Saúde

Dormência nos pés: quando o formigamento revela algo mais sério do que cansaço

Especialista alerta para sinais de neuropatia periférica, condição comum e pouco diagnosticada

A sensação de dormência nos pés é tão cotidiana que muitas pessoas sequer consideram que o formigamento possa ser um alerta do corpo. Porém, quando a dormência se torna frequente ou aparece sem motivo claro, pode estar ligada a neuropatia periférica, condição que afeta os nervos responsáveis pela sensibilidade e pelos movimentos dos pés.

Segundo Andrea Medeiros, coordenadora técnica da All Pé, grande parte dos pacientes só busca atendimento quando os sintomas já evoluíram para perda sensorial, dor intensa ou até feridas que não cicatrizam.

“A dormência recorrente não é normal. É um dos primeiros sinais de que algo está comprometendo os nervos. Quanto mais cedo investigamos, maiores as chances de evitar complicações”, explica a especialista.

A neuropatia periférica pode surgir por diversos motivos: diabetes, compressões nervosas, deficiências vitamínicas, problemas na coluna, alcoolismo, hipotireoidismo e até o uso prolongado de calçados apertados. Embora comum, a condição é frequentemente subestimada, especialmente entre pessoas que passam longas horas em pé ou acima dos 40 anos.

Quando a dormência merece atenção

De acordo com Andrea, é importante diferenciar a dormência ocasional — como quando alguém cruza as pernas por muito tempo — da dormência persistente ou repetida.

“Quando há sensação de dormência frequente nos pés, mesmo em repouso, ou quando ocorre perda de sensibilidade, sensação contínua de agulhadas, queimação ou dificuldade para perceber o contato com o chão, é sinal de que é necessário buscar avaliação especializada”, orienta.

Consequências que vão além do desconforto

O comprometimento dos nervos pode afetar o equilíbrio, alterar a marcha e aumentar o risco de quedas. Em casos avançados, pequenas lesões tornam-se porta de entrada para infecções, especialmente em pessoas com diabetes.

“Já recebemos pacientes que não perceberam queimaduras, cortes ou machucados por falta de sensibilidade. Isso mostra como a neuropatia é perigosa quando negligenciada”, afirma Andrea.

O que fazer?

A avaliação adequada inclui testes de sensibilidade, análise da pisada e investigação das possíveis causas clínicas. O tratamento pode envolver controle glicêmico, mudança de hábitos, suplementação, fisioterapia, ajustes na rotina de calçados e acompanhamento podológico.

A especialista reforça ainda a importância da prevenção:

  • observar mudanças na sensibilidade dos pés;
  • evitar sapatos apertados ou rígidos;
  • fazer pausas durante longos períodos em pé;
  • manter exames em dia se houver fatores de risco, como diabetes.

“Cuidar dos pés é cuidar da saúde geral. Dormência frequente nunca deve ser normalizada”, conclui.

Mais informações: https://allpe.com.br/

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Saúde

Chip em estudo restaura visão de pessoas com degeneração causada pela idade

Dispositivo que combina implante colocado embaixo da retina e óculos inteligentes  devolveu parte da visão a pacientes com degeneração macular avançada

Por Bruno Pereira, da Agência Einstein

A combinação de um microchip implantado sob a retina e um par de óculos inteligentes conectados foi capaz de devolver parte da visão a pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) avançada. O estudo, feito por pesquisadores de cinco países, permitiu que 81% dos voluntários melhorassem a capacidade de leitura após 12 meses.

Publicada no The New England Journal of Medicine no final de outubro, a pesquisa detalha como a conexão entre os dispositivos tecnológicos devolveu ao organismo a capacidade de decodificar os estímulos luminosos sem depender diretamente das células danificadas pela doença. “Apesar desse implante não estar disponível imediatamente para os pacientes, ele é realmente um avanço muito importante na oftalmologia”, afirma o oftalmologista e retinólogo Diego Monteiro Verginassi, do Einstein Hospital Israelita.

A tecnologia utiliza um implante fotovoltaico colocado por baixo da retina, a parede interna do olho que recebe os sinais da luz. Esses sinais são enviados por uma câmera acoplada aos óculos inteligentes. A câmera capta imagens e as transforma em feixes de luz infravermelha, projetados sobre o chip. Este, por sua vez, converte a luz em estímulos elétricos, assim como faria a retina se não estivesse doente, enviando sinais visuais ao cérebro.

Dos 32 voluntários que completaram o acompanhamento de um ano da pesquisa, 27 tiveram avanços no teste de leitura.

“Nesse estudo, a maioria dos pacientes conseguiu melhorar o que chamamos de linhas de visão. Quando vamos a um oftalmologista, nós projetamos linhas de letras maiores que progressivamente vão ficando cada vez menores. Nesses casos, os pacientes conseguiram ler de cinco a 12 linhas menores do que aquilo que eles conseguiam ler antes do implante do microchip”, explica Verginassi.

O implante se carrega com a luz infravermelha projetada pelos óculos, portanto, não precisa de fios ou baterias para funcionar. Além disso, o dispositivo não prejudicou o funcionamento da visão periférica natural dos pacientes que ainda a preservavam, com as duas formas (a artificial e a orgânica) atuando simultaneamente.

Mas a cirurgia para colocar o pequeno chip de 2 milímetros sob a retina não é simples. “Hoje já é um tipo de cirurgia que fazemos na prática, para tratar hemorragias ou até transplantes de epitélio pigmentar, porém é um procedimento complexo”, relata o oftalmologista.

Foram registrados 26 eventos adversos graves em 19 participantes, sendo que quase todos estavam relacionados ao aumento de pressão no olho e a pequenas hemorragias nas primeiras oito semanas após a cirurgia. Nenhum caso resultou em perda total de visão ou risco sistêmico.

Os pesquisadores agora trabalham em protótipos que possam dar maior nitidez à visão e planejam aumentar o número de voluntários submetidos aos testes, mas ainda deve demorar até que essa alternativa possa ser usada pelo público geral.

Perda da visão central

A DMRI é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. A doença destrói progressivamente as células receptoras de luz na retina, afetando especialmente o centro da visão.

“Nessa região temos uma estrutura chamada mácula, que tem uma alta concentração de células que fazem a tradução da luz em impulso nervoso. Na DMRI, essas células sofrem alterações e param de funcionar, causando a perda da visão central que vai aumentando progressivamente em uma cegueira irreversível”, detalha o médico do Einstein.

A doença se apresenta de duas formas principais: a seca e a úmida. A seca representa a maioria dos casos e ainda carece de terapias eficazes. “As opções se limitam ao uso de vitaminas e terapias com luz, mas os resultados são pouco animadores”, afirma Verginassi.

Já a forma úmida, também chamada neovascular, é tratada com injeções intraoculares de medicamentos que evitam sangramentos responsáveis por danificar as células receptoras de luz. Mesmo com esse tratamento, só é possível conter a progressão da doença, e não restaurar a visão. E isso é justamente o que promete o chip em estudo.

“Obviamente, ainda não falamos em recuperar a leitura plena, mas é um avanço importante ao desbravar um tipo de tecnologia até então inatingível”, conclui Diego Verginassi.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Pensamentos “intrusivos” em gestantes podem ajudar a detectar transtornos

Ideias indesejadas são comuns antes e após o parto, mas dependendo do caso podem indicar risco de distúrbios de saúde mental; saiba quando se preocupar

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Durante a gravidez e nas primeiras semanas após o parto, é comum que a mulher imagine diferentes situações envolvendo o bebê, incluindo pensamentos que podem ser assustadores. Imaginar cenas de acidentes, quedas ou até de machucar o próprio filho sem querer são mais frequentes do que se imagina, embora isso raramente seja compartilhado com profissionais de saúde.

Um artigo publicado na revista Science Advances mostra que esses pensamentos indesejados, na maioria das vezes sobre danos ou perigos ao bebê, podem ser uma importante janela para entender os transtornos de ansiedade no período perinatal e, dessa forma, ajudar a identificar precocemente as mulheres que estão mais vulneráveis a desenvolver quadros de depressão e ansiedade após o parto.

Essas ideias repentinas são conhecidas como “pensamentos intrusivos” e são caracterizadas por imagens ou impulsos vívidos, que surgem de forma abrupta, indesejada ou angustiante. No contexto da maternidade, podem aparecer como pensamentos do tipo “e se o bebê cair?”, “e se eu o sufocar sem querer?”, “e se eu machucar meu filho?”. “O que os caracteriza é que esses pensamentos surgem ‘do nada’ e são contrários aos valores e desejos da mãe, causando intenso desconforto”, explica o ginecologista e obstetra Rômulo Negrini, coordenador materno-infantil do Einstein Hospital Israelita.

Em geral, esses pensamentos não refletem desejo ou intenção real, mas sim medo e hipervigilância e, por isso, diferem da preocupação normal da maternidade. “Não é algo planejado nem fruto de ruminação, e sim um lampejo mental que causa medo e culpa. O que é considerado normal é ter intrusões isoladas, curtas e reconhecidas como indesejadas. Já quando esses pensamentos são persistentes, geram evitamentos ou impedem o cuidado com o bebê, é sinal de alerta”, ressalta Negrini.

Cerca de 80% das mulheres vão vivenciar o baby blues, como é chamado o conjunto de sentimentos que costuma ser confundido com depressão pós-parto: choro, tristeza, angústia, excesso de sensibilidade, irritabilidade e/ou ansiedade. Ele surge imediatamente após o parto e costuma durar de duas a três semanas. A depressão pós-parto, pelo contrário, não desaparece e pode trazer outras complicações, inclusive no aspecto afetivo, atrapalhando o vínculo entre mãe e bebê.

O que leva a pensamentos intrusivos nessa fase?

Estudos mostram que entre 70% e 100% das mães relatam essas intrusões mentais. Cerca de metade tem, pelo menos uma vez, ideias de dano intencional, embora sem qualquer ação de fato. “Muitas mães não contam o que sentem por medo de serem julgadas”, observa o médico. Por isso, é importante que os profissionais de saúde abordem o tema com as gestantes de forma aberta e normalizadora. “Ter pensamentos intrusivos não significa ser perigosa. Falar sobre isso é sinal de autoconsciência e proteção, não de risco.”

A pesquisa recente aponta que essas ideias costumam combinar vulnerabilidades e fatores ambientais. Mudanças hormonais intensas — como as oscilações de estrogênio, progesterona e cortisol — podem aumentar a sensibilidade emocional, especialmente em mulheres predispostas à ansiedade. Somam-se a isso o sono fragmentado no puerpério, o isolamento, o medo de não dar conta e a falta de apoio no pós-parto. “Em geral, é a interação entre todos esses fatores que favorece as intrusões”, pontua Rômulo Negrini.

Daí a importância de ficar atenta aos sinais que indicam a necessidade de procurar ajuda. “Deve-se buscar avaliação imediata se houver impulsos repetitivos, ideias de agir, evitação do bebê ou ansiedade tão intensa que compromete o cuidado. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento de saúde mental, e, se houver risco, acionar emergência”, recomenda o especialista do Einstein.

O tratamento depende da gravidade desses pensamentos. Segundo Negrini, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes, especialmente quando adaptada ao contexto perinatal, com técnicas de exposição e prevenção de resposta. Casos mais graves podem exigir o uso de medicamentos antidepressivos compatíveis com o aleitamento materno, sempre sob acompanhamento psiquiátrico. “É fundamental também garantir suporte emocional, reduzir o estresse e melhorar o sono da mãe”, frisa.

Para a prevenção, o ideal é que as consultas de pré-natal incluam triagem para ansiedade e histórico de transtornos prévios, além de envolver o parceiro ou familiares no planejamento do suporte pós-parto. “Cuidar da saúde mental da mãe é cuidar da saúde do bebê e de toda a família”, conclui o médico.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Jabuticaba contribui para controle do apetite e a cognição

Pesquisa da Unicamp, em parceria com universidade da Suécia, aponta potencial do fruto nativo que é rico em compostos protetores; veja como tirar proveito

Por Regina Célia Pereira, da Agência Einstein

Além de aguçar os sentidos, a casca brilhante e de coloração escura da jabuticaba concentra substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias que estão por trás de impactos positivos no controle do apetite e nas funções cognitivas, conforme aponta artigo publicado no periódico Food Research International.

O trabalho foi realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, liderado pelo engenheiro de alimentos Mário Maróstica, em parceria com equipe da Universidade de Lund, na Suécia.

Para chegar aos resultados, 19 participantes consumiram, por quatro semanas, uma preparação especial feita a partir da casca da jabuticaba. Exames de sangue realizados ao longo do estudo mostraram redução de marcadores inflamatórios, como a interleucina-6, indicando um possível efeito anti-inflamatório.

Além disso, questionários padronizados aplicados para avaliar memória e raciocínio apontaram melhora na cognição cerca de 15 minutos após a ingestão do preparado. Também foi aplicado um teste que envolve perguntas e respostas para medir a saciedade.

Observou-se que a ingestão da fruta pode ajudar a regular a fome.

“O apetite é influenciado por muitas variáveis e estudos anteriores indicam que a fruta modula a produção de hormônios, como o GLP-1, o que pode explicar o efeito”, afirma Maróstica.

Já sobre a ação na cognição, outros trabalhos demonstraram que as substâncias vindas da casca do fruto favorecem o metabolismo da insulina, o que colabora para o funcionamento do cérebro.

Sinergia de compostos

Ao longo de 17 anos estudando a jabuticaba, o pesquisador da Unicamp comprovou que fruta também é potente contra a síndrome metabólica – distúrbio marcado pelo acúmulo de gordura abdominal, taxas elevadas de glicose, alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, além de hipertensão arterial. “Entre as substâncias responsáveis por tais benefícios, destacam-se as antocianinas”, afirma.

Trata-se de um grupo de pigmentos, da família dos fenólicos, que coleciona evidências sobre feitos em prol da saúde. O termo vem do grego: anthos significa flor e kyanos, azul. Acredita-se que flores como as hortênsias e as quaresmeiras tenham servido de inspiração. Na natureza, as antocianinas servem como uma espécie de escudo, protegendo dos raios solares, das variações climáticas, entre outras intempéries.

No nosso organismo, ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas desemparelhadas acusadas de danificar as células. Não à toa, são associadas à redução do risco de males cardiovasculares e doenças degenerativas, caso do Alzheimer. Inclusive, a boa fama das berries — que incluem frutas como cereja, framboesa, amora, mirtilo e morango — se deve, em partes, à presença desses pigmentos.

Mas a jabuticaba fornece outros compostos bioativos, caso da quercetina, das catequinas e dos taninos.

“Contém sais minerais como o magnésio, o potássio e o fósforo”, acrescenta a nutricionista Isis Avelino, do Einstein Hospital Israelita. Somam-se ainda as fibras, que zelam pela microbiota intestinal, favorecendo o equilíbrio entre bactérias e outros micro-organismos que habitam a região.

Todos esses componentes atuam em sinergia em prol da saúde, e se concentram, sobretudo, na parte externa do fruto, isto é, na casca. Entretanto, como ela é grossa e bastante fibrosa, muita gente a dispensa.

Como tirar proveito

“Uma estratégia para aproveitar toda a riqueza é preparar sucos”, ensina a nutricionista. É importante não demorar para consumi-lo, porque com o passar do tempo o sabor tende a se alterar. Molhos, compotas e geleias também são bem-vindos.

Outra dica é fazer um tipo de farinha, após assar a casca no forno e bater no liquidificador. “Dá para incrementar pães, biscoitos, bolos e até salpicar em saladas de frutas e iogurtes”, sugere Avelino. O ideal é caprichar na higienização das cascas e dar preferência às versões orgânicas.

Infelizmente, a jabuticaba não é encontrada em todos os meses do ano. O tempo de colheita costuma ir de setembro a novembro. Vale aproveitar a sazonalidade, conceito que está em alta e promove alimentos mais frescos e baratos.

“Ao acrescentar a fruta no cardápio, há a valorização de um ingrediente nativo, o que enaltece a cultura alimentar brasileira e a nossa biodiversidade”, observa a especialista do Einstein. Sem esquecer, claro, de todos os ganhos nutricionais.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Musculação na gravidez melhora sono, reduz dores e aumenta bem-estar

Revisão de estudos mostra que exercícios de força são seguros e trazem benefícios físicos e psicológicos importantes para gestantes

Por Thais Szegö, da Agência Einstein

É comum mulheres grávidas focarem sua rotina de exercícios apenas em atividades aeróbicas. Mas isso não é necessário. Um estudo recente da Universidade Europeia Miguel de Cervantes e da Universidade Católica de Valência, ambas na Espanha, indica que a musculação e os exercícios resistidos também têm um papel fundamental durante a gestação.

Publicada em julho na revista Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, a pesquisa reuniu e analisou nove ensaios clínicos envolvendo 1.581 participantes, com idades entre 31 e 35 anos. Do total, 776 realizaram exercícios de força, enquanto 805 formaram o grupo controle.

Os resultados mostram que mulheres grávidas que praticaram sessões de 60 minutos de exercícios resistidos de uma a duas vezes por semana — com foco em todo o corpo, especialmente no core e no assoalho pélvico — apresentaram benefícios significativos. Entre eles, redução de dores na lombar e no ciático, aumento da força muscular, melhora da flexibilidade, maior gasto energético, melhor qualidade do sono e impactos positivos no bem-estar psicológico.

Os achados vão ao encontro do que especialistas já seguem na prática.

“Apesar da heterogeneidade dos estudos incluídos na pesquisa, como diferença entre tipos de exercícios e de intensidade, o artigo conclui de forma plausível que treinamento de força na gestação tende a aumento qualidade de vida, seguindo tendências da literatura recente”, avalia o ginecologista e obstetra Rômulo Negrini, coordenador médico materno-infantil do Einstein Hospital Israelita.

A musculação é para todas?

Nem todas. Entre as contraindicações para a prática de atividade física nessa fase estão doença cardíaca ou pulmonar grave, parto prematuro iminente ou trabalho de parto, placenta prévia com sangramento, ruptura de membranas, pré-eclâmpsia grave, anemia severa e incompetência do colo do útero.

A maioria, porém, está liberada para se exercitar.

“Diretrizes de órgãos como o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia recomendam atividade física regular, incluindo força, durante gravidez quando não houver contraindicação”, diz Negrini. Ainda assim, é essencial consultar um obstetra antes de iniciar esse tipo de prática.

O acompanhamento de um profissional de educação física especializado em gestantes também é indicado, o que permitirá adaptar os treinos a cada fase da gravidez. “

É necessário ajustar o volume e a intensidade e adaptá-los durante todo o período. Na gestação, o corpo se ajusta a cada fase gestacional, o que torna essencial o acompanhamento de um profissional”, afirma a profissional de educação física e doutora em ciências da saúde Carla Montenegro, do Centro de Reabilitação do Einstein Hospital Israelita.

Mesmo assim, vale ficar atento a alguns sinais de alerta: sangramento vaginal, dor torácica, falta de ar intensa, tontura, dor de cabeça forte, contrações uterinas e diminuição dos movimentos fetais são indícios de que é preciso pausar os treinos. “Nessas situações, o obstetra deve ser consultado de forma imediata”, orienta o obstetra.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Campanha de vacinação para menores de 15 anos começa nesta segunda-feira, dia 6

Crianças e adolescentes poderão atualizar a caderneta nas unidades básicas de saúde e no dia D

A Campanha Nacional de Multivacinação para menores de 15 anos começa nesta segunda-feira, dia 6, em Valinhos. O objetivo do Ministério da Saúde é ampliar a cobertura vacinal nesta faixa etária promovendo a facilidade do acesso das famílias. Em Valinhos, as doses estarão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde (UBS) do município e também no dia D que será realizado no próximo dia 18, sábado.

A diretora da Vigilância em Saúde de Valinhos, Luciane Navarro, alerta as famílias sobre a importância em manter a caderneta atualizada diante de uma redução da adesão da vacinação nos últimos anos “o vírus do sarampo voltou a circular na América e pode ser reintroduzido no Brasil. Estamos enfrentando o desafio de coberturas baixas, como da vacina da dengue, especialmente a segunda dose, do HPV, que é super importante para a prevenção do câncer de colo do útero, entre outras. Por isso fazemos um apelo para que as famílias se sensibilizem e levem as crianças e adolescentes à UBS para fazer a atualização”, explica a diretora.

Das vacinas que fazem parte do calendário para este público, a vacina BCG, que deve ser aplicada logo após o nascimento, é a única fornecida mediante agendamento nas unidades básicas de saúde da Vila Santana, São Bento e Frutal.

O que levar para a vacinação

Caderneta de vacinação;

Cartão do SUS;

CPF.

 

Dia D

No dia 18 de outubro (sábado), a Secretaria da Saúde realiza o dia D de multivacinação nas unidades básicas de saúde Reforma Agrária, Frutal, Maracanã, São Marcos, Vila Santana e Parque Portugal das 8h às 17h.

Confira as vacinas disponíveis para o público de até 15 anos de idade:

BCG (mediante agendamento)

Hepatite B

Penta (difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B)

Poliomielite

Pneumocócica

Rotavírus

Meningocócica C

Influenza trivalente (gripe)

Covid-19

Febre amarela

Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola)

Hepatite A

Varicela (catapora)

HPV

Meningocócica ACWY

 

Confira os endereços e horários das UBSs de Valinhos para a vacinação:

UBS Bom Retiro

Rua Agostinho Capovila, 659

Horário: das 9h às 18h

Telefone: 3871 5364 / 3849 1526

 

UBS Frutal

Rua Julia Lovisaro Vicentini, 2100

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h

Telefone: 3859 1721 / 3849 0802

 

UBS Jardim Imperial

Rua Campinas, 633

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h

Telefones: 3871 3131/3829 1757/3869 7957

 

UBS Jardim Jurema

Rua José de Salles Pupo, 71

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h

Telefone: 3929 6928

 

UBS Jardim Maracanã

Rua Prof. Maria de Camargo, 2

Horário: das 9h às 12h e das 13h às 15h

Telefone: 3871 0679

 

UBS Jardim Paraíso

Rua das Acácias, 280

Horário: das 9h às 18h

Telefone: 3929 6040/3869 3977

 

UBS Jardim Pinheiros

Rua Horácio Sales Cunha, 258

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h

Telefone: 3871 2218

 

UBS Jardim São Bento

Rua Itajaí, 70

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h

Telefone: 3849 7476 / 3869 9443

 

UBS Jardim São Marcos

Rua Cinco, 516

Horário: das 10h às 17h30

Telefone: 3871 4517/3869 2002

 

UBS Macuco

Rua Valdemar Lazarreti, 281

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h

Telefone: 3881 2828 / 2336

 

UBS Parque Portugal

Rua Abrantes, 550

Horário: das 8h30 às 15h30

Telefone: 3849 5708

 

UBS Reforma Agrária

Rua Padre Modesto Nunes, 15

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h

Telefone: 3881 2611 (WhatsApp)

 

UBS Vila Santana

Avenida Brasil, 144

Horário: das 9h às 15h

Telefone: 3829 5678/5686

 

UBS Vila Itália

Rua Alexandre Pedroni, 137

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h

Telefone: 3869 8976/3829-4278

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Saúde

Saúde alerta romeiros para tomarem a vacina contra a febre amarela

Em romarias até o Santuário Nacional de Aparecida, muitos peregrinos transitam por áreas de mata, o que aumenta o risco de transmissão

A Secretaria de Estado da Saúde emitiu alerta sobre a importância dos romeiros que vão participar de peregrinações rumo ao Santuário Nacional no feriado de Nossa Senhora Aparecida de 12 de outubro tomarem a vacina da febre amarela. A vacina demora dez dias para ter eficácia, por isso a Vigilância em Saúde de Valinhos recomenda que os peregrinos procurem uma unidade básica o quanto antes para fazerem a imunização.

Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Luciane Navarro, é importante que as comunidades religiosas se mobilizem para garantir que os participantes de romarias tomem a vacina “há peregrinações que duram vários dias em que os romeiros passam e se hospedam em áreas de vegetação. Por isso, pedimos a colaboração das comunidades religiosas e de organizadores destes grupos que alertem os participantes da importância de estarem vacinados, a principal forma de prevenção contra a doença”, explica a diretora.

De acordo com a secretaria estadual, em 2025 foram confirmados 66 casos humanos de febre amarela no Estado de São Paulo, sendo que 37 evoluíram a óbito, ou seja, mais da metade das pessoas infectadas não sobreviveram. Em Valinhos, um morador do Jardim São Cristóvão morreu em fevereiro vítima da doença. Ele não havia tomado a vacina.

A vacina contra a febre amarela está disponível em todas as unidades básicas de saúde de Valinhos.

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Saúde

Valinhos lança programa gratuito “Vida Leve” para promover alimentação saudável

O “Vida Leve” oferece 12 oficinas semanais com nutricionista e psicóloga, visando prevenir a obesidade e doenças crônicas

A Prefeitura de Valinhos, por meio do Departamento de Programas da Secretaria de Saúde, lançou o “Vida Leve”, um programa que incentiva um estilo de vida mais saudável. Com o objetivo de mudar hábitos, o programa oferece doze oficinas semanais que guiam os participantes para uma melhor relação com a alimentação.

A partir de agora, uma nutricionista e uma psicóloga darão orientações valiosas aos participantes. Juntos, eles explorarão a escolha de alimentos e criarão hábitos saudáveis de forma duradoura. Além disso, a iniciativa prevê sessões semanais de exercícios físicos, com dia e horário a serem definidos em grupo.

O principal objetivo do programa é prevenir a obesidade e doenças crônicas ligadas a maus hábitos alimentares. Em outras palavras, o “Vida Leve” capacita os moradores a cuidarem da própria saúde de forma consciente e proativa.

Como Participar

A participação no programa é gratuita e aberta a todas as pessoas maiores de 18 anos. Mas, atenção ao prazo! Você pode fazer sua inscrição até 22 de agosto em qualquer unidade básica de saúde (UBS) de Valinhos ou pelo telefone (19) 3869-3723.

O primeiro encontro acontece em 29 de agosto, no Centro Integrado de Saúde (CIS), que fica na Rua Clóvis Bevilacqua, 15, das 8h30 às 10h.

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Saúde

“Protocolo superbebê”: os riscos associados à suplementação sem evidência

Prática disseminada nas redes sociais preconiza o uso de vitaminas e minerais na gravidez, sem respaldo científico e com potenciais danos à saúde materna e fetal

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Nos últimos meses, conteúdos sobre o chamado “protocolo superbebê” começaram a circular nas redes sociais. A proposta sugere que a administração de um coquetel de vitaminas, minerais e aminoácidos na gravidez pode potencializar o desenvolvimento fetal, supostamente aumentando o QI do bebê, fortalecendo sua imunidade e até garantindo um melhor desempenho físico ao longo da vida.

Contudo, além de não haver respaldo em evidências científicas, a prática traz riscos para a saúde materna e fetal. “Não há comprovação científica de que a suplementação indiscriminada durante a gestação aumente o QI do bebê ou melhore seu desempenho imunológico ou físico”, afirma o ginecologista e obstetra Rômulo Negrini, coordenador médico materno-infantil do Einstein Hospital Israelita. “É uma proposta sem base em estudos sérios, com riscos que superam em muito qualquer benefício hipotético.”

Segundo relatos nas redes sociais, o protocolo envolve a aplicação de complexos vitamínicos e aminoácidos (muitas vezes por via injetável) em gestantes saudáveis, sem indicação clínica. Acontece que a gravidez é um período delicado, em que cada decisão pode ter impacto direto na formação do bebê. Por isso, qualquer intervenção deve seguir critérios técnicos e embasados em consensos científicos.

“A administração de suplementos sem necessidade na gestante, especialmente por via injetável, pode causar náuseas, intoxicação, reações alérgicas severas [como anafilaxia], além de trombose, arritmias cardíacas e infecções locais”, explica Negrini. No feto podem ocorrer malformações, especialmente no sistema nervoso central, devido à interferência no desenvolvimento embrionário, que é altamente sensível durante o primeiro trimestre.

Entidades médicas como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) emitiram notas afirmando que tais práticas não têm respaldo em evidências científicas e podem representar riscos sérios à saúde da mãe e do bebê.

Em maio, o Ministério da Saúde se manifestou nas redes sociais chamando a atenção para os riscos envolvidos no protocolo. A prática também fere princípios fundamentais da medicina. “Não é ciência, é desinformação”, afirma a pasta na postagem.

A disseminação dessa prática também levanta preocupações do ponto de vista ético. A prescrição de substâncias sem indicação clínica clara pode ser enquadrada como charlatanismo, segundo o Código de Ética Médica. “O médico não pode divulgar procedimentos e/ou medicamentos de forma sensacionalista e induzir pacientes à garantia de resultados”, afirma o Cremesp em posicionamento publicado no último dia 13 de maio no Instagram.

Negrini concorda. “É preocupante que uma mulher grávida aceite receber medicamentos sem saber exatamente o que está tomando. Isso, por si só, já acende um alerta. A gestação exige responsabilidade redobrada. É perigoso.”

Grávida precisa de suplemento?

De fato, o pré-natal prevê o uso de vitaminas e minerais em determinadas fases da gravidez. Mas essa indicação deve ser individualizada. “A necessidade deve ser avaliada caso a caso. Há indicações bem estabelecidas, como o uso de ácido fólico para prevenir defeitos do tubo neural, especialmente nas primeiras semanas de gestação, e de ferro para combater a anemia gestacional”, explica o médico do Einstein.

Em alguns poucos casos, há necessidade de suplementação injetável, mas são exceções. “A suplementação, sempre que possível, deve ser feita por via oral e sob prescrição médica. O uso indiscriminado de substâncias parenterais, ou seja, aplicadas diretamente na corrente sanguínea, não é seguro nem recomendado”, enfatiza Romulo Negrini.

Para o especialista, num cenário em que a desinformação ganha força nas redes sociais, é fundamental reforçar o papel da medicina baseada em evidência. “A gestante deve ser acolhida, ouvida e orientada de forma responsável. Um pré-natal bem conduzido é aquele que respeita a individualidade da mulher, acompanha o desenvolvimento do bebê com critérios técnicos e oferece segurança em todas as decisões. Aventuras terapêuticas podem custar muito caro”, avisa o ginecologista e obstetra.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Butantan: da vacina da dengue à preparação para futuras pandemias

O maior estudo clínico do Butantan, a vacina da dengue, ajudou a estruturar uma resposta rápida a epidemias no Brasil. O Instituto criou uma rede nacional de 16 centros de pesquisa para avaliar o imunizante da dengue. Essa expertise permitiu acelerar o estudo da vacina contra a Covid-19 durante a pandemia

Nos últimos 20 anos, o Instituto Butantan realizou mais de 30 ensaios clínicos, desde remédios para doenças respiratórias até vacinas. A vacina da dengue, contudo, destaca-se. Ela representa um ponto de virada para a área, tornando-se um dos maiores ensaios clínicos no país, com mais de 16 mil voluntários. Além disso, o estudo envolveu 16 centros de pesquisa em 14 estados brasileiros. Essa infraestrutura e conhecimento permitiram ao Butantan responder rapidamente à Covid-19 com o ensaio clínico da CoronaVac. Assim, o Instituto se preparou para futuras pandemias.

O Butantan iniciou o projeto da vacina da dengue entre 2009 e 2010. Naquela época, os casos de dengue triplicaram no Brasil. Com o objetivo de desenvolver uma vacina, então inexistente, o Butantan uniu esforços com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. O NIH cedeu as cepas atenuadas dos quatro sorotipos do vírus, permitindo ao Butantan formular o produto. Enquanto os EUA conduziram a fase 1, o Butantan realizou as fases 2 e 3 no Brasil. Era essencial avaliar a segurança e eficácia em um país com circulação do vírus.

Em 2011, o Butantan oficializou a criação da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância. Eles contrataram profissionais dedicados para coordenar estudos clínicos em seres humanos. Anteriormente, pesquisadores de universidades parceiras e indústrias farmacêuticas desenvolviam esses ensaios. A decisão de expandir a infraestrutura permitiu que uma equipe dedicada absorvesse o trabalho.

A fase 2, conduzida entre 2013 e 2015, demonstrou a segurança e imunogenicidade da vacina em 300 voluntários. Já a fase 3, iniciada em 2016, avaliou a segurança e eficácia em mais de 16 mil pessoas. O resultado, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou 79,6% de eficácia geral. A eficácia alcançou 89,2% em quem já teve dengue e 73,5% em quem nunca teve contato com o vírus.

Para recrutar tantos participantes, o Instituto estabeleceu parcerias e capacitou novos centros. Maria Beatriz Bastos Lucchesi, gerente de Farmacovigilância, afirmou: “Algumas unidades básicas de saúde precisaram se adaptar. Com sua expertise, o Butantan ofereceu treinamentos e ajudou a desenvolver esses centros.”

A rede de centros de pesquisa clínica, estabelecida pelo Butantan, permitiu uma resposta rápida ao SARS-CoV-2. “A dengue foi o primeiro grande estudo que fizemos, e foi um sucesso”, disse Beatriz. “Na pandemia de Covid-19, estávamos capacitados para conduzir o ensaio clínico e reunir dados para aprovação emergencial.”

O reconhecimento levou a equipe a um convite para o ZIKA-Plan, um consórcio internacional. O Butantan auxiliou na avaliação da prevalência do vírus Zika no Brasil, analisando amostras de sangue do estudo da dengue. Segundo Maria da Graça Salomão, coordenadora de Redação Médica, o projeto também despertou o interesse da iniciativa privada em mais ensaios clínicos no Brasil. “O cenário da pesquisa clínica no Brasil ganhou força, gerando um número significativo de empregos”, apontou ela.

 

Um estudo da Interfarma, em 2022, apontou os benefícios da pesquisa clínica para o Brasil: movimentação econômica, aumento da produção científica e inovação, e fortalecimento do sistema de saúde. Atualmente, o Brasil tem o 7º maior mercado farmacêutico e é o 20º país que mais desenvolve estudos clínicos, com potencial para alcançar a 10ª posição.

Até comandar um ensaio clínico robusto como o da dengue, a equipe do Butantan enfrentou desafios. O primeiro estudo clínico da instituição, em 2005, avaliou um surfactante pulmonar. Paulo Lee Ho, gerente de Desenvolvimento e Inovação, afirmou que o sucesso desse estudo levou ao entendimento da necessidade de uma área própria de ensaios clínicos. A pesquisa da vacina do rotavírus, em 2008, também foi crucial. Ela ensinou sobre protocolos, recrutamento e logística. Neuza Frazatti Gallina, que participou de ambos os projetos, reforça a importância da cooperação. “Tivemos muitas dificuldades”, explicou Neuza, “principalmente para construir o protocolo do ensaio clínico.” A logística de transporte de vacinas e amostras foi outra lição importante.

A Anvisa, com menos de dez anos na época, também exigiu aprendizado sobre questões regulatórias. “Hoje, existem regulamentações claras”, completou Neuza. A complexidade do desenvolvimento de produtos de saúde impede que a maioria dos avanços científicos chegue às etapas finais. Cerca de uma em cada mil descobertas chegam aos ensaios clínicos, e uma em cada dez novas drogas tem sucesso, um fenômeno conhecido como “vale da morte”.

Maria Beatriz Lucchesi afirmou que, após o sucesso do estudo da dengue, o Butantan alcançou um patamar que o torna uma instituição completa. “Hoje, fazemos desde pesquisa básica até o desenvolvimento clínico, preparamos a documentação para registro, fabricamos produtos e realizamos a farmacovigilância”, concluiu.

Com o estudo da vacina da dengue em fase 3, a expectativa é que a Anvisa a aprove ainda em 2025. Posteriormente, ela precisa da validação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Para incluí-la no Programa Nacional de Imunizações (PNI), a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) deve aceitar a documentação. Assim, a vacina ainda tem um caminho a percorrer até chegar à população.

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