Brasil e Mundo
EUA articulam milícias curdas para ofensiva terrestre indireta contra o Irã
Estratégia revelada por fontes à CNN aponta uso de grupos étnicos na fronteira com o Iraque para desestabilizar o regime de Teerã
O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de complexidade nesta sexta-feira, dia 6. Fontes confirmaram à CNN que a CIA está armando milícias curdas na fronteira com o Iraque, sinalizando o que especialistas chamam de “invasão terrestre indireta”. O objetivo central seria fomentar uma revolta armada interna no Irã, fragmentando as forças de defesa do país.
O papel estratégico dos curdos
Os curdos representam o maior grupo étnico do mundo sem um Estado próprio, com cerca de 30 milhões de pessoas distribuídas entre Turquia, Iraque, Síria e Irã. Historicamente aliados dos EUA, grupos como o KDPI — milícia que luta há décadas contra o regime de Teerã — estão agora no centro da estratégia americana.
A tática desenhada por Washington e aliados prevê uma guerra em duas frentes:
-
Aérea: Bombardeios coordenados por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos.
-
Terrestre: Ataques das milícias curdas pelo oeste, forçando o exército iraniano a deslocar tropas das cidades para as fronteiras.
Essa movimentação teria um efeito cascata: sem o exército nas ruas para reprimir protestos internos, o governo iraniano perderia a capacidade de conter uma possível queda “por dentro”, enquanto os curdos estabeleceriam bases aliadas em solo iraniano.
Riscos e o “fator Trump”
Apesar da robustez do plano, paira uma sombra de desconfiança histórica. Conforme detalhamos em análises anteriores, os curdos já foram utilizados e posteriormente abandonados pelos EUA em conflitos passados. “Se a revolta falhar e o apoio for retirado, os curdos ficariam expostos a um massacre”, alertam analistas internacionais.
Além disso, o governo do Iraque já emitiu um aviso formal de que não aceitará o uso de seu território como base de lançamento para ataques contra o Irã, o que pode gerar uma crise diplomática e militar ainda maior na região.
Destaques:








