ELEIÇÕES 2026

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Governador Tarcísio de Freitas confirma disputa pela reeleição em 2026

O governador Tarcísio de Freitas reeleição confirmou nesta sexta-feira, dia 30, sua decisão de disputar um novo mandato em São Paulo. Durante evento na capital, o governador negou qualquer “submissão” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Tarcísio rebateu críticas sobre sua identidade política após falas de Gilberto Kassab, secretário de sua gestão. Conforme o governador, sua postura reflete lealdade e gratidão a quem lhe abriu as portas.

A declaração ocorre após Kassab afirmar que o governador precisa construir sua própria imagem política. Portanto, Tarcísio ressaltou que estender a mão a aliados em momentos difíceis é uma questão de caráter. Ele reafirmou ser um “cara de time”, mas manteve sua independência nas opiniões. Além disso, o governador adotou um tom conciliador com Kassab, reconhecendo sua importância como dirigente nacional do PSD.

Estratégia para as eleições de 2026

Tarcísio anunciou sua candidatura ao governo estadual após visitar Jair Bolsonaro em Brasília. Ele pretende aliar a força política de São Paulo à estratégia nacional da direita. O governador também reafirmou seu apoio a Flávio Bolsonaro para a presidência, afastando especulações sobre sua própria candidatura ao Planalto. Dessa forma, ele foca em consolidar um grupo forte para as próximas eleições.

Destaques do cenário político:

  • Lealdade: Governador prioriza gratidão a Bolsonaro em momento de privação de liberdade.

  • Terceira via: PSD de Kassab articula nomes próprios como Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado.

  • Alianças: Tarcísio busca equilibrar o apoio estadual com as metas do grupo bolsonarista.

A decisão de Tarcísio de Freitas reeleição define o rumo político do estado mais rico do país. A estratégia visa fortalecer a direita em São Paulo e impulsionar a chapa aliada no cenário nacional.

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Encontro Tarcísio e Bolsonaro: Governador vai a Brasília nesta quinta

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro hoje, 29 de janeiro. O encontro ocorre na Papudinha, em Brasília. De acordo com o Estadão, este é o primeiro contato entre os dois após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.

Inicialmente, a reunião estava marcada para a semana passada. Contudo, Tarcísio cancelou o compromisso de última hora. Na ocasião, o governo paulista alegou conflitos na agenda oficial. Porém, bastidores indicam que o governador temia pressões políticas sobre o apoio à candidatura de Flávio.

Pressão política e críticas de aliados

Além disso, o cancelamento gerou mal-estar entre parlamentares bolsonaristas. O vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo, chegou a classificar a decisão como um equívoco. Dessa forma, a visita de hoje serve para reduzir as tensões no grupo político.

Regras da visita impostas pelo STF

Portanto, a reunião precisa seguir regras rígidas. O ministro Alexandre de Moraes autorizou o encontro apenas entre 11h e 13h. Da mesma forma, Moraes permitiu visitas de outros aliados nesta semana, como o ministro do TCU, Jorge Oliveira, e o senador Rogério Marinho.

Impacto para as eleições de 2026

  • Alinhamento: O grupo busca uma imagem de união entre o governo de SP e o ex-presidente.

  • Candidatura: O apoio de Tarcísio a Flávio Bolsonaro continua sendo o tema central dos bastidores.

  • Calendário: As visitas de aliados à Papudinha devem continuar nos próximos dias.

Afinal, o encontro de hoje define como será a relação de Tarcísio com o núcleo duro do PL para os próximos meses.

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Kassab articula alianças e joga em várias frentes para 2026

(Imagem: Marcelo Camargo | Agência Brasil)

Embora o calendário ainda marque 2025, o clima político em Brasília já é de 2026.
Nos bastidores, alianças começam a ser desenhadas para a próxima eleição presidencial.

Um dos principais articuladores desse cenário é Gilberto Kassab.
O presidente do PSD atua para se manter relevante em diferentes campos políticos.

Kassab trabalha para viabilizar o nome de Romeu Zema como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
A conversa teria avançado após um encontro realizado em São Paulo.

O acordo inclui apoio à candidatura de Matheus Simões ao governo de Minas Gerais.
Esse movimento pode enfraquecer Cleitinho, hoje o nome mais alinhado a Bolsonaro no estado.

A articulação revela um jogo político múltiplo.
Kassab atua em três frentes ao mesmo tempo.

Ele se aproxima da possível candidatura de Flávio Bolsonaro.
Mantém apoio ao projeto presidencial de Eduardo Leite.

Ao mesmo tempo, preserva sua relação com o presidente Lula.
O PSD comanda três ministérios no governo federal: Agricultura, Minas e Energia, e Pesca.

O PSD é uma das principais forças do Centrão, bloco que reúne partidos sem alinhamento ideológico fixo.
Essas legendas costumam negociar apoio conforme o cenário político.

Ao manter presença no governo federal, Kassab evita isolamento político.
Na prática, ele tenta se posicionar em todos os cenários possíveis de 2026.

Kassab é visto como um dos maiores negociadores da política brasileira.
Ele atua como um “meio-campista”, ditando o ritmo do jogo político.

A estratégia também indica que o Centrão pode não estar totalmente convencido da desistência de Flávio Bolsonaro do Planalto.
Isso reabre especulações sobre a disputa presidencial.

Para Flávio Bolsonaro, a possível aliança pode ser vantajosa.
Romeu Zema tem aprovação de 62%, segundo o texto original.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país.
Um vice com força local ampliaria o alcance da campanha.

Além disso, Flávio poderia contar com apoio de Tarcísio, em São Paulo, e Cláudio Castro, no Rio de Janeiro.

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Rejeição deve pesar mais que ideologia na disputa presidencial de 2026, diz especialista

Para cerca de um terço do eleitorado brasileiro, o resultado das próximas eleições para o governo federal deve ser decidido pelo voto no “menos pior”

A disputa presidencial de 2026 deve ser marcada menos pela força das identidades ideológicas e mais pelo peso de um eleitor que vota por rejeição, não por afinidade. Estimativas da Alfa Inteligência, uma das principais empresas de pesquisas do Basil, indicam que cerca de 32,5% do eleitorado brasileiro não escolhe seu candidato por alinhamento programático, mas por considerar a alternativa “menos pior”. Esse grupo, que é numeroso, volátil e decisivo, tende a definir o resultado da próxima eleição. Segundo o CEO da Alfa, Emanoelton Borges, compreender o comportamento desse eleitor será fundamental para qualquer campanha competitiva em 2026.

De acordo com o especialista, esse eleitor é altamente sensível a temas do cotidiano e reage menos a discursos ideológicos. “Há um grupo expressivo que quer estabilidade, previsibilidade e respostas objetivas para problemas concretos. Eles não se reconhecem plenamente em nenhum dos polos políticos, mas rejeitam fortemente um deles e acabam votando por exclusão. Esse movimento foi decisivo em 2022 e será ainda mais forte em 2026”, explica.

A análise da Alfa Inteligência mostra que o eleitor do “menos pior” se concentra sobretudo: nas regiões Sul e Sudeste, na classe média, entre jovens adultos, pequenos empreendedores e em segmentos evangélicos moderados, que não aderem integralmente a narrativas de confronto. Esse público costuma decidir tardiamente, acompanha debates com olhar crítico e demonstra pouco engajamento emocional com candidatos. Borges destaca que esse comportamento exige estratégias eleitorais mais técnicas e menos polarizadas. “Estamos diante de um eleitor que não quer guerra cultural; ele quer solução. Ele transcende bolhas ideológicas e busca resultados palpáveis, especialmente em áreas como segurança, saúde, economia e educação”, reforça.

A Alfa Inteligência aponta que a segurança pública deve assumir protagonismo na campanha presidencial. O avanço da criminalidade urbana, a sensação crescente de medo e a percepção de incapacidade do Estado para garantir proteção devem impulsionar o tema ao centro do debate nacional. Em seguida, aparecem: economia, sobretudo inflação percebida e renda real; saúde pública, ainda influenciada pelos impactos pós-pandemia; educação, com preocupação crescente entre famílias de classe média. “Quem conseguir traduzir propostas claras nesses quatro eixos, com narrativa coerente e capacidade de execução, sairá na frente. A disputa será menos sobre identidade partidária e mais sobre entrega”, ressalta Emanoelton.

Eleitor mais monitorado da história

Com tecnologia, plataformas de escuta contínua e análises de comportamento mais precisas, Borges avalia que 2026 será a eleição com o maior volume de monitoramento já realizado no Brasil. Isso torna o ambiente ainda mais dinâmico e mais desafiador.

“O eleitor de hoje muda de opinião mais rápido do que as campanhas conseguem perceber. Por isso, pesquisas qualificadas e diagnósticos constantes se tornam indispensáveis. Não se trata apenas de medir intenção de voto, mas de entender sentimento, rejeição, expectativas e frustrações. Quem conseguir ler essas curvas com precisão, vence”, completa o especialista.

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Lula lidera todos os cenários para 2026, aponta pesquisa Ipsos-Ipec

Nova pesquisa nacional da Ipsos-Ipec, divulgada nesta terça-feira, dia 9, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em todos os cenários testados para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026

Contra o recém-lançado candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula marca 38% das intenções de voto, enquanto o senador registra 19%.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre 4 e 8 de dezembro, em 131 cidades brasileiras, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança.

Cenário com Flávio Bolsonaro

Além de Lula (38%) e Flávio (19%), aparecem:

  • Ratinho Jr. (PSD-PR): 9%

  • Ronaldo Caiado (União-GO): 7%

  • Romeu Zema (Novo-MG): 5%
    Brancos e nulos somam 17%; não sabem ou não responderam, 6%.

Cenário com Tarcísio de Freitas

Quando o adversário principal é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os números se mantêm próximos:

  • Lula: 38%

  • Tarcísio: 17%

  • Ratinho Jr.: 9%

  • Caiado: 5%

  • Zema: 3%
    Brancos e nulos: 19%; indecisos: 8%.

Cenário com Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama aparece como terceira via bolsonarista:

  • Lula: 38%

  • Michelle Bolsonaro: 23%

  • Ratinho Jr.: 8%

  • Caiado: 5%

  • Zema: 4%
    Brancos e nulos: 16%; indecisos: 5%.

Cenário com Eduardo Bolsonaro

Se o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) for o nome da direita:

  • Lula: 38%

  • Eduardo: 18%

  • Ratinho Jr.: 9%

  • Caiado: 7%

  • Zema: 5%
    Brancos e nulos: 17%; indecisos: 6%.

Espontânea: Lula mantém vantagem

Na pergunta espontânea, sem apresentação de nomes, Lula aparece com 29%.
Jair Bolsonaro tem 18%.
Flávio Bolsonaro e Tarcísio surgem com 2% cada.
Michelle e Ratinho Jr. somam 1%.
Brancos e nulos chegam a 14%; indecisos, 30%.

Rejeição: Lula e Flávio lideram índices

Lula também lidera no índice de rejeição: 44% dos entrevistados dizem que não votariam nele de forma alguma.
Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 35%.
Depois vêm:

  • Eduardo Bolsonaro: 32%

  • Michelle Bolsonaro: 30%

  • Ratinho Jr. e Zema: 13% cada

  • Tarcísio: 11%

  • Caiado: 10% (o menos rejeitado)

Reeleição: maioria ainda prefere que Lula não concorra

Segundo a pesquisa, 57% avaliam que Lula não deveria tentar a reeleição em 2026 — queda em relação aos 62% do levantamento anterior.
Para 40%, ele deve disputar novo mandato.

Sobre merecimento, 56% consideram que Lula não merece ser reeleito; 40% acreditam que merece.

Peso do apoio de Bolsonaro

A influência do ex-presidente na escolha do eleitor aparece fragmentada:

  • Aumenta muito o voto: 20%

  • Aumenta um pouco: 7%

  • Diminui um pouco: 5%

  • Diminui muito: 25%
    Para 37%, o apoio não altera o voto.

Preferência sobre perfil ideológico do próximo presidente

O estudo também mediu o desejo do eleitor quanto ao alinhamento político do futuro presidente:

  • Direita bolsonarista: 21%

  • Direita não bolsonarista: 6%

  • Centro: 10%

  • Esquerda não lulista: 3%

  • Esquerda lulista: 15%
    Para 38%, o que importa é a capacidade de governar.

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Flávio Bolsonaro confirma candidatura à Presidência em 2026

Flávio Bolsonaro posta foto ao lado de Tarcísio de Freitas Foto: Reprodução via X

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou estar ciente do movimento. Segundo ele, Flávio disse que Bolsonaro ratificou pessoalmente a escolha

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu lançá-lo como candidato do grupo político para as eleições de 2026. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 5, em publicação no X, com tom de missão nacional.

O senador afirmou que recebe a indicação “com grande responsabilidade” e a atribuiu à “maior liderança política e moral do Brasil”. O gesto reforça a sucessão no campo bolsonarista em meio à ausência de Bolsonaro da cena eleitoral.

Antes do anúncio público, Flávio comunicou a decisão ao Partido Liberal e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A informação havia sido antecipada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo Estadão.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou estar ciente do movimento. Segundo ele, Flávio disse que Bolsonaro ratificou pessoalmente a escolha.

“Flávio me disse que o nosso capitão ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos”, declarou Valdemar.

O senador também conversou com Tarcísio nesta semana. Nas redes sociais, publicou foto ao lado do governador.

Na nota divulgada no X, Flávio escreveu que o País vive “dias difíceis” e citou instabilidade, insegurança e desânimo. Em outra passagem, afirmou que não pretende “ver a democracia sucumbir”.

Ele acrescentou que assume a missão “diante de Deus e diante do Brasil”, afirmando acreditar que “Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada”.

Jair Bolsonaro está preso na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, desde 25 de novembro, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado — segundo decisão judicial que o condenou.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou visitas periódicas, especialmente de familiares. Flávio esteve com o pai na terça-feira, mas não mencionou ter tratado de candidatura naquele encontro.

A escolha de Flávio reacende o debate sobre os rumos da oposição. O movimento ocorre enquanto Michelle Bolsonaro cresce como porta-voz do bolsonarismo e enquanto aliados analisam alternativas regionais e nacionais.

Nesta semana, Flávio também declarou ter pedido desculpas a Michelle por divergências recentes sobre alianças no Ceará.

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