Saúde
O custo invisível do sedentarismo: por que a falta de movimento causa mais dor que a má postura
No mês de conscientização sobre a atividade física, especialista desmistifica vilões da coluna e aponta que 27 milhões de brasileiros sofrem com dores por falta de condicionamento
As dores musculares e articulares já fazem parte do cotidiano de uma parcela significativa da população. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE), cerca de 27 milhões de adultos no Brasil convivem com dores na coluna. Diante desse cenário, e às vésperas do Dia Mundial da Atividade Física, celebrado em 6 de abril, especialistas alertam: o grande vilão pode não ser o jeito que você senta, mas o quanto você deixa de se mover.
Para o Dr. Raul Oliveira, professor de fisioterapia da Afya, existe um mito consolidado de que a má postura, isoladamente, é a causa principal dos desconfortos. “Na prática, o sedentarismo e a falta de condicionamento físico têm um peso muito maior”, afirma o especialista. Segundo ele, o corpo humano é resiliente e cria compensações naturais; a dor surge quando o organismo não tem resistência para suportar as cargas do dia a dia.
Recomendações
Para combater o ciclo da dor, o Guia de Atividade Física para a População Brasileira estabelece metas claras que podem ser adaptadas à rotina de cada cidadão:
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150 minutos semanais de exercícios de intensidade moderada;
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Ou 75 minutos semanais de atividades vigorosas.
A escolha da modalidade deve ser individualizada, respeitando as limitações clínicas de cada pessoa. Práticas como caminhada, pilates, alongamentos e musculação leve são as mais indicadas para quem busca reeducação corporal e prevenção de lesões.
Além do Movimento
O especialista ressalta que a consistência é mais determinante para a saúde do que a intensidade esporádica. Além disso, o tratamento de dores crônicas exige um olhar multifatorial sobre o estilo de vida.
“Mais do que ajustes pontuais, é fundamental olhar para o estilo de vida como um todo. Sono, alimentação e estresse também influenciam diretamente na saúde musculoesquelética”, conclui o Dr. Raul Oliveira.
A mensagem para este mês de conscientização é clara: o movimento é o melhor lubrificante para as articulações e o principal escudo contra as patologias da coluna. Manter uma rotina ativa é, acima de tudo, um investimento na manutenção da autonomia e da qualidade de vida a longo prazo.
Fonte: Afya / IBGE
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