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Paralisação de coletores em Indaiatuba expõe racha entre funcionários e sindicato
A manhã desta segunda-feira, dia 16, começou com transtornos para o serviço de limpeza urbana em Indaiatuba. Um grupo de coletores de lixo interrompeu as atividades e realizou uma manifestação em frente à sede da Corpus Saneamento e Obras, empresa responsável pela concessão no município. O movimento, que já impacta o cronograma da coleta domiciliar, levanta questionamentos graves sobre as condições operacionais e a relação entre a base de trabalhadores e a representação sindical.
O grupo de funcionários formalizou uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), alegando insatisfação com a remuneração, sobrecarga de trabalho e precariedade da frota. Um ponto crítico do documento protocolado é a crítica direta à atuação do sindicato da categoria, sugerindo que os trabalhadores não se sentem representados pelas negociações vigentes, o que explica a natureza espontânea e “extra-oficial” da paralisação.
O conflito jurídico e operacional
A Corpus Saneamento reagiu prontamente, classificando a ação como “ilegal e arbitrária”. Segundo a empresa, o movimento descumpre a Lei de Greve (Lei nº 7.783/89) por não ter passado por deliberação sindical prévia ou aviso oficial. A concessionária nega qualquer falta de infraestrutura e afirma que as condições operacionais estão dentro das normas, buscando agora medidas para restabelecer o serviço e evitar o acúmulo de resíduos nas vias públicas.
A Prefeitura de Indaiatuba, por sua vez, monitora o impasse e já confirmou que a coleta domiciliar sofrerá atrasos ao longo do dia. A gestão municipal aguarda o desfecho das negociações entre a empresa e os funcionários para normalizar o atendimento à população.
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