Saúde
Laboratório de Itapira inicia fase clínica da Polilaminina para lesões medulares
Substância promissora desenvolvida pelo Cristália entra em testes com humanos para casos agudos; uso em lesões crônicas ainda aguarda validação científica
A ciência brasileira dá um passo significativo no campo da neurologia com o avanço da Polilaminina. Produzida em planta de biotecnologia própria pelo Laboratório Cristália, a substância é fruto de uma pesquisa iniciada pela cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, o Estudo Clínico de Fase I está concentrado em pacientes com lesões raquimedulares agudas, ou seja, ocorridas recentemente.
A empresa esclarece um ponto fundamental para as famílias que acompanham o tema: para lesões consideradas crônicas, a Polilaminina ainda permanece em fase experimental com animais. De acordo com o laboratório, ainda não existem dados suficientes que garantam a segurança e a eficácia da aplicação em humanos para casos de longa data, razão pela qual não há cadastro aberto para este perfil de paciente no momento.
O desenvolvimento tecnológico é protegido por patentes nacionais e internacionais solicitadas entre 2022 e 2023, com validade de 20 anos. O processo de extração e polimerização é exclusivo do centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Cristália. É importante ressaltar que o medicamento não está disponível para venda. O fornecimento para uso compassivo (casos específicos autorizados) é gratuito e realizado estritamente por equipes médicas treinadas, sendo qualquer tentativa de comercialização considerada ilegal.
O avanço deste estudo coloca o eixo Itapira-Amparo em destaque no mapa global da biotecnologia. O reconhecimento da pesquisadora Tatiana Sampaio pela Câmara de Amparo, que aprovou uma moção de aplausos, reflete o orgulho regional por sediar inovações que podem mudar a história da medicina.
Para a região, ter um laboratório de grande porte investindo em pesquisa de base significa não apenas prestígio científico, mas a consolidação de um ecossistema econômico que atrai mão de obra qualificada e investimentos em infraestrutura. Como já pontuamos em coberturas sobre inovação e saúde, o sucesso da Polilaminina pode abrir portas para que novos protocolos de tratamento de lesão medular sejam estabelecidos a partir do interior paulista, reafirmando a força da nossa indústria farmacêutica nacional.
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