ELEIÇÕES 2026

Valinhos

Valinhos tem mais de 700 eleitores com deficiência e prazo para adaptação termina em maio

Justiça Eleitoral utiliza dados de 2024 para planejar acessibilidade no pleito de outubro; cidade possui 74 seções preparadas para receber este público

As eleições gerais de 2026 trazem um desafio logístico importante para a inclusão em Valinhos. No próximo dia 4 de outubro, os eleitores escolherão presidente, governador, senadores e deputados. Em um eventual segundo turno, a votação ocorrerá no dia 25 de outubro.

Crescimento do eleitorado PCD

A Folha de Valinhos apurou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o número de eleitores com deficiência cresceu expressivamente. Em 2008, o município registrava apenas 52 eleitores nesta condição. Atualmente, os dados consolidados de 2024 mostram um total de 707 cidadãos aptos.

Deste grupo, 579 eleitores possuem voto obrigatório em nossa cidade. Além disso, a Justiça Eleitoral mapeou que a deficiência de locomoção atinge 184 pessoas. Esse perfil exige que as escolas e locais de votação ofereçam rampas e ausência de escadas.

Infraestrutura e prazos

Valinhos conta hoje com 273 seções eleitorais distribuídas em 33 endereços. No entanto, apenas 74 (27%)dessas seções possuem plena acessibilidade no momento. Por isso, o eleitor deve ficar atento ao prazo de 6 de maio. Esta é a data limite para solicitar a transferência para uma seção adaptada.

A radiografia detalhada do TSE revela outras necessidades específicas. A cidade tem 69 eleitores com deficiência visual que dependem de braille e áudio nas urnas. Outros 50 cidadãos possuem deficiência auditiva e podem demandar suporte visual ou intérpretes de Libras durante o exercício do voto.

Planejamento para outubro

Os números de 2024 servem como termômetro para a organização das Eleições 2026. Como o cadastro eleitoral continua aberto, a tendência é que o número de solicitações aumente. O objetivo do TSE é garantir que todo valinhense exerça sua cidadania com autonomia e respeito.

A Justiça Eleitoral reforça que a acessibilidade é um direito fundamental. Portanto, o mapeamento constante ajuda a identificar quais prédios públicos precisam de reformas urgentes. A participação ativa deste eleitorado fortalece a democracia e define o futuro político do estado e do país.

CMDPD – Barreiras urbanas são o maior desafio para eleitores com deficiência

Embora os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontem 707 eleitores com deficiência em Valinhos, o conforto dentro das seções eleitorais não reflete a realidade das ruas. Para Jony Anderson de Oliveira, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), a estrutura das salas de votação e o atendimento dos mesários são satisfatórios, mas o trajeto até a urna permanece como o principal obstáculo.

O presidente do Conselho destaca que a própria topografia de Valinhos, somada à falta de manutenção, prejudica o exercício do voto:

Entorno deteriorado: Calçadas em mau estado de conservação ao redor dos prédios públicos.

Mobiliário Urbano: Disposição de equipamentos nas vias que não consideram a diversidade humana.

Acessibilidade Comunicacional: A ausência de intérpretes de Libras em todas as seções, ficando restritos apenas às unidades de acessibilidade.

“A geografia do município por vezes não é favorável ao deslocamento, e isso, aliado à falta de manutenção das calçadas, dificulta a chegada ao local do pleito”, afirma Jony.

Com o prazo para atualização do cadastro eleitoral se encerrando em 6 de maio, o CMDPD prepara uma ofensiva de comunicação. O objetivo é mobilizar o público com deficiência para que solicitem a transferência para seções acessíveis a tempo das eleições de 2026.

Para o conselho, a ocupação desses espaços é a única forma de garantir a quebra de barreiras e o direito efetivo à cidadania. “Só é possível atingir nosso objetivo maior se as pessoas com deficiência estiverem e participarem de todos os eventos da sociedade”, pontua o presidente.

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Brasil e Mundo

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no segundo turno

Levantamento divulgado nesta terça-feira, dia 3, pelo Real Time Big Data mostra o atual presidente e o senador do PL em disputa acirrada pela preferência do eleitorado

A corrida presidencial de 2026 ganha novos contornos com a divulgação da pesquisa nacional do instituto Real Time Big Data nesta terça-feira, 3 de março de 2026. Conforme apurado pela Revista Fórum, o cenário de primeiro turno aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança, mas as simulações de um eventual segundo turno revelam um equilíbrio estatístico entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-09353/2026, ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%.

Cenários de Primeiro Turno

No primeiro cenário testado, Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 32%. Em terceiro lugar, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), registra 9%.

Em um bloco de empate técnico, com 2% cada, aparecem Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). Em simulações variando o candidato do PSD para Eduardo Leite, o presidente oscila para 40%, enquanto o senador do PL alcança 34%. Já em uma eventual candidatura de Ronaldo Caiado (Goiás), o goiano registra 5%, com Lula marcando 40% e Flávio 33%.

O Equilíbrio no Segundo Turno

A pesquisa indica que a disputa se torna mais estreita em confrontos diretos. No cenário principal entre os dois líderes das pesquisas, há um empate técnico:

Lula: 42% Flávio Bolsonaro: 41%

O equilíbrio também é observado em uma possível disputa entre Lula (43%) e Ratinho Júnior (39%). Contra outros nomes da direita, como Eduardo Leite, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, o atual presidente mantém uma vantagem mais confortável, oscilando entre 44% e 46%, enquanto os governadores e o ex-ministro variam entre 35% e 36%.

Dados Técnicos da Pesquisa

  • Instituto: Real Time Big Data

  • Amostra: 2.000 eleitores

  • Período: 28/02 a 02/03/2026

  • Margem de Erro: 2 pontos percentuais

  • Registro TSE: BR-09353/2026

  • Fonte: Revista Fórum

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Brasil e Mundo

Flávio Bolsonaro anuncia candidaturas de Michelle, Carlos e Jair Renan para 2026

Em entrevista concedida nesta sexta-feira, dia 13, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), detalhou o projeto eleitoral de sua família para o pleito de outubro de 2026. A estratégia foca na ocupação de cadeiras no Senado e na Câmara Federal, consolidando a influência do clã em diferentes unidades da federação enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece preso em Brasília.

O Clã no Legislativo

Segundo Flávio, os nomes e destinos já possuem encaminhamentos definidos:

  • Michelle Bolsonaro (PL Mulher): Deve disputar o Senado pelo Distrito Federal.

  • Carlos Bolsonaro (Vereador RJ): Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.

  • Jair Renan (Vereador Balneário Camboriú): Pré-candidato a deputado federal por Santa Catarina.

  • Eduardo Bolsonaro: Segue em atuação externa, mantendo articulações internacionais.

“Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa. Vai ficar cada um me ajudando dentro da sua área e na internet”, afirmou o senador, reforçando a importância da rede digital na campanha presidencial.

O Mistério da Vice-Presidência

Sobre a composição de sua chapa para o Planalto, Flávio descartou uma definição imediata. O objetivo é manter a posição de vice como uma “moeda de troca” para atrair partidos e evitar que siglas aliadas migrem para outras candidaturas prematuramente.

Apesar da cautela do candidato, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, já manifestou preferência por uma chapa mista. O nome da senadora Tereza Cristina (PP) é o favorito da cúpula do partido para atrair o eleitorado feminino e o agronegócio, embora a própria senadora afirme que a discussão “ainda é cedo”.

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Brasil e Mundo

Lula lidera intenções de voto contra Flávio Bolsonaro e governadores do PSD

Montagem com o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, que aparecem empatados no quesito pacificação política em pesquisa Real Time Big Data. Foto: Wilton Junior/Estadão

O instituto Real Time Big Data divulgou um levantamento inédito realizado entre os dias 6 e 7 de fevereiro de 2026 sobre a sucessão presidencial. A pesquisa testou três cenários diferentes, variando o candidato do PSD (partido de Gilberto Kassab), e apontou a liderança do atual presidente Lula em todas as hipóteses.

Cenários de Intenção de Voto (1º Turno)

O levantamento utilizou nomes de governadores do PSD para medir a força da chamada “terceira via” contra a polarização entre PT e PL.

Cenário 1 (Com Ratinho Jr):

  • Lula: 39%

  • Flávio Bolsonaro: 30%

  • Ratinho Jr (PSD): 10%

  • Romeu Zema (Novo): 3%

  • Brancos/Nulos: 7% | Indecisos: 8%

Cenário 2 (Com Eduardo Leite):

  • Lula: 40%

  • Flávio Bolsonaro: 32%

  • Eduardo Leite (PSD): 5%

  • Romeu Zema (Novo): 4%

  • Brancos/Nulos: 7% | Indecisos: 8%

Cenário 3 (Com Ronaldo Caiado):

  • Lula: 40%

  • Flávio Bolsonaro: 32%

  • Ronaldo Caiado (PSD): 6%

  • Romeu Zema (Novo): 4%

  • Brancos/Nulos: 7% | Indecisos: 8%

Percepção do Eleitorado: Economia, Social e Pacificação

A pesquisa também consultou os eleitores sobre quais nomes estariam mais preparados para lidar com os principais problemas do país.

Área Líder Segundo Lugar Destaques
Economia Lula (29%) Flávio Bolsonaro (20%) Ratinho Jr aparece com 14%
Social (Pobres) Lula (44%) Flávio Bolsonaro (17%) Ratinho Jr empata com Flávio (13%)
Pacificação Empate (24%) Empate (24%) Divisão exata entre Lula e Flávio

O empate no quesito pacificação política chama a atenção dos analistas, indicando que o país permanece profundamente dividido quanto à capacidade dos dois principais grupos políticos de reduzir conflitos e articular o diálogo nacional.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06428/2026.

Fonte: Pesquisa Real Time Big Data / Estadão.

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Flávio Bolsonaro articula Nikolas Ferreira para o Governo de Minas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) estuda lançar o deputado federal Nikolas Ferreira na disputa pelo Governo de Minas Gerais em 2026. Segundo informações da Folha de S.Paulo, a estratégia visa fortalecer o palanque presidencial no estado. Atualmente, o PL negocia essa aliança com partidos do “centrão”, como União Brasil e Progressistas. Minas Gerais é considerado um colégio eleitoral decisivo para qualquer candidato ao Planalto.

Alianças estratégicas e o papel de Romeu Zema

A viabilidade de Nikolas Ferreira depende da posição do atual governador, Romeu Zema (Novo). Interlocutores indicam que Zema poderá compor a chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente. No entanto, o atual vice-governador, Matheus Simões (PSD), também pretende concorrer ao governo estadual. Dessa forma, o PL busca um nome com forte apelo popular para evitar o isolamento em território mineiro.

Apesar das pressões, Nikolas Ferreira já manifestou anteriormente que não deseja disputar cargos majoritários no momento. Porém, o partido aposta no seu poder de mobilização digital para convencê-lo. Nikolas foi o deputado mais votado do país em 2022 e detém grande influência nas redes sociais.

Cenário político e alternativas do governo

Do lado governista, o presidente Lula monitora as movimentações. O plano inicial do PT era apoiar o senador Rodrigo Pacheco para o governo mineiro. Entretanto, diante da resistência de Pacheco, novos nomes surgiram como alternativas:

  • Cleitinho (Republicanos): Senador com perfil conservador.

  • Tadeu Leite (MDB): Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

  • Jarbas Soares: Ex-procurador-geral de Justiça.

Portanto, a definição de um nome forte para o Governo de Minas é prioridade para ambos os lados. Enquanto o PL tenta consolidar Nikolas Ferreira, o governo federal busca um palanque competitivo. Além disso, o STF autorizou recentemente que Nikolas visite o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão em Brasília. Assim, as movimentações de fevereiro devem ditar o ritmo das alianças para o próximo ano.

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Governador Tarcísio de Freitas confirma disputa pela reeleição em 2026

O governador Tarcísio de Freitas reeleição confirmou nesta sexta-feira, dia 30, sua decisão de disputar um novo mandato em São Paulo. Durante evento na capital, o governador negou qualquer “submissão” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Tarcísio rebateu críticas sobre sua identidade política após falas de Gilberto Kassab, secretário de sua gestão. Conforme o governador, sua postura reflete lealdade e gratidão a quem lhe abriu as portas.

A declaração ocorre após Kassab afirmar que o governador precisa construir sua própria imagem política. Portanto, Tarcísio ressaltou que estender a mão a aliados em momentos difíceis é uma questão de caráter. Ele reafirmou ser um “cara de time”, mas manteve sua independência nas opiniões. Além disso, o governador adotou um tom conciliador com Kassab, reconhecendo sua importância como dirigente nacional do PSD.

Estratégia para as eleições de 2026

Tarcísio anunciou sua candidatura ao governo estadual após visitar Jair Bolsonaro em Brasília. Ele pretende aliar a força política de São Paulo à estratégia nacional da direita. O governador também reafirmou seu apoio a Flávio Bolsonaro para a presidência, afastando especulações sobre sua própria candidatura ao Planalto. Dessa forma, ele foca em consolidar um grupo forte para as próximas eleições.

Destaques do cenário político:

  • Lealdade: Governador prioriza gratidão a Bolsonaro em momento de privação de liberdade.

  • Terceira via: PSD de Kassab articula nomes próprios como Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado.

  • Alianças: Tarcísio busca equilibrar o apoio estadual com as metas do grupo bolsonarista.

A decisão de Tarcísio de Freitas reeleição define o rumo político do estado mais rico do país. A estratégia visa fortalecer a direita em São Paulo e impulsionar a chapa aliada no cenário nacional.

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Encontro Tarcísio e Bolsonaro: Governador vai a Brasília nesta quinta

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro hoje, 29 de janeiro. O encontro ocorre na Papudinha, em Brasília. De acordo com o Estadão, este é o primeiro contato entre os dois após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.

Inicialmente, a reunião estava marcada para a semana passada. Contudo, Tarcísio cancelou o compromisso de última hora. Na ocasião, o governo paulista alegou conflitos na agenda oficial. Porém, bastidores indicam que o governador temia pressões políticas sobre o apoio à candidatura de Flávio.

Pressão política e críticas de aliados

Além disso, o cancelamento gerou mal-estar entre parlamentares bolsonaristas. O vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo, chegou a classificar a decisão como um equívoco. Dessa forma, a visita de hoje serve para reduzir as tensões no grupo político.

Regras da visita impostas pelo STF

Portanto, a reunião precisa seguir regras rígidas. O ministro Alexandre de Moraes autorizou o encontro apenas entre 11h e 13h. Da mesma forma, Moraes permitiu visitas de outros aliados nesta semana, como o ministro do TCU, Jorge Oliveira, e o senador Rogério Marinho.

Impacto para as eleições de 2026

  • Alinhamento: O grupo busca uma imagem de união entre o governo de SP e o ex-presidente.

  • Candidatura: O apoio de Tarcísio a Flávio Bolsonaro continua sendo o tema central dos bastidores.

  • Calendário: As visitas de aliados à Papudinha devem continuar nos próximos dias.

Afinal, o encontro de hoje define como será a relação de Tarcísio com o núcleo duro do PL para os próximos meses.

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Brasil e Mundo

Kassab articula alianças e joga em várias frentes para 2026

(Imagem: Marcelo Camargo | Agência Brasil)

Embora o calendário ainda marque 2025, o clima político em Brasília já é de 2026.
Nos bastidores, alianças começam a ser desenhadas para a próxima eleição presidencial.

Um dos principais articuladores desse cenário é Gilberto Kassab.
O presidente do PSD atua para se manter relevante em diferentes campos políticos.

Kassab trabalha para viabilizar o nome de Romeu Zema como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
A conversa teria avançado após um encontro realizado em São Paulo.

O acordo inclui apoio à candidatura de Matheus Simões ao governo de Minas Gerais.
Esse movimento pode enfraquecer Cleitinho, hoje o nome mais alinhado a Bolsonaro no estado.

A articulação revela um jogo político múltiplo.
Kassab atua em três frentes ao mesmo tempo.

Ele se aproxima da possível candidatura de Flávio Bolsonaro.
Mantém apoio ao projeto presidencial de Eduardo Leite.

Ao mesmo tempo, preserva sua relação com o presidente Lula.
O PSD comanda três ministérios no governo federal: Agricultura, Minas e Energia, e Pesca.

O PSD é uma das principais forças do Centrão, bloco que reúne partidos sem alinhamento ideológico fixo.
Essas legendas costumam negociar apoio conforme o cenário político.

Ao manter presença no governo federal, Kassab evita isolamento político.
Na prática, ele tenta se posicionar em todos os cenários possíveis de 2026.

Kassab é visto como um dos maiores negociadores da política brasileira.
Ele atua como um “meio-campista”, ditando o ritmo do jogo político.

A estratégia também indica que o Centrão pode não estar totalmente convencido da desistência de Flávio Bolsonaro do Planalto.
Isso reabre especulações sobre a disputa presidencial.

Para Flávio Bolsonaro, a possível aliança pode ser vantajosa.
Romeu Zema tem aprovação de 62%, segundo o texto original.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país.
Um vice com força local ampliaria o alcance da campanha.

Além disso, Flávio poderia contar com apoio de Tarcísio, em São Paulo, e Cláudio Castro, no Rio de Janeiro.

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Brasil e Mundo

Rejeição deve pesar mais que ideologia na disputa presidencial de 2026, diz especialista

Para cerca de um terço do eleitorado brasileiro, o resultado das próximas eleições para o governo federal deve ser decidido pelo voto no “menos pior”

A disputa presidencial de 2026 deve ser marcada menos pela força das identidades ideológicas e mais pelo peso de um eleitor que vota por rejeição, não por afinidade. Estimativas da Alfa Inteligência, uma das principais empresas de pesquisas do Basil, indicam que cerca de 32,5% do eleitorado brasileiro não escolhe seu candidato por alinhamento programático, mas por considerar a alternativa “menos pior”. Esse grupo, que é numeroso, volátil e decisivo, tende a definir o resultado da próxima eleição. Segundo o CEO da Alfa, Emanoelton Borges, compreender o comportamento desse eleitor será fundamental para qualquer campanha competitiva em 2026.

De acordo com o especialista, esse eleitor é altamente sensível a temas do cotidiano e reage menos a discursos ideológicos. “Há um grupo expressivo que quer estabilidade, previsibilidade e respostas objetivas para problemas concretos. Eles não se reconhecem plenamente em nenhum dos polos políticos, mas rejeitam fortemente um deles e acabam votando por exclusão. Esse movimento foi decisivo em 2022 e será ainda mais forte em 2026”, explica.

A análise da Alfa Inteligência mostra que o eleitor do “menos pior” se concentra sobretudo: nas regiões Sul e Sudeste, na classe média, entre jovens adultos, pequenos empreendedores e em segmentos evangélicos moderados, que não aderem integralmente a narrativas de confronto. Esse público costuma decidir tardiamente, acompanha debates com olhar crítico e demonstra pouco engajamento emocional com candidatos. Borges destaca que esse comportamento exige estratégias eleitorais mais técnicas e menos polarizadas. “Estamos diante de um eleitor que não quer guerra cultural; ele quer solução. Ele transcende bolhas ideológicas e busca resultados palpáveis, especialmente em áreas como segurança, saúde, economia e educação”, reforça.

A Alfa Inteligência aponta que a segurança pública deve assumir protagonismo na campanha presidencial. O avanço da criminalidade urbana, a sensação crescente de medo e a percepção de incapacidade do Estado para garantir proteção devem impulsionar o tema ao centro do debate nacional. Em seguida, aparecem: economia, sobretudo inflação percebida e renda real; saúde pública, ainda influenciada pelos impactos pós-pandemia; educação, com preocupação crescente entre famílias de classe média. “Quem conseguir traduzir propostas claras nesses quatro eixos, com narrativa coerente e capacidade de execução, sairá na frente. A disputa será menos sobre identidade partidária e mais sobre entrega”, ressalta Emanoelton.

Eleitor mais monitorado da história

Com tecnologia, plataformas de escuta contínua e análises de comportamento mais precisas, Borges avalia que 2026 será a eleição com o maior volume de monitoramento já realizado no Brasil. Isso torna o ambiente ainda mais dinâmico e mais desafiador.

“O eleitor de hoje muda de opinião mais rápido do que as campanhas conseguem perceber. Por isso, pesquisas qualificadas e diagnósticos constantes se tornam indispensáveis. Não se trata apenas de medir intenção de voto, mas de entender sentimento, rejeição, expectativas e frustrações. Quem conseguir ler essas curvas com precisão, vence”, completa o especialista.

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Brasil e Mundo

Lula lidera todos os cenários para 2026, aponta pesquisa Ipsos-Ipec

Nova pesquisa nacional da Ipsos-Ipec, divulgada nesta terça-feira, dia 9, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em todos os cenários testados para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026

Contra o recém-lançado candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula marca 38% das intenções de voto, enquanto o senador registra 19%.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre 4 e 8 de dezembro, em 131 cidades brasileiras, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança.

Cenário com Flávio Bolsonaro

Além de Lula (38%) e Flávio (19%), aparecem:

  • Ratinho Jr. (PSD-PR): 9%

  • Ronaldo Caiado (União-GO): 7%

  • Romeu Zema (Novo-MG): 5%
    Brancos e nulos somam 17%; não sabem ou não responderam, 6%.

Cenário com Tarcísio de Freitas

Quando o adversário principal é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os números se mantêm próximos:

  • Lula: 38%

  • Tarcísio: 17%

  • Ratinho Jr.: 9%

  • Caiado: 5%

  • Zema: 3%
    Brancos e nulos: 19%; indecisos: 8%.

Cenário com Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama aparece como terceira via bolsonarista:

  • Lula: 38%

  • Michelle Bolsonaro: 23%

  • Ratinho Jr.: 8%

  • Caiado: 5%

  • Zema: 4%
    Brancos e nulos: 16%; indecisos: 5%.

Cenário com Eduardo Bolsonaro

Se o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) for o nome da direita:

  • Lula: 38%

  • Eduardo: 18%

  • Ratinho Jr.: 9%

  • Caiado: 7%

  • Zema: 5%
    Brancos e nulos: 17%; indecisos: 6%.

Espontânea: Lula mantém vantagem

Na pergunta espontânea, sem apresentação de nomes, Lula aparece com 29%.
Jair Bolsonaro tem 18%.
Flávio Bolsonaro e Tarcísio surgem com 2% cada.
Michelle e Ratinho Jr. somam 1%.
Brancos e nulos chegam a 14%; indecisos, 30%.

Rejeição: Lula e Flávio lideram índices

Lula também lidera no índice de rejeição: 44% dos entrevistados dizem que não votariam nele de forma alguma.
Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 35%.
Depois vêm:

  • Eduardo Bolsonaro: 32%

  • Michelle Bolsonaro: 30%

  • Ratinho Jr. e Zema: 13% cada

  • Tarcísio: 11%

  • Caiado: 10% (o menos rejeitado)

Reeleição: maioria ainda prefere que Lula não concorra

Segundo a pesquisa, 57% avaliam que Lula não deveria tentar a reeleição em 2026 — queda em relação aos 62% do levantamento anterior.
Para 40%, ele deve disputar novo mandato.

Sobre merecimento, 56% consideram que Lula não merece ser reeleito; 40% acreditam que merece.

Peso do apoio de Bolsonaro

A influência do ex-presidente na escolha do eleitor aparece fragmentada:

  • Aumenta muito o voto: 20%

  • Aumenta um pouco: 7%

  • Diminui um pouco: 5%

  • Diminui muito: 25%
    Para 37%, o apoio não altera o voto.

Preferência sobre perfil ideológico do próximo presidente

O estudo também mediu o desejo do eleitor quanto ao alinhamento político do futuro presidente:

  • Direita bolsonarista: 21%

  • Direita não bolsonarista: 6%

  • Centro: 10%

  • Esquerda não lulista: 3%

  • Esquerda lulista: 15%
    Para 38%, o que importa é a capacidade de governar.

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