ESTRATÉGIA

Economia

Site próprio ganha protagonismo e se consolida como principal motor de vendas digitais em 2026

Foto: Freepik

Com 88% dos consumidores abandonando marcas após experiências digitais ruins, empresas apostam no site como centro da estratégia de conversão

O uso de sites corporativos como funis de vendas autônomos irá se consolidar em 2026, podendo elevar a receita em até 33%. A estratégia responde ao comportamento de 88% dos consumidores que abandonam marcas após experiências digitais ruins, conforme dados das plataformas Lucidpress e Dynatrace, respectivamente.

O setor de marketing digital identifica que o movimento de criar um “ecossistema” digital de geração de leads tendo um site como o protagonista é impulsionado pelos custos cada vez mais caros de anúncios e pelas frequentes mudanças nos algoritmos das redes sociais.

A autonomia dos visitantes também muda: atualmente, eles preferem avaliar produtos e serviços sem contato imediato com vendedores, exigindo que as páginas forneçam informações completas para decisões de compra.

Sites deixam de ser ‘vitrines’ e passam a fechar negócios

Empresas que compreendem por que registrar um domínio representa vantagem competitiva têm investido em ferramentas de autoatendimento, áreas de teste de produtos e calculadoras de ROI. A mudança permite que visitantes avaliem ofertas antes de contatar equipes comerciais, como informam as plataformas.

Os chamados “playgrounds de produtos” facilitam testes de funcionalidades sem compromisso. Sites que adotam essas técnicas registram um maior tempo de engajamento e entregam leads mais qualificados ao setor comercial.

Segundo a Serasa Experian, o conteúdo multimodal, que combina texto, vídeo e elementos interativos, determina se marcas serão citadas por ferramentas de Inteligência Artificial generativa como ChatGPT e Gemini, que substituem parte das buscas tradicionais. Essa visibilidade em motores generativos, chamada GEO (Generative Engine Optimization), depende da autoridade construída no domínio próprio.

O digital PR constrói a autoridade e o posicionamento das marcas com artigos originais, entrevistas na imprensa e presença constante, elementos que impulsionam resultados nas plataformas generativas mais acessadas. Em 2026, se a intenção é vender, a recomendação é entregar valor antes que o visitante decida entrar em contato, como pontuam os levantamentos.

Omnichannel transforma site em hub de experiência integrada

Nesse cenário, as empresas que estruturam o trabalho de como criar um site do zero à integração do desenvolvimento de núcleos que conectam redes sociais, e-commerce e lojas físicas conquistam vantagem competitiva.

Ferramentas como Instagram Shops e TikTok Stores agora permitem transações diretas integradas, garantindo uma jornada fluida. Esse modelo, chamado omnichannel, mantém experiência consistente independentemente do ponto de entrada.

Um cliente pode descobrir um produto no Instagram, pesquisar detalhes no site e finalizar a compra por aplicativo mobile, por exemplo. A sincronização entre canais depende de infraestrutura técnica que rastreia a jornada completa e mantém informações atualizadas em todas as plataformas.

Privacidade e autonomia digital garantem vantagem estratégica

A complexidade dos sites também deve ser correspondida na parte da segurança. A conformidade com protocolos HTTPS e leis de privacidade, como a internacional General Data Protection Regulation (GDPR) e a brasileira Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), impacta diretamente a reputação e o ranking em buscas. O controle da infraestrutura própria, incluindo a defesa, é hoje o principal diferencial frente à dependência de redes sociais.

A propriedade dos dados é apontada como um divisor estratégico. Enquanto as redes sociais retêm informações, o site próprio permite o controle da empresa para personalização e coleta de dados sobre comportamento, preferências e histórico que alimentam sistemas de IA. Com eles, é possível adaptar o conteúdo em tempo real ao comportamento do usuário, exibindo produtos ou serviços baseados em preferências passadas e intenção de compra.

Essa diferença se reflete na taxa de conversão: visitantes que encontram conteúdo relevante permanecem mais tempo e avançam pelo funil de vendas.

O uso de dados em tempo real está norteando decisões imediatas sobre layouts e chamadas para ação (CTAs). A estratégia permite que ajustes de performance sejam realizados internamente, eliminando a dependência de agências externas ou processos lentos de reformulação visual.

Outras ferramentas que ajustam as interfaces são as de design preditivo, que facilitam a navegação sem atualizações manuais constantes. O mecanismo de Realidade Aumentada já permite, em alguns casos, que clientes testem produtos virtualmente, sobrepondo cores ou tamanhos de itens em ambientes reais antes de finalizar compras. Já chatbots de IA guiam os usuários por jornadas personalizadas.

Acessibilidade impulsiona vendas e reduz custos com anúncios

Deixando para trás o posto de diferencial competitivo, a compatibilidade com leitores de tela e o design de alto contraste agora operam como normas obrigatórias de navegação. Sites acessíveis alcançam pessoas com deficiências visuais, auditivas ou cognitivas, ampliando o público potencial.

O Google, maior mecanismo de busca do mercado, prioriza plataformas que oferecem boas métricas de experiência do usuário nos resultados de busca, o que se traduz em visibilidade orgânica maior e redução de custos com anúncios pagos.

A conformidade com essas normas de acessibilidade também mitiga riscos jurídicos, garantindo que as organizações atendam aos requisitos legais vigentes. Além do aspecto legal, a melhoria na navegação otimiza a experiência para a totalidade dos usuários, reduzindo pontos de atrito durante a jornada de compra. Segundo especialistas, estruturas simplificadas possuem correlação direta com o aumento nas taxas de conversão de vendas.

A priorização de dispositivos móveis também se intensifica, com foco em tempos de carregamento ultrarrápidos e navegação intuitiva adaptada para uso por meio de celulares. Plataformas que não atingem tempos de resposta imediatos em smartphones registram evasão de visitantes antes mesmo da exibição do conteúdo. A otimização mobile afeta diretamente o posicionamento em buscas, já que o Google também usa a versão móvel como base para indexação.

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Brasil e Mundo

Trump anuncia retomada de testes nucleares nos EUA e culpa rivais globais

O presidente Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin se encontram em Anchorage, no Alasca. (Reuters/Kevin Lamarque)

Presidente cita China e Rússia como motivos e garante igualdade estratégica no poder nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retomada imediata dos testes de armas nucleares pelo país, citando os recentes testes de mísseis da Rússia e o crescente poderio nuclear da China como motivos para a decisão.

Em postagem no Truth Social, Trump afirmou que os EUA possuem mais armas nucleares do que qualquer outro país e que a medida é necessária para manter a paridade global. “Devido ao tremendo poder destrutivo, eu DETESTEI fazer isso, mas não tive escolha! A Rússia está em segundo lugar e a China em terceiro, mas estarão empatadas dentro de 5 anos”, disse o presidente.

Durante reunião com o líder chinês Xi Jinping, Trump reforçou que a ação é uma resposta às atividades nucleares de outras nações. Questionado sobre detalhes de locais e datas dos testes, ele afirmou que serão anunciados oportunamente.

Trump também destacou que não acredita que a retomada dos testes tornará o ambiente global mais perigoso, afirmando que os EUA têm controle sobre a situação. Ele defendeu a desnuclearização futura, incluindo Rússia e China, como ideal, mas enfatizou a necessidade de igualar os testes enquanto isso não ocorre.

O anúncio ocorre após o presidente alertar Vladimir Putin sobre a presença de um submarino nuclear americano próximo à costa russa, em reação aos testes de mísseis recentes. Trump criticou Putin por priorizar demonstrações de força em vez de buscar o fim da guerra na Ucrânia, e insinuou a possibilidade de sanções adicionais contra a Rússia.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que testou com sucesso um míssil de cruzeiro Burevestnik movido a energia nuclear, capaz de percorrer mais de 12.875 km e penetrar sistemas de defesa. O general Valery Gerasimov confirmou que o míssil percorreu 14.000 km em cerca de 15 horas durante o teste realizado em 21 de outubro.

Fontes: Fox News, Reuters

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Economia

A estratégia chinesa por trás do domínio global dos carros elétricos

Canteiro de obras da nova fábrica de veículos elétricos da BYD em Camaçari, Bahia, em 17 de novembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado

De subsídios massivos a planejamento de longo prazo, entenda como a China se tornou líder mundial em veículos elétricos, impulsionando empresas como a BYD e dominando cadeias de suprimentos essenciais, conforme reportagem da Agência O Globo 

Enquanto em muitos países os veículos elétricos ainda são considerados itens de luxo, a China se destaca como uma exceção, onde quase metade dos carros vendidos no ano passado eram elétricos. Antigamente conhecida como uma nação de bicicletas, a China agora é líder mundial nesse segmento.

O sucesso chinês no mercado de veículos elétricos é fruto de uma estratégia governamental de longo prazo. No início do século XXI, o governo chinês estabeleceu metas ambiciosas para dominar as “tecnologias do futuro”, incluindo os veículos elétricos. Wan Gang, um engenheiro que se tornou ministro do Comércio e da Ciência em 2007, é creditado como uma figura chave nessa transformação. Apesar de já ser o maior mercado automotivo global, as marcas chinesas não conseguiam competir com a qualidade e eficiência das montadoras europeias, americanas e japonesas em veículos a combustão.

Embora os veículos elétricos tenham sido incluídos no plano econômico chinês de cinco anos já em 2001, foi na década de 2010 que o governo começou a fornecer grandes subsídios para impulsionar o setor. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estima que, de 2009 ao final de 2023, o governo chinês investiu cerca de US$ 231 bilhões no desenvolvimento da indústria de veículos elétricos. Esse apoio financeiro e a assistência governamental se estenderam a consumidores, fabricantes de automóveis, fornecedores de eletricidade e baterias.

Essa estratégia incentivou empresas como a BYD a focar na produção de veículos elétricos, e a CATL, fundada em 2011, a se tornar responsável por um terço da produção global de baterias para veículos elétricos, fornecendo para gigantes como Tesla, Volkswagen e Ford. A combinação de planejamento de longo prazo e financiamento governamental também permitiu que a China dominasse cadeias de suprimentos críticas na produção de baterias e construísse a maior rede pública de carregamento do mundo.

Atualmente, a BYD lidera o mercado global de veículos elétricos, superando a Tesla. Impulsionada por um vasto mercado interno, a empresa agora busca expandir suas vendas no exterior, incluindo o Brasil, onde está construindo uma fábrica na Bahia. Além da BYD, outras startups chinesas estão produzindo veículos elétricos acessíveis para o mercado de massa.

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