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Árvores mortas do Bosque dos Jequitibás serão substituídas por espécies saudáveis

Crédito Fernanda Sunega

Análise do Plano Diretor Florestal, feito pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), apontou risco de queda; novas árvores nativas serão plantadas no parque

As equipes do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) de Campinas iniciaram a substituição de 60 árvores mortas e com risco de queda por espécies saudáveis no Bosque dos Jequitibás. O trabalho começou em 18 de agosto e ocorre apenas às segundas-feiras, quando o parque está fechado para visitação. Essa ação faz parte do Plano Diretor Florestal, que a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq)/USP elaborou para a Prefeitura de Campinas.

A ação mais recente ocorreu em 1º de setembro e a equipe deve continuar o trabalho pelos próximos dois meses. O Plano Diretor Florestal identificou as árvores que precisam de substituição: elas ficam nas margens do Bosque, perto da grade e das ruas do entorno. Após a conclusão, a equipe começará imediatamente a plantar as novas árvores, que são espécies nativas da Mata Atlântica.

Autorização e Elaboração do Plano

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) autorizaram as intervenções. O Bosque dos Jequitibás é tombado como patrimônio cultural e histórico nas duas instâncias, por isso, as intervenções precisaram da autorização de ambos os conselhos.

A Esalq/USP começou a elaborar o Plano Diretor Florestal do Bosque dos Jequitibás em junho de 2023, a pedido da Prefeitura de Campinas, após fortes chuvas no início daquele ano. O estudo teve o objetivo de mapear e analisar as condições das árvores, especialmente em parques, e de estruturar um plano para o manejo de árvores em eventos climáticos extremos.

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