Economia
Meta deve ultrapassar Google e liderar mercado de publicidade digital
Imagem: Getty Images | the news
Projeções apontam receita de US$ 243 bilhões para a Meta, superando o rival pela primeira vez; ascensão dos Reels e novos hábitos de busca via IA e TikTok explicam a mudança histórica no topo do setor
O mercado de tecnologia testemunha em abril de 2026 uma troca de cadeiras histórica no topo do faturamento global. Pela primeira vez, a Meta está prestes a se tornar a maior empresa de publicidade digital do mundo, superando o Google em receita de anúncios.
As projeções financeiras para este ano indicam que a companhia de Mark Zuckerberg atingirá US$ 243 bilhões em receita publicitária (um salto de 24% em relação ao ano anterior). Enquanto isso, o Google, que liderou o setor por décadas, deve registrar US$ 239 bilhões (+11% YoY).
A hegemonia do Google no mercado de buscas dos Estados Unidos caiu para menos da metade pela primeira vez em dez anos, atingindo 48,5% de participação. Três fatores principais explicam essa erosão:
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Consumo de Vídeo Curto: O formato Reels, da Meta, teve um aumento de 30% em tempo de visualização. Sozinho, o produto deve faturar US$ 50 bilhões este ano.
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Busca de Produtos: A Amazon consolidou-se como o destino primário para quem deseja pesquisar e comprar itens, drenando verba publicitária que antes ia para o buscador.
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IA e Redes Sociais: O surgimento de ferramentas como a OpenAI (ChatGPT) e o dinamismo do TikTok redefiniram a maneira como as novas gerações consomem informação, trocando listas de links por respostas diretas ou vídeos explicativos.
Apesar da liderança de Zuckerberg, a concentração de poder continua latente. O trio formado por Meta, Google e Amazon deve abocanhar 62,3% de todo o mercado global de publicidade digital em 2026. O setor como um todo vive uma fase de expansão agressiva, com expectativa de movimentar cerca de US$ 700 bilhões até o fim do ano.
Para a Meta, o resultado valida a aposta pesada em algoritmos de recomendação e inteligência artificial, que conseguiram prender a atenção do usuário e oferecer uma precisão de segmentação que o Google, preso ao modelo de palavras-chave, começa a ter dificuldades para igualar.
Fonte: Redação / Sherwood
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