Economia
Representação do Parlasul aprova acordo Mercosul-UE; texto segue para o Congresso
Proposta aprovada por unanimidade prevê redução gradual de tarifas e pode impulsionar exportações de máquinas, autopeças e produtos agrícolas da região
A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou, nesta terça-feira, dia 24, o texto do acordo Mercosul-UE. A decisão, tomada de forma unânime em São Luís, ocorre após um pedido de vista ter adiado a análise iniciada no último dia 10. Com este passo, o tratado comercial segue agora para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
O acordo Mercosul-UE estabelece a criação da maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo um mercado de 720 milhões de pessoas. O cronograma prevê que o Mercosul zerará as tarifas sobre 91% dos bens europeus em um prazo de 15 anos, enquanto a União Europeia eliminará impostos sobre 95% dos produtos sul-americanos em até 12 anos. Além do Brasil, o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos da Argentina, Paraguai e Uruguai, além do Parlamento Europeu.
Perspectivas para a indústria e agricultura regional
Para o polo industrial de Valinhos e da Região Metropolitana de Campinas (RMC), a aprovação traz perspectivas de ganhos imediatos. O acordo prevê tarifa zero, desde o início da vigência, para setores como máquinas, equipamentos, automóveis e autopeças — segmentos com forte presença produtiva ao longo das rodovias Anhanguera e Bandeirantes. A ApexBrasil estima que a implementação do tratado pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, favorecendo a inserção da indústria nacional em cadeias globais.
O próximo desafio do governo brasileiro será a articulação política no Congresso Nacional para garantir a ratificação do texto. Para o setor empresarial local, a expectativa é de que o acordo traga maior previsibilidade jurídica e redução de barreiras técnicas, permitindo planejamentos de longo prazo para investimentos e geração de empregos na região.
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