Economia
Tesouro dos EUA procura Haddad para agendar reunião

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que ainda não há uma data marcada para o encontro, mas confirmou que a assessoria do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, fez o contato na quarta-feira, dia 30. A última vez que se reuniram foi em maio, antes do anúncio da tarifa de 50%.
Haddad explicou que essa é apenas a primeira etapa das negociações, mas que o Brasil está em uma posição mais favorável do que imaginava. Ele destacou a “muita injustiça” nas medidas e afirmou que o governo divulgará, nos próximos dias, um plano de contingência para ajudar as empresas prejudicadas. Este pacote deve incluir linhas de crédito e apoio à indústria e aos empregos, especialmente para os setores menores e mais frágeis.
Cerca de 700 produtos ficaram de fora da lista do aumento de tarifas, o que representa cerca de 43% dos valores exportados para os EUA. No setor mineral, 25% dos produtos foram taxados. Mesmo com essas exceções, o ministro reconheceu que o impacto é “dramático” para alguns setores e que, mesmo os maiores, precisarão de tempo para se adaptar.
Haddad também ressaltou que a tentativa de interferir no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado não fará parte das negociações. Ele explicou que o Judiciário é um poder independente e que o Brasil deve mostrar que é uma das democracias mais amplas do mundo. Ele acrescentou que “a perseguição ao ministro da Suprema Corte [Alexandre de Moraes] não é o caminho de aproximação entre os dois países.”


