RMC
Justiça dá prazo para Condephaat decidir sobre retirada de gradis do Centro de Convivência
Crédito Daniel Ribeiro
O futuro estético e funcional do Centro de Convivência Cultural (CCC) de Campinas está nas mãos do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado (Condephaat). A Justiça estabeleceu que o órgão tem até esta sexta-feira, dia 13, para emitir um parecer técnico sobre a regularidade dos gradis instalados ao redor do complexo.
A estrutura, concluída pela Prefeitura de Campinas em julho de 2025, transformou o marco arquitetônico em um espaço cercado, o que gerou forte resistência de especialistas. O juiz Mauro Iuji Fukumoto, da 1ª Vara da Fazenda Pública, quer saber se o cercamento respeita as normas de preservação do patrimônio tombado.
A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea-SP) classificou a instalação como um “atentado ao direito à cidade”. Segundo a entidade, o projeto original do arquiteto Fábio Penteado concebeu o local como um espaço democrático e aberto.
Para os arquitetos, o uso de gradis gera impactos negativos imediatos:
-
Isolamento: Rompe a fluidez do tecido urbano com a vida cotidiana;
-
Insegurança: O esvaziamento do espaço pode, a longo prazo, favorecer a degradação em vez de protegê-lo;
-
Exclusão: Substitui a ideia de cidadania pela lógica do controle.
Novo projeto em pauta
O impasse ganha um novo capítulo com a revelação de que o Condephaat já solicitou à prefeitura um novo projeto que contemple a “fluidez do bem protegido” e busque alternativas ao cercamento atual. A administração municipal tem um prazo de 90 dias, contado desde novembro de 2025, para apresentar essa nova proposta.
Operação e Eventos
Apesar da disputa judicial, o Centro de Convivência — que ficou fechado por 14 anos — segue seu cronograma de reabertura operacional. A prefeitura planeja licitações para a gestão de restaurantes, bilheteria e segurança, com a meta de realizar eventos-piloto (testes de público) a partir de outubro para consolidar a programação oficial em 2026.
Destaques:



