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Furacão Melissa chega à Jamaica com ventos de 260 km/h e risco extremo

Um coqueiro balança ao vento no Kingston Waterfront, na Ocean Boulevard, em Kingston, Jamaica, enquanto a Jamaica começa a sentir os efeitos do furacão Melissa no domingo, 26. Foto: Ricardo Makyn/AFP

O furacão Melissa alcançou a categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson, e ameaça a Jamaica com ventos de até 260 km/h, chuvas torrenciais e uma maré de tempestade com risco de morte, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

O fenômeno, que se aproxima lentamente da ilha caribenha, pode provocar até 76 centímetros de chuva e inundações catastróficas. “Os ventos destrutivos e as marés perigosas vão piorar ao longo do dia e durante a noite”, alertou o NHC nesta segunda-feira, dia 27.

A previsão é de que Melissa toque o solo jamaicano nesta terça-feira (28), atravessando Cuba e as Bahamas até quarta-feira, dia 29.

Epicentro e força recorde do furacão

Na manhã desta segunda, o centro de Melissa foi localizado a 205 quilômetros ao sul-sudoeste de Kingston, capital jamaicana, e a 505 quilômetros de Guantánamo, em Cuba. O furacão se move lentamente a 6 km/h em direção oeste.

Com ventos sustentados superiores a 250 km/h, Melissa é considerado o furacão mais poderoso da história recente da Jamaica. O NHC alerta que áreas do leste do país podem registrar até 1 metro de chuva, enquanto o oeste do Haiti pode receber 40 centímetros.

“Inundações repentinas e numerosos deslizamentos de terra são prováveis”, reforçou o centro norte-americano.

A tempestade já provocou pelo menos quatro mortes — três no Haiti e uma na República Dominicana. Outra pessoa segue desaparecida.

“Quero pedir aos jamaicanos que levem isso a sério. Não arrisquem com Melissa. Não é uma aposta segura”, alertou Desmond McKenzie, vice-presidente do Conselho de Gestão de Riscos de Desastres da Jamaica.

O governo jamaicano mantém alerta máximo e pede que a população permaneça em locais seguros e evite deslocamentos desnecessários.

O furacão deve atingir o leste de Cuba ainda na terça-feira, dia 28, com previsão de chuvas de até 51 centímetros e marés de até 4 metros acima do nível do solo.

As províncias de Granma, Santiago de Cuba, Guantánamo e Holguín estão sob alerta de furacão, enquanto Las Tunas está em alerta de tempestade tropical.

Segundo Evan Thompson, diretor do Serviço Meteorológico da Jamaica, Melissa pode se tornar o furacão mais devastador em décadas. Ele alertou que deslizamentos, enchentes e bloqueios de estradas podem atrasar os trabalhos de resgate e limpeza.

“Estamos em um momento muito sério nos próximos dias. Não tomem decisões tolas”, reforçou Daryl Vaz, ministro dos Transportes da Jamaica.

O NHC prevê ondas de até 4 metros na costa sul jamaicana, especialmente nas regiões próximas ao ponto de impacto do olho do furacão.

Com o avanço de Melissa, especialistas afirmam que o Caribe enfrenta um dos piores eventos climáticos dos últimos 20 anos. A combinação de chuvas intensas, ventos extremos e marés elevadas ameaça cidades inteiras, sobretudo em áreas costeiras e montanhosas.

As autoridades reforçam que o maior perigo ocorre após a passagem do olho do furacão, quando alagamentos e deslizamentos tendem a se intensificar.

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