ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Saúde

Prefeitura de Valinhos abre inscrições para o programa Vida Leve

Serão doze oficinas semanais com nutricionista e psicóloga para incentivar a alimentação saudável; primeiro encontro será no dia 6 de março
A Secretaria da Saúde, abriu as inscrições para o programa Vida Leve que tem o objetivo de promover uma mudança no estilo de vida relacionado à alimentação saudável. A ação, realizada pelo Departamento de Programas da Secretaria, conta com doze oficinas realizadas todas as sextas-feiras das 8h30 às 10h no Centro Integrado de Saúde (CIS). Também estão previstas sessões semanais de exercícios físicos em dia a horário a serem combinados com o professor.

Durante as sessões, os participantes recebem orientações de uma nutricionista e uma psicóloga sobre a escolha dos alimentos e a criação de hábitos saudáveis regulares no longo prazo. O objetivo do programa é atuar na prevenção da obesidade e de doenças crônicas relacionadas a maus hábitos alimentares.

A participação é gratuita e aberta a pessoas maiores de 18 anos. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de Março em qualquer unidade básica de saúde de Valinhos ou pelo WhatsApp (19) 3869 7169. A primeira oficina será realizada no dia 6 de Março.

Serviço:

Oficinas programa Vida Leve

Sessões: todas as sextas-feiras a partir do dia 6 de Março
Horário: das 8h30 às 10h
Local: Centro Integrado de Saúde (CIS)
Endereço: Rua Clóvis Bevilacqua, 15 (antigo SESI 299)
Informações pelo WhatsApp (19) 3869 7169

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Saúde

Até que ponto a dieta realmente influencia na endometriose?

Novos estudos mostram que não dá para apontar vilões ou mocinhos nesse contexto; o ideal e ter um padrão alimentar equilibrado, sem modismos ou grandes restrições

Por Regina Célia Pereira, da Agência Einstein

Embora seja bastante debatido, o elo entre alimentação e endometriose continua cercado de controvérsias. A ciência ainda tem muito a elucidar sobre a condição que, estima-se, acomete 10% das mulheres em idade fértil.

A doença ocorre quando o endométrio — tecido que reveste internamente o útero e é expelido a cada menstruação — cresce fora da cavidade uterina. Esse processo gera inflamações e pode atingir ovários, trompas e outros órgãos próximos, como o intestino. Há indícios de que exista um fator hereditário por trás da condição.

“Além da cólica menstrual, pode haver dor pélvica crônica, que acontece fora do período de menstruação, assim como dores durante as relações sexuais”, diz o ginecologista Sérgio Podgaec, do Einstein Hospital Israelita. Dificuldade para engravidar e alterações no funcionamento intestinal também são sintomas prevalentes, embora existam mulheres que não apresentam sinais.

Para tais desconfortos, há quem procure soluções na dieta, sem respaldo científico, recorrendo a ingredientes milagrosos ou excluindo alimentos. “Restrições desnecessárias, sem o aval de profissional de saúde, podem causar prejuízos nutricionais”, observa a nutricionista Ana Beatriz Vallilo, também do Einstein.

Excluir glúten e lactose?

Um estudo publicado recentemente no periódico Jama Network, realizado por pesquisadores do Reino Unido e da Irlanda, mostra que modelos alimentares que incentivam a retirada de glúten e laticínios para melhorar a endometriose são os mais populares. A cafeína e as bebidas alcoólicas também apareceram como itens a serem eliminados do dia a dia.

Para chegar a esse panorama, os estudiosos montaram um questionário com 24 perguntas, respondidas por 2.599 participantes. O levantamento revela que as mídias sociais estão entre os principais meios que motivam essas mudanças na dieta.

Há algumas décadas, o glúten tem sido apontado como vilão em muitas situações, embora não existam comprovações científicas de seus efeitos nocivos, exceto para os casos de doença celíaca e intolerância.

O mesmo vale para os laticínios, que são ricos em proteína, vitaminas e sais minerais, e devem ser evitados apenas por quem tem intolerância ou alergia. A exclusão de alimentos fontes de glúten ou lactose só deve acontecer após diagnóstico médico, com a realização de exames.

No contexto da endometriose, não existe nenhuma recomendação de banimento baseada em ciência. Aliás, uma revisão de estudos recente aponta efeitos positivos dos laticínios contra a doença.

Realizado por pesquisadores da Itália, o trabalho foi publicado no periódico Food e traz dados de dezenas de artigos. Porém, os próprios autores sinalizam a fragilidade das pesquisas reunidas. “A literatura científica carece de pesquisas robustas sobre os impactos da dieta na endometriose”, comenta Podgaec.

Dieta equilibrada e estilo de vida

Além dos laticínios, na revisão italiana os vegetais aparecem como aliados. Nesse caso, não há dúvida sobre ganhos atrelados a um cardápio com espaço para frutas, hortaliças, grãos integrais, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas etc.), leguminosas (feijões, lentilha, grão-de-bico…) e sementes. “Hoje a nutrição moderna não aponta bons ou maus alimentos, mas considera o equilíbrio alimentar”, observa Vallilo.

Priorizar vegetais no dia a dia colabora para não faltarem compostos protetores, caso de antioxidantes. Eles ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas que, em excesso, desencadeiam danos celulares. Também oferecem substâncias anti-inflamatórias, que colaboram para o funcionamento de todo o organismo, e ainda uma grande quantidade de fibras, as guardiãs do intestino. “Há indícios, vindos de diversas pesquisas, de que cuidar do equilíbrio da microbiota intestinal favorece tanto a saúde física quanto a mental”, diz a nutricionista.

Embora ainda haja muito a ser investigado, existem evidências de que inserir hábitos saudáveis no cotidiano é fundamental para ajudar no controle da endometriose. “O tratamento pode incluir medicações como as pílulas anticoncepcionais”, afirma Sérgio Podgaec. Em alguns casos, há ainda indicação de cirurgia.

Para evitar que o distúrbio atrapalhe a qualidade de vida, o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, por meio de exames como o ultrassom e a ressonância da pelve, além de avaliação clínica. Gerenciar o estresse, cuidar do sono e incluir a atividade física são outras medidas essenciais para minimizar os desconfortos.

Fonte: Agência Einstein

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Valinhos

Consumo de frutas pode contribuir no combate às doenças típicas do inverno

Feira tem produtos frescos e com bons preços

O consumo de frutas pode ajudar no combate a algumas doenças típicas do inverno, como gripe e resfriado. Nesta estação é propícia para a compra de carambola, laranja, mexerica, caju, caqui e outras espécies que podem ser encontradas na Feira do Agricultor, realizada no Jardim do Lago, todas as terças-feiras, a partir das 17h.

A feira é realizada em parceria entre administração municipal e os feirantes. O consumo de frutas ajuda em função do alto teor de vitaminas e nutrientes essenciais para o fortalecimento do sistema imunológico, principalmente vitamina C.

“No inverno é favorável ao consumo de carambola, kiwi, laranja, maçã, mexerica, morango e uva. Além dessas, outras frutas como banana, caju e caqui também podem ser encontradas na estação mais fria do ano”, enumerou o secretário do Verde e da Agricultura, André Reis.

Segundo ele, por ser tratar de frutas da época, normalmente os preços estão bastante acessíveis, favorecendo a compra. “Além de comer as frutas, ainda dá para fazer sucos, bolos e sobremesas”, ensinou o secretário.

Serviço:
Feira do Agricultor do Jardim do Lago
Dia: todas terças-feiras
Horário: 17h às 21h
Local: Rua Antônia D’Angelo Perseghetti

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Saúde

Há espaço para o pão em um cardápio saudável? A ciência mostra que sim

Embora ofereça nutrientes, como as fibras e as vitaminas do complexo B, o alimento tem sido visto como “vilão”; saiba como incluí-lo no dia a dia

 

Por Regina Célia Pereira, da Agência Einstein

Ele convive com a humanidade há pelo menos 6 mil anos e, desde então, aparece nas mesas dos quatro cantos do mundo, em diferentes formatos e receitas. No entanto, mesmo com tamanha popularidade, nas últimas décadas o pão tem sido acusado de desencadear danos à saúde. Na lista de problemas estão a obesidade, as inflamações e até mesmo o câncer.

Cientistas de universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido resolveram investigar o elo com tumores e elaboraram uma revisão de estudos, publicada recentemente no periódico Current Developments in Nutrition. A conclusão diz que o consumo do alimento não apresenta relação com o aumento do risco de câncer.

“Inclusive, o trabalho mostra que pães integrais podem até ter efeito protetor”, comenta a nutricionista Giuliana Modenezi, do Espaço Einstein Esporte e Reabilitação, do Hospital Israelita Albert Einstein. Existem evidências de que as fibras e outros nutrientes presentes no alimento ajudam a reduzir o risco de câncer no intestino. E há outros motivos pelos quais o pão pode somar a uma dieta equilibrada e saudável.

 

Cuidado com dietas da moda

O pão tem sido banido da rotina alimentar de muita gente sem justificativas científicas, muitas vezes na onda de dietas “do momento”, sobretudo as low carb, aquelas que propagam a restrição de carboidrato. Contudo, o que prega a nutrição moderna é que, dentro do equilíbrio, esse macronutriente jamais deveria ficar de fora.

O carboidrato é fonte de energia, portanto, indispensável para a realização de atividades cotidianas, de exercícios físicos e ao funcionamento do cérebro. Sua falta pode desencadear desânimo e afetar o humor, até porque ele participa da produção de neurotransmissores — os mensageiros químicos responsáveis pela comunicação entre os neurônios — envolvidos com o bem-estar, caso da serotonina.

Outro motivo por trás da reputação negativa do pão é o glúten. Trata-se de uma proteína presente no trigo e em outros cereais, como a cevada e o centeio, além de seus derivados. É o responsável pela consistência do pãozinho, dá sustentação à massa e está por trás da crocância da casca e da maciez do miolo.

Apesar desses predicados culinários, a substância provoca danos aos portadores da doença celíaca, um distúrbio autoimune que acomete 1% da população mundial. Nos celíacos, um dos componentes do glúten, chamado de gliadina, desencadeia uma resposta inflamatória, capaz de danificar os enterócitos, ou seja, as células intestinais. O resultado desse processo é diarreia, má absorção de vitaminas e minerais e o comprometimento do estado nutricional. A exclusão total de alimentos com glúten é a estratégia de tratamento para essa condição específica.

Também há indivíduos com intolerância ou sensibilidade ao glúten — nesse caso, a digestão dessa proteína não ocorre de maneira eficiente, resultando em distensão abdominal, desarranjos e outros desconfortos. Para bater o martelo, tanto para a doença celíaca quanto para a intolerância, é fundamental o diagnóstico médico após a realização de exames.

No caso de quem não sofre com essas condições, não existem motivos para eliminar o pão e outros alimentos com glúten do dia a dia. Porém, nos últimos tempos pipocaram as chamadas dietas “antiglúten”, com foco no emagrecimento e sem nenhum respaldo da ciência. Também se observa a mesma escassez de estudos para a acusação de que o glúten teria efeito inflamatório.

Como inserir no cotidiano?

Em planos alimentares considerados exemplares, caso da Dieta Mediterrânea, o pão tem seu espaço garantido, mas é consumido dentro de um contexto equilibrado, sem excessos. “Pode aparecer no café da manhã ou no lanche intermediário e até mesmo no jantar, como opção de carboidrato”, diz a especialista.

Veja a seguir algumas estratégias para que o alimento faça parte do cardápio de maneira saudável:

Opte por versões de fermentação natural: pães elaborados com o levain, ou seja, por meio da fermentação natural, tendem a ser melhor digeridos. Outra vantagem é que esses produtos estão livres de conservantes e outros aditivos.

Escolha pães integrais: em comparação com o pão branco, o integral é mais rico em vitaminas do complexo B. Mas o maior destaque são as fibras, nutrientes que favorecem o intestino e colaboram para a saciedade, freando o apetite. Melhor ainda se na receita, além da farinha integral, vierem grãos e sementes.

Capriche nas combinações: rechear o pãozinho com boas fontes de proteína e de gordura ajuda no controle glicêmico e sacia mais. Queijos magros, ovos, frango desfiado, patê de salmão, assim como pasta de grão-de-bico e tofu, são alguns aliados proteicos. Já os fornecedores de gorduras incluem o abacate e o azeite de oliva, por exemplo.

Hortaliças como alface, rúcula, cenoura, tomate, entre outras, enriquecem qualquer sanduíche. Recomenda-se ainda evitar embutidos, ou seja, salame, peito de peru, presunto e mortadela. Esse grupo aparece em estudos pela relação com o aumento do risco de câncer.

Atente-se aos rótulos: existem muitas opções de pães nas prateleiras dos supermercados e alguns, inclusive, podem ser incluídos na categoria dos ultraprocessados — que excedem em gordura, açúcar, sódio e aditivos químicos.

A sugestão é fazer uma varredura nas embalagens, começando pela lista de ingredientes, que precisa ser enxuta e, de preferência, livre de nomes estranhos. Os componentes do alimento devem aparecer de maneira decrescente, isto é, aqueles que estão em maior quantidade no produto surgem em primeiro lugar.

Também é importante comparar as tabelas nutricionais e priorizar pães com menores teores de gorduras, sódio e açúcares.

Fonte: Agência Einstein

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