DIA DOS PAIS

RMC

O que Miguel aprendeu sendo pai de 17 crianças, entre filhos e acolhidos

Casal encara a participação no programa como uma missão – Crédito: Carlos Bassan

No Dia dos Pais, ele celebra a paternidade biológica e acolhedora, marcada por afeto, despedidas e novas chegadas

Este domingo, 10 de agosto, será um dia especial para um pai que tem 17 filhos no coração. Trata-se de Miguel Santa Maria, um peruano de 57 anos que, junto à sua esposa Majory, integra o Serviço Família Acolhedora de Campinas. Pai de três filhos biológicos já crescidos, Miguel e Majory sentiram o desejo de fazer parte do serviço, no qual estão há oito anos. Desde então, 12 crianças foram atendidas pelo casal. Na próxima quinta-feira, 14 de agosto, uma menina será acolhida, totalizando 14 crianças atendidas e 17 no total, considerando os filhos biológicos e os acolhidos.

O Serviço Família Acolhedora é uma modalidade de acolhimento destinada a crianças e adolescentes de 0 a 18 anos incompletos, que precisam ser afastados do convívio familiar por situações de violência ou negligência. Esse serviço, portanto, é uma alternativa ao acolhimento institucional, oferecendo um ambiente familiar temporário até que a criança ou adolescente possa retornar à sua família biológica ou ser encaminhado para adoção.

A decisão de ingressar no Família Acolhedora, conta Miguel, partiu de Majory.

“Muito antes de nós entrarmos, creio que pelo menos há 15 anos, ela conheceu o serviço pela televisão. Tínhamos esse desejo, mas não nos sentíamos preparados. Ela trabalhava na época e, quando saiu do trabalho e nossos filhos já estavam crescidos, decidimos começar. Embarcamos no Família Acolhedora e realmente não nos arrependemos nem um pouquinho. Estamos felizes com o que fazemos pelas crianças”, declarou Miguel.

Ele afirma que a experiência no Família Acolhedora ampliou seu conceito de paternidade. Para ele, ser pai não é uma tarefa simples, exigindo responsabilidade, carinho e dedicação. Destacou ainda que, no caso das crianças acolhidas, o cuidado é ainda mais imprescindível, pois muitas chegam em momentos delicados. O casal recebeu capacitação e apoio técnico da equipe do serviço. “O que nos motivou foi o afeto que sentimos por essas crianças”, afirmou.

Miguel considera um desafio emocional criar vínculo com a criança e depois se despedir no Família Acolhedora. Ele comenta que, embora exista a dor da separação, o casal encara esse atendimento como uma missão e se orgulha de ter oferecido cuidados no momento em que a criança mais precisava.

Para ele, a celebração do Dia dos Pais vai além da data no calendário, já que no Peru (seu país natal) é comemorada no terceiro domingo de junho, e simboliza a importância de oferecer presença e carinho. “Tenho orgulho dos meus filhos já encaminhados e também de poder estar ao lado de quem, neste momento, necessita muito de atenção.”

Família Acolhedora

O Serviço Família Acolhedora, mantido em Campinas pelo Sapeca e pelo ConViver, oferece um lar temporário a crianças e adolescentes afastados de suas famílias por decisão judicial. As famílias interessadas em participar podem entrar em contato com o ConViver pelos números (19) 3772-9699 ou 99368-1440 e com o Sapeca pelos números (19) 3256-6067 e 3256-6335.

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Alternativa

Um gesto de amor que transformou seis vidas e a de um casal

O engenheiro Cristiano de Souza Borges e sua esposa, Adriana, planejaram a família de uma certa forma. Mas a vida, com seus desafios e surpresas, os levou por um caminho diferente, revelando um tipo de amor que eles não imaginavam. O casal, que sonhava em ter filhos, descobriu a infertilidade. Em vez de desistir, eles abraçaram a possibilidade da adoção. O processo, que inicialmente parecia complexo, culminou em uma decisão que mudou tudo: adotar seis irmãos. Hoje, Cristiano e Adriana são pais de Lucas, Ana Laura, Luís, Maria Valentina, Maria Eduarda e Cauê. A rotina, antes tranquila, se tornou uma alegre e caótica miniempresa, movida à base de dedicação e, acima de tudo, muito amor. Nesta entrevista exclusiva à Folha de Valinhos, Cristiano, que celebra seu primeiro Dia dos Pais com sua nova família, fala sobre os desafios, as alegrias e o significado da paternidade.

FOLHA DE VALINHOS A decisão de adotar surgiu de um sonho de ser pai. Poderia nos contar um pouco sobre o momento em que você e sua esposa decidiram seguir esse caminho e o que isso representou para vocês?
Cristiano Resumindo, nos casamos abertos à vida. Após dois anos sem a vinda de filhos, começamos a suspeitar de infertilidade e iniciamos investigações. Foi um médico de São Paulo, Dr. José Monteiro Jr., quem me diagnosticou com fibrose cística. Ambos concordamos em não seguir pelas vias da fertilização artificial e vivemos juntos o luto da infertilidade, além de lidar com esse diagnóstico. Sempre sonhei em ser pai e sempre amei as crianças e meus sobrinhos. Sentia essa vocação latente em mim e não entendia por que ela me era negada.
Quem trouxe a possibilidade da adoção foi minha esposa, que abraçou minha infertilidade e considerou também como sua. Eu nunca havia pensado em adotar e fui resistente no início, por causa de alguns preconceitos. Precisei pesquisar, digerir e, enfim, decidir entrar no processo.

FV O processo de adoção é, muitas vezes, longo e complexo. Quais foram os maiores desafios que vocês enfrentaram até chegar ao momento da visita ao abrigo?
Cristiano O processo burocrático correu bem e relativamente rápido, durando 9 meses, o que foi necessário para o amadurecimento da nossa decisão e também para conhecermos melhor o universo da adoção através dos grupos de apoio à adoção (GAAs). O maior desafio, porém, foi não termos uma data para a chegada dos filhos. A “gestação” do coração pode durar desde algumas horas até mais de uma década, e, quando chega, é sempre de repente. Muitas vezes, durante a nossa espera, sentimos angústia e uma sensação de que isso nunca aconteceria.

FV Quando vocês conheceram as seis crianças, a ideia inicial não era adotar todos os irmãos. O que mudou e qual foi o estalo que fez vocês decidirem não separar a família?
Cristiano Estávamos habilitados para até três crianças de até 7 anos. Como a Vara da Infância não encontrou pessoas habilitadas para adotarem os seis irmãos, a Justiça os separou em dois grupos. Um desses grupos estava dentro do nosso perfil, e por isso fomos contatados. Desde o primeiro contato, fomos informados de que as três crianças que estavam no nosso perfil tinham mais três irmãos. Nossa primeira reação foi dizer não a esses três, pois não nos sentíamos confortáveis em separá-los. Uma psicóloga nos ajudou a perceber que não seríamos nós que os separaríamos, mas que a própria justiça já tinha tomado essa decisão. Isso nos ajudou a tirar o peso de uma possível culpa, e pedimos para conhecer os seis irmãos. Ao conhecê-los, vimos que todos eram muito unidos. Contudo, a angústia voltou, e, após muita oração, decidimos, mesmo sem imaginar essa possibilidade, pedir à Justiça a adoção do grupo todo. Essa decisão nos trouxe paz, confirmando que era a vontade de Deus para nossas vidas.

FV Como foi a experiência de, de um dia para o outro, se tornarem pais de seis crianças, e como essa transição, de não ter filhos para formar uma família grande, transformou a rotina e a dinâmica da sua casa?
Cristiano A vida mudou absolutamente e de forma radical da noite para o dia. Vendi minha caminhonete para comprar um carro maior, saí de um apartamento que vivia arrumado para uma casa mais viva e dinâmica, ajustamos toda a nossa rotina de horários e trabalho, e emagrecemos bastante. Contamos com a ajuda de toda a família e amigos nessa preparação, e foi tudo muito intenso e divertido. Com a chegada das crianças, foi preciso muita disciplina para impor a rotina e essa nova dinâmica familiar. Graças a Deus, a Dri é muito organizada e as crianças são dóceis. Todos nós, os oito, queríamos muito isso, e isso foi fundamental para tudo funcionar desde o início.

FV O que a paternidade, especialmente de forma tão grandiosa, ensinou a você sobre o amor e a resiliência?
Cristiano Quando eu sonhava com a paternidade, mesmo ciente dos desafios, sempre vinha à minha cabeça as cenas de propagandas de margarina. A paternidade real me mostrou que o amor nos torna mais fortes do que imaginávamos. Aliás, o amor desabrochou e continua desabrochando exatamente nos meus pontos fracos, quando decido amar a todo momento. Lembro-me, ainda na fase de aproximação, da primeira vez que cheguei em casa sem eles e senti uma dor de saudade no peito, uma vontade de chorar. No final do dia, quando termina meu expediente, sou eu quem busca as crianças na escola, e me lembro de um antigo orientador meu (que tinha 11 filhos!) falando sobre o “terceiro tempo”. Antigamente, nesse horário, eu estava exausto. Hoje, ao ver meus filhos sorrindo em cada escola, sou invadido por uma energia que não sei explicar.

Chego em casa e faço tudo com eles e para eles. Depois que eles vão dormir, ainda passo algumas vezes pelos quartos para vê-los dormindo. Me emociono e agradeço a Deus por eles.
Também nesse processo, passei a conhecer melhor meu pai. Quantas lições escondidas tenho tirado das memórias com ele! Graças a Deus, tive uma boa referência de pai em casa e busco fazer o mesmo com meus filhos.

FV Quais são as principais alegrias e os desafios de ser pai de seis filhos, cada um com sua história e personalidade?
Cristiano Definitivamente, não há tédio em casa. Sempre tem alguma coisa acontecendo! Se são seis vezes mais trabalho, também são seis vezes mais demonstrações de carinho. O tempo que levei para ser chamado de pai já foi superado pelo tanto de vezes que ouço isso nesses poucos meses. Sempre há alguém por perto, e acho muito gostoso observar as diferenças de personalidade e incentivá-los a desenvolver suas melhores qualidades. Acompanhar esse desenvolvimento gradativo é muito gratificante. Buscamos criar momentos em família, como leituras ou pequenos saraus, que me enchem de alegria. Basta estarmos só nós para que já seja uma mini-festa. Também gosto muito dos nossos jantares diários, pois a mesa está sempre cheia.

O maior desafio é ser pai de primeira viagem com seis filhos em diferentes estágios. Apesar de terem chegado juntos, eles não formam um bloco de seis crianças, mas são tratados como seis filhos únicos. Sempre buscamos criar oportunidades de estar a sós com cada um deles, o que é um grande desafio. A logística e a parte financeira também não são simples. Tudo é pensado de forma macro, como uma mini-empresa, e precisa estar totalmente organizado para funcionar bem.

FV A adoção de seis irmãos demonstra um amor e um altruísmo que inspiram. Para você, qual é a virtude mais importante para construir uma família, independentemente de como ela é formada?
Cristiano Penso que seja a generosidade. O estilo de vida moderno, com seus celulares e seu consumismo, muitas vezes rouba essa virtude de nós. De repente, julgamos que merecemos isso ou aquilo, e não percebemos que a verdadeira felicidade mora na simplicidade e na generosidade. Nascemos para deixar rastro e para servir, e ficamos genuinamente felizes quando fazemos isso. Como pano de fundo, colocaria a resiliência. A vida em família deve ser tratada com seriedade, requer tempo, estratégias e dedicação. O improviso faz parte, mas não podemos só improvisar.

FV Este será o seu primeiro Dia dos Pais vivenciado com seus seis filhos. Qual é a emoção de celebrar essa data agora como pai?
Cristiano Eu nem sei bem dizer. Lembro-me dos dias passados, quando eu ainda era só filho e visitava meu pai. Eram dias agradáveis, mas que expunham uma ausência. No Dia dos Pais do ano passado, eu tinha acabado de conhecer deles, mas ainda não os tinha conhecido de verdade. Este ano, estou muito feliz por poder visitar meu pai junto com meus filhos. Essa semana, sem querer, vi meu filho mais velho preparando um cartão. Meu coração acelerou. Só de pensar nisso, meus olhos lacrimejam.

FV Se você pudesse dar um conselho para outros casais que consideram a adoção, qual seria?
Cristiano A paternidade pela via da adoção requer uma vocação específica. Isso significa que nem todos que não podem ter filhos precisam recorrer à adoção, e que muitos que têm filhos biológicos também deveriam considerá-la. O processo jurídico não é tão complicado quanto se pensa; há todo um suporte por trás e é gratuito. Recomendo que entrem em contato com a Vara da Infância para obter informações e façam o curso preparatório oferecido por eles. Esse caminho ajuda a discernir, e não é necessário ter certeza antes de iniciar o processo. Hoje, há muitas crianças em abrigos, especialmente as mais velhas. Quem sabe uma delas não possa ser o(a) seu(sua) filho(a)?

FV O que significa para você, hoje, a palavra ‘pai’?
Cristiano Vocação. É um sacrifício de amor que preenche e completa. Só pude entender o quanto meus pais se preocuparam, se dedicaram e torceram por mim ao ter meus próprios filhos. É algo inexplicável.

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Economia

Serasa Experian estima mais de 112 mil tentativas de fraude neste final de semana

Datas comemorativas estão na mira dos criminosos para fazerem mais vítimas; expectativa da datatech aponta risco de mais de R$ 205 milhões em perdas para consumidores e empresas

Em datas comemorativas, o aumento nas compras online também amplia as oportunidades para a atuação de golpistas. Para o fim de semana do Dia dos Pais, celebrado no próximo dia 10, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, projeta mais de 112.690 mil tentativas de fraude em todo o país, atingindo setores como Varejo, Serviços, Bancos, Financeiras e Telefonia. Caso sejam bem-sucedidas, essas fraudes podem gerar prejuízos superiores a R$ 230,5 milhões para consumidores e empresas.

“O consumidor está cada vez mais digital, mas ainda vulnerável. Datas como o Dia dos Pais, que movimentam o varejo, também são aproveitadas por fraudadores para aplicar golpes mais sofisticados”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha. “Esses momentos de celebração são amplamente explorados por golpistas, que se aproveitam do apelo emocional e da pressa dos brasileiros em encontrar o presente ideal para aplicar golpes com engenharia social ainda mais convincente”.

A alta circulação de dados financeiros, impulsionada por promoções e compras emocionais, torna o ambiente digital especialmente exposto. Segundo Rocha, a atenção tem que ser redobrada: “A prevenção é o melhor presente. Antes de garantir uma surpresa para o seu pai, garanta sua própria segurança. O volume alarmante de tentativas de fraude projetado apenas para o fim de semana do Dia dos Pais reforça a necessidade de investimentos contínuos em autenticação, análise de comportamento e tecnologias antifraude em camadas. Proteger os dados e garantir jornadas digitais seguras é um desafio crescente — e deve ser prioridade para empresas e consumidores”.

Dicas para se proteger de fraudes neste Dia dos Pais:

  • Desconfiar de promoções muito atrativas, especialmente por links recebidos em redes sociais ou e-mails;
  • Evitar clicar em links de fontes desconhecidas e confirme sempre a veracidade do site antes de inserir seus dados ou efetuar pagamentos;
  • Usar senhas fortes e únicas para cada serviço e ative a autenticação em dois fatores sempre que possível;
  • Nunca compartilhar códigos de segurança ou senhas, mesmo que o pedido pareça vir de alguém conhecido;
  • Cadastrar suas chaves Pix apenas nos canais oficiais do banco e monitore constantemente o seu CPF para detectar qualquer movimentação suspeita.
  • Nunca enviar fotos do rosto ou gravações de voz por aplicativos de mensagem, redes sociais ou e-mail, principalmente para pessoas que não de sua confiança;
  • Atualizar sempre o sistema do celular, pois versões mais recentes corrigem falhas de segurança;
  • Utilizar autenticação em dois fatores sempre que possível.

Dicas para empresas:

  • Em um ambiente de negócios cada vez mais digital e interconectado, onde as fraudes evoluem e se ampliam rapidamente a prevenção à fraude em camadas não é apenas uma boa prática, mas uma necessidade estratégica;
  • Combinar biometria, geolocalização, validação de dispositivos e outras etapas na jornada para aumentar a eficácia da autenticação;
  • Investir em tecnologias de prevenção à fraude para proteger a integridade e a segurança das operações da sua empresa.
  • Garantir a qualidade e a veracidade dos dados das soluções de prevenção à fraude a partir de soluções que se aprimorem constantemente diante das mudanças e ameaças das fraudes;
  • Entender profundamente o perfil do seu usuário e buscar minimizar pontos de fricção em sua jornada digital, garantindo uma experiência fluida e sem comprometer a segurança.
  • Fazer da prevenção uma alavanca de experiência do cliente, diminuindo fricções com uma orquestração inteligente de soluções antifraude que ajuda a equilibrar segurança com fluidez na jornada digital;
  • Educar seus colaboradores, parceiros e clientes: Golpes com engenharia social podem começar com um e-mail falso ou uma ligação suspeita, e causar danos graves. Manter as pessoas informadas é uma das defesas mais eficazes contra fraudes.

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Alternativa

O amor que acolhe: A história de um pai que transformou vidas

 

Em Valinhos, Francisco de Assis Vieira encontrou no Programa Família Acolhedora uma missão de vida. Hoje, ele celebra o Dia dos Pais como um exemplo de amor incondicional e dedicação às crianças que passaram por sua casa

O ano de 2015 marcou uma nova era para a família de Francisco de Assis Vieira. Durante uma visita à Unidade Básica de Saúde do Jardim Pinheiros, sua esposa, Silvia, ouviu falar de um programa especial, desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos: o Família Acolhedora. Quando voltou para casa, Silvia compartilhou com Assis a proposta que mexeu com seus corações. Com dois filhos já adultos – Fernanda, de 35 anos, e Rodrigo, de 32 – o casal decidiu conhecer melhor o projeto. E foi a mensagem simples, porém poderosa, do folder de apresentação do programa que selou o destino: “a tempestade vem, mas a vida continua.” Decididos a ajudar crianças em momentos difíceis, Assis e Silvia abraçaram a missão de serem pais acolhedores.

Neste Dia dos Pais, a Folha de Valinhos presta uma homenagem a todos os pais valinhenses através da inspiradora história de Assis.

“Não tenho palavras para descrever a satisfação e a emoção de ser um pai acolhedor”, confessa Assis. Para ele, ser pai temporário transformou sua vida, mas o amor que dedica a essas crianças é tão intenso quanto o que oferece aos seus filhos biológicos.

Desde aquele primeiro contato com o Programa Família Acolhedora, já se passaram nove anos e, com eles, seis acolhimentos e nove vidas impactadas por um lar repleto de atenção, conforto, segurança e, acima de tudo, amor.

Assis lembra com carinho de cada criança que passou por sua casa. O primeiro acolhimento, em 2015, foi de uma menina de sete anos, que ficou com a família por sete meses. O segundo, de duas irmãs, uma de 8 e outra de 4 anos, também permaneceu por sete meses. O terceiro acolhimento foi uma menina de 9 anos, que viveu com eles por 1 ano e quatro meses. O quarto, um menino de 5 anos, ficou quatro meses sob seus cuidados. O quinto acolhimento trouxe um bebê de apenas três dias para sua casa, uma presença breve, mas marcante, de apenas 15 dias.

O sexto acolhimento é uma história ainda em construção no seio da sua acolhedora família. Em 2021, seu lar recebeu três irmãos: Emily, de 8 anos, Maria Eduarda, de 6, e Guilherme, de 5. Emily e Maria Eduarda estão com a família de Assis há três anos e oito meses, enquanto Guilherme chegou um pouco depois, e já vive lá há três anos e dois meses.

Para Assis, a rotina da família não mudou drasticamente ao se tornarem uma Família Acolhedora, já que seus filhos biológicos já haviam crescido.

“Nós os educamos da melhor forma possível e mostramos a eles uma nova maneira de ver a vida. Eu e minha esposa demonstramos que existe um mundo de amor e tranquilidade, onde eles podem continuar sendo crianças, sabendo que são preciosos e capazes de superar os desafios com amor”, declara Assis.

A cada acolhimento, uma nova experiência como pai se revela. E o que mais toca Assis é a alegria e os sorrisos que iluminam os rostos dessas crianças, reflexos do carinho e amor que ele e sua família compartilham. “Sabemos que elas chegam até nós enfrentando tempestades, mas como diz no slogan do programa, a tempestade vai passar e a vida vai continuar. Me orgulho muito de fazer da minha família esse abrigo, onde elas podem se sentir seguras enquanto a tempestade se dissipa.”

Assis, o Pai Acolhedor, conclui com uma reflexão que ressoa profundamente: “Cuidar de uma criança com todo amor e carinho de pai me mostrou que tenho um propósito de vida a ser cumprido. Espero que mais pessoas sintam essa necessidade de cuidar dessas crianças e oferecer a elas uma vida melhor, mesmo que por pouco tempo.”

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RMC

Bares e restaurantes da região de Campinas esperam aumentar em 20% o faturamento com o Dia dos Pais

Pesquisa revela otimismo entre empresários do setor de alimentação fora do lar

Campinas, 02 de agosto de 2024 – Com a chegada do Dia dos Pais, bares e restaurantes da Região de Campinas projetam aumento nas vendas. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indica que 78% dos estabelecimentos planejam abrir suas portas no domingo de Dia dos Pais, e dentre esses, mais da metade (65%) espera faturar até 20% mais em comparação com o ano passado. O levantamento também mostra que, em relação a um domingo comum, 57% dos empresários preveem um aumento de até 20% nas vendas.

“O Dia dos Pais não é uma data tão potente quanto o Dia dos Namorados e o Dia das Mães, mas ainda assim traz uma contribuição importante para o faturamento. No ano passado tivemos um bom segundo semestre, espero que o setor possa retomar esse bom momento, pois estamos precisando”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Apesar da expectativa de aumento nas vendas, a pesquisa da Abrasel revela que 60% das empresas operaram sem fazer lucro em junho. Desse total, 36% dos estabelecimentos estão operando em equilíbrio, enquanto 24% registraram prejuízo. Além disso, 40% das empresas possuem dívidas em atraso, refletindo os desafios enfrentados pelo setor.

Entre as empresas endividadas, 73% devem impostos federais, 47% devem impostos estaduais, 36% têm empréstimos bancários em atraso, 29% têm débitos com serviços públicos como água, luz, gás e telefone, 29% devem encargos trabalhistas e previdenciários, 27% estão em atraso com taxas municipais, 22% devem a fornecedores de insumos como alimentos e bebidas, 20% têm débitos de aluguel, 11% devem a fornecedores de equipamentos e serviços, e 6% estão em atraso com pagamentos a empregados.

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Economia

Dia dos Pais deve elevar em 20% faturamento de bares e restaurantes

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Empresas têm dificuldades para pagar dívidas

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Cerca de 79% dos estabelecimentos do setor de bares e restaurantes esperam faturar mais com as vendas no Dia dos Pais em comparação a igual data do ano passado. Para 65% deles, o aumento poderá ser de até 20%. É o que revela pesquisa feita entre os dias 22 e 29 de julho com 2.005 empresários de todo o país pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Setenta e oito por cento dos empreendimentos pretendem abrir no Dia dos Pais. A sondagem aponta também que, em relação a um domingo comum, 57% dos empresários preveem aumento de até 20% nas vendas. Do total de consultados, 7% afirmaram esperar expansão entre 21% e 30%, enquanto outros 7% mostraram-se mais otimistas, prevendo crescimento no faturamento superior a 30%.

Falando à Agência Brasil, o responsável por conteúdo da Abrasel, José Eduardo Camargo, disse que, apesar da expectativa de aumento de vendas, 60% das empresas operaram sem lucro agora em junho, englobando 36% que se mantiveram equilibradas e 24% que registraram prejuízo.

Em julho, esse número de estabelecimentos no prejuízo caiu para 24%. No total, 40% das empresas estão com dívidas em atraso. “É um quarto do setor que não está conseguindo trabalhar com resultado positivo. Isso é bem preocupante porque está se tornando crônico, muito em função de dívidas, principalmente”, observou Camargo.

Dívidas

A percepção de movimento é que está normal, disse. ”Não está havendo queda no movimento. As empresas é que estão com dificuldade para pagar dívidas atrasadas, por exemplo, o que afeta o resultado mas, não o faturamento”.

Da mesma maneira que ocorreu no Dia das Mães, Dia dos Namorados e no carnaval, as empresas aproveitam para retomar fôlego e, embora a data, historicamente, não seja tão potente como as demais, Camargo assegurou que “o pessoal está apostando bastante este ano”.

Entre as empresas endividadas, 73% devem impostos federais, 47% devem impostos estaduais, 36% têm empréstimos bancários em atraso, 29% têm débitos com serviços públicos como água, luz, gás e telefone, 29% devem encargos trabalhistas e previdenciários, 27% estão em atraso com taxas municipais, 22% devem a fornecedores de insumos como alimentos e bebidas, 20% têm débitos de aluguel, 11% devem a fornecedores de equipamentos e serviços e 6% estão em atraso com pagamentos a empregados.

“Os donos dos estabelecimentos privilegiam pagar os empregados, porque senão eles não conseguem ficar abertos, e também os fornecedores e serviços essenciais como água. Por isso, tem tanta gente devendo imposto”, analisou Camargo. Destacou, por outro lado, que ao longo do tempo isso vai causando para o empresário um problema cada vez mais importante.

Adesão

Para enfrentar essas dificuldades, a Abrasel está estimulando as empresas a aderirem ao novo Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse), restabelecido em 22 de maio deste ano pela Lei 14.859/2024, embora com limitações, cujo prazo se encerra no final desta sexta-feira (2), mesmo para empresas com restrições devido a dívidas em atraso. O programa oferece benefícios fiscais aos negócios do setor até alcançar o valor de R$ 15 bilhões de renúncia fiscal.

O Perse original foi instituído pela Lei 14.148/21 com o objetivo de criar condições para a retomada do setor de eventos no país, afetado pela pandemia de covid-19. A medida considerou também os bares e restaurantes. Ela estabelecia redução da alíquota de tributos como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto de Renda – Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) a zero pelo prazo de cinco anos. Mas o programa acabou revogado pela Medida Provisória 1.202/2023, após suspeita de fraudes, o que gerou grande número de ações na Justiça.

Setor

As empresas filiadas à Abrasel totalizam 1,4 milhão de negócios, envolvendo bares, restaurantes, lanchonetes, padarias com revenda, empresas que só fazem delivery, cafés e bistrôs. José Eduardo Camargo estimou que o setor de bares e restaurantes talvez seja o único que está em todos os municípios do país, mesmo os menores. “Tem uma capilaridade muito grande”, finalizou.

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