AJUDA HUMANITÁRIA

Brasil e Mundo

Primeiro integrante solto da Flotilha Global Sumud denuncia violência

© gazafreedomflotilla/Instagram

“Fomos humilhados, sofremos golpes e violência física”, diz
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil
Primeiro integrante da delegação brasileira na Flotilha Global Sumud – de ajuda humanitária à Faixa de Gaza – a ser deportado, Nicolas Calabrese relatou violência durante a captura por militares israelenses.

A mais afetada foi a ativista ambiental Greta Thunberg. “Fomos humilhados, sofremos golpes e violência física, principalmente a companheira Greta”, sustenta Nicolas.

De cidadania dupla – argentina e italiana – Nicolas vive no Brasil há mais de dez anos, mora no Rio de Janeiro onde trabalha como professor de Educação Física, educador popular e coordenador da Rede Emancipa de cursos populares.

Ele foi deportado junto com outros ativistas italianos para a Turquia no dia 4 de outubro e, depois, se deslocou da Turquia para a Itália, de onde partiu para Portugal. A previsão é que retorne ao Brasil ainda nesta segunda-feira, dia 6, com chegada ao Aeroporto Galeão, prevista para 19h.

Calabrese integrou os primeiros grupos de deportados pelas autoridades israelenses. Inicialmente, cerca de 170 integrantes foram enviados para a Turquia e outros países.

Deportações

Uma nota publicada pelo Ministério das Relações Internacionais de Israel informa que outros 171 integrantes do que chama de frota Hamas-Sumud, inclusive Greta Thunberg, foram deportados hoje, dia 6, de Israel para a Grécia e a Eslováquia.

De acordo com o informativo – que inclui fotos dos ativistas vestidos com roupas brancas e agasalhos cinza – não há cidadãos brasileiros no grupo.

“Os deportados são cidadãos da Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos”, assegura o comunicado.

A seguir, ele nega os atos violentos e reforça que todos os direitos legais dos participantes foram e continuarão a ser plenamente respeitados.

“O único incidente violento foi causado por um provocador do Hamas-Sumud que mordeu uma funcionária médica da prisão de Ketsiyot, [no deserto de Negev, instalação localizada entre Gaza e o Egito]”, comunica informe do movimento.

 Greve de fome e sede

O Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel (Adalah, justiça em árabe) informou que foi comunicado pelo Serviço Prisional de Israel (IPS) da nova deportação, mas não foram fornecidos detalhes como nomes e nacionalidades.

Não há informações detalhadas sobre os outros 13 integrantes da delegação brasileira que permanecem no sistema prisional israelense.

São eles Thiago Ávila, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, a vereadora Mariana Conti, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, a deputada federal Luizianne Lins, João Aguiar e Miguel Castro.

“Os organizadores da Global Sumud Flotilla estão tentando reunir informações para averiguar quem são os participantes deportados e as datas de seus voos, mas, até o momento, não se obteve nenhuma informação de brasileiros deportados pela Embaixada do Brasil em Israel”, informa o Movimento Global à Gaza.

Acrescenta que Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles permanecem em greve de fome em protesto pela fome imposta aos cidadãos da Faixa de Gaza.

Thiago Ávila também comunicou em audiência, no domingo (5), o início de uma greve de sede até que sejam entregues medicações vitais a alguns dos integrantes da Flotilha Global Sumud privados de tratamentos médicos para pressão alta e doenças cardíacas.

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Brasil e Mundo

A contradição em Gaza: autorização para abrigos não garante a chegada de ajuda

© Reuters/Stringer/Direitos Reservados

Grupos humanitários, incluindo agências da ONU, acusam Israel de burocracia, deixando mais de 1,3 milhão de pessoas sem teto
Apesar de as autoridades israelenses terem anunciado o fim das restrições para a entrada de materiais de abrigo em Gaza, grupos de ajuda internacional afirmam que esses suprimentos ainda não estão chegando ao destino. A situação, em contrapartida, pode causar mais mortes de palestinos, que continuam a enfrentar uma crise habitacional gravíssima.

A princípio, Israel havia bloqueado a entrega desses materiais por quase seis meses, porque considerava alguns itens, como as varas das barracas, com potencial uso militar e civil. Contudo, em virtude da crescente pressão internacional, Israel anunciou no último sábado (16) que permitiria a entrada dos suprimentos a partir do dia seguinte.

Entretanto, de acordo com o que funcionários de cinco grupos de ajuda, inclusive agências da Organização das Nações Unidas (ONU), relataram à agência de notícias Reuters, os materiais necessários para a vasta população deslocada seguem retidos. Eles culpam os persistentes obstáculos burocráticos de Israel. “As Nações Unidas e nossos parceiros não conseguiram trazer materiais de abrigo após o anúncio israelense”, disse o porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), Jens Laerke. Ele explicou que uma série de entraves precisa ser resolvida, “incluindo a liberação alfandegária israelense”. A Care International, a ShelterBox e o Conselho Norueguês de Refugiados confirmaram, de forma semelhante, que não obtiveram permissão para entregar o material.

A crise é urgente. De fato, mais de 1,3 milhão de habitantes de Gaza não têm barracas, informaram as Nações Unidas. Além disso, espera-se que o número de pessoas deslocadas aumente, em razão da operação israelense anunciada para a Cidade de Gaza.

Em contrapartida, a Cogat, agência militar de Israel que coordena a ajuda, não respondeu aos questionamentos da Reuters. Anteriormente, a agência já havia afirmado que investia esforços para garantir que a ajuda chegasse a Gaza e negou veementemente a restrição de suprimentos.

Após quase dois anos de guerra, a realidade é que muitos palestinos continuam a viver em barracas improvisadas ou no meio dos escombros de suas casas. A vida na tenda, segundo Ibrahim Tabassi, de 55 anos, é miserável: “Não há banheiro adequado, nem mesmo um lugar decente para sentar. Acabamos sentados na rua, sufocando com o calor”. Similarmente, Sanaa Abu Jamous expressou sua angústia: “Minha barraca está extremamente desgastada”, lamentando o fato de que ela e outros habitantes de Gaza estão usando a mesma tenda precária desde o início da guerra.

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Brasil e Mundo

Governo lança programa de acolhimento a repatriados e deportados

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasil recebeu mais de 1,2 mil repatriados desde fevereiro
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
O governo federal lançou o programa Aqui é Brasil, que oferece acolhimento humanitário a brasileiros repatriados. A iniciativa responde à deportação e repatriação forçada de cidadãos no exterior, especialmente nos Estados Unidos. O programa pretende fornecer soluções coordenadas para as necessidades imediatas e de médio prazo dos repatriados.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) coordena o programa. Conforme o MDHC, o programa garante um acolhimento estruturado, proteção e promoção da autonomia dos repatriados. A ação oferece atendimento psicossocial, assistência em saúde, abrigo, alimentação, transporte e regularização documental, desde o desembarque até a reintegração. Os ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento e Assistência Social, da Saúde e da Justiça, além de outros parceiros, colaboram. O governo prevê a iniciativa para 12 meses e tem um orçamento de R$ 15 milhões.

O programa atua em quatro eixos: acolhimento humanizado; apoio à reintegração social e econômica; fortalecimento da governança migratória; e promoção de parcerias estratégicas. A ministra Macaé Evaristo, do MDHC, antecipou que o governo assinará uma portaria para encaminhamento ao mundo do trabalho. Eles também negociam com o Conselho Nacional de Educação para criar uma resolução sobre o acolhimento de crianças repatriadas e imigrantes.

Desde fevereiro, o Brasil recebeu mais de 1.200 repatriados. A maioria são homens, na faixa etária de 18 a 29 anos. A maioria dos repatriados chegou sozinha e foi acolhida por familiares. Minas Gerais, Rondônia e São Paulo receberam mais repatriados. A maioria pretende trabalhar no Brasil e tem ensino médio. Eles moraram por curtos períodos nos Estados Unidos, principalmente em Massachusetts, Texas, Flórida e Nova Jersey. Inegavelmente, a maior parte trabalhava oito ou mais horas por dia, em condições, muitas vezes, precárias.

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Brasil e Mundo

EUA defendem na ONU bloqueio de ajuda humanitária por Israel em Gaza

Washington cita suposta parcialidade da Agência da ONU para refugiados
Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil
O governo dos Estados Unidos (EUA) defendeu, nesta quarta-feira, dia 30, perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal tribunal das Nações Unidas (ONU), em Haia, na Holanda, que Israel tem o direito de bloquear ajuda humanitária de atores ou organizações que considere “parciais”, citando a Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA).

O alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Josuah Simmons, argumentou que a legislação internacional permite a uma potência ocupante, como Israel nos territórios palestinos, definir como se dará a ajuda humanitária à população civil. Segundo Simoons, Israel tem motivos para questionar a imparcialidade da UNRWA.

“Israel não tem obrigação de permitir que a UNRWA forneça especificamente assistência humanitária. A UNRWA não é a única opção para fornecer assistência humanitária em Gaza. Em alguns casos, não há exigência legal de que uma potência ocupante permita que um terceiro Estado específico ou organização internacional conduza atividades em território ocupado que comprometam seus interesses de segurança”, comentou.

A posição dos EUA difere das dos demais Estados que se pronunciaram nos três dias de audiências na CIJ sobre ação movida pela Assembleia Geral da ONU. A assembleia pediu ao tribunal um parecer jurídico sobre as obrigações de Israel para “garantir e facilitar a entrada sem obstáculos de suprimentos urgentes essenciais para a sobrevivência da população civil palestina”.

As audiências começaram mais de 50 dias após Israel impor um bloqueio total à entrada de ajuda humanitária em Gaza, seja da UNRWA ou de qualquer outra organização, e onde cerca de 2 milhões de pessoas enfrentam a fome.

Ainda segundo o funcionário estadunidense, há dúvidas sobre a imparcialidade da UNRWA e pediu para o tribunal não se manifestar sobre as obrigações de Israel como potência ocupante. “A questão que lhe é submetida aqui não exige a revisitação da análise desse direito”, disse.

A UNRWA é a principal agência de assistência aos palestinos refugiados e atende mais de seis milhões de pessoas. Desde outubro de 2024, Israel proibiu as atividades da UNRWA acusando-a de apoiar o Hamas. Porém, não forneceu provas de suas acusações à investigação independente da ONU sobre o tema.

A Agência da ONU afirma que tem três mil caminhões com ajuda humanitária prontos para entrar em Gaza sem permissão de Israel. Mais de 290 membros da equipe da UNRWA foram assassinados e 311 instalações da agência foram atacadas desde o dia 7 de outubro de 2023.

Ajuda x Segurança

O representante de Washington, principal aliado de Israel na guerra em Gaza, disse ainda que Israel tem total discricionariedade para equilibrar as exigências de ajuda humanitária à população palestina com suas necessidades de segurança.

“Na lei da ocupação, portanto, os interesses militares e humanitários convergem. Isso significa que, quando disposições específicas dessa lei exigem que uma potência ocupante forneça socorro à população civil, a potência ocupante não perde o direito de garantir sua própria segurança”, completou.

Josuah Simmons disse ainda que as decisões da Assembleia Geral não têm qualquer poder vinculante para os Estados-membros e apenas o Conselho de Segurança poderia exigir ações concretas dos países.

“O Conselho de Segurança não adotou uma resolução vinculativa determinando que Israel deva cooperar especificamente com a ONU. Na ausência de tal decisão do Conselho de Segurança, os Estados-membros individuais têm flexibilidade para determinar medidas apropriadas”, completou.

O alto funcionário estadunidense disse ainda que a comunidade internacional deveria se preocupar em promover um cessar-fogo “e em novas ideias para um futuro melhor para israelenses e palestinos”. O governo Trump tem defendido a emigração em massa de palestinos para outros países.

França e Rússia

Também se manifestaram nesta quarta-feira, em Haia, representantes da Rússia, França e Indonésia. Ao todo, quase quarenta países e quatro organizações internacionais foram programadas para falar no julgamento, que segue até sexta-feira (2). A maioria defendeu que Israel deve permitir a entrada de ajuda humanitária nos territórios ocupados.

O representante russo Maksim Musikhin defendeu o trabalho da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos.

“Por 75 anos, a UNRWA tem sido mais do que apenas uma agência humanitária. É um símbolo da responsabilidade coletiva da comunidade internacional para com o povo palestino, que luta por um Estado próprio no exercício do seu direito à autodeterminação e ao retorno à sua terra, em conformidade com o direito internacional”, comentou.

O representante da França, embaixador Diego Colas, pediu que a ajuda chegue à Faixa de Gaza sem impedimentos. “A ajuda humanitária deve chegar a Gaza em grande escala. As restrições a esse acesso devem ser suspensas sem demora. Todos os pontos de passagem devem ser abertos e o trabalho das organizações humanitárias deve ser facilitado, e seu pessoal protegido, em conformidade com o direito internacional”, disse.

Ontem, o Brasil defendeu que a Corte declare ilegal o bloqueio de ajuda humanitária de Israel em Gaza.

Israel

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que não permitirá a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza enquanto o Hamas não se render totalmente e enquanto não devolver todos os reféns ainda em poder do grupo. O bloqueio vigora desde o dia 2 de março.

Sobre o processo em Haia, o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, acusou a ONU de perseguir Israel e voltou a sustentar que a agência das Nações Unidas para refugiados palestinos é “infestada de terroristas”.

“Este caso faz parte de uma perseguição sistemática e de deslegitimação de Israel. Estão abusando do sistema jurídico internacional e o politizando. O objetivo é privar Israel de seu direito mais básico de se defender. Não é Israel que deve ser julgado. É a ONU e a UNRWA”, destacou em entrevista a jornalistas, em Jerusalém.

Na semana passada, ao comentar sobre os pedidos para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza, Netanyahu afirmou que “a ajuda que vai para o Hamas não é humanitária”.

Já o Hamas afirma que havia a previsão de entregar todos os reféns feitos no dia 7 de outubro caso Israel tivesse cumprido o acordo de cessar-fogo de janeiro e desocupado a Faixa de Gaza.

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RMC

SMCC lança campanha de arrecadação de medicamentos para vítimas das enchentes no RS

As doações serão encaminhadas à AMRIGS, que fará a distribuição local

Diante da situação emergencial enfrentada pelas vítimas das recentes enchentes no Rio Grande do Sul, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC) iniciou uma campanha de arrecadação de medicamentos. Com o intuito de fornecer suporte para as comunidades afetadas, a iniciativa convoca médicos, profissionais da saúde e a população em geral a se unirem nesse gesto solidário.

A campanha abrange a doação de uma ampla gama de medicamentos, incluindo itens essenciais como medicamentos controlados para doenças crônicas, antibióticos, analgésicos, antitérmicos, produtos infantis, soro fisiológico, gaze, álcool 70%, seringas e outros. No entanto, só serão aceitos medicamentos dentro do prazo de validade e com a embalagem devidamente lacrada. Amostras grátis, que estejam nas condições mencionadas, também podem ser doadas.

Todas as doações serão encaminhadas para a Associação dos Médicos do Rio Grande do Sul (AMRIGS), responsável por uma distribuição segura e eficaz, de acordo com as necessidades específicas de cada região afetada pelas enchentes. “Desde o início desta semana, a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) tornou-se um ponto de doação específica de medicamentos e insumos médicos para ajudar as pessoas atingidas pelas recentes enchentes no estado. A iniciativa conjunta envolve também o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS), o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e o Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF-RS)”, explica o diretor de Comunicação da AMRIGS, Dr. Marcos André dos Santos.

De acordo com ele, neste momento de crise, as doações de remédios desempenham um papel importante tanto para o abastecimento nos abrigos que estão recebendo desabrigados como nas instituições de saúde que enfrentam dificuldades operacionais por conta dos problemas logísticos causados pelas cheias. “Há uma preocupação grande com as pessoas que tomam medicamentos de uso contínuo que não podem interromper o tratamento”, comenta.

Como a demanda de medicamentos varia a cada dia, não há restrições para doação, desde que estejam lacrados e no prazo de validade. A Secretaria Municipal da Saúde gerencia essas prioridades e divulga uma lista atualizada.

O vice-presidente da SMCC, Dr. Marcelo Amade Camargo, destaca a importância da mobilização em momentos desafiadores como o atual. “A SMCC tem um histórico de reunir a classe médica em situações como essa. Durante a pandemia da Covid-19, conseguimos unir profissionais e serviços de saúde em uma corrente solidária, onde todos se ajudaram. Agora, buscamos replicar esse espírito de união”, diz.

“É de conhecimento geral que a população atingida pelas enchentes precisa de tudo. Estamos vendo uma mobilização nacional e internacional para doações de alimentos, roupas, água, entre outros. Mas é fundamental lembrar que os medicamentos também são essenciais. Decidimos liderar essa iniciativa em Campinas para contribuir da melhor forma possível”, ressalta o diretor comercial e de marketing da SMCC, Dr. Giuliano Dimarzio.

Os interessados em contribuir com a campanha podem deixar os medicamentos na sede social da SMCC, localizada na Rua Defino Cintra, 63, no Centro de Campinas, ou nos campi I e II da UNIFAJ, em Jaguariúna. Dimarzio ressalta a importância da rapidez nas doações. “O quanto antes as pessoas doarem, melhor. É uma situação de urgência. Podemos até fazer envios antecipados, por etapas, para que os medicamentos cheguem ao destino final o mais rápido possível”, diz.

Segundo Santos, o contato da população com água suja e outros fatores causam preocupação na área de saúde. “Existem preocupações principalmente com Leptospirose, hepatite A, pediculoses, como sarna e piolho, e doenças infeciosas em geral”, afirma.

Para mais informações, entrar em contato com a SMCC, no telefone (19) 3231-2811.

 

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Valinhos

Valinhos terá mais uma ação para arrecadação de doações às vítimas do Rio Grande do Sul

Carreta ficará no CACC nesta quinta, sexta-feira e sábado 

A Prefeitura de Valinhos, por meio do Fundo Social de Solidariedade (FSS) e Defesa Civil, fará mais uma ação de arrecadação de alimentos não perecíveis, água, roupas e cobertores, além de material de limpeza e higiene às vítimas do Rio Grande do Sul (RS). Uma carreta disponibilizada por uma empresa ficará no Centro de Artes, Cultura e Comércio (CACC) na quinta-feira e sexta-feira, das 8h às 19h. No sábado a campanha será das 8h às 12h.

 

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Brasil e Mundo

Governo de SP envia 13,5 milhões de medicamentos para ajudar o Rio Grande do Sul

Também foram encaminhados 276,6 mil insumos de saúde e serão enviados 150 cilindros de oxigênio para auxiliar no atendimento às vítimas

Fonte: Portal do Governo  de SP

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Saúde (SES-SP), encaminhou 13,5 milhões de unidades de medicamentos e outros 276,6 mil insumos de saúde para auxiliar o estado do Rio Grande do Sul, atingido fortemente por enchentes nas últimas semanas.

Foram enviados remédios como antibióticos, antitérmicos, diuréticos, analgésicos, corticoides, benzodiazepínicos, antidepressivos e anti-hipertensivos, além de insumos como ataduras, seringas, cateteres, luvas e máscaras, cedidos por 30 serviços de saúde estaduais e pela Furp (Fundação para o Remédio Popular).

Além dos medicamentos e insumos, a Secretaria de Estado da Saúde paulista encaminhará 150 cilindros de oxigênio. Os itens irão auxiliar no abastecimento das unidades hospitalares e socorro às vítimas.

Uma equipe do GRAU (Grupo de Resgate) da Secretaria foi enviada para o estado gaúcho para ajudar na logística dos atendimentos de saúde.

Outros serviços de saúde da Secretaria paulista também foram colocados à disposição do Rio Grande do Sul, como o laboratório do Instituto Adolfo Lutz, Instituto Butantan e o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE).

“Unir o máximo de esforços nesse momento é fundamental para suporte ao estado. Cada doação é bem-vinda e ajuda a trazer esperança e acolhimento. Enviamos insumos considerados mais necessários neste momento para ajudar a população do Rio Grande do Sul, em articulação com o governo local, visando atender às vítimas e ajudar a salvar vidas”, afirma Eleuses Paiva, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

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