro de 2025, o Brasil tinha cerca de 38 mil orelhões em funcionamento.
Em 2020, esse número ultrapassava 200 mil aparelhos.

Campinas ocupa a terceira posição nacional, com 467 telefones públicos ativos.
Fica atrás apenas de Londrina (PR), com 519, e São Paulo (SP), com 4.757 aparelhos.

Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), os orelhões somam pouco mais de 1,4 mil unidades.

Fim da obrigação legal das operadoras

O processo de retirada começou em janeiro, após o fim das concessões da telefonia fixa.
Os contratos passaram do regime de concessão para o de autorização.

Na prática, isso significa que as operadoras não são mais obrigadas a manter os orelhões.
A exceção vale para áreas sem cobertura de celular ou outra forma de comunicação.

Segundo a Anatel, onde houver sinal móvel adequado, os aparelhos devem desaparecer entre 2026 e 2027.

Investimentos em banda larga e celular

Como compensação pela retirada, a Anatel determinou que as operadoras invistam em infraestrutura.
Os recursos devem ser aplicados na ampliação da banda larga e da telefonia móvel.

Entre as empresas envolvidas estão Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica.
No auge, a rede de telefones públicos chegou a ter mais de 1,5 milhão de terminais no país.

Vandalismo acelera o desaparecimento

Além da queda no uso, os orelhões enfrentam outro problema: o vandalismo.
Muitos dos aparelhos restantes estão danificados ou inutilizados.

Reportagens recentes mostram o abandono dos equipamentos em áreas urbanas.
Isso reforça a tendência de retirada definitiva das ruas.

Um ícone do design urbano brasileiro

Os orelhões foram lançados no Brasil em 1972.
O design é assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país.

O formato tornou-se um marco da paisagem urbana brasileira.
Hoje, os aparelhos caminham para se tornar apenas memória.

Número de orelhões ativos na Região Metropolitana de Campinas

  • Americana: 134

  • Artur Nogueira: 30

  • Campinas: 467

  • Cosmópolis: 40

  • Engenheiro Coelho: 11

  • Holambra: 22

  • Hortolândia: 72

  • Indaiatuba: 76

  • Itatiba: 63

  • Jaguariúna: 32

  • Monte Mor: 24

  • Morungaba: 14

  • Nova Odessa: 38

  • Paulínia: 41

  • Pedreira: 31

  • Santa Bárbara d’Oeste: 97

  • Santo Antônio de Posse: 17

  • Sumaré: 108

  • Valinhos: 48

  • Vinhedo: 38

Fonte: Hora Campinas / Anatel

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Esportes

ASA Alumínio e AABB Campinas unem forças e lançam novo projeto de vôlei

Fotos: Maria Clara Berguer/AABB Asa Vôlei

Parceria dá origem ao AABB ASA Vôlei, iniciativa que aposta na formação de base e no alto rendimento para transformar o cenário esportivo local

O voleibol da Região Metropolitana de Campinas acaba de ganhar um novo e promissor capítulo. A parceria oficial entre a ASA Alumínio Vôlei e a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) de Campinas marca o nascimento da Equipe e Escolinha AABB ASA Vôlei, um projeto ambicioso que passa a ter sede oficial em Campinas (SP) e tem como missão fortalecer o esporte, formar atletas e elevar o nível competitivo da modalidade na cidade e na região.

A união reúne duas instituições com características complementares e grande potencial de impacto:

  • ASA Alumínio Vôlei: contribui com sua reconhecida força, tradição e profissionalismo na gestão esportiva e no desenvolvimento de atletas.
  • AABB Campinas: clube com rica história, forte vocação esportiva, desejo de crescimento e uma estrutura acolhedora voltada à prática esportiva.

Sob a gestão da Associação de Treinamento Esportivo de Voleibol (ATEV), o projeto nasce com um objetivo claro: construir uma trajetória sólida e de longo prazo, capaz de transformar a história do voleibol na Região Metropolitana de Campinas.

Formação de talentos e excelência competitiva

O AABB ASA Vôlei iniciará suas atividades com uma proposta estruturada em duas frentes principais:

  • Escolinha de Formação: voltada à iniciação esportiva e ao desenvolvimento de jovens talentos, oferecendo treinamento de qualidade e acompanhamento técnico especializado.
  • Equipes Competitivas: formação de times de alto rendimento para representar Campinas em campeonatos regionais e estaduais, fortalecendo a presença da cidade no cenário esportivo.

Um novo ciclo para o vôlei campineiro

​Este novo capítulo do vôlei em Campinas se inicia com o acolhimento imediato dos associados da AABB Campinas, que terão acesso prioritário às atividades da escolinha e poderão acompanhar de perto o nascimento de uma equipe com potencial vitorioso.

​“Eu e toda a minha comissão técnica estamos muito motivados com essa junção. Acreditamos que essa parceria vai muito além de fomentar o voleibol dentro do clube AABB: ela tem um potencial enorme de impactar positivamente também a cidade de Campinas, fortalecendo o esporte, formando atletas e criando oportunidades.

Nossa proposta é trabalhar de forma estruturada, desde as escolinhas de base até equipes de competição de alto rendimento, sempre buscando evolução técnica, humana e esportiva. Além disso, estamos abertos e empenhados em buscar apoiadores que possam agregar ainda mais valor a essa parceria, fortalecendo o projeto e tornando-o cada vez mais sólido.” afirma André Rosendo, técnico do Asa Alumínio Vôlei.

Além do impacto esportivo, a parceria reforça o compromisso da AABB Campinas com o desenvolvimento do esporte e com seus associados.

“Estamos extremamente entusiasmados com esta união. A AABB Campinas tem uma forte vocação esportiva e, com esta parceria, reforçamos nosso compromisso com nossos membros. Nossos associados terão acesso prioritário às atividades da escolinha, podendo vivenciar de perto o nascimento de um time com potencial vitorioso.

É o início de uma nova era do vôlei na cidade, com uma base estrutural acolhedora para todos”, afirma Paulino Massamori Hashimoto, Presidente AABB Campinas.

​A comunidade esportiva e os fãs de vôlei estão convidados a acompanhar o desenvolvimento do AABB ASA Vôlei, um projeto que nasce com a promessa de ser um marco de sucesso, dedicação e paixão pelo esporte.

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RMC

Chegada de frente fria ameniza calor e traz chuva para a região de Campinas

Região de Campinas terá mudança no tempo a partir desta terça-feira. Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

Pode haver chuva já a partir da manhã desta terça-feira, dia 13; temperaturas ficam abaixo dos 30°C

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RMC

Número de MEIs segue em alta nos municípios da região de Campinas

Quase todos os municípios registraram aumento; Indaiatuba lidera crescimento percentual

O número de microempreendedores individuais (MEIs) segue em alta na região de Campinas. Em 2025, os 22 municípios* somaram 300.894 optantes do Simples Nacional, crescimento de 3,1% em relação a 2024, quando o total era de 291.987. O avanço representa 8.907 novos registros no período.

Os dados mostram que praticamente todas as cidades da região apresentaram crescimento, o que indica a manutenção do empreendedorismo como alternativa de geração de renda e formalização de pequenos negócios. Entre os destaques estão Indaiatuba, Artur Nogueira, Conchal, Engenheiro Coelho e Sumaré, que lideraram o aumento percentual no número de optantes.

Para o gerente regional do Sebrae-SP em Campinas, Nilcio Freitas, o resultado reflete tanto o ambiente favorável ao empreendedorismo quanto a busca pela formalização. “Esse crescimento é muito significativo porque mostra que o empreendedor continua apostando no próprio negócio. O fato de praticamente todas as cidades da região registrarem aumento reforça a importância do MEI como porta de entrada para
quem quer empreender de forma regularizada”, afirma.

Bruna Pinheiro da Silva, de Campinas é proprietária de um minimercado de condomínio. Ela conta que atuava como assistente de Recursos Humanos antes de se formalizar como microempreendedora individual. “Decidi abrir meu MEI em 2025 como uma forma de buscar crescimento pessoal e,
principalmente, mais liberdade de horário. Hoje, tenho um minimercado instalado em condomínio e a expectativa para 2026 é consolidar o faturamento, manter o negócio em ascensão e aprimorar cada vez mais a gestão, para administrá-lo da melhor maneira possível.”

O gerente finaliza com uma orientação importante. “O Sebrae-SP, tanto pelo Escritório Regional de Campinas quanto pelas 27 unidades do Sebrae Aqui da região, está à disposição para esclarecer dúvidas sobre a formalização do negócio, os direitos e deveres do MEI, além de auxiliar na emissão do boleto do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Também oferecemos cursos, consultorias e conteúdos para apoiar o crescimento das empresas e o aumento do faturamento.”

Confira abaixo o comparativo entre 2024 e 2025 de número de optantes do Simples Nacional por cidade:


Fonte: Dados do Sebrae-SP com base nos dados do Portal do Empreendedor

*Águas de Lindóia, Amparo, Artur Nogueira, Campinas, Conchal, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Paulínia, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.

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Hospitais de Campinas, Piracicaba e Sumaré estão entre os 100 melhores do SUS

O levantamento considera apenas unidades com atendimento 100% pelo SUS. A relação foi divulgada nesta terça-feira, dia 6.

As unidades selecionadas agora seguem para uma nova etapa. O objetivo é definir os 10 melhores hospitais públicos do país.

Quais hospitais da região foram selecionados

Entraram na lista:

  • Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas

  • Hospital Regional de Piracicaba

  • Hospital Estadual de Sumaré

Os hospitais aparecem em ordem alfabética.
O ranking final ainda não define posições.

Estudo envolve cinco entidades nacionais e internacionais

O levantamento foi realizado por cinco instituições:

  • Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde

  • Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)

  • Instituto Ética Saúde

  • Conselho Nacional de Secretários de Saúde

  • Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde

A lista final com os 10 melhores hospitais será divulgada em maio, durante uma premiação organizada pelas entidades.

São Paulo concentra 30% dos hospitais selecionados

Segundo o estudo, 30% dos 100 melhores hospitais públicos do país estão no estado de São Paulo.

Na sequência aparecem:

  • Goiás, com 10%

  • Pará, com 7%

  • Santa Catarina, com 7%

Critérios usados na avaliação dos hospitais

Para definir os 100 melhores hospitais, foram analisados vários indicadores.

Entre eles estão:

  • Acreditação hospitalar, que é o reconhecimento independente da qualidade e segurança dos serviços

  • Taxas de ocupação e mortalidade

  • Disponibilidade de leitos de UTI

  • Tempo médio de permanência dos pacientes internados

Quais hospitais puderam participar

O levantamento considerou apenas hospitais com:

  • Atendimento exclusivo pelo SUS

  • Mais de 50 leitos

  • Produção registrada no SIH, sistema do Ministério da Saúde

Foram analisados dados entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Hospitais psiquiátricos e unidades de longa permanência ficaram fora da seleção.

Próxima etapa vai definir os 10 melhores do país

Agora, a lista passará por um refinamento.

As entidades vão considerar, entre outros fatores:

  • Pesquisa independente de satisfação dos pacientes

  • Nível de acreditação dos serviços

  • Informações de compliance, que avaliam o cumprimento de normas e boas práticas

  • Análise de eficiência, cruzando atendimentos e recursos financeiros disponíveis

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Expansão histórica do Ensino Médio Técnico vai beneficiar 32,5 mil estudantes da rede estadual em 2026

Em todo o estado, mais de 320 mil estudantes vão dar início a cursos técnicos em 2026

O Governo de São Paulo conquistou avanço histórico de 134% no número de estudantes matriculados no Ensino Médio Técnico. Em 2026, a soma de alunos da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) do Centro Paula Souza na educação profissional chegará a 321 mil matriculados, ante 136,8 mil em 2023. O Estado atinge no próximo ano 40% do total de alunos matriculados na 2ª e 3ª séries na dupla graduação. Na região de Campinas, 32,5 mil estudantes da rede estadual de ensino já estão matriculados nessa modalidade para o próximo ano.

São Paulo caminha para alcançar a média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em relação ao número de estudantes matriculados no Ensino Médio Técnico, atualmente em 44%.

“Em 2026, o Estado de São Paulo terá muito mais alunos saindo da escola com dois diplomas: o de Ensino Médio e o de educação profissional. Com esse número de alunos no ensino técnico, vamos alcançar um padrão de país OCDE, dando um exemplo para o Brasil. Os cursos que oferecemos estão conectados à vocação econômica de nosso estado, e de suas regiões”, afirma o governador Tarcísio de Freitas.

Desde o início da gestão, em 2023, o número de matrículas tem avançado. Apenas nas escolas da Seduc-SP, naquele ano, eram 35 mil matriculados no ensino técnico. Considerando os números das Etecs, o valor total era de 136,8 mil matriculados.

“Para a OCDE, o acesso ao ensino técnico é importante para o desenvolvimento de um país porque aumenta a empregabilidade e a renda dos jovens, fortalece a economia por meio da formação de mão de obra qualificada e contribui para a redução das desigualdades sociais. Quando a gente capacita os nossos estudantes com habilidades práticas e alinhadas às necessidades do mercado de trabalho, o ensino técnico melhora a produtividade, a inovação e a competitividade das empresas e da economia como um todo. E esse é um dos trabalhos mais importantes que temos feito nesses últimos anos no Governo do Estado”, afirma o secretário da Educação, Renato Feder.

Feder destaca que, nas escolas da Seduc-SP, a educação profissional passa a ser oferecida a partir da 2ª série do Ensino Médio. No ano que vem, a modalidade de ensino chega a 2.212 escolas da rede. Na 1ª série do Ensino Médio, cabe a cada estudante decidir, a partir do seu projeto de vida, seu itinerário de preferência, que pode ser o de Humanas, Exatas, ou o Técnico.

Considerando ambas as redes de ensino, o avanço do percentual de alunos das 2ª e 3ª séries no Ensino Médio Técnico seguiu dessa maneira:

2023 – 136,8 mil estudantes – 16,6% de matriculados

2024 – 184,8 mil estudantes – 22,2% dos matriculados

2025 – 268,3 mil estudantes – 33% dos matriculados

2026 – 321 mil estudantes – 40% dos matriculados

 

Ensino Médio Técnico na rede estadual de SP

Os estudantes das unidades de ensino da Seduc-SP têm à disposição 60 cursos técnicos diferentes, oferecidos de quatro formas:

  • Com professores contratados pela Seduc-SP, nas próprias escolas;
  • Com professores das Etecs, com aulas que acontecem também nas escolas estaduais;
  • Com aulas que acontecem nas unidades do Senai (em períodos ou dias da semana opostos às aulas regulares nas escolas estaduais); ou
  • Com aulas que acontecem nas unidades do Senac (assim como no Senai).

Até este ano, nove formações eram ministradas dentro das escolas estaduais: administração, agronegócio, ciência de dados, desenvolvimento de sistemas, enfermagem, farmácia, hospedagem, logística e vendas. Em 2026, dois novos cursos entram na grade das escolas estaduais, o de eletrônica e meio ambiente. Somam as 60 possibilidades os cursos em parceria com o Senai e o Senac.

Os estudantes do Ensino Médio Técnico da Seduc-SP também podem participar do Programa BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio) que deve chegar à contratação de 10 mil estudantes até o fim de 2025. Por meio do BEEM, estudantes do Ensino Médio da rede estadual matriculados no itinerário formativo técnico podem se candidatar a vagas de estágio e serem contratados por empresas parceiras da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) com bolsas mensais de até R$ 851,46.

 

Investimento em laboratórios

De forma inédita, o Governo do Estado passou a direcionar investimentos de mais de R$ 60 milhões para adaptar o espaço físico e equipar 130 novos laboratórios específicos para os cursos técnicos de farmácia e enfermagem em 129 escolas estaduais, localizadas em 60 cidades. Os novos ambientes pedagógicos já beneficiam mais de 5.700 estudantes em três anos de gestão.

As obras da pasta são de responsabilidade da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). Desde o início de 2023, foram realizadas as obras de infraestrutura em 46 laboratórios de enfermagem e 84 de farmácia. A Seduc-SP, por sua vez, adquiriu equipamentos, mobiliários, materiais, insumos e EPIs (equipamentos de proteção individual).

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Após ‘saidinha’, detentos são presos por violência doméstica na região

Os detidos em flagrante foram encaminhados para unidades da Polícia Civil – Foto: Divulgação

Casos aconteceram em Sumaré e Nova Odessa

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