Economia
Empresas aumentam divisão de custos de planos de saúde com funcionários
O modelo de custeio dos planos de saúde corporativos passou por mudanças significativas nos últimos cinco anos. Atualmente, quase metade das empresas (48%) já divide a mensalidade com seus colaboradores, uma estratégia para enfrentar os reajustes que chegam a dobrar o índice da inflação oficial.
O impacto no bolso do trabalhador
Em 2020, o cenário era diferente: 41% das empresas adotavam a coparticipação ou divisão da mensalidade. Além do aumento no número de emcusto de vidaCUSpresas que dividem o custo, a fatia paga pelo empregador diminuiu. Se antes as empresas arcavam com 71% do valor, hoje a média caiu para 60%, elevando a parcela paga pelo trabalhador para 40%.
Este movimento reflete a pressão dos planos corporativos, cujos reajustes anuais giram em torno de 11%, enquanto os planos individuais são limitados pela ANS. Para as famílias de Valinhos que dependem do convênio da empresa, isso significa uma mordida maior no orçamento doméstico mensal.
Por que os custos subiram?
Três fatores principais explicam essa alta acima da inflação (IPCA):
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Inflação Médica: O custo de exames, cirurgias e medicamentos subiu de forma acelerada.
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Novas Regras: O fim do limite de uso para terapias, determinado pela ANS em 2022, aumentou a sinistralidade.
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Uso por Dependentes: Houve um crescimento notável no uso do plano por dependentes, especialmente menores de idade.
Como os planos corporativos representam 73% do mercado nacional e são definidos em livre negociação, as empresas buscam na divisão de custos uma forma de manter o benefício sem comprometer a viabilidade do negócio.
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