RMC
Veja quais escolas da RMC adotam o modelo Cívico-Militar nesta segunda

Unidades terão monitores e monitores-chefes na segurança, disciplina, acolhimento e na promoção de valores cívicos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O estado de São Paulo inicia o ano letivo de 2026 com a implantação do modelo cívico-militar. Segundo o portal Redação, 100 unidades escolares estreiam o sistema nesta segunda-feira, dia 2, Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), seis escolas começam a ofertar vagas nos ensinos Fundamental e Médio. O projeto enfrentou diversos adiamentos judiciais antes desta fase de execução.
Unidades da RMC que adotam o novo sistema
A cidade de Campinas terá duas escolas operando no novo formato: Reverendo Eliseu Narciso e Professor Messias Gonçalves Teixeira. Outras quatro cidades da região também foram contempladas nesta etapa inicial:
Nova Odessa: Escola Professora Silvania Aparecida Santos.
Cosmópolis: Escola Dr. Paulo de Almeida Nogueira.
Sumaré: Escola Marinalva Gimenes Colossal da Cunha.
Hortolândia: Escola Yasuo Sasaki.
A gestão escolar manterá o Currículo Paulista, mas contará com o apoio de policiais militares inativos. Ao todo, 208 monitores atuarão na disciplina e segurança dos alunos. Além disso, esses profissionais passarão por avaliações semestrais de desempenho realizadas por diretores e estudantes.
Polêmicas e decisões judiciais sobre o modelo
Apesar do início das aulas, o programa ainda gera debates intensos na Justiça. Sindicatos e parlamentares questionam a contratação de policiais sem concurso público. Além disso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) apontou possíveis falhas no uso de verbas da educação para pagar militares.
Dessa forma, a principal crítica envolve a diferença salarial. Policiais podem receber até R$ 6 mil de compensação, valor superior à média dos professores estaduais. No entanto, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, considerou o programa constitucional. Ele questionou apenas a forma de pagamento do bônus aos militares. Assim, as escolas cívico-militares em SP seguem sob monitoramento jurídico enquanto as aulas acontecem.


