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Furacão Melissa deixa prejuízos bilionários e ameaça economia da Jamaica

Uma mulher limpa os destroços perto de uma casa danificada pelo furacão Melissa, em Black River, St. Elizabeth, Jamaica, em 29 de outubro de 2025© Ricardo Makyn
ONU alerta que impacto da tempestade, a mais forte em 90 anos, pode equivaler ao PIB anual do país caribenho
Os prejuízos causados pelo furacão Melissa representam um “fardo” que afetará a economia da Jamaica por vários anos, alertou neste domingo, dia 2, o chefe do Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres nas Américas e Caribe, Nahuel Arenas, durante entrevista no Panamá.
Melissa, que provocou cerca de 60 mortes no Caribe, devastou regiões inteiras da Jamaica e provocou inundações no Haiti e em Cuba. Foi o furacão mais poderoso a atingir a costa jamaicana em 90 anos, chegando como categoria 5 na escala Saffir-Simpson, com ventos de até 300 km/h.
De acordo com balanço do primeiro-ministro Andrew Holness, divulgado no sábado (1º), o desastre deixou pelo menos 28 mortos na Jamaica.
“Estima-se que Melissa possa causar perdas econômicas equivalentes ao PIB anual da Jamaica”, afirmou Arenas.
O Banco Mundial estima que o PIB jamaicano em 2024 tenha sido de cerca de US$ 20 bilhões (R$ 107,6 bilhões). Com uma população de 2,8 milhões de habitantes, o país enfrentará anos de reconstrução.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “a mobilização de recursos maciços” para lidar com as perdas e os danos causados pela tempestade.
Arenas destacou ainda que, com as mudanças climáticas, fenômenos meteorológicos têm se tornado mais intensos e imprevisíveis. “Hoje, uma tempestade pode evoluir para um furacão de categoria 5 em apenas 24 a 48 horas”, alertou.
Desde o ano 2000, a América Latina e o Caribe registram cerca de 90 eventos climáticos extremos por ano, segundo dados da ONU. “As desigualdades sociais, a pobreza e a urbanização desordenada aumentam nossa vulnerabilidade a desastres naturais”, completou Arenas.
Apesar dos esforços para reduzir a mortalidade, o número de pessoas afetadas e os prejuízos econômicos continuam crescendo na região.
Com informações da AFP



