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Polícia Civil apreende carro de luxo de piloto preso por abuso de crianças em SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira, dia 9, o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, sob a acusação de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu dentro de uma aeronave da Latam no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, pouco antes da decolagem de um voo com destino ao Rio de Janeiro.

Detalhes da investigação e apreensões

Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o piloto utilizava documentos falsos para levar as vítimas a motéis e teria envolvimento com estupro de vulnerável e pornografia infantil há pelo menos oito anos. Durante a operação, a polícia também apreendeu uma Mercedes-Benz que seria utilizada no transporte das vítimas.

Além de Lopes, uma mulher de 55 anos foi presa acusada de aliciar as próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para o esquema criminoso. A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, afirmou em coletiva que o piloto mantinha contato físico e estuprava as vítimas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital e em Guararema, na região metropolitana.

Nota da companhia e situação jurídica

Em nota, a Latam confirmou que a prisão ocorreu durante os procedimentos de embarque do voo LA3900. O inquérito policial, iniciado em outubro de 2025, já identificou três vítimas diretas. A defesa do piloto ainda não foi localizada para comentar as acusações, e o espaço permanece aberto para manifestação.

Perfil do acusado: “Acima de qualquer suspeita”

Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, possui uma carreira de mais de 30 anos como piloto. Casado com uma psicóloga e pai de dois filhos adultos de relacionamentos anteriores, ele mantinha uma vida social aparentemente estável, o que, segundo as investigações, ajudava a ocultar suas atividades criminosas.

A investigação do DHPP revela que essa imagem de confiança era usada como fachada. Lopes é suspeito de não apenas participar, mas de chefiar o esquema, chegando ao ponto de “comprar” o acesso às vítimas de familiares próximos a elas, como no caso da mulher também presa por aliciar as próprias netas. O piloto agora responde por estupro de vulnerável e exploração sexual infantil, com penas que podem ser agravadas pelo tempo em que os crimes foram cometidos.

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