AGRONEGÓCIO

Brasil e Mundo

STF valida lei que impõe restrições à compra de terras por estrangeiros no Brasil

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Decisão unânime mantém vigência de norma de 1971; Corte entende que limitações são fundamentais para preservar a soberania nacional e evitar especulação fundiária

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta-feira, dia 23 de abril, o julgamento de uma das questões mais sensíveis para a soberania e o mercado imobiliário rural do país. Por unanimidade, os ministros decidiram manter a validade da Lei 5.709/1971, que estabelece critérios rigorosos para a aquisição de imóveis rurais por pessoas físicas e jurídicas estrangeiras, ou empresas brasileiras controladas por capital externo.

A decisão põe fim a um impasse jurídico que se arrastava desde 2015, quando entidades ligadas ao agronegócio questionaram a constitucionalidade da norma, alegando que as restrições prejudicavam o fluxo de investimentos internacionais e o desenvolvimento do setor no país.

As Regras Mantidas pela Corte

Com a validação da lei, as empresas estrangeiras autorizadas a operar no Brasil e estrangeiros residentes devem continuar seguindo as seguintes obrigatoriedades:

  • Limite de Extensão: A aquisição é limitada a, no máximo, 50 módulos de exploração indefinida, salvo autorizações especiais.

  • Segurança Nacional: Áreas localizadas em faixas de fronteira ou zonas consideradas de segurança nacional exigem autorização prévia dos órgãos competentes.

  • Controle do Incra: Todas as aquisições devem ser obrigatoriamente registradas e monitoradas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Soberania vs. Mercado

O relator do caso, o ministro aposentado Marco Aurélio, cujo voto foi seguido integralmente pelo plenário, enfatizou que a terra é um recurso estratégico. Para o STF, a liberdade econômica não pode se sobrepor à necessidade do Estado de proteger o território contra a especulação desenfreada e garantir a independência nacional.

A Advocacia-Geral da União (AGU), que defendeu a manutenção da lei, reforçou que a norma impede que grandes conglomerados internacionais dominem áreas produtivas essenciais sem o devido controle governamental, protegendo a segurança alimentar e a integridade do solo brasileiro.

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Valinhos

Valinhos participa da Fruit Attraction São Paulo e busca inovação para o setor agrícola

Evento busca fortalecer produtores locais e ampliar oportunidades de mercado

A Secretaria do Verde e da Agricultura, participou nesta quarta-feira, dia 25, da 3ª edição da Fruit Attraction São Paulo, feira internacional de frutas e hortaliças realizada no São Paulo Expo & Convention Center. A visita teve como objetivo acompanhar tendências do mercado, conhecer o comportamento do setor no cenário nacional e internacional e buscar oportunidades para fortalecer a agricultura local.

 

Durante o evento, a comitiva de Valinhos visitou estandes, acompanhou as novidades do setor e dialogou com produtores e representantes da cadeia produtiva. Estiveram presentes o secretário do Verde e da Agricultura, André Reis, o secretário adjunto, Marcos Mori, e o diretor de Agricultura, Pedro Pelegrini.

“Queremos entender como os mercados externo e interno têm se comportado em relação à produção, escoamento, gargalos e aceitação dos produtos frutícolas, considerando que Valinhos tem forte vocação neste setor”, destacou o secretário André Reis. Segundo ele, a proposta é aplicar os conhecimentos adquiridos ao contexto local, fortalecendo produtores e ampliando parcerias regionais, especialmente no âmbito do Circuito das Frutas.

Valinhos presente no cenário internacional

A feira também contou com a participação de representantes de Valinhos entre os expositores. A empresa Campal Frutas & Legumes, da família Fabiano, esteve presente com estande próprio, reforçando a presença da cidade no mercado internacional. A comitiva foi recebida por Marina e Rodrigo Fabiano, responsáveis pela exportação de frutas que levam o nome de Valinhos para outros países.

Outro destaque foi a presença dos irmãos Lacarini, da empresa HMV Comércio e Exportação e Importação de Frutas Ltda., que participaram do evento em busca de novas oportunidades de negócios e troca de experiências.

Além de fomentar negócios, a Fruit Attraction São Paulo se consolida como um importante ponto de encontro do setor, reunindo produtores, distribuidores, exportadores e especialistas. O evento favorece a internacionalização, o fortalecimento de marcas e o acesso a novas tendências e tecnologias.

Cenário do setor no Brasil

Dados apresentados durante a feira reforçam o potencial do país no setor frutícola. O Brasil produz mais de 40 milhões de toneladas de frutas por ano, figurando entre os três maiores produtores do mundo. No entanto, a participação no mercado internacional ainda é limitada, com exportações inferiores a 1 milhão de toneladas — cerca de 2% da produção.

O faturamento anual com exportações varia entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão, números abaixo de países como Chile e Peru, que, mesmo com menor produção, apresentam maior inserção no comércio exterior.

A agricultura, de forma geral, representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, evidenciando sua relevância econômica e estratégica.

A participação de Valinhos na Fruit Attraction São Paulo reforça o compromisso da administração municipal em buscar inovação, fortalecer o setor agrícola e ampliar as oportunidades para os produtores locais.

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Economia

O “gargalo das gavetas”: Déficit de armazenagem atinge nível recorde no Brasil em 2026

Com capacidade estática para apenas 61,7% da produção, país enfrenta desafio logístico que pressiona margens de lucro dos agricultores

O agronegócio brasileiro, motor da economia nacional, enfrenta em 2026 um de seus maiores entraves estruturais: a falta de infraestrutura para estocar a “supersafra”. Segundo dados recentes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o déficit de armazenagem atingiu um patamar crítico, colocando o produtor rural em uma posição vulnerável diante do mercado.

A previsão para a safra de 2026 é de uma colheita robusta, estimada em 353,4 milhões de toneladas de grãos. Contudo, a capacidade total de armazenagem disponível no país cobre apenas 61,7% desse volume — o menor índice registrado em duas décadas. Na prática, isso significa que cerca de 135,4 milhões de toneladas não possuem espaço adequado em silos ou armazéns no momento da colheita.

O Impacto na Comercialização

A falta de “gavetas” — como os especialistas vêm chamando a ausência de silos nas propriedades — gera um efeito cascata imediato:

  • Venda forçada: Sem local para guardar a produção, o produtor é obrigado a vender seus grãos logo após a colheita, justamente quando a oferta está no pico e os preços tendem a ser mais baixos.

  • Dependência das Tradings: O agricultor perde o controle sobre o momento da venda e a capacidade de negociar valores melhores, tornando-se refém das grandes empresas exportadoras.

  • Logística de improviso: O déficit força o uso de “armazéns sobre rodas”, onde caminhões permanecem carregados por longos períodos à espera de um destino, sobrecarregando rodovias e portos e elevando o custo do frete.

O Desafio dos Investimentos

O abismo entre Brasil e Estados Unidos é profundo. Enquanto no Brasil a capacidade de estocagem é insuficiente para cobrir dois terços da safra, nos EUA a infraestrutura de silos permite armazenar cerca de 130% da produção, conferindo ao produtor americano total autonomia estratégica.

No Brasil, o custo para expandir essa rede é o grande travão: a construção de armazéns exige investimentos que oscilam entre R$ 10 milhões e R$ 25 milhões. Com a taxa de juros elevada (atualmente em 15%), o acesso ao crédito torna-se proibitivo para a maioria dos pequenos e médios produtores, fazendo com que o crescimento da produção agrícola brasileira continue correndo à frente da sua capacidade de suporte físico.

Fontes: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) / Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) / Portal O Globo

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Economia

Veiling Holambra antecipa tendências de flores e plantas para o mercado em 2026

31ª edição do Veiling Market reúne 183 expositores em março; feira foca em inovação genética e negociações para o Dia das Mães

A Cooperativa Veiling Holambra realiza, nos dias 12 e 13 de março de 2026, a 31ª edição do Veiling Market. O evento, referência nacional no setor de flores e plantas ornamentais, apresentará as tendências de consumo e variedades genéticas que dominarão o mercado este ano.

Corpo do Texto: O setor de floricultura no Brasil ganha um novo impulso com a realização do Veiling Market. Em sua 31ª edição, a feira se consolida como o principal ambiente estratégico para negociações do primeiro semestre, com foco especial no abastecimento para o Dia das Mães e Dia dos Namorados. Com 183 expositores confirmados, o evento deve superar a marca de 2.300 visitantes registrada no ano passado.

Um dos grandes diferenciais desta edição é o Núcleo de Tendências, sob curadoria do Dr. Hélio Junqueira. O espaço foi desenhado para apresentar variedades, cores e formatos que dialogam com o comportamento atual do consumidor e com as demandas globais de paisagismo e decoração. Segundo a organização, a proposta é conectar as inovações internacionais ao mercado brasileiro, permitindo que decoradores e varejistas antecipem o que será desejo de consumo ao longo de 2026.

Além da estética, a tecnologia e a genética ocupam lugar de destaque no espaço Breeder Connect. O ambiente reúne empresas de melhoramento genético que apresentam cultivares com alto potencial comercial, fortalecendo a ponte entre a ciência no campo e a prateleira do varejo. Para complementar a experiência, a Univeiling oferecerá uma programação técnica de palestras voltada à gestão e mercado, inspirada nos modelos das grandes feiras holandesas.

O motor econômico da RMC

A relevância do Veiling Holambra extrapola os limites da cidade das flores e atua como um verdadeiro motor econômico para a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Localizado estrategicamente na Rodovia SP-107, o centro logístico e comercial é responsável por ditar o ritmo de um setor que gera milhares de empregos diretos e indiretos na nossa região.

Para o empresário e o produtor local, o Veiling Market é a oportunidade de planejar o ano com base em dados reais de mercado e inovações que reduzem riscos de investimento. Como já mostramos em análises anteriores sobre o agronegócio regional, a capacidade de Holambra em se reinventar e trazer tecnologias de ponta, como o melhoramento genético, garante que a nossa região continue sendo o principal hub de flores da América Latina.

Serviço: 31ª Veiling Market

  • Datas: 12 de março (8h às 17h) e 13 de março (8h às 16h)

  • Local: Cooperativa Veiling Holambra (Rodovia SP-107, km 27 – Santo Antônio de Posse/SP)

  • Inscrições: Gratuitas via www.veiling.com.br/vmkt

Fonte: Com informações de Vera Longuini / Ateliê da Notícia

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Economia

Consumo de café no Brasil cai em 2025 devido à alta nos preços

O consumo de café no Brasil registrou uma queda de 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025. Os dados foram divulgados hoje pela Agência Brasil, com base no relatório da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Ao todo, os brasileiros consumiram 21,4 milhões de sacas de 60 kg no último ano.

Por que o café ficou mais caro?

O preço do produto no varejo subiu 116% nos últimos cinco anos. Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, o aumento reflete safras ruins e estoques baixos desde 2021.

Além disso, a matéria-prima sofreu reajustes severos no campo. O café tipo conilon subiu 201%, enquanto o arábica saltou 212%. Portanto, o repasse ao consumidor final tornou-se inevitável para a indústria.

Resiliência do mercado brasileiro

Apesar da queda no volume, o setor comemora a resistência do público. Confira os principais indicadores:

  • Ranking Mundial: O Brasil segue como o segundo maior consumidor de café do mundo.

  • Consumo Per Capita: O brasileiro bebe, em média, 1,4 mil xícaras por ano.

  • Faturamento: A indústria cresceu 25,6%, somando R$ 46,24 bilhões em 2025.

Dessa forma, o resultado é visto como positivo. O brasileiro demonstra que não abre mão da bebida, mesmo com o orçamento apertado.

Previsões para o preço do café em 2026

Infelizmente, não há previsão de quedas substanciais nos preços para este ano. A Abic espera um ambiente mais estável devido à boa safra que se aproxima. Porém, a redução real nas gôndolas deve demorar.

“Precisaremos de pelo menos duas safras para ter uma redução em proporção confortável”, afirma Pavel Cardoso.

Desafios internacionais e exportação

O setor também monitora as tarifas de importação nos Estados Unidos. Atualmente, o governo americano mantém taxas sobre o café solúvel brasileiro. Por outro lado, o acordo entre Mercosul e União Europeia traz esperança. O Brasil produz 40% do café mundial e busca expandir essa liderança.

Portanto, o cenário para o consumo de café no Brasil em 2026 será de estabilidade e foco em promoções para atrair o cliente.

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RMC

Festival Campinas Rural terá espaço para minicursos e orientação sobre crédito

Crédito Carlos Bassan

Sebrae, Acic e Banco do Povo levarão orientações aos produtores rurais durante o evento

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, explica que um dos objetivos do festival também é abrir novos mercados para os produtores rurais. Com isso eles podem precisar modernizar ou ampliar a produção e é importante que saibam que existem políticas públicas para auxiliá-los. “O festival pode atrair donos de restaurantes, lanchonetes, padarias que vão conhecer os produtores e, quem sabe, esses produtores podem se transformar em fornecedores. Com isso pode haver uma ampliação na produção, exigindo mais crédito e conhecimento.”

O Sebrae Campinas marcará presença com o projeto ALI (Agentes Locais de Inovação), que leva soluções personalizadas diretamente às empresas, inclusive do meio rural. De acordo com os responsáveis, o conhecimento transmitido é fundamental para estimular a competitividade e a inovação entre os produtores e pequenos empreendedores ligados ao agro de Campinas. O objetivo é mostrar aproximação do Sebrae com o campo e que  inovação e tradição podem e devem caminhar juntas.

“Estar presente no Festival Campinas Rural é uma forma de reforçar nosso compromisso com o fortalecimento do agro na nossa região. É um evento que valoriza o produtor local e cria espaço para discutir como a gestão eficiente e o uso de tecnologia podem transformar a realidade de pequenas propriedades,” diz Nilcio Freitas, gerente regional do Sebrae-SP em Campinas.

No espaço ‘Da Roça ao Negócio’ a Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) participará por meio do Espaço MEI, oferecendo capacitação, orientação e suporte técnico aos produtores rurais da cidade. A ideia é fomentar autonomia, formalização e crescimento sustentável no campo. Na mesma área, estarão os agentes do Banco do Povo com orientações sobre crédito para o pequeno produtor, taxas reduzidas e possibilidade de aquisição de equipamentos.

 

SERVIÇO

Festival Campinas Rural 2025

Data: 4 a 6 de setembro

Horário: das 10h às 19h

Local: Largo do Rosário e praça Guilherme de Almeida

Endereço: Centro de Campinas

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Economia

Show Rural 2025: Sicredi renova patrocínio e anuncia R$ 8 bilhões para fortalecer parceria com agronegócio

Créditos: Divulgação/Sicredi

Principal agente repassador do BNDES, instituição financeira cooperativa oferece linhas de crédito, seguros e condições especiais para consórcios durante um dos maiores eventos do setor na América Latina, de 10 a 14 de fevereiro, em Cascavel (PR)

Com mais de 8,5 milhões de associados em todo o Brasil, o Sicredi estará presente na 37ª edição do Show Rural Coopavel, entre os dias 10 e 14 de fevereiro de 2025, em Cascavel (PR). Reconhecido como um dos três maiores eventos do agronegócio na América Latina, o encontro será uma vitrine para a instituição financeira cooperativa, que disponibilizará R$ 8 bilhões em linhas de crédito aos produtores rurais associados. Além disso, oferecerá condições especiais para aquisição de seguros e consórcios, com o suporte de mais de 100 colaboradores no atendimento. A presença do Sicredi no Show Rural reforça seu compromisso com o desenvolvimento do agronegócio no Paraná, estado onde é líder em número de agências, conforme dados do Banco Central do Brasil (BACEN). Atualmente, o Sicredi conta com 477 agências no estado.

Parceiro dos produtores rurais há mais de um século, o Sicredi liberou mais de R$ 7,8 bilhões em crédito agropecuário entre julho e novembro de 2024, registrando um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. “Somos um parceiro essencial no financiamento do agronegócio. Apenas na edição de 2024 do Show Rural, somamos 700 propostas de financiamento, totalizando R$ 325 milhões destinados à aquisição de utilitários, maquinários e tecnologias agrícolas”, destaca o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias. Ele ressalta que, para 2025, o objetivo é ampliar ainda mais o apoio ao produtor rural, abrangendo desde o custeio de safras até o incentivo a tecnologias sustentáveis, incluindo a proteção patrimonial com seguros rurais e consórcios voltados ao planejamento para aquisição de novos bens.

Consórcios e seguros como solução para o campo

A modernização no campo é uma prioridade para agricultores que buscam se destacar em um setor cada vez mais competitivo. Nesse contexto, o Sicredi tem ampliado seu portfólio de consórcios para veículos pesados, máquinas e implementos agrícolas, disponibilizando créditos de até R$ 1,5 milhão com condições flexíveis de pagamento, com as menores taxas do mercado. “Essa é uma solução estratégica e acessível, permitindo que os produtores adquiram maquinários e equipamentos agrícolas de forma planejada e sem juros. Além disso, possibilita a compra de bens de maneira econômica, sustentável e organizada, sendo uma excelente opção para quem deseja se planejar financeiramente e não tem pressa em realizar a aquisição”, explica o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Devanir Brisola.

Além da modernização, os produtores rurais enfrentam riscos que podem comprometer suas propriedades e aumentar a vulnerabilidade do patrimônio rural. Para atender a essas demandas, o Sicredi oferece seguros patrimoniais que cobrem situações adversas como incêndios, vendavais, alagamentos e furtos, garantindo a continuidade dos negócios e mitigando os impactos financeiros. “Com canais de atendimento para sinistros disponíveis  24 horas, via telefone e WhatsApp, asseguramos agilidade e eficiência nos momentos críticos. Em 2025, o Sicredi continuará expandindo suas soluções financeiras, reforçando seu compromisso de apoiar o produtor rural em todas as etapas de sua atividade”, complementa Brisola.

BNDES e agricultura familiar

Líder nos repasses de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Sicredi disponibiliza soluções para diversos segmentos por meio das linhas do banco de desenvolvimento, com destaque para o estímulo ao agronegócio no Brasil. No ranking dos agentes financeiros parceiros com melhor desempenho em 2023, o Sicredi foi reconhecido como líder nas categorias “Clientes Apoiados pelo BNDES” e “Valor Operado Geral”. Até maio de 2024, o saldo da carteira de crédito do Sicredi com recursos do BNDES alcançou R$ 23,9 bilhões, distribuídos em mais de 186 mil operações, sendo mais de 131 mil voltadas para o apoio à agricultura familiar.

A instituição financeira cooperativa também se consolida como um aliado estratégico dos produtores rurais, oferecendo soluções financeiras personalizadas e investindo em sustentabilidade. Com linhas de financiamento direcionadas a iniciativas ambientais e sociais, o Sicredi destinou, ao longo de 2023, mais de R$ 10,5 bilhões no Paraná para atividades como agricultura familiar, agricultura de baixo carbono e energia renovável. “Acreditamos que as ações de hoje têm impacto direto no futuro. Por isso, buscamos contribuir para comunidades e sociedades mais equilibradas, promovendo soluções que englobem aspectos econômicos, sociais e de governança”, avalia Gilson.

Como um dos principais agentes financeiros no apoio ao pequeno produtor, o Sicredi também lidera o volume de operações no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Focado no fortalecimento da produção local e no desenvolvimento sustentável das comunidades, a instituição reforça seu compromisso com o setor. “Nossa atuação é centrada nas pessoas e no impacto positivo que geramos nas regiões onde estamos presentes, algo que chamamos de ciclo virtuoso. O associado sabe que pode contar conosco, seja no Show Rural ou em uma de nossas agências”, conclui.

Serviço  

Show Rural Coopavel 2025 

Data: 10 a 14 de fevereiro  

Local: BR 277, Km 577 – Cascavel (PR)  

Entrada e estacionamento gratuitos

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Economia

SP fecha 2023 com mais de R$ 200 milhões em créditos concedidos ao agronegócio

Investimentos pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista beneficia 767 projetos, incluindo aqueles voltados à sustentabilidade no campo

Fonte Portal do Governo de São Paulo 

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, concedeu R$ 205 milhões em linhas de crédito para produtores rurais ao longo de 2023.

O recurso é disponibilizado pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), um dos principais mecanismos da gestão estadual para fomentar e viabilizar projetos voltados à produção agropecuária no estado.

Ao todo, 767 projetos foram contemplados. As linhas possuem finalidades diversas: a modalidade Pró-Trator, por exemplo, concede crédito para a aquisição de maquinário.

“O impacto vai ser muito grande, vai dar uma alavancada na minha produção. Com os juros, essa máquina custaria uns R$ 250 mil no mercado. Dá pra dizer que, só em juros, eu estou economizando uns R$ 70 mil”, afirma o produtor rural Carlos Alberto de Araújo.

Araújo é um dos produtores que acessaram a linha de crédito em 2023. Graças à iniciativa, ele conseguiu comprar o primeiro trator para sua fazenda, que há mais de dez anos produz laranja em Caconde, no interior paulista.

A linha de crédito oferecida possibilita que o produtor pague o financiamento da máquina em prazo de até oito anos, a juros zero, além de seguro garantido por um ano.

Outra frente de atuação do FEAP é o financiamento a projetos ligados à sustentabilidade no campo, por meio da linha Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista. Somente nesta modalidade, foram 237 produtores contemplados, com um recurso total de R$ 31 milhões.

Um dos exemplos é o caso da granja de frangos São Judas Tadeu, em Pedreira, na região de Campinas. O produtor João Pedro Vicentini gastava, por mês, aproximadamente R$ 5 mil somente com energia elétrica. Após a instalação de placas fotovoltaicas para captação de energia solar, adquiridas graças à captação de R$200 mil com a linha de crédito, a propriedade se tornou autossuficiente em energia, gerando uma economia de R$ 60 mil por ano.

Com a energia solar produzida, ele não precisa pagar pela energia elétrica necessária para o funcionamento da grana. Ou seja, em pouco mais de três anos, o investimento estará pago. “Em vez de pagar a energia, vamos pagar o financiamento. Depois, esse dinheiro vai se tornar lucro. Então, para a gente é um baita de um investimento”, afirma o produtor.

Em 2023, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento ainda concedeu crédito emergencial a produtores e pescadores atingidos por eventos climáticos extremos no litoral do estado e também no Vale do Ribeira.

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