ALIMENTAÇÃO NA RMC

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Sumaré fortalece segurança alimentar nas feiras livres

Iniciativa faz parte do projeto de valorização do comércio local

 

Desde a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) em março deste ano, o município de Sumaré tem ampliado suas estratégias para garantir alimentação saudável e acessível à população. Uma das frentes de atuação é a revitalização das feiras livres, que agora contam com iniciativas integradas da Secretaria de Obras e a Secretaria da Inclusão e Assistência Social, por meio da área de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN).

Com o objetivo de aproximar a população de serviços essenciais, a Prefeitura está implementando espaços de atendimento dentro das feiras, onde profissionais oferecem orientação nutricional, avaliação socioeconômica e encaminhamentos para programas como o Bolsa Família e o Auxílio Brasil.

“Queremos que as feiras sejam não apenas locais de compra, mas também de acesso a direitos”, explica Noemi Stein Sciascio, secretária da Inclusão e Assistência Social.  

Outro eixo importante é a capacitação dos feirantes, com workshops sobre boas práticas de manipulação de alimentos, controle de qualidade e aproveitamento integral dos produtos. A fiscalização também foi reforçada para assegurar que os alimentos comercializados atendam aos padrões de segurança.

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Verão se destaca pela diversidade de frutas, legumes e hortaliças na Ceasa Campinas

Crédito: Carlos Bassan

Mercadorias tropicais e subtropicais ganham maior espaço e exigem uma gestão comercial mais elaborada para total aproveitamento da estação

 

O Mercado de Hortifrúti da Centrais de Abastecimento (Ceasa) Campinas inicia o ano com uma grande diversidade de frutas, legumes e hortaliças para comercialização no atacado e no varejo. A estação conta com uma ampla variedade e maior volume de mercadorias tropicais e subtropicais em relação a outras épocas do ano. São hortifrútis como o abacate geada, o caju, os limões galego e taiti, a rúcula, a escarola e a abobrinha brasileira.

 “Esse momento exige uma gestão agrocomercial mais elaborada para total aproveitamento da estação”, afirma Ricardo Munhoz, gerente de Mercado e Agricultura da Ceasa . Segundo ele, com a oferta do mercado de hortifrúti aumentada, a Centrais garante o alto padrão dos produtos por meio de uma infraestrutura robusta capaz de armazenar grandes volumes de mercadorias, destaca Munhoz.

O gerente ressalta ainda que, além da fartura de produtos, o período é, também, sinônimo de qualidade para esses alimentos. Segundo ele, no verão, as frutas da época ficam mais suculentas e saborosas por atingirem seu ponto de maturação. “Isso porque ocorre uma combinação de fatores climáticos e biológicos que criam condições ideais para o desenvolvimento dos frutos”, explica.

Confira melhores produtos para se comprar neste período:

 FRUTAS

Abacate geada; acerola; banana ouro e da terra; caju; carambola; coco verde; figo; jaca; kiwi importado e imperial itália; laranja pera, valência e lima; lichia; limão galego e taiti; maçã eva, fuji importada e gala; mamão formosa; manga palmer; maracujá doce;

melancia baby; melão amarelo e gália; mexerica mandarina importada; nectarina; pera danjou importada e rocha importada; pêssego chimarrita e eragil; pitaia; uva brasil e centenial.

 

 LEGUMES

Abobrinha brasileira; batata doce branca e yakon; berinjela; beterraba; cenoura; feijão de corda; gengibre; inhame; jiló; maxixe; pepino comum e japonês; pimentão verde; quiabo; tomate caqui, carmem, cereja, debora, holandês e italiano; vagem.

 

 VERDURAS

Chicória; escarola; espinafre; hortelã; nabo; orégano; palmito pupunha; repolho roxo; rúcula.

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Alimentação gera 233 empregos com carteira assinada em agosto na Região Metropolitana de Campinas

 

Em oito meses, bares e restaurantes acumulam saldo de 739 postos abertos; no mesmo mês, o número de empresas que operam no prejuízo na RMC caiu para 12%

Campinas, 27 de setembro de 2024 – Pelo sétimo mês consecutivo, o setor de alimentação na Região Metropolitana de Campinas (RMC) apresentou saldo positivo de contratações. Em agosto, bares e restaurantes e afins geraram 233 postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho divulgado nesta sexta-feira (27). No acumulado dos oito primeiros meses do ano – janeiro a setembro – , o setor  contabiliza um total de 739 novas vagas criadas e a expectativa é um final de ano ainda com mais contratações tanto de fixos como temporários.

Em agosto. o setor de alimentação fora do lar teve um total de 3.199 admissões e 2.966 demissões. Dentre as 20 cidades que formam a RMC, 14 fecharam o mês com saldo positivo. Campinas teve saldo de 96 empregos, seguida por Hortolândia (31), Jaguariúna (28), Paulínia (26) e Sumaré (15).

Seis cidades fecham o mês no negativo:  Holambra (-28), Santa Bárbara D’ Oeste (-4), Pedreira (-2), Itatiba, Morungaba e Santo Antônio de Posse (-1 cada)

André Mandetta, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Campinas vê como positivo os dados do Caged e diz que eles refletem uma melhora do setor. “Dos oito meses do ano, tivemos sete de saldo positivo e os números de agosto somente foram superados pelo mês de fevereiro, quando o saldo foi de 444 postos com carteira assinada na Região Metropolitana”, diz.

Mandetta também ressalta que em agosto a pesquisa mensal da Abrasel trouxe notícias animadoras para o setor da região: o número de empresas que operam com prejuízo caiu para caiu para 12%, ante 25% em julho. O índice regional é inferior à média nacional, de 21%.

A pesquisa também revela que o índice de empresas que conseguiram fazer lucro em agosto chegou a 57% (contra 42% na média nacional), e 29% mantiveram equilíbrio financeiro (contra 36% na pesquisa nacional). A pesquisa aponta, também que 2% dos empreendedores não souberam responder ou não existiam em agosto de 2024).

Os dados refletem a melhora no movimento captada pelo índice Abrasel-Stone, que registrou um crescimento de 4% em agosto, revertendo a tendência de queda observada nos dois meses anteriores. O índice apresentou uma melhora em 22 dos 24 estados analisados e, em comparação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 2%.

Tanto os dados do Caged como a pesquisa da Abrasel, segundo Mandetta, mostram um cenário de recuperação e um quadro regional melhor se comparado à média nacional. “A região de Campinas tem características econômicas diversificadas, reforçada pela forte presença de turistas de negócios, além da proximidade de São Paulo, que ajudam a dar uma dinâmica diferente para o setor”, afirma. “Outro fator que contribui para essa recuperação no faturamento e, consequentemente, nas contratações, é a consolidação da Região Metropolitana como um dos mais importantes polos gastronômicos do Estado”, acrescenta Mandetta.

A pesquisa da Abrasel também traz resultado sobre o endividamento na região: 21% das empresas têm dívidas em atraso. Destas, 73% devem impostos federais, 27% devem encargos trabalhistas e previdenciários, 27% têm empréstimos bancários em atraso, 27% têm débitos com serviços públicos como água, luz, gás e telefone, 19% devem impostos estaduais, 19% estão em atraso com taxas municipais, 12% devem a fornecedores de insumos como alimentos e bebidas, 12% têm débitos de aluguel, 12% devem a fornecedores de equipamentos e serviços, e 4% estão em atraso com pagamentos de empregados.

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Seminário aborda a importância da alimentação escolar para crianças e adolescentes na RMC

Diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação abriu o 1º Seminário de Alimentação Escolar da Região Metropolitana

O diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, fez palestra de abertura do 1º Seminário de Alimentação Escolar da Região Metropolitana, realizado pela Secretaria Municipal de Educação. Graziano, que é um dos idealizadores do Programa Fome Zero, levou para o público um panorama sobre a fome no Brasil e no mundo. Segundo ele, somente no estado de São Paulo, três milhões de pessoas vivem com insegurança alimentar, ou seja, não têm o que comer.

O Seminário foi destinado para gestores, professores, nutricionistas, entre outros profissionais que estão envolvidos com a alimentação escolar. Com o tema “Os desafios de uma alimentação saudável para crianças e jovens”, o evento reuniu nesta terça-feira, 6 de agosto, 700 pessoas, de Campinas e cidades da região, no Centro de Eventos da Secretaria de Educação de Campinas, localizado no Jardim do Vovô.

“Hoje 20 milhões de pessoas passam fome no Brasil, entre elas, um número muito grande de crianças. E é aí que entra o papel da escola, por meio dos programas de alimentação escolar. Uma criança mal alimentada não aprende. Pior, quando ela passa fome na idade entre os 5 e os 10 anos, ela cria um retardo mental que a impede de acompanhar o mundo moderno”, explicou Graziano.

Ele complementou dizendo que após o aprendizado, a alimentação escolar é o que há de mais importante na escola. “Não é só o que é servido nas refeições, mas a interação com as famílias das crianças que passam fome, que vão à escola para comer”, alertou.

Durante o Seminário, os convidados também ouviram a palestra da nutricionista Caroline Dário Capitani, que é professora e pesquisadora da Unicamp. Ela falou sobre a alimentação escolar em se tratando de casos como obesidade, desnutrição e patologias.

O Programa de Alimentação Escolar de Campinas atende 552 escolas entre municipais e estaduais e fornece 285 mil refeições diariamente. “A alimentação escolar é decisiva para uma série de coisas que vão desde criar um hábito saudável, passando pela formação de uma geração mais consciente, até a melhoria da qualidade da aprendizagem. É uma relação direta”, disse o secretário municipal de Educação, José Tadeu Jorge.

 

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Gastos na Região Metropolitana de Campinas com alimentação fora do lar devem aumentar 8,2% em 2024

Estudo de potencial de consumo é do IPC Maps aponta gastos de R$ 8,660 bi neste ano e anima empresários

A recuperação do poder aquisitivo nos últimos meses deve impactar os gastos dos moradores dos 20 municípios que integram a Região Metropolitana de Campinas (RMC) com alimentação fora do lar (incluindo alimentação e bebidas). A estimativa para 2024 é de que esse ítem somem um volume de R$ 6.318.582.372 bilhões. É o que aponta a pesquisa Potencial de Consumo, realizada pelo IPC Maps. O Produto Interno Bruto (PIB) da RMC é de R$ 266.807.891,88 bilhões, com um PIB per capita de R$ 79.817,91.

O potencial de gastos com alimentação fora do lar estimados para este ano é estimado em 6.318.582.372 bilhões, um aumento de 8,2% sobre o montante dispendido no ano passado. O crescimento, de acordo com o levantamento, deve acontecer nas quatros classes sociais: R$ 1.189.823.736 na classe A (alta de 8,5%), R$ 3.157.629.117 na classe B (+8,2%), R$ 1.778.660.970 pela classe C (+8,1%) e R$ 192.468.548 na classe D (aumento de 8,5%).

A recuperação da economia também beneficiou o setor. A RMC conta hoje com 1.778 novos estabelecimentos, chegando a 32.577, uma alta de 5,8% novos empreendimentos aberto em relação a 2023.

André Mandetta, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abasel) Regional Campinas, vê a projeção como positiva. “O aumento do consumo na região é importante para trazer esperança para o empresário equilibrar o caixa, já em ainda temos 20% dos estabelecimentos em prejuízo, segundo a última pesquisa da Abrasel, além do alto nível de endividamento, de 32% em abril”. Ele diz, ainda, que um setor significa geração de mais empregos ao longo do ano

Quanto ao crescimento do número de estabelecimentos, diz que isso mostra que o setor de bares e restaurantes é bastante resiliente, atraindo investimentos e o empreendedorismo.

Quem também vê com bons olhos essa expectativa de crescimento é Dino Ramos,  sócio do Dom Brejas e do recém inaugurado Boteco Miúdo. “Acredito que esse crescimento reflete em toda a cadeia envolvida no setor, desde os empresários que se sentem mais à vontade para investir, fornecedores e a população, com expectativa de geração de mais empregos”, afirma. “O movimento vem crescendo nos últimos meses, tanto que percebemos essa tendência e abrimos neste ano um novo empreendimento, o Boteco Miúdo”, completa.

“O mercado de alimentação fora do lar é muito sensível ao que está acontecendo na nossa economia. Quando o pessimismo toma conta do mercado o reflexo nos bares e restaurantes é imediato, mas também comemoramos quando o resultado é positivo”, salienta Júnior Pattaro, proprietário do Empório do Nono e  Espósito Pizzeria. “Um aumento, de 0,8% como chegou a divulgar o IBGE, já gera um otimismo grande nas pessoas, fazendo com que bares e restaurantes tenham suas casas cheias novamente.”

André Biazzo, do Banana Café Campinas”, a expansão do setor não apenas fomenta a economia local, mas também cria mais empregos e fortalece a cadeia produtiva como um todo. “A perspectiva para 2024 é positiva, e o setor de food service tem tudo para se destacar como um dos grandes motores do desenvolvimento econômico da região”, completa. Ele acrescenta que para atender a essa demanda crescente “estamos focados em diversificar nossos negócios e inovar no atendimento para capturar essa nova onda de consumo

Roger Antonio Domingues, diretor comercial e fundador da rede Lanchão Brasil, diz que a expectativa de crescimento de vendas e faturamento para este ano é positiva. Mas pondera que essa perspectiva vai depender muito do comportamento da economia ao longo dos próximos meses.

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