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Cúpula dos Povos leva demandas sociais e ambientais à COP30

© Bruno Peres/Agência Brasil

Movimentos sociais, redes e organizações populares de todo o mundo se reuniram nesta quarta-feira, dia 12, às margens do Rio Guamá, em Belém (PA), para a abertura da Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30. A programação segue até 16 de novembro, na Universidade Federal do Pará (UFPA), com debates e atividades culturais voltados à justiça climática e à defesa dos territórios.

O primeiro ato político da Cúpula foi a Barqueata, em que embarcações navegaram do Rio Guamá até a Baía do Guajará, reunindo mulheres, jovens, ribeirinhos, pescadores, indígenas, quilombolas e agricultores familiares. Segundo Lider Gongora, ativista equatoriano e delegado do World Forum of Fisher Peoples (WFFP), “as águas da Amazônia estão trazendo as vozes que o mundo precisa ouvir: de quem defende a vida, os territórios e o clima”.

A abertura oficial ocorreu às 17h, no palco montado na UFPA, e incluiu debates sobre soberania alimentar, transição energética, enfrentamento ao extrativismo fóssil, racismo ambiental, direito à cidade e governança participativa, sempre considerando gênero, raça, classe e território.

O objetivo do encontro é fortalecer a construção popular e unir pautas socioambientais, antirracistas, anticapitalistas e antipatriarcais, conforme manifesto da Cúpula dos Povos. Além dos debates, a programação cultural inclui Feira dos Povos, Casa das Sabedorias Ancestrais e apresentações de artistas da Amazônia e de outras regiões do Brasil.

As atividades ocorrem diariamente, das 8h às 22h, no Campus do Guamá da UFPA.

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