Economia

Juros altos não freiam o mercado imobiliário brasileiro

Crédito Eduardo Knapp –  Folhapress

Mesmo com a taxa Selic em 15%, o mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com movimentação histórica de R$ 264 bilhões em vendas. O desempenho foi impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que sustentou o setor diante da maior taxa de juros das últimas duas décadas.

Os números impressionam pelo contraste econômico: foram 426 mil imóveis vendidos no último ano, um crescimento de 5,4% em relação ao período anterior. Esse fôlego veio acompanhado de uma valorização real nos preços, que saltaram 18,6% em 12 meses — superando com folga a inflação oficial de 4,2%. O protagonismo do segmento popular ficou evidente no último trimestre, quando o programa federal respondeu por metade de todos os lançamentos e vendas no país.

Reflexos do setor

Para quem acompanha o desenvolvimento das cidades próximas a Campinas, esses dados nacionais explicam o cenário que vemos nas ruas. A resiliência do mercado imobiliário brasileiro reflete-se aqui na continuidade de novos condomínios e na busca por imóveis que ofereçam qualidade de vida fora das capitais. A demanda por habitação na região permanece alta, independentemente do custo do crédito, muito pela atratividade logística e de infraestrutura que oferecemos.

A tendência para 2026 é de otimismo moderado. Com a sinalização de que o Banco Central pode iniciar o corte de juros a partir de março, a expectativa é que o crédito imobiliário ganhe fôlego extra. Diferente de décadas passadas, o mercado aprendeu a operar com eficiência mesmo sob pressão monetária, focando em nichos de alta necessidade habitacional. 

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