EXPANSÃO

Economia

Brasil tem sexto maior crescimento no ranking das economias do G20

© Fernando Frazão/Agência Brasil
PIB brasileiro de R$12,7 trilhões avançou 2,3% em 2025
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil
A expansão de 2,3% da economia brasileira em 2025 posiciona o Brasil na sexta posição do ranking de crescimento do G20, grupos das maiores economias do mundo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, dia 3, que o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado.

O PIB é o conjunto de bens e serviços produzidos no país e serve como indicador do comportamento da economia. No ano passado, a agropecuária foi o principal motor do PIB nacional.

Logo após a divulgação do resultado pelo IBGE, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda publicou um ranking com o desempenho do PIB entre as 16 economias do G20 que já divulgaram os dados consolidados de 2025.

A lista é liderada pela Índia, que apresentou um salto de 7,5% na comparação com 2024. O Brasil aparece imediatamente à frente dos Estados Unidos, maior potência econômica do mundo.

Confira o ranking:

1º) Índia: 7,5%

2º) Indonésia: 5,1%

3º) China: 5%

4º) Arábia Saudita: 4,5%

5º) Turquia: 3,6%

6º) Brasil: 2,3%

7º) EUA: 2,2%

8º) Canadá: 1,7%

9º) União Europeia: 1,6%

10º) Reino Unido: 1,4%

11º) Japão: 1,1%

12º) Coreia do Sul: 1%

13º) França: 0,9%

14º) Itália: 0,7%

15º) México: 0,6%

16º) Alemanha: 0,4%

Crescimento com desaceleração

O desempenho do PIB brasileiro em 2025 marcou o quinto ano seguido de expansão. No entanto, o resultado aponta desaceleração, isto é, perda de ímpeto. Em 2024, o crescimento havia sido de 3,4%.

Os técnicos do Ministério da Fazenda atribuem a perda de ritmo à política de juros altos.

“Esse movimento indica que a política monetária contracionista exerceu impacto relevante sobre a atividade, contribuindo para o fechamento do hiato do produto”, afirma o estudo.

Na linguagem dos economistas, hiato do produto é um indicador sobre a capacidade de produção da economia sem gerar pressão inflacionária. O fechamento do hiato citado pelo boletim da SPE indica que os juros altos desestimularam o consumo a ponto de diminuir a alta de preços.

Como juros agem

A política monetária contracionista, isto é, juros em patamar elevado, foi a ferramenta do Banco Central (BC) para conter a inflação, que ficou praticamente todo o ano de 2025 acima da meta do governo, de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Desde setembro de 2024, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC impôs trajetória de alta à Selic ─ taxa básica de juros ─ fazendo-a bater 15% ao ano em junho de 2025 e assim permanecendo até os dias atuais. É o maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.

O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.

“A perda de fôlego tornou-se mais evidente no segundo semestre, quando a atividade permaneceu praticamente estável em relação ao primeiro”, aponta o boletim da SPE.

Apesar do cenário restritivo, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE.

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RMC

Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia centro de peças e acessórios em Vinhedo

Expansão da unidade local fortalece a estrutura de pós-vendas e amplia a capacidade de atendimento da montadora

A Volkswagen Caminhões e Ônibus encerrou 2025 com a ampliação do centro de peças e acessórios localizado em Vinhedo. A expansão resultou em um aumento superior a 10% na capacidade de armazenagem da unidade, com a incorporação de 5 mil metros quadrados à área de estoque.

A ampliação da estrutura está ligada ao crescimento da oferta de novos componentes para as diferentes linhas da montadora, à ampliação da parceria com fornecedores e a melhorias operacionais voltadas à eficiência logística e à agilidade no atendimento da rede de concessionárias.

Com papel estratégico na operação da empresa, a unidade de Vinhedo é responsável por atender à demanda nacional de peças e acessórios e apoiar a expansão do portfólio, acompanhando a evolução do mercado e das necessidades dos clientes.

Entre os fatores que impulsionaram a ampliação estão as linhas voltadas à sustentabilidade e à economia circular. A linha de remanufaturados Volks Greenline registrou crescimento de cerca de 20%, impulsionado pela ampliação do portfólio e pela maior disponibilidade dos produtos. Nessa modalidade, componentes usados são reaproveitados e restaurados por meio de processos rigorosos, que garantem qualidade e segurança.

Já a linha Economy, que oferece peças originais com custo até 30% menor, também avançou em 2025, com a inclusão de 30 novos itens, um crescimento de 40% no portfólio voltado a caminhões e ônibus com mais de três anos de uso. Entre as novidades estão filtros de combustível e palhetas para as linhas Worker, Delivery, Constellation e Meteor.

A operação em Vinhedo acompanha ainda o crescimento da linha de lubrificantes Almax, que ultrapassou a marca de 5 milhões de litros comercializados em 2025. O portfólio foi ampliado com novos produtos, como o aditivo de radiador compatível com todas as linhas da montadora equipadas com motores MAN D08 ou D26.

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Economia

Petrobras supera projeções e tem produção recorde em 2025

Nova plataforma chega ao pré-sal e pode aumentar produção em 20% – Foto: Petrobras/Divulgação© Petrobras/Divulgação

Total anual de barris de petróleo aumentou 11% em relação a 2024

Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

A produção de petróleo da Petrobras alcançou 2,40 milhões de barris por dia (bpd), em 2025, com expansão de 11% em relação à produção do ano anterior. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, dia 16, pela companhia.

O resultado superou em 0,5 ponto percentual (p.p.) o limite superior da meta (+4%) estabelecida no Plano de Negócios 2025-2029.

Quando considerada a produção total de óleo e gás natural, o resultado superou em 2,8 p.p. o limite superior da meta (+4%), alcançando 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), com crescimento de 11% em relação à produção de 2024.

A produção comercial de óleo e gás natural registrou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 p.p. o limite superior da meta projetada (+4%).

Pré-sal
As marcas de produção de óleo, produção comercial e produção total superaram ainda recordes anuais históricos registrados ao longo de mais de 70 anos da empresa, revelou a Petrobras.

A companhia também estabeleceu no pré-sal novos recordes anuais de produção total própria, de 2,45 milhões de boed, e operada, de 3,70 milhões de boed. O volume de produção no pré-sal representa 82% da produção total da Petrobras.

Além dos poços que a estatal utiliza em sua produção, há ainda aqueles em que ela atua como operadora e que foram arrematados por consórcios de empresas ou empresas.

No ano passado, duas novas plataformas no pré-sal da Bacia de Santos entraram em operação: o FPSO (navio plataforma flutuante) Almirante Tamandaré, localizado no campo de Búzios, e o FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero.

Além disso, o FPSO Marechal Duque de Caxias, em Mero, alcançou o topo de produção, e o FPSO Almirante Tamandaré atingiu recorde de produção, com média de cerca de 240 mil bpd nos meses de novembro e dezembro, tornando-se a plataforma de maior produção do Brasil.

A isso se somou a alavancagem dos FPSOs Maria Quitéria, no campo de Jubarte, Anita Garibaldi e Anna Nery, nos campos de Marlim e Voador.

“O aumento significativo de eficiência operacional de todas as unidades operacionais foi fundamental para a superação das metas de produção”, apontou a Petrobras, em nota divulgada à imprensa.

Esforço integrado

A empresa anunciou ainda que atingiu 1 milhão de barris de óleo por dia de produção operada, no campo de Búzios, com apenas seis plataformas, o que demonstra a produtividade elevada dos poços desse campo.

A sétima plataforma, P-78, que entrou em operação em 31 de dezembro, deverá contribuir para a continuidade da trajetória de crescimento da produção da companhia.

Segundo a empresa, os resultados obtidos “são fruto do esforço integrado da força de trabalho da Petrobras para aumentar a produção e manter o compromisso com a atenção total às pessoas, o respeito ao meio ambiente, a preservação da segurança operacional e a confiabilidade dos ativos”

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Economia

Produção industrial reverte queda e sobe 0,1% em outubro, mostra IBGE

© Wilson Dias/Agência Brasil
Setor acumula expansão de 0,9% em 12 meses
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

A produção industrial brasileira registrou leve alta de 0,1% em outubro, após queda de 0,4% em setembro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta terça-feira, dia 2, pelo IBGE. O desempenho foi impulsionado principalmente pela extração de petróleo, minério de ferro e gás natural, que elevaram o resultado geral do setor.

Nos últimos 12 meses, a indústria acumula crescimento de 0,9%, o menor desde março de 2024, quando havia registrado 0,7%. O indicador mostra desaceleração em relação a março de 2025, quando o acumulado chegou a 3,1%.

Na comparação com outubro de 2024, houve retração de 0,5%. Já a média móvel trimestral aponta avanço de 0,1% frente ao trimestre encerrado em julho.

Mesmo com oscilações, a indústria opera 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 14,8% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011.

Setores que mais cresceram

Em outubro, 12 das 25 atividades pesquisadas tiveram expansão. Os destaques positivos foram:

  • Indústrias extrativas: 3,6%

  • Produtos alimentícios: 0,9%

  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: 2%

  • Produtos químicos: 1,3%

  • Informática, eletrônicos e ópticos: 4,1%

  • Confecção de vestuário: 3,8%

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o maior impulso veio das indústrias extrativas devido à “maior extração de petróleo, minério de ferro e gás natural”.

Atividades em queda

Entre os recuos mais intensos estão:

  • Farmoquímicos e farmacêuticos: -10,8%

  • Derivados do petróleo e biocombustíveis: -3,9%

  • Impressão e reprodução de gravações: -28,6%

  • Produtos do fumo: -19,5%

Juros altos limitam crescimento

O IBGE aponta que o ambiente de juros elevados continua sendo um dos principais entraves ao avanço mais consistente da indústria.

A taxa Selic está em 15% ao ano, maior nível desde 2006. A política monetária restritiva reduz a oferta de crédito e afeta a demanda por bens e serviços. Apesar disso, Macedo destaca que o mercado de trabalho segue aquecido, com aumento da renda e queda do desemprego, o que ajuda a sustentar parte da produção.

Tarifaço americano afeta segmentos

Outro fator que influenciou negativamente parte da indústria foi o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O impacto foi mais percebido em setores como:

  • Madeira

  • Calçados

  • Minerais não metálicos, como granito

  • Máquinas e equipamentos

O pacote de tarifas, implementado em agosto, pretende proteger a economia americana. Em julho, ao anunciar tributos de 50% para produtos brasileiros, o presidente Donald Trump alegou retaliação ao tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em novembro, o governo americano retirou a sobretaxa adicional de 40% para carnes e café, mas 22% das exportações brasileiras aos EUA ainda enfrentam tarifas elevadas, segundo o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin.

Com informações da Agência Brasil.

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Valinhos

Valinhos revisa currículo e prepara rede para implantação da 5ª aula em 2026

Projeto de capacitação envolve especialistas em Artes, Inglês e Educação Física

A Secretaria de Educação, está desenvolvendo o projeto “Revisitar e Elaborar uma Formação com a Essencialidade do Currículo”. Trata-se de uma ação estratégica que prepara a rede municipal para a implementação da 5ª aula em 2026. A iniciativa, coordenada pelo Departamento Pedagógico e pela Divisão de Formação Continuada, envolve a revisão curricular das áreas de Artes, Inglês e Educação Física para a Educação Infantil (Infantil 1 e 2) e Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano).

O movimento tem como pilares centrais uma reunião semanal para revisitar o currículo, com especialistas de cada componente curricular. A partir desses encontros, os profissionais buscam identificar os elementos essenciais que devem ser priorizados na 5ª aula. Com o diagnóstico finalizado, são elaboradas as orientações para subsidiar o trabalho docente, tanto dos que já estão na rede quanto dos que serão contratados para complementar o quadro.

“Estamos construindo as bases para uma expansão qualificada da jornada escolar. Mais do que aumentar o tempo na escola, queremos garantir que cada minuto adicional seja dedicado a experiências pedagógicas significativas e alinhadas ao nosso currículo municipal”, destacou o secretário André Amaral.

Formação docente como eixo estratégico

Até dezembro deste ano, a revisão curricular deve estar concluída. Em janeiro, os subsídios de orientação serão concluídos para que o material seja apresentado aos docentes na semana de planejamento. Ao longo do primeiro trimestre de 2026, será realizada uma formação específica para todos os professores das áreas envolvidas, tanto os novatos quanto os já integrantes da rede. A capacitação seguirá o formato de rodas de conversa entre pares. As metas desejadas pelo grupo são:

  • Apropriação coletiva do currículo municipal;
  • Fortalecimento do senso de pertencimento;
  • Troca de experiências entre professores do Fundamental I e II;
  • Alinhamento de práticas para a implantação da 5ª aula.

A iniciativa consolida o compromisso da Secretaria com a gestão curricular participativa, valorizando os profissionais por meio de uma formação contextualizada que articula planejamento e prática pedagógica de modo concatenado. Além disso, a oferta da quinta aula possibilita a ampliação qualificada do tempo de aprendizagem dos estudantes.

“Esta formação representa um avanço em nossa metodologia de desenvolvimento profissional. Estamos promovendo o estudo permanente do currículo como ferramenta viva e dinâmica, sempre com foco na qualidade e na equidade educacional”, explicou o secretário.

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Economia

Lifestyle gospel vira mainstream e movimenta R$ 21,5 bilhões no Brasil

Igreja Lagoinha Alphaville (Reprodução Instagram @lagoinhaalphaville.sp)

O lifestyle gospel deixou de ser um fenômeno apenas religioso e assumiu papel central na cultura e no mercado brasileiro. Um novo relatório aponta que a fé evangélica influencia consumo, comportamento, estética, política e até formatos de entretenimento.

O estudo Gospel Power 2025, desenvolvido pela Zygon Adtech em parceria com a EIXO, mostra que o setor já movimenta R$ 21,5 bilhões por ano, segundo dados da ABEPROE. O valor supera o mercado nacional de influenciadores digitais, estimado em R$ 20 bilhões.

A pesquisa analisou 228 mil menções no TikTok, Instagram e Twitter. Também utilizou técnicas de netnografia, entrevistas com especialistas e monitoramento de tendências para entender o novo momento da comunidade evangélica no país.

O levantamento aponta que a expansão evangélica é consistente e deve mudar o mapa religioso brasileiro nas próximas décadas.

Segundo o Censo 2022, 26,9% da população (47,4 milhões de pessoas) se declara evangélica. Projeções da ENCE/IBGE indicam que o grupo superará os católicos até 2049.

O crescimento tem um perfil definido

  • Mulheres: 55,4%

  • Pessoas negras: 59%

  • Jovens e crianças: 60,5% do total

Entre adolescentes de 15 a 19 anos, evangélicos já representam 28,9%. Entre crianças de 10 a 14, chegam a 31,6%.

A presença jovem impulsiona uma estética moderna: cultos com LED, DJs, trap gospel, câmeras no palco e linguagem inspirada no entretenimento digital.

A digitalização acelerada pela pandemia consolidou um novo “púlpito”.

Hoje, evangélicos usam:

  • YouTube: 85%

  • TikTok: 65%

  • Instagram: 68%

Criadores como Deive Leonardo, Isadora Pompeo, Bispo Bruno Leonardo e Pastor Antônio Júnior passaram a ocupar espaço de celebridades nacionais, ultrapassando fronteiras religiosas.

O relatório identifica quatro dimensões em que o lifestyle gospel modifica o cotidiano brasileiro.

1. Comportamento

A moral cristã orienta rotinas familiares, lazer, moda, namoro e consumo de mídia.

2. Política

A fé aparece em 62,2% das conversas digitais. O debate é marcado por posições conservadoras, progressistas e proféticas, muitas vezes polarizadas.

3. Estética

Uma nova estética gospel surge entre os jovens:

  • streetwear com modéstia

  • cultos como experiências sensoriais

  • baladas gospel

  • o “coolto”, junção de culto e cultura pop

4. Consumo

A fé influencia escolhas econômicas. Segundo o estudo:

  • 58% compram produtos alinhados à fé

  • 58% pagariam mais por marcas com valores cristãos

  • 52% não se sentem representados em campanhas

  • 31%boicotaram empresas por posição contrária à religião

A falta de produtos voltados ao público evangélico impulsionou um setor próprio: editoras, gravadoras, faculdades, festivais, missões, cruzeiros temáticos e moda gospel.

Dois movimentos ganham destaque:

Teologia da Prosperidade

Associa fé a conquistas materiais, sucesso e abundância.

Gospel Premium

Transforma a fé em produto cultural aspiracional, unindo propósito, estilo de vida e consumo de alto padrão.

Para Lucas Reis, fundador da Zygon Adtech, o fenômeno é profundo:

“Vemos uma comunidade que atua onde o Estado falha — em educação, assistência social e acolhimento. Esse legado molda decisões econômicas, políticas e culturais das novas gerações”.

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Economia

Latam anuncia novas rotas em 2026 e bate recorde de destinos

A Latam Brasil vai ampliar sua malha aérea em 2026 com sete novas rotas domésticas e internacionais. O anúncio, feito nesta segunda-feira (17), reforça a estratégia de expansão da companhia, que deve alcançar 63 destinos nacionais e 28 internacionais diretos — o maior número da sua história.

As novidades começam já em janeiro e seguem ao longo do primeiro semestre. As novas ligações atendem tanto cidades do interior quanto grandes capitais, ampliando a conectividade dentro e fora do País.

A empresa inicia 2026 com quatro novos destinos dentro do Brasil.
A primeira rota será Guarulhos–Uberaba (MG), prevista para janeiro, com três voos semanais.

Outras três estreiam a partir de maio, todas com operações diárias:

  • Guarulhos–Juiz de Fora (MG)

  • Brasília–Campina Grande (PB)

  • Guarulhos–Caldas Novas (GO)

Todos os voos nacionais serão operados com aeronaves da família Airbus A320, modelo mais utilizado nas operações domésticas.

A expansão internacional também é robusta. A Latam vai inaugurar três ligações inéditas com saída de São Paulo:

  • Guarulhos–Amsterdã (Holanda) – a partir de abril

  • Guarulhos–Bruxelas (Bélgica) – prevista para junho

  • Guarulhos–Cidade do Cabo (África do Sul) – prevista para setembro

Todas contarão com três voos semanais e serão operadas com aeronaves Boeing 787, modelo de longo alcance utilizado nas rotas internacionais da companhia.

Hoje, a empresa já opera o trecho São Paulo–Joanesburgo. Com a expansão, fortalece sua presença na África e amplia conexões na Europa.

Durante coletiva de resultados do terceiro trimestre, o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, destacou que as sete novas rotas não incluem a entrada da nova frota Embraer.

A empresa deve receber:

  • 12 aeronaves E195-E2 até o final de 2026

  • 12 aeronaves adicionais em 2027

Segundo a companhia, a chegada desses equipamentos pode permitir até 35 novos destinos, sobretudo em cidades de médio porte, graças ao menor custo operacional e maior eficiência do modelo.

Além dos 24 pedidos firmes, o acordo com a Embraer inclui 50 opções de compra, garantindo flexibilidade para futuras expansões.

Desde 2021, a Latam passou de 44 para 59 aeroportos atendidos no Brasil.
No mercado global, a companhia opera hoje 90 destinos internacionais, sendo 28 rotas diretas a partir do País.

A expansão confirma a retomada acelerada da Latam após a pandemia e o fortalecimento da aviação brasileira no cenário global.

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Valinhos

Obras da Comgás começaram nesta segunda-feira, dia 10

Intervenções contemplam diferentes regiões do município e beneficiarão consumidores residenciais, comerciais e industriais

A partir desta segunda-feira, 10 de novembro, a Comgás, maior distribuidora de gás encanado da América Latina, inicia em Valinhos as obras de instalação e expansão da rede de gás encanado. As intervenções seguem o cronograma apresentado à Prefeitura e têm duração estimada de 60 dias, conectando novos consumidores dos segmentos residencial, comercial e industrial.

Segundo o planejamento protocolado na Secretaria de Obras Públicas, os serviços ocorrerão nos seguintes trechos:

  • Avenida Onze de Agosto, nos bairros Jardim Ribeiro, Vila Embaré e Vila Clayton;

  • Rua Ítalo Bordini, no Jardim do Lago;

  • Rua Rosina Folegatti Ferrari, no Jardim Santa Cecília;

  • Rua Atílio Sales Arcuri, no Jardim Santa Rosa;

  • Avenida Invernada, no Parque Nova Suíça;

  • Rua João Tordin, no Parque Terranova;

  • Avenida Independência, nos bairros Vila Olivo e Jardim Santo Antônio;

  • Rua Clark, nos bairros Macuco e Morro das Pedras;

  • Rua Dr. Eraldo Aurélio Franzese, no Jardim Paiquerê;

  • Rua dos Bolivianos, no Parque Nova Suíça;

  • Rua Antonio Valente, na Vila Pagano;

  • Rua Silvestre Chiari, nos bairros Jardim Bom Retiro e Residencial Nova Era;

  • Rua Gildo Tordini, na Vila Capuava;

  • Rua Vereador Antônio de Oliveira, no Lenheiro;

  • Rua Armando Vianini, na Vila Capuava (Jardim Santa Emília).

A execução utilizará o método não destrutivo, tecnologia que permite a instalação de tubulações subterrâneas com mínima interferência na superfície. O processo consiste na abertura de pequenos poços no solo, distanciados entre 100 e 150 metros, por onde passam equipamentos de perfuração horizontal que conduzem a tubulação.

Essa técnica reduz o tempo de execução, evita danos ao pavimento e minimiza impactos à mobilidade e ao entorno. Após a conclusão, as vias e calçadas são recompostas no padrão original.

A Comgás também reforçará a sinalização viária nas áreas afetadas pelas interdições temporárias, devidamente identificadas para garantir segurança e fluidez no trânsito.

Para dúvidas, solicitações ou emergências relacionadas às obras, a Comgás disponibiliza os seguintes canais de atendimento:


Central 24h: 08000-110-197
WhatsApp: (11) 3325-0197
Autoatendimento e chat online: virtual.comgas.com.br
E-mail: consumidor@comgas.com.br
Aplicativo Comgás Virtual: disponível na Apple Store e Google Play
Site: www.comgas.com.br/contato/fale-conosco

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RMC

Grupo Bimbo assume controle da Wickbold e reafirma compromisso com Hortolândia

Prefeito Zezé Gomes recebe representantes da nova controladora da Wickbold e reforça parceria para expansão de investimentos, geração de empregos e desenvolvimento social no município

Hortolândia escreve um novo capítulo em sua trajetória de desenvolvimento industrial. Nesta quarta-feira, 22 de outubro, o prefeito Zezé Gomes recebeu em seu gabinete o gerente executivo de assuntos corporativos do Grupo Bimbo do Brasil, Décio Novaes, representante da nova controladora da Wickbold, empresa símbolo da panificação nacional e uma das primeiras grandes indústrias a se instalar na cidade no início deste século. O encontro marcou o primeiro diálogo oficial entre a administração municipal e o grupo multinacional que, recentemente, teve a aquisição da Wickbold aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A reunião contou ainda com a presença da primeira-dama e secretária municipal de Inclusão Social, Maria dos Anjos, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Dimás Pádua, e do secretário adjunto, Rodrigo Oliveira. Durante a conversa, o executivo Décio Novaes reafirmou o compromisso do Grupo Bimbo com a operação de Hortolândia e sinalizou a intenção de realizar futuros investimentos na unidade local, fortalecendo a presença da marca na região.

O prefeito Zezé Gomes destacou a importância histórica da Wickbold para o município, lembrando que a instalação da fábrica foi um marco na consolidação de Hortolândia como polo industrial e logístico.

“A Wickbold faz parte da história de desenvolvimento da nossa cidade. É uma empresa que gera empregos, oportunidades e que vem ajudando a construir a identidade de Hortolândia como um dos principais centros produtivos do Estado. A chegada do Grupo Bimbo reforça essa vocação e abre novas perspectivas para o futuro”, afirmou o prefeito.

O Grupo Bimbo do Brasil é uma gigante global do setor de alimentos, com 80 anos de experiência e presença consolidada em mais de 30 países. Fundada no México em 1945, a companhia é líder mundial em panificação, detentora de marcas como Pullman, Plusvita, Ana Maria e Takis, e reconhecida por seu compromisso com a sustentabilidade, a inovação e o desenvolvimento regional. Com a autorização para aquisição da Wickbold, o grupo passa a administrar quatro unidades fabris localizadas nas regiões Sul e Sudeste e dez centros de distribuição espalhados pelo país, fortalecendo sua estrutura logística e produtiva no Brasil.

De acordo com os termos do acordo aprovado pelo Cade, o Grupo Bimbo manterá a continuidade das operações da Wickbold, garantindo segurança aos empregos e à cadeia de fornecedores.

“A operação segue sólida, com foco na transparência e no respeito às normas vigentes. Nosso compromisso é crescer junto com o Brasil, mantendo diálogo aberto com autoridades, comunidades e colaboradores”, afirmou Décio Novaes durante o encontro.

A secretária Maria dos Anjos destacou a importância da aproximação do grupo com o poder público local e sugeriu futuras parcerias voltadas ao desenvolvimento social e comunitário.

“Nossa gestão valoriza empresas que enxergam o social como parte de sua missão. O Grupo Bimbo chega a Hortolândia com essa visão de responsabilidade, e estamos abertos para construir projetos conjuntos que beneficiem as famílias e fortaleçam os vínculos comunitários”, disse a secretária.

Para o prefeito Zezé Gomes, essa transição representa não apenas uma mudança corporativa, mas também um sinal de confiança na economia local. “Acreditar em Hortolândia é acreditar no trabalho, no talento e na força do nosso povo. Estamos prontos para apoiar o crescimento da empresa e fortalecer essa parceria que gera emprego, renda e oportunidades para todos”, concluiu o prefeito.

O Grupo Bimbo reafirma que continuará investindo em inovação, sustentabilidade e valorização humana — pilares que o tornaram uma das maiores empresas de panificação do planeta.

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Economia

Vendas do Dia das Crianças devem crescer 1,1% e movimentar R$ 9,96 bi

© Rovena Rosa/Agência Brasil
NC aponta juros e inflação como obstáculos para expansão maior
Bruno de Freitas Moura – repórter da Agência Brasil
As vendas para o Dia das Crianças, no próximo dia 12, devem movimentar R$ 9,96 bilhões no comércio, o que representa alta de 1,1% em relação ao ano passado, quando as compras somaram R$ 9,85 bilhões. Caso a expectativa se confirme, será a melhor data dos últimos 12 anos.

A projeção divulgada nesta quarta-feira (1º) é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os quase R$ 10 bilhões esperados só ficam atrás de 2014 (R$ 10,5 bilhões). Os valores são reais, isto é, já incluem a inflação do período.

O Dia das Crianças é a terceira data mais importante para o comércio, ficando apenas atrás do Natal (R$ 72,8 bilhões em 2024) e do Dia das Mães (R$ 14,5 bilhões em 2025).

De acordo com a CNC, a maior fatia das vendas irá para o setor de vestuário e calçados, representando 27% do montante. Veja abaixo a expectativa para cada segmento:

  • Vestuário, calçados e acessórios: R$ 2,71 bilhões
  • Eletroeletrônicos e brinquedos: R$ 2,66 bilhões
  • Farmácias, perfumarias e cosméticos: R$ 2,15 bilhões
  • Móveis e Eletrodomésticos: R$ 1,29 bilhão
  • Hiper e supermercados: R$ 690 milhões
  • Outros segmentos: R$ 45 milhões

Freio dos juros

De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, apesar de as vendas esperadas serem as maiores em mais de dez anos, o aumento de 1,1% na passagem de 2024 para 2025 poderia ser maior, se não fosse o cenário atual de juros altos e inflação.

“A inflação ainda não está onde a gente quer, e os juros, justamente por conta disso, estão também em um patamar que ninguém deseja, um patamar muito elevado. Então, a combinação desses dois fatores explica por que as vendas não vão acelerar este ano, mesmo com o mercado de trabalho tão bom”, avalia.

Bentes explica que o juro elevado faz o crédito ficar mais caro e força o consumidor a fazer escolhas: “Vai parcelar o brinquedo, vai pagar o cartão de crédito? Se os juros estiverem lá em cima, o sujeito tem que colocar o pé no freio naquilo que não é considerado essencial para ele, e isso acaba prejudicando o comércio. O prejuízo acaba sendo maior para o comerciante que vende produtos financiados”, aponta.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central argumenta que mantém a taxa básica de juros, a taxa Selic, em 15% ao ano, para conter a inflação. A variação de preços somou 5,13% nos 12 meses encerrados em agosto, o que supera o teto da meta, de 4,5%.

Crédito caro e inadimplência

A CNC frisa que o juro alto causa um processo de encarecimento do crédito, o que deixou a taxa média para o consumidor em 57,65% ao ano no último mês de julho, o maior patamar para esse mês desde o ano de 2017, de acordo com dados do Banco Central.

A confederação acrescenta que o patamar dos juros também impacta no nível de inadimplência. O percentual de famílias com contas em atraso atingiu 30,4%, o maior patamar da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), iniciada em 2010.

Para além do Dia das Crianças, a CNC lembra que o comércio no país apresenta quatro meses seguidos de recuo nas vendas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação das crianças

O levantamento da CNC estima que a inflação dos produtos típicos das vendas de Dia das Crianças foi superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com alta de 8,5%, em média, em relação à data em 2024.

Dos 11 itens assinalados, quatro têm inflação esperada no campo de dois dígitos:

  • Chocolates: 24,7%
  • Doces: 13,9%
  • Lanche: 10,9%
  • Cinema, teatro e concertos: 10,3%

Fábio Bentes explica que essa inflação já está consolidada, ou seja, foi formada ao longo dos últimos 11 meses. Sobre o chocolate, ele aponta que o aumento no preço é relacionado a questões internacionais.

“O chocolate tem na produção uma commodity [matérias-primas negociadas com cotações internacionais], o cacau. Sempre que a gente tem algum choque no preço de uma commodity dessas, a gente acaba tendo uma repercussão no preço no mercado interno”, aponta. “Existem dezenas, talvez centenas ou milhares de marcas desse produto, vale a boa e velha pesquisa de preço”, sugere Bentes.

Já itens considerados carros-chefe das vendas, como brinquedos (4,1%) e roupas infantis (3,3%), terão inflação menor que o índice geral, segundo estimativa da CNC.

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