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Conflito na Unicamp deixa estudantes feridos; Reitoria repudia invasão e agressões

Registros da ocorrência, publicadas pelo Centro Acadêmico de Ciências Humanas, mostram alunos feridos e imagens do confronto corporal e verbal entre os grupos. Foto: Reprodução

Instituição classifica episódio em Barão Geraldo como ato antidemocrático e garante medidas jurídicas para identificar agressores

A recepção de calouros na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nesta segunda-feira, dia 23, foi interrompida por um violento episódio de intolerância. O conflito na Unicamp, ocorrido no campus de Barão Geraldo, resultou em agressões físicas contra estudantes, motivando uma resposta imediata e rigorosa da administração central da universidade.

A confusão teve início durante a confraternização dos institutos de Artes (IA) e de Estudos da Linguagem (IEL). Relatos e imagens publicadas pelo Centro Acadêmico de Ciências Humanas detalham o confronto corporal. Em resposta, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) convocou uma assembleia unificada para esta quinta-feira (26), às 17h30, visando organizar a defesa da comunidade acadêmica.

Como já mostramos anteriormente em nossa cobertura sobre [o papel das universidades no desenvolvimento regional], a autonomia dessas instituições é protegida por lei, e qualquer intervenção violenta é passível de severas punições jurídicas.

Nota da Unicamp: Repúdio à Violência

A Reitoria da universidade posicionou-se de forma contundente através de uma nota oficial, destacando que não haverá tolerância com atos antidemocráticos. Leia a íntegra abaixo:

“A Reitoria da Unicamp vem a público manifestar seu repúdio à invasão e aos atos de intimidação e agressão protagonizados no dia de ontem (23/2), no campus de Barão Geraldo, por um grupo de nove pessoas durante o primeiro dia de aula da Universidade.

Episódios de invasão de qualquer natureza, filmagens não autorizadas e agressões são intoleráveis, representando uma grave afronta à democracia, à autonomia universitária, à segurança de estudantes, funcionários e docentes, e ao livre exercício do debate acadêmico. A universidade é um espaço de pluralidade, pautado pelo diálogo, não se submetendo a ações que busquem impor interesses por meio da violência ou da coerção.

A Unicamp reafirma seu compromisso com a democracia e com a defesa incondicional da universidade pública, gratuita, inclusiva e diversa. Não permitiremos que a intolerância e a violência prevaleçam sobre o respeito às normas institucionais e o livre pensamento. A Universidade está adotando as medidas administrativas e jurídicas necessárias para identificar os envolvidos e garantir a sua respectiva responsabilização.”

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