ANTI TABAGISMO

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Nova Odessa abre inscrições para nova turma do Programa ‘Respire Saúde’, para quem quer parar de fumar

Interessados em parar de fumar e que desejam participar do grupo devem se inscrever na UBS mais perto de casa

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Diretoria de Comunicação da Prefeitura de Nova Odessa/SP

Você quer ter todo o apoio especializado necessário para lhe ajudar a parar de fumar? Então aproveite: a Prefeitura de Nova Odessa já está recebendo inscrições de munícipes interessados em participar da nova turma do Programa “Respire Saúde”, uma iniciativa gratuita e multidisciplinar do Setor de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde voltada ao combate ao tabagismo. As reuniões da nova turma começam no próximo dia 11 de março.

Aberto a toda a população adulta, o Programa existe há mais de uma década em Nova Odessa, atendendo uma média de 30 pacientes por grupo. São dois grupos por ano, com um índice de sucesso de 60% a 65%, em média. Não há limites de vagas por grupo. Os encontros acontecem semanalmente, todas as terça-feira, às 14h, no auditório do Paço Municipal.

“Não é fácil parar de fumar. Quando toma a decisão de largar o cigarro, o fumante precisa de ajuda, cuidado e acompanhamento. Nós, profissionais da Saúde, ajudamos essas pessoas a conquistarem esse objetivo e ter mais qualidade de vida, saúde e bem-estar”, explicou a dentista Adriana Denadai, que coordena o “Respire Saúde” junto à colega Patrícia Faciulli.

Com duração de 4 meses, o projeto promove ações por meio de reuniões, palestras, consultas com dentistas, nutricionistas, médicos, psicólogos e farmacêuticos – todos com capacitação no CRATOD (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas).

Também é fornecida gratuitamente aos frequentadores a medicação de apoio, que consiste no cloridrato de bupropriona e nos adesivos de nicotina com doses decrescentes, que auxiliam os fumantes na fase de abstinência do princípio ativo.

INSCRIÇÕES

Os interessados devem deixar o nome e telefone para contato na recepção de qualquer uma das sete UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da Rede Municipal de Saúde, que a coordenação do programa entra em contato. Após a inscrição, mais esclarecimentos e informações sobre como são realizados os encontros são direcionadas aos inscritos.

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Saúde

Campanha de combate ao fumo alerta para riscos em grávidas e bebês

© Divulgação/Banco Mundial/ONU

Motivação da campanha é proteger gerações presentes e futuras

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A publicitária Laura Jimovskei, 22 anos de idade, sempre quis ter filhos. Ainda assim, a primeira gestação, em 2022, veio de repente e exigiu da jovem um grande esforço: parar de fumar praticamente do dia para a noite, para que pudesse proteger o bebê que estava a caminho. “Eu decidi de uma vez. Não vou fumar mesmo. Minha mãe fumou durante a minha gravidez e eu tenho problema respiratório. Então, quando descobri que estava grávida, foi muito tranquilo decidir parar de fumar”, revelou.

Apesar da determinação, Laura chegou a sentir sintomas de abstinência em razão da interrupção do consumo de tabaco. “Ficava bastante irritadiça, mas também podia ser porque estava grávida. Havia todas essas influências externas, mas não cheguei a sentir nenhuma abstinência ou reação forte”.

O filho Antônio, hoje com 2 anos, nasceu saudável e permanece uma criança esperta e com ótimo desenvolvimento. A interrupção do hábito também trouxe benefícios para a própria publicitária.

“Notei mudanças, tanto fisicamente como emocionalmente. Não tenho mais pigarro. Antes, eu pigarreava muito, inclusive por causa do meu problema respiratório prévio, que tinha piorado com o consumo de cigarro. Também passei a me alimentar mais e melhor. Antes, eu descontava toda a ansiedade que sentia no cigarro, então, não comia tão bem. Além disso, mentalmente, hoje me sinto mais focada e com mais energia”, resumiu a publicitária.

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado nesta quinta-feira (29), o Instituto Nacional do Câncer (Inca) promove a campanha Tabagismo: os danos para a gestante e para o bebê. A proposta é proteger gerações presentes e futuras, além de garantir o declínio contínuo do tabagismo no Brasil. A entidade alerta para os malefícios não apenas do tabagismo como também do chamado tabagismo passivo.

De acordo com o Inca, a fumaça do tabaco contém mais de 7 mil compostos e substâncias químicas. Estudos indicam que pelo menos 69 delas provocam câncer. A campanha deste ano, destaca que monitorar o uso do tabaco durante a gravidez é fundamental, inclusive, para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para as próximas gerações.

“O tabagismo apresenta várias ameaças à saúde, pois afeta negativamente o feto e a mãe que fuma durante a gravidez, além de recém-nascidos, crianças, adolescentes e jovens que convivam no mesmo ambiente, expostos ao fumo passivo, aumentando a probabilidade de iniciação ao tabagismo”, explica o instituto.

“A cessação do tabagismo em qualquer momento da gestação é benéfica para o feto e para a gestante. Muitas mulheres poderão ser motivadas a parar de fumar durante a gestação. Os profissionais de saúde devem aproveitar essa motivação, principalmente nas consultas de pré-natal, para reforçar o conhecimento de que a cessação do tabagismo irá reduzir os riscos à sua saúde e à do feto”, recomenda o Inca.

O protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas do tabagismo, publicados em 2020, preveem que, no caso de gestantes e mulheres que amamentam, é indicado o aconselhamento estruturado, sem utilizar nenhum tipo de tratamento medicamentoso.

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