FISCALIZAÇÃO

Valinhos

Operação Lei Seca em Valinhos registra sete recusas ao teste do bafômetro

Fiscalização do Detran-SP abordou mais de 700 veículos na cidade em ação de prevenção a acidentes

Uma operação do Detran-SP realizada no último sábado, dia 11, em Valinhos resultou em sete recusas ao teste do bafômetro. A ação, que integra a campanha estadual de combate à alcoolemia ao volante, teve como objetivo reduzir os sinistros causados pela combinação entre álcool e direção.

Durante a fiscalização, 732 veículos foram abordados nas avenidas dos Esportes e Dom Nery. A ação faz parte do esforço permanente do Detran-SP para garantir mais segurança no trânsito e conscientizar motoristas sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas antes de dirigir.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), tanto dirigir sob influência de álcool quanto recusar o teste do etilômetro são infrações gravíssimas.

O valor da multa é de R$ 2.934,70, e o condutor responde a processo de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em caso de reincidência dentro de 12 meses, o valor dobra, chegando a R$ 5.869,40.

Nos casos de embriaguez comprovada — quando o teste aponta índice a partir de 0,34 mg de álcool por litro de ar expelido — o motorista pode ser preso de seis meses a três anos, conforme a Lei Seca, além de sofrer as penalidades administrativas.

A operação do último fim de semana foi realizada em 15 cidades paulistas, incluindo Valinhos, Campinas, Franca, Mogi das Cruzes e São Paulo. Ao todo, 6.746 veículos foram fiscalizados, resultando em 146 infrações, sendo 144 recusas ao bafômetro e duas autuações por direção sob efeito de álcool.

O Detran-SP reforça que o objetivo das operações é prevenir acidentes e salvar vidas. A autarquia é responsável por 28% da frota brasileira, com mais de 35 milhões de veículos registrados e 25 milhões de motoristas habilitados.

Atualmente, 76 dos 109 serviços oferecidos pelo órgão já estão disponíveis em formato totalmente digital, permitindo que o cidadão resolva demandas sem sair de casa — uma das metas da transformação digital do departamento.

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Brasil e Mundo

Polícia combate adulteração de bebidas em oito cidades de São Paulo

© Divulgação Polícia civil/RJ
Há muitas suspeitas em todas as regiões do país
Agência Brasil
A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira, dia 14, a Operação Poison Source – Fonte do Veneno. A meta é desmontar ações criminosas que envolvem a produção e comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.

Foram expedidos 20 mandados de busca e apreensão, sendo sete em São Paulo e os demais nas cidades de Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara. Há 150 policiais nas ruas nesta ação.

Segundo o último boletim divulgado na noite dessa segunda-feira, dia 13, o estado de São Paulo confirmou três novos casos de intoxicação por metanol nas cidades de Osasco, São Bernardo do Campo e na capital. São agora 28 vítimas. Cem casos continuam em investigação. Três mortes também estão em análise. Há cinco óbitos já confirmados por intoxicação de metanol em São Paulo.

Casos confirmados

O relatório do Ministério da Saúde, divulgado nessa segunda-feira, diz que o país tem 32 casos confirmados de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas. São, ao todo, 181 ocorrências sob investigação em várias regiões do Brasil. Ao menos 320 suspeitas foram descartadas.

Além de São Paulo, com 28 vítimas de intoxicação, também há três no Paraná e uma no Rio Grande do Sul.

Há muitas suspeitas em todas as regiões do país: São Paulo (100), Pernambuco (43), Espírito Santo (nove), no Rio Grande do Sul (seis), Rio de Janeiro (cinco),  Mato Grosso do Sul (quatro), Piauí (quatro), Goiás (três), Maranhão (duas), Alagoas (duas), Minas Gerais (uma), Paraná (uma) e Rondônia (uma).

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Saúde

Anvisa proíbe venda de produtos de cannabis e cogumelos

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Hemp Vegan, Cannafy e De Volta às Raízes foram alvo de fiscalização
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de produtos à base de cannabis das empresas Hemp Vegan e Cannafy. Também foi alvo de fiscalização da Anvisa a empresa De Volta às Raízes, que vende produtos feitos com cogumelos.

A Resolução 3.987/2025, com a lista de itens vetados, foi publicada no Diário Oficial da União, da última quinta-feira, dia 10.

De acordo com a Anvisa, os produtos da Hemp Vegan não têm registro ou autorização da agência e são “fabricados por empresa desconhecida”. A proibição determinada se aplica a todos os lotes de produtos derivados de cannabis da marca:

– Produtos com Fitocanabinoides (CBG, CBG, CBDA)

– Bálsamos Tópicos de CBD

– Gotas de CBD Fullspectrum Vegano

– CBD Gummies Fullspectrum

– CBD Paste Fullspectrum Vegan

– CBD + CBG Drops – Marca Hemp Vegan

– CBD + CBDA Fullspectrum

– Parches Musculares – 50 mg de CBD

A Agência Brasil entrou em contato com a Hemp Vegan, mas não recebeu retorno. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

Cannafy

Outra empresa alvo da fiscalização foi a Cannafy Serviços de Internet, que comercializa produtos que não possuem registro ou autorização na Anvisa, fabricados por empresa que também não possui autorização de funcionamento na agência.

Estão proibidos todos os lotes dos seguintes produtos:

– Produtos de cannabis da marca CBDM Gummy

– Produtos de cannabis da Marca Canna River

– Produtos de cannabis da Marca Rare Cannabinoid

No site da Cannafy, a empresa informou que não fabrica nem comercializa produtos de cannabis no Brasil e que cumpre rigorosamente toda a legislação brasileira aplicável a esses produtos. “Apenas facilitamos o contato entre pacientes brasileiros e fornecedores estrangeiros, e atuamos para garantir que todas as importações tenham sido previamente autorizadas pela Anvisa, conforme dispõe a Resolução Anvisa RDC n. 660/2022”, diz a nota.

De Volta as Raízes

Por fim, a agência sanitária proibiu a comercialização de todos lotes dos produtos feitos com cogumelos da De Volta às Raízes, “sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa” e fabricados por empresa que não possui autorização para fabricação de medicamentos.

Os produtos são os seguintes:

– Cogumelo Tremella

– Cogumelo Reish

– Cordyceps Militaris

– Cogumelo do Sol

– Cogumelo Juba de Leão

– Cogumelo Chaga

– Cogumelo Cauda de Peru

Em seu site, a empresa explica que os cogumelos são utilizados na Medicina Tradicional Chinesa, “mas não se enquadram como medicamentos, portanto, estão dispensados de registro no Ministério da Saúde conforme a Resolução nº 240/2018”.

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RMC

Polícia fecha fábrica clandestina em Americana e investiga falsificação

Polícia Civil intensifica fiscalização contra adulteração após série de intoxicações

O delegado Wagner Carrasco informou que as investigações se estendiam por mais de um mês. “Hoje, durante o cumprimento dos mandados, encontramos essa fábrica clandestina em um dos endereços. Ela era muito bem estruturada e servia não só o comércio local, mas a capital de São Paulo também,” detalhou Carrasco.

As duas pessoas detidas em Americana vão responder por crimes graves, incluindo crimes contra a propriedade material, contra a saúde pública e contra a relação de consumo.

Paralelamente, a polícia intensificou a fiscalização na capital paulista. Como resultado, apreenderam mais de 800 garrafas com suspeita de adulteração entre ontem, 29, e esta terça-feira, dia 30. Além disso, em Mogi das Cruzes, a Polícia Civil apreendeu outras 80 garrafas em uma adega, e os proprietários estão sob investigação. Todos os produtos foram encaminhados para análise no Instituto de Criminalística (IC).

Alerta Grave de Saúde Pública: Intoxicação por Metanol

A intensificação das fiscalizações ocorre em meio a um alerta de saúde pública no estado. O governo de São Paulo confirmou, também nesta terça-feira (30), que cinco pessoas morreram após sete casos de intoxicação por metanol.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, além das sete intoxicações confirmadas, há 15 casos suspeitos atualmente em investigação.

A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica de extrema gravidade. Uma vez que a substância é ingerida, o organismo a metaboliza em produtos altamente tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem levar à morte rapidamente.

Os sintomas principais da intoxicação incluem:

  • Visão turva ou perda de visão (podendo evoluir para cegueira);
  • Mal-estar generalizado, como náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.

O Que Fazer em Caso de Suspeita

O tempo é crucial em casos de intoxicação por metanol. Portanto, se você ou alguém próximo apresentar os sintomas após consumir bebidas alcoólicas, busque imediatamente os serviços de emergência médica.

É fundamental identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida. Recomende que eles procurem um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado, pois a demora aumenta a probabilidade de um desfecho grave, incluindo o óbito.

Você também pode contatar uma destas instituições para orientação especializada:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade (procure a lista local);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – acessível de qualquer lugar do país.

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Economia

Reclamações sobre associações de aposentados passam a ser monitoradas

© Antonio Cruz/Agência Brasil
INSS e Ministério da Justiça assinaram acordo de cooperação
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), bancos e associações enfrentarão sanções se não resolverem as reclamações de aposentados e pensionistas na plataforma oficial do governo. Assim, a colaboração busca impedir cobranças irregulares, como taxas de associações e empréstimos consignados feitos sem autorização.

Infelizmente, milhões de aposentados e pensionistas já sofreram com descontos indevidos em seus benefícios. Por essa razão, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o INSS assinaram, no dia 26 de agosto, um acordo de cooperação técnica para proteger esses segurados.

Afinal, a parceria permite que o INSS aplique sanções caso as instituições financeiras e associações não resolvam as reclamações registradas na plataforma consumidor.gov.br. Vale lembrar que, desde julho, o INSS já está devolvendo R$ 3,3 bilhões em cobranças irregulares feitas entre 2020 e 2025.

Com o novo acordo, os bancos e associações conveniadas ao INSS terão de se cadastrar na plataforma consumidor.gov.br obrigatoriamente. O cidadão, por sua vez, pode registrar a reclamação online, e a instituição tem apenas 10 dias para respondê-la. Durante esse período, as empresas precisarão monitorar as solicitações diariamente e podem interagir diretamente com o consumidor antes de enviar a resposta final.

Ainda mais, o acordo prevê a troca de informações entre a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e o INSS, ampliando a capacidade de fiscalização. Se uma demanda não for resolvida, ela será encaminhada aos Procons e a outros órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

Medidas corretivas e proteção de dados

Em caso de descumprimento das normas, o acordo prevê sanções e medidas corretivas para as instituições que continuarem a realizar os descontos sem autorização. Outrossim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública assegura que todas as ações estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI), garantindo a privacidade e a segurança das informações pessoais.

O acordo de cooperação técnica, que tem vigência de cinco anos, já entrou em vigor. De fato, suas ações conjuntas visam, acima de tudo, reduzir as reclamações, avaliar práticas abusivas recorrentes no mercado de crédito consignado e, finalmente, melhorar a qualidade dos serviços para os beneficiários do INSS.

O secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous, e o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, enfatizaram que a parceria fortalece o compromisso de proteger os aposentados e pensionistas. Segundo eles, a iniciativa irá coibir irregularidades, assegurar os direitos dos cidadãos e permitir que o INSS atue de forma mais efetiva, usando os dados da Senacon para enriquecer suas ações de proteção.

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RMC

Seis novos radares entram em operação em rodovias da região de Campinas

Os equipamentos começam a multar a partir desta terça-feira (26) em trechos com histórico de acidentes. Eles fazem parte do plano do DER-SP de instalar 649 novos radares no estado

A partir da 0h desta terça-feira, dia 26, seis novos radares de fiscalização eletrônica começam a multar em rodovias da região de Campinas. A medida, implementada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), busca aumentar a segurança e prevenir acidentes. Os equipamentos foram instalados em trechos com histórico de acidentes, excesso de velocidade e até travessia de animais.

Atualmente, o estado de São Paulo conta com 112 radares ativos, incluindo os 22 que entram em operação em outras regiões. O DER-SP afirma que a localização dos radares foi definida com base em critérios técnicos, a fim de garantir maior eficácia.

Os novos equipamentos fazem parte de um contrato que prevê a instalação de 649 radares em pontos estratégicos de mais de 12 mil quilômetros de rodovias estaduais. De acordo com o DER-SP, os seis novos radares da região de Campinas estão localizados nos seguintes trechos:

Rodovia Guilherme Mamprim (SPA 082/330)

001.652

Leste

Valinhos

Rodovia José Bueno de Miranda (SPA 109/008)

002.950

Leste/Oeste

Pedra Bela

Rodovia Virginia Viel Campo Dall’Orto (SPA 115/330)

002.500

Oeste

Sumaré

Rodovia Miguel Noel Nascentes Burnier (SPA 135/065)

000.656

Norte

Campinas

Rodovia Capitão Bardoíno (SP 008)

119.030

Norte/Sul

Pinhalzinho

Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP 360)

106.250

Norte/Sul

Morungaba

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Economia

25 de Março: Comércio legal predomina apesar da pirataria pontual

© Paulo Pinto/Agência Brasil
Maioria dos comerciantes atua de forma legal, segundo entidade
Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil
A pirataria na Rua 25 de Março é um problema pontual, não a regra, e o comércio legal predomina na região. Lojistas da Rua 25 de Março afirmam combater o comércio irregular e a pirataria constantemente. Contudo, esses casos isolados não representam a maioria dos comerciantes, que operam dentro da lei. Aliás, os produtos da região vêm principalmente da China, sem relação com os Estados Unidos.

A Rua 25 de Março destaca-se como um dos maiores polos comerciais do Brasil. Atualmente, mais de 3 mil estabelecimentos formais geram empregos, pagam impostos e oferecem produtos de qualidade a consumidores de todo o país.

Entretanto, os Estados Unidos iniciaram uma investigação comercial por supostas práticas desleais do Brasil. Assim, a ação mira o Pix e a Rua 25 de Março. O governo americano visa averiguar se o tratamento brasileiro ao comércio digital e aos serviços de pagamento eletrônico (Pix) restringe o comércio dos EUA. Afinal, para os EUA, a Rua 25 de Março é um grande mercado de pirataria há décadas, apesar das operações policiais.

O combate à pirataria tem sido intenso no Brasil. Conforme o Anuário da Falsificação (ABCF), entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, foram realizadas 1.587 operações policiais contra a pirataria. Infelizmente, falsificações, contrabando e pirataria causaram um prejuízo de aproximadamente R$ 471 bilhões ao país em perdas de arrecadação tributária e faturamento de indústrias legais.

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Brasil e Mundo

Lula cobra fiscalização de preços de combustíveis

© Rovena Rosa/Agência Brasil
Presidente diz que redução de preços precisa chegar ao consumidor
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta sexta-feira, dia 4, que os órgãos de defesa do consumidor fiscalizem os preços dos combustíveis para que a população pague o valor justo pelos produtos. Para ele, quando a Petrobras reduz os valores, os postos devem baixar o preço na mesma magnitude para o consumidor.

“É preciso que esses órgãos que têm a função de fiscalizar não permitam que nenhum posto de gasolina neste país venda a gasolina mais cara do que aquilo que é o preço que ela tem que vender. E muito menos óleo diesel. Não é possível que a Petrobras anuncia o desconto de 1 centavo e esse desconto não chega para o consumidor”, disse.

“Se a Petrobras consegue entregar [o gás de cozinha] a R$ 37, quem diabos está roubando que chega a R$ 140 [para o consumidor]? Para que ganhar tanto? Então, quando a gente fala que quer fazer as coisas, chamam a gente de populista: ‘está interferindo no mercado’. Eu quero interferir no mercado para baixar o preço da comida, é isso que eu quero”, reforçou o presidente.

Lula citou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os Procons estaduais, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Polícia Federal.

“O nosso óleo diesel e a nossa gasolina, hoje, estão mais baratos do que quando nós entramos na Presidência dois anos e meio atrás. Se pode estar muito caro, está igual. Mas, se levar a inflação deste período, a gente vai mostrar que aqueles que dizem que está caro precisam levar em conta que, mesmo quando a Petrobras baixa, muitos postos de gasolinas não reduzem”, reforçou.

Lula participou do anúncio de investimentos da Petrobras, na Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. As informações foram detalhadas, nesta quinta-feira, dia 3, pela companhia, e os recursos investidos superam R$ 33 bilhões no setor de refino e petroquímica no Rio de Janeiro.

“Deixa a Petrobras investir em petróleo. Você tem que investir em pesquisa antes e investir em pesquisa pode ser negativo, eu posso fazer uma pesquisa e não encontrar nada. Mas, se não investir, a gente não tem chance de achar”, disse, reafirmando que as riquezas oriundas dos combustíveis fósseis devem financiar a transição energética.

“Eu não vou abrir mão do petróleo brasileiro para os outros explorarem. Eu quero que a gente faça da forma mais saudável possível, da forma mais responsável possível. Eu tenho orgulho de a Petrobras ser uma empresa que leva muito a sério a questão climática. A gente não quer prejudicar nada, mas a gente não quer abrir mão da riqueza do nosso país para favorecer o nosso próprio povo”, argumentou.

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Brasil e Mundo

AGU pede decisão urgente contra fraudes e violência nas redes sociais

© Wesley Mcallister/AscomAGU
Órgão diz que há continuada conduta omissiva dos provedores
Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta segunda-feira, dia 26, ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma decisão urgente para obrigar plataformas de redes sociais que operam no Brasil a interromperem a disseminação de notícias falsas e impedirem a violência digital. 

A AGU sustenta que a medida urgente é necessária diante da “continuada conduta omissiva dos provedores de aplicação de internet em remover e fiscalizar de forma efetiva os mencionados conteúdos, em desrespeito aos deveres de prevenção, precaução e segurança”.

O pedido aponta para os episódios mais recentes de fraudes relativas à Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos feitos por associações nas aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Um levantamento feito na biblioteca de anúncios da empresa Meta, dona das plataformas Facebook e Instagram, por exemplo, identificou mais de 300 anúncios fraudulentos prometendo falsas indenizações do INSS, usando imagens manipuladas de figuras públicas e logotipos oficiais.

No texto, a AGU cita também episódios recentes de violência digital, como a morte, em abril, de uma criança de 8 anos no Distrito Federal. A polícia investiga a relação do óbito com o desafio do desodorante, em que crianças são estimuladas por meio de plataformas como Kwai e Tik Tok, a inalar o spray do produto. 

Assim como em manifestações anteriores, a AGU defende que as empresas responsáveis pelas redes sociais que “impulsionam, moderam ou recomendam conteúdo ilícito devem ser responsabilizadas independentemente de notificação judicial”. 

O órgão menciona reportagem publicada pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal, em 15 de maio, segundo a qual haveria “uma deliberada falta de interesse da empresa Meta na verificação de anúncios”. 

Segundo a reportagem, uma análise interna feita em 2022 pela empresa identificou que 70% dos anúncios recentes da plataforma faziam propaganda de golpes, itens ilegais ou produtos de baixa qualidade. 

Ainda segundo documentos internos, os quais o jornal diz ter analisado, a Meta tem se mostrado resistente em derrubar esses anúncios, diante de uma alta de 22% no faturamento da empresa com propaganda, que foi de US$ 160 bilhões no ano passado. 

Seriam necessárias, por exemplo, entre oito a 32 infrações antes de uma conta fraudulenta ser banida das plataformas da Meta.

Entenda

O pedido da AGU foi feito nos processos em que o Supremo julga a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. O dispositivo prevê que as empresas só podem ser responsabilizadas por publicações de terceiros nas redes sociais se antes houver uma ordem judicial para derrubar cada conteúdo específico.

O Supremo já começou a julgar um recurso sobre o assunto, com repercussão geral, ou seja, ao final do julgamento os ministros devem estabelecer uma tese, um enunciado, declarando o entendimento que deve ser seguido por todos os tribunais sobre o assunto. 

A análise mais recente do tema pelo plenário ocorreu em dezembro, quando um pedido de vista do ministro André Mendonça interrompeu o julgamento. 

O placar está em 2 a 1 pela responsabilização imediata das plataformas no caso de publicação de conteúdos ilícitos, sem a necessidade de que a remoção desse conteúdo tenha sido determinada antes por ordem judicial. 

Votaram nesse sentido os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, que defendem uma responsabilização ampla das plataformas caso não derrubem publicações e anúncios com teor ilícito. Para eles, é necessário que as empresas promovam um monitoramento ativo sobre o que é publicado em suas redes.

O ministro Luís Roberto Barroso divergiu em parte, argumentando que seria imprescindível o descumprimento de alguma ordem judicial para que as plataformas possam ser responsabilizadas, nos casos de crimes contra a honra, como a exposição de imagem sem autorização ou a calúnia e difamação.

Barroso reconheceu, contudo, que o artigo 19 não incentiva as plataformas a impedirem violações contra direitos fundamentais e democráticos, pelas quais as empresas poderiam ser responsabilizadas antes de descumprirem ordem judicial de remoção, sobretudo nos caso de anúncios e de impulsionamento pagos. 

Ainda não há data definida para que o tema volte a ser julgado pelo plenário do Supremo. A AGU já solicitou, em mais de uma ocasião, celeridade no desfecho do julgamento.

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Valinhos

Vereadores aprovam projeto contra terrenos e calçadas sem manutenção

O plenário da Câmara aprovou por unanimidade, na sessão desta terça-feira, dia 29, projeto apresentado pelo vereador Edinho Garcia (PRD), que prevê uma série de medidas para evitar terrenos sujos e calçadas sem manutenção em Valinhos. A proposta traz notificações, multas e obrigações que deverão ser seguidas por proprietários, inquilinos, construtores e outras pessoas e empresas responsáveis por imóveis na cidade.

Uma das obrigações que consta no projeto, por exemplo, é a de se fechar terrenos com muro de pelo menos 1,80 de altura ou com alambrado de tela galvanizada e mourões de concreto. Todos deverão estar com portão, com capinação em dia e sem qualquer tipo de lixo que possa colocar em risco a saúde de vizinhos. Se o terreno for localizado em ruas com calçamento, é obrigatória também a construção de calçada.

O projeto trata ainda de obras em andamento, instalação de tapumes, entre outras medidas que, segundo o vereador, são necessárias para manter a limpeza do município.

“São comuns em nossa cidade terrenos produzindo verdadeiros matagais onde proliferam insetos, ratos e outros animais pestilentos que fazem mal à saúde da população. O novo cálculo do valor da multa e a diminuição dos prazos se fazem necessários”, defendeu Edinho.

O projeto segue agora para sanção ou veto do prefeito Franklin (PL).

Outros projetos

Durante a sessão, também foi aprovado projeto de lei que cria o Dia do Imigrante e do Refugiado, em Valinhos. O texto, assinado pelos vereadores Alexandre Japa (PRD), Israel Scupenaro (PL) e Kiko Beloni (Cidadania), estabelece o dia 25 de junho para comemoração.

Outra proposta aprovada declara a Associação Cultural e Desportiva Capoeira Aruanda de Valinhos como entidade de utilidade pública. Na prática, esse reconhecimento permite que a associação se inscreva em editais e receba recursos públicos devido ao seu papel social no município. O projeto tem assinatura dos vereadores Israel Scupenaro, Kiko Beloni e Rodrigo Fagnani Popó (Republicanos).

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