COLUNA MOMENTOS

Alternativa

Ainda que você não veja

Coluna Momentos 

por pastor Rui Mendes Faria

A Bíblia nos ensina que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável.
Mas a verdade é que nem sempre conseguimos entender isso no momento em que estamos vivendo.

Há dias em que o coração fica apertado, a mente confusa e as perguntas se acumulam:
“Por que isso está acontecendo comigo?”
“Até quando vou ter que esperar?”
“Onde Deus está nessa situação?”

Esses sentimentos são humanos. Todos nós passamos por eles.
Mas há algo que precisamos guardar no coração: Deus nunca perde o controle da nossa vida. Mesmo quando não entendemos, Ele está cuidando.

Muitas vezes, o que hoje parece dor, amanhã será aprendizado.
O que hoje parece silêncio, amanhã será resposta.
E o que hoje nos faz chorar, amanhã se transformará em testemunho.

Se você que está lendo esta coluna vive um momento difícil, receba este conselho: não desista, não perca a fé e não endureça o coração. Confie. Deus está trabalhando, ainda que você não veja.

Na hora certa, tudo fará sentido.
E quando esse dia chegar, você entenderá que era Deus cuidando de você o tempo todo.

* Apóstolo Rui Mendes Faria – Comunidade Evangélica Cristo Vive

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Alternativa

2026: um ano para cuidar de gente

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria 

Entramos em 2026 carregando uma realidade que não pode mais ser ignorada. Nunca a humanidade teve tantas ferramentas, tanta tecnologia e tanta velocidade. E, paradoxalmente, nunca houve tanta gente emocionalmente esgotada.

Os noticiários mostram um fenômeno mundial: pessoas se afastando do trabalho, colapsando emocionalmente, desenvolvendo depressão, ansiedade e síndrome de burnout. Homens e mulheres que até pouco tempo eram produtivos hoje estão simplesmente sem forças para continuar.

Isso não é preguiça.
Não é falta de fé.
É o peso do século 21.

O novo sistema de trabalho exige cada vez mais desempenho, mais resultados, mais disponibilidade — enquanto reduz cada vez mais o espaço para o ser humano. Máquinas substituem pessoas. Algoritmos decidem destinos. A lógica é simples: quem não produz, perde valor.

E quando uma pessoa passa a valer apenas pelo que entrega, o resultado é devastador. A alma adoece. O corpo reage. O emocional entra em colapso.

Estamos vivendo uma crise silenciosa. Não é apenas uma crise econômica. É uma crise de sentido, de identidade e de propósito. Milhares de pessoas não estão cansadas apenas do trabalho — estão cansadas de viver uma vida que não faz mais sentido.

Por isso, 2026 precisa ser um ano de grande abertura.

Abertura dos olhos para a realidade.

Abertura do coração para quem sofre.

Abertura da consciência para entender que saúde emocional é tão importante quanto saúde física.

Nunca foi tão urgente falar de cuidado, escuta, empatia, espiritualidade saudável e cura interior. Precisamos reaprender a enxergar o ser humano não como uma função, mas como alguém que sente, sonha, sofre e precisa ser amado.

O mundo pode estar criando máquinas cada vez mais inteligentes.

Mas só o amor, o cuidado e a presença podem curar um coração quebrado.

Que em 2026 a gente não apenas corra atrás de metas — mas aprenda novamente a cuidar de gente.

* Apóstolo Rui Mendes Faria – Comunidade Evangélica Cristo Vive

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Alternativa

Janeiro Branco

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria 

Janeiro Branco é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental. O objetivo é chamar a atenção para as doenças emocionais e psicológicas que, muitas vezes, permanecem ocultas, mas afetam profundamente a vida das pessoas.

Traumas emocionais, experiências de abandono, rejeição, amargura e dores não elaboradas ficam registradas na mente e na alma. Quando não são reconhecidas e tratadas, essas feridas internas podem evoluir para quadros de ansiedade, depressão, síndrome do pânico e outros transtornos emocionais que comprometem a qualidade de vida.

Atuo há muitos anos no cuidado da saúde emocional. Sou terapeuta cognitivo-comportamental cristão e trabalho com reprocessamento emocional, um método que auxilia pessoas a revisitarem experiências do passado para reorganizar emoções, pensamentos e comportamentos, possibilitando a construção de um futuro mais saudável. Ao longo dessa trajetória, tive contato com histórias profundas e sofrimentos silenciosos que raramente são percebidos por quem está ao redor.

Nesta edição da coluna Momentos, o convite é direto e necessário: olhar para dentro de si. Avaliar como está a mente, identificar emoções não resolvidas e reconhecer sinais de desgaste emocional é um passo fundamental para a prevenção de transtornos mais graves.

Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade pessoal. Quando a mente é cuidada, a vida ganha equilíbrio, clareza e novas perspectivas.

 

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Alternativa

2026 : O ano em que você decide quem vai governar sua vida

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria

Já estamos em 2026. Um novo ano começa, trazendo expectativas, desafios e escolhas. Mais do que promessas vazias, este é o tempo de definir prioridades que realmente sustentem a vida ao longo dos próximos 365 dias.

A primeira e mais importante decisão é colocar Deus no controle de tudo: da vida pessoal à família, do trabalho aos sonhos. Quando Deus governa, o coração encontra direção, equilíbrio e paz.

Em segundo lugar, organize seus projetos. Coloque no papel seus planos, metas e responsabilidades. Planejar não é falta de fé, é sabedoria para viver com clareza e propósito.

O terceiro ponto é essencial: não viva refém das notícias da televisão ou das redes sociais. O excesso de informações negativas gera medo, ansiedade e desgaste emocional. Se tudo foi entregue a Deus, é Ele quem governa o seu ano — não o caos externo.

Em quarto lugar, não permita que ninguém sufoque seus sonhos. Pessoas negativas projetam frustrações e enfraquecem a fé. Afaste-se do que drena sua esperança, porque o negativo atrai o negativo.

Por fim, uma escolha simples e poderosa: decida ser feliz todos os 365 dias do ano. A felicidade não está na ausência de problemas, mas na decisão diária de viver com fé, esperança e gratidão.

Que 2026 seja um ano governado por Deus e vivido com propósito.

* Apóstolo Rui Mendes Faria – Comunidade Evangélica Cristo Vive

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Alternativa

2026: O Ano de Recolocar a Esperança no Lugar Certo

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria

À medida que 2025 se despede e um novo ano se aproxima, somos convidados a refletir com maturidade e sobriedade. Não para lamentar o que passou, mas para aprender com aquilo que vivemos.

Ao longo de 2025, muitos depositaram expectativas excessivas em homens. Houve quem acreditasse que líderes, presidentes ou sistemas humanos seriam a solução definitiva para os problemas do mundo. Sem perceber, transferimos para figuras humanas uma esperança que nunca deveria ter saído de Deus.

Homens são homens. São limitados, falhos, sujeitos ao tempo, às pressões e às próprias contradições. Podem acertar, mas também podem errar. Quando colocamos nossa esperança absoluta em homens, inevitavelmente nos frustramos — não por maldade, mas por limitação humana.

Deus, porém, é diferente.

Deus é verdadeiro.
Deus não negocia Seus princípios.
Deus não muda conforme o cenário.
Deus não falha.

A Bíblia nos orienta com sabedoria quando diz que é melhor confiar no Senhor do que colocar a esperança absoluta em homens. Não se trata de desrespeito às autoridades, mas de compreensão espiritual: homens passam, Deus permanece.

Entrar em 2026 é uma oportunidade de ajuste interior. É tempo de reposicionar o coração e começar o ano colocando a esperança no lugar certo: em Deus. Não em promessas humanas, não em discursos, não em poderes terrenos — mas no Senhor que governa acima de tudo.

Quando Deus está no centro, Ele organiza o restante.

Cuidamos melhor dos nossos filhos.
Fortalecemos o casamento.
Honramos o trabalho.
Vivemos com equilíbrio e gratidão.

Pedimos a Deus que mantenha o nosso trabalho com dignidade e sucesso, que não falte nada na dispensa da nossa casa. Que haja o suficiente — não apenas para nós, mas, se possível, para repartir com outros. Nossa dispensa, nosso pequeno armazém, torna-se lugar de provisão, cuidado e generosidade.

Deus não promete luxo, mas garante cuidado.
Deus não promete ausência de desafios, mas assegura presença.
Deus não promete facilidade, mas fidelidade.

Que 2026 seja o ano em que escolhemos confiar menos em homens e mais em Deus. O ano em que ajustamos expectativas, alinhamos o coração e caminhamos com fé, responsabilidade e esperança viva.

Quando Deus é a nossa esperança, o futuro não assusta — ele descansa.

Rui Mendes Faria

Pastor, Escritor e Terapeuta

Comunidade Evangélica Cristo Vive – Valinhos

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Alternativa

Quando o Natal perde o silêncio

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria 

 

 

As praças estão lindas.

Luzes por todos os lados.

Árvores gigantes, presépios iluminados, música ambiente.

 

Os shoppings estão cheios.

Sacolas nas mãos.

Compras impulsivas.

Gastos que ultrapassam o que cabe no bolso e, muitas vezes, no coração.

 

Tudo isso faz parte do cenário do Natal moderno.

 

Mas precisamos ter coragem de perguntar:

em que momento o Natal ficou tão barulhento por fora e tão silencioso por dentro?

 

A beleza das praças encanta os olhos.

Os enfeites impressionam.

As vitrines seduzem.

 

Nada disso é errado em si.

O problema começa quando a culminância do Natal se torna o consumo — e não a consciência.

 

Quando a extravagância tenta preencher vazios que presentes não conseguem alcançar.

Quando compramos mais para compensar menos tempo, menos diálogo, menos presença.

Quando o cartão substitui o abraço e o presente tenta calar culpas.

 

O Natal virou pressa.

Virou disputa.

Virou comparação.

 

E, paradoxalmente, nunca vimos tantas pessoas tristes em meio a tantas luzes.

 

Jesus nasceu longe dos centros comerciais.

Não havia vitrines em Belém.

Não havia ouro nas paredes, nem holofotes no céu — apenas uma estrela silenciosa guiando corações atentos.

 

Ele nasceu na simplicidade para nos ensinar que o essencial não precisa de extravagância.

 

Jesus só morreu e ressuscitou porque um dia nasceu.

E Ele nasceu para nos libertar não apenas do pecado, mas também da escravidão de uma vida vazia de sentido.

 

O Natal não foi criado para endividar famílias.

Foi criado para reconciliá-las.

 

Não foi feito para gerar ansiedade.

Foi feito para gerar esperança.

 

Não foi feito para impressionar pessoas.

Foi feito para alcançar corações.

 

Talvez o maior desafio deste Natal não seja comprar o presente certo,

mas resgatar o silêncio,

olhar para dentro,

e permitir que Jesus nasça novamente — não nas praças, mas na alma.

 

Porque luzes se apagam.

Enfeites são guardados.

Promoções acabam.

 

Mas quando Cristo nasce dentro de nós,

o Natal permanece o ano inteiro.

 

Esse é o Natal que transforma.

Esse é o Natal que explica a cruz.

Esse é o Natal que ainda faz sentido.

 

Apóstolo Rui Mendes Faria Comunidade Evangélica Cristo Vive

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Alternativa

A noite em que a esperança respirou entre nós

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria 

 

Há noites que passam como qualquer outra.

Mas há noites que rasgam a história, atravessam os séculos e continuam falando… mesmo depois de dois mil anos.

 

Aquela foi a noite em que a esperança respirou entre nós.

 

Depois de ouvir o anúncio do anjo, Maria caminhou carregando dentro de si o impossível:

Deus fazendo morada no ventre de uma menina simples de Nazaré.

José, assustado, porém obediente, aceitou o chamado mais difícil que um homem poderia receber:

proteger a promessa que salvaria o mundo.

 

E assim os dois, marcados por um milagre que poucos entenderiam, iniciaram a viagem até Belém.

As estradas eram longas, o cansaço era real, e o mundo parecia não ter pressa para receber o Salvador.

 

Belém estava cheia.

Portas fechadas.

Hospedarias sem espaço.

Pessoas indiferentes, preocupadas com seus próprios afazeres — como acontece até hoje.

 

Mas Deus não precisa de palco humano quando Ele mesmo escreve o roteiro da eternidade.

 

Enquanto a cidade vivia sua rotina barulhenta e distraída, o céu preparava algo que mudaria tudo.

Uma estrela surgiu iluminando um ponto exato da terra.

Os anjos se alinharam como um grande coral invisível.

E o silêncio daquela noite se tornou o ambiente perfeito para o nascimento da maior esperança que o mundo já conheceu.

 

Foi então, num lugar que ninguém escolheria — uma estrebaria — que aconteceu o indescritível.

Entre palha, cheiro de animais e a simplicidade mais profunda, o Filho de Deus abriu os olhos pela primeira vez.

 

Não houve tapete vermelho.

Não houve clarins da realeza.

Não houve aplausos humanos.

 

Houve algo maior.

 

Houve o céu respirando dentro da terra.

Houve divindade vestida de humanidade.

Houve um choro de bebê que ecoou como o som da eternidade dizendo:

“Vocês não estão sozinhos.”

 

Naquela noite, a esperança não foi apenas anunciada.

Ela nasceu.

Ela respirou entre nós.

Ela caminhou entre nós.

Ela viveu entre nós.

 

E até hoje, sempre que dezembro chega…

é como se a criação inteira lembrasse desse momento.

As luzes piscam não apenas por tradição, mas porque, há mais de dois mil anos,

a Luz verdadeira decidiu brilhar para sempre.

 

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Dezembro: Quando o Céu Tocou a Terra

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria 

Dezembro sempre chega diferente.

Mesmo que os calendários sigam o mesmo ritmo, parece que este mês tem pressa. As ruas ganham luzes, as casas se enfeitam, as árvores de Natal surgem nas salas como pequenas janelas para a esperança. Há um brilho no ar que não vem apenas dos enfeites — vem da memória espiritual que atravessa séculos.

Mas, neste dezembro, quero usar este espaço para falar do porquê este mês é tão importante.

Porque dezembro não é apenas o mês das festas… é o mês do nascimento da maior promessa que Deus já fez à humanidade.

Muito antes da manjedoura, muito antes da estrela, muito antes dos pastores…

tudo começou com uma aliança.

 

✨ A Aliança que Mudou a História

Quando Deus chamou Abraão, Ele não estava apenas iniciando a história de um povo; estava dando início a um plano eterno.

Uma aliança de fé, de promessa e de futuro.

De geração em geração, essa promessa foi atravessando famílias, cidades, reinos e séculos… até chegar a uma jovem descendente de Abraão: Maria.

Sim, uma jovem simples, de uma pequena vila chamada Nazaré — noiva de um homem reto, José.

Ninguém imaginava que, através dela, a eternidade entraria no tempo.

 

✨ O Dia em que o Céu Desceu

 

Imagine comigo essa cena.

Um dia comum.

Luzes de casa acesas, cheiro de pão, poeira da estrada. Nada anunciava algo extraordinário.

Mas o céu decidiu descer.

Um anjo — Gabriel — entrou naquele espaço simples carregando uma notícia que mudaria todos os séculos seguintes.

A Bíblia diz que ele saudou Maria com graça, e naquele instante o ambiente se encheu de uma paz que não era deste mundo.

Ao mesmo tempo, o coração da jovem se apertou: como compreender o impossível?

Uma virgem.

Noiva de um carpinteiro.

Recebendo dentro de si a semente do Deus Todo-Poderoso.

O sobrenatural encontrou a simplicidade.

E o plano de Deus encontrou seu caminho.

 

Essa é a beleza do Natal: Deus escolhe o improvável para realizar o impossível.

 

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Quando a Alma Decide Viver de Novo

Coluna Momentos 

por Pr. Rui Mendes Faria

 

Nos últimos meses tenho testemunhado algo que só quem vive o dia a dia da dor humana consegue enxergar: a força escondida dentro de pessoas que, por fora, pareciam não ter mais forças. Pessoas que decidiram lutar pela própria vida — e vencer.

Acompanhei um homem de 45 anos, devastado pelo crack. Chegou quebrado, sem brilho nos olhos, carregando anos de dependência química. E, para a surpresa de muitos, em apenas três meses estava limpo. Não foi mágica, não foi fórmula terapêutica, muito menos mérito meu.

 

Foi mérito dele.

Da sua decisão.

Da sua entrega.

Do seu “chega!”.

 

Como também acompanhei pessoas que fumaram maconha por anos, acreditando que não conseguiriam viver sem isso. Hoje estão livres — porque quiseram mudar.

Porque escolheram viver.

E assim tem sido também com casamentos destruídos, casais que chegam acreditando que o amor acabou, que o respeito foi embora, que a comunicação morreu. A cada sessão, percebo que, quando o orgulho cede espaço à humildade, quando ambos decidem olhar um para o outro com verdade, algo renasce.

Não sou eu quem reconstrói lares.

É a decisão deles — e a graça de Deus que sopra vida onde havia cinzas.

 

Tenho visto ainda pessoas que carregam depressão profunda, pânico, medo, crises silenciosas que ninguém vê. E percebo uma verdade que preciso compartilhar:

o único que realmente conhece o ser humano por dentro,

a única pessoa que enxerga onde nenhum terapeuta, nenhum exame e nenhuma conversa alcança,

é Deus, o Criador da mente.

 

A mente humana é uma obra divina.

E quem cria é quem ajusta.

Quem faz é quem cura.

Quem conhece é quem restaura.

 

A Terapia Cognitiva Comportamental Cristã (TCCC) me permite caminhar ao lado das pessoas, iluminar caminhos, reorganizar pensamentos, respirar com elas.

Mas o que transforma de verdade não é a técnica —

é o toque de Deus alinhando o cognitivo, restaurando a emoção e renovando a esperança.

 

Eu caminho junto.

Eu ensino.

Eu oriento.

 

Mas quem levanta, quem rompe, quem renasce…

é a própria pessoa.

E quem ajusta o que nenhum humano consegue, é Deus.

Por isso, se hoje você lê esta coluna e sente que está preso em algo — em um vício, em um trauma, em um casamento ferido, ou em pensamentos que te assustam — saiba:

Deus conhece cada cômodo da sua alma.

E Ele sabe exatamente onde tocar.

Basta uma decisão sua.

Uma porta que você abre.

Um passo de coragem.

 

E Ele faz o resto.

Até o próximo Momento.

 

Pr. Rui Mendes Faria

Terapeuta Cognitivo Comportamental Cristão – TCCC | Pastor e escritor

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Quando a fofoca mata a honra

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria

Fofoca é uma arma leve no peso, mas pesada nas consequências.
Uma palavra mal contada, um “ouvi dizer” mal colocado, e pronto: amizades se rompem, casamentos se abalam, empregos se perdem e reputações são manchadas. É impressionante como algo tão pequeno pode causar danos tão grandes.
No fundo, quem espalha fofoca se sente poderoso por alguns segundos, mas deixa atrás de si um rastro de destruição. E, quase sempre, quando a verdade aparece, o estrago já foi feito.

Fatos curiosos da história
O Brasil já foi palco de situações inacreditáveis provocadas pela fofoca.
Em 2014, no Guarujá (SP), um simples boato espalhado nas redes sociais levou ao linchamento de uma mulher inocente. Tudo começou com um post maldoso, sem comprovação, e terminou em tragédia.
Outro caso marcante envolveu perfis de fofoca na internet que divulgaram mentiras sobre pessoas públicas, levando algumas delas à depressão e até ao suicídio.
A fofoca sempre existiu, mas agora, com as redes sociais, ela ganhou velocidade. O que antes era dito em voz baixa, hoje é gritado em público, curtido, compartilhado e comentado por milhares.

A raiz do problema
A fofoca nasce onde há falta de empatia.
Quem fala demais, geralmente ouve pouco.
E quem não mede palavras, acaba ferindo sem perceber.
A maledicência é como jogar uma pena ao vento: quando tenta recolher, descobre que é impossível trazê-las de volta.
Em um mundo cheio de opiniões, precisamos reaprender o valor do silêncio.
Nem tudo o que sabemos precisa ser dito.
Nem toda história que ouvimos precisa ser repassada.

Conselhos para tempos de vozes altas
1. Verifique antes de falar. Pergunte-se: é verdade? Tenho certeza?
2. Reflita antes de repassar. Isso vai ajudar ou destruir alguém?
3. Prefira o silêncio. Às vezes, não responder é o maior sinal de sabedoria.
4. Valorize a reputação dos outros. Ela é um patrimônio invisível, mas precioso.
5. Seja um pacificador. Quem evita conflitos constrói pontes e dorme em paz.

Conclusão
Vivemos tempos em que a fofoca se tornou entretenimento, mas o preço é alto demais. Ela adoece relações, destrói confiança e corrói o respeito.
Em um mundo barulhento, ser discreto virou virtude rara.
Use suas palavras como sementes de paz, não como faíscas de incêndio.
Porque a honra, uma vez queimada, é difícil de reconstruir.
E quem aprende a calar no tempo certo, fala com mais autoridade quando realmente precisa.

* Rui Mendes Faria é pastor da Comunidade Evangélica Cristo Vive e terapeuta.

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