Saúde

Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos

© Walterson Rosa/MS
Estudo do Butantan mostra proteção de 80% contra casos graves
Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil
Um novo estudo publicado pelo Instituto Butantan mostrou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação.

O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde de diversas partes do país.

Durante esse período nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue severa, nem precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%.

A diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, explica que esse resultado é positivo não somente por confirmar a eficácia da vacina, mas por demonstrar a eficiência do esquema de dose única. A vacina produzida pelo Instituto é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em apenas uma dose.

“Vacinas que precisam de duas ou mais doses, a gente tem vários dados que mostram que muitas pessoas não voltam pra completar o esquema. Então, essa demonstração de que uma única dose mantém a proteção alta é muito importante. Mas é claro que nós vamos continuar acompanhando, para saber se realmente não vai ser necessário um reforço depois de 10 ou 20 anos”, afirmou.

Crianças e idosos

A eficácia do imunizante contra a dengue, de forma geral, foi um pouco menor, de 65%. Mas o índice sobe para 77,1% entre as pessoas que já contraíram a doença antes de receber o imunizante.

Os resultados também apresentaram algumas variações de acordo com a faixa etária, com maior eficácia entre adultos e adolescentes do que entre as crianças.

Por essa razão, a Anvisa registrou a Butantan-DV apenas para pessoas de 12 aos 59 anos, apesar da vacina ter sido testada também em crianças, a partir dos 2 anos.

“Eles reconhecem que os dados de segurança pra crianças estão corretos, mas como depois de cinco anos, a eficácia entre as crianças cai mais do que entre os adultos, nós precisamos saber se elas vão precisar de reforço”, explicou a diretora médica do Butantan.

Fernanda Boulos acrescentou, no entanto, que o Butantan já está planejando, junto com a Anvisa, a realização de um estudo adicional em crianças para embasar a inclusão desse público no esquema de vacinação no futuro. Além disso, o Instituto já está fazendo testes em idosos, em um estudo que deve ter resultados no ano que vem.

“O sistema imunológico também passa por um processo de envelhecimento, então é importante entender se os idosos tem a mesma capacidade de gerar resposta imune com a vacina”, explicou.

O acompanhamento dos pacientes vai ser feito por um ano, depois os dados serão comparados com os dos adultos, e enviados para a Anvisa para uma possível ampliação do público-alvo.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, afirma que essa inclusão seria muito importante, considerando que a maior taxa de mortalidade por dengue é verificada entre idosos. Ele ressalta, ainda, os resultados importantes sobre a segurança da vacina apresentados no estudo.

“Ele nos mostra que a vacina se mantém protetora por um prazo bastante longo, e é extremamente segura. E esse também é um aspecto fundamental. Qualquer medicação, incluindo vacina, a gente precisa ver como eles vão se comportar com a sua utilização”, complementa.

Segurança

Primeira vacina 100% nacional contra a dengue, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. – Walterson Rosa/MS

O estudo de longo prazo da Butantan-DV foram publicados na última quarta-feira, dia 4, na revista Nature Medicine e explica que a vacina foi, de modo geral, bem tolerada e não foram observadas preocupações de segurança a longo prazo.”

Eles foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil pacientes, sendo que cerca de 10 mil receberam a vacina, e quase 6 mil receberam placebo, para compor um grupo de comparação.

“Em termos estratégicos é fundamental que a gente tenha uma pesquisa nacional conseguindo chegar a esses produtos de ponta, eficazes e seguros. Possibilita que a gente consiga abastecer mais fácil o nosso Programa Nacional de Imunizações e também é um ativo de negociação com outros países”, destaca o diretor da SBIM.

A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, confirma que a prioridade absoluta é abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, assim que a demanda nacional for suprida, a instituição pública, vinculada ao estado de São Paulo, deve negociar a venda de doses para outros países, especialmente da América Latina, que também tem sofrido com epidemias da doença.

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Saúde

Câmara aprova instalação de farmácias em supermercados; texto segue para sanção

Medida exige espaço físico isolado e presença obrigatória de farmacêutico; Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Saúde manifestaram preocupação com riscos de automedicação

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, o Projeto de Lei 2158/23, que autoriza a abertura de farmácias dentro de supermercados em todo o país. A proposta, que agora depende apenas da sanção do Presidente da República, estabelece que as drogarias devem funcionar em ambientes físicos delimitados, exclusivos e totalmente segregados das áreas de vendas comuns do estabelecimento.

O relator da proposta, deputado Dr. Zacharias Calil, defendeu que a medida amplia o acesso, especialmente em municípios menores onde a oferta de drogarias é escassa. Por outro lado, parlamentares e órgãos de saúde criticaram o projeto, alegando que a proximidade com o consumo doméstico pode incentivar o uso irracional de medicamentos.

Regras Rigorosas e Controle

Diferente do que ocorria em décadas passadas, o texto aprovado proíbe a venda de medicamentos diretamente em gôndolas ou caixas de supermercado. Para operar, as unidades deverão seguir as mesmas normas das farmácias convencionais:

  • Presença do Profissional: É obrigatória a presença de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento.

  • Estrutura Técnica: Exigência de controle de temperatura, umidade, ventilação e rastreabilidade dos produtos.

  • Controle Especial: Medicamentos que retêm receita só poderão ser entregues após o pagamento e devem ser transportados em embalagens lacradas até o caixa da drogaria.

  • E-commerce: As unidades poderão utilizar plataformas digitais para logística e entrega, desde que respeitem a regulamentação sanitária.

Posicionamentos Contrastantes

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) avaliou que o texto “reduz danos” ao manter a exigência da presença física do farmacêutico e impedir a venda livre em prateleiras comuns. No entanto, o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Saúde (CNS) mantêm posicionamento contrário.

“O projeto pode desencadear interesses comerciais acima do cuidado à saúde. O uso sem orientação adequada pode levar a intoxicações e mascaramento de sintomas importantes”, alertou o CNS em nota oficial.

A sanção presidencial definirá se o modelo será implementado imediatamente, abrindo uma nova frente de concorrência e conveniência para o setor varejista no Brasil.

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Saúde

O impacto do sorriso na autoestima: como a estética bucal influencia as relações sociais e profissionais

Créditos: istock/Kosamtu

Saúde e estética bucal caminham juntas na construção da autoconfiança e na maneira como cada indivíduo é percebido em diferentes ambientes

O sorriso é um dos principais elementos da comunicação não verbal. Mais do que um gesto automático, ele carrega significados ligados à confiança, à receptividade e à segurança emocional.

Pesquisas realizadas em clínicas odontológicas universitárias apontam que a percepção positiva da estética bucal está diretamente relacionada ao aumento da autoestima. Quando há insatisfação com a aparência dos dentes, podem surgir sentimentos de constrangimento, retraimento e insegurança em situações sociais.

Essa relação não se limita à esfera pessoal. A forma como o sorriso é percebido também interfere na construção da imagem pública, influenciando a maneira como alguém se posiciona em ambientes sociais e profissionais.

Relações sociais e ambiente profissional: por que o sorriso é determinante

Expressões faciais, incluindo o sorriso, ajudam a estabelecer proximidade e empatia logo nos primeiros contatos. Quando existe desconforto com a estética bucal, é comum evitar risadas espontâneas, fotografias ou até conversas mais longas. Esse comportamento, muitas vezes involuntário, pode afetar vínculos afetivos e a participação em grupos sociais.

Em contrapartida, a satisfação com o próprio sorriso tende a ampliar a segurança nas interações. A imagem transmitida se torna mais leve e acessível, favorecendo conexões mais naturais e fortalecendo a autoestima no dia a dia.

No campo profissional, a apresentação pessoal compõe a percepção de credibilidade. Um sorriso saudável e harmonioso costuma ser associado a cuidado e organização, características valorizadas em diferentes áreas de atuação.

A segurança emocional expressa na postura e no sorriso favorece o desempenho em situações de exposição. Ainda que competências técnicas sejam essenciais, a comunicação interpessoal influencia a reputação profissional. Nesse cenário, a estética bucal integra os fatores que impactam oportunidades e relações de trabalho.

Como melhorar o sorriso e qual profissional procurar?

A busca por melhorias deve sempre considerar a saúde como prioridade. A odontologia oferece diversas especialidades capazes de atender demandas específicas, promovendo equilíbrio entre função e estética.

Para corrigir desalinhamentos, o ortodontista é o profissional indicado. Casos de manchas ou alteração de cor podem ser avaliados por clínicos gerais, ou especialistas em estética dental, que analisam a viabilidade de procedimentos como o clareamento.

Situações que envolvem perda dentária exigem acompanhamento com implantodontistas ou protesistas. Alterações gengivais, como retrações ou excesso de tecido, devem ser avaliadas por periodontistas. Cada caso demanda diagnóstico individualizado e planejamento adequado.

Autoestima, estética bucal e qualidade de vida

Além dos tratamentos, hábitos cotidianos têm papel essencial. Higiene bucal correta, consultas periódicas e atenção à alimentação ajudam a preservar resultados e a manter a saúde oral a longo prazo.

O sorriso exerce influência direta na autoestima e na maneira como cada indivíduo é percebido em diferentes ambientes. A estética bucal, quando associada à saúde, fortalece a autoconfiança e amplia a participação social.

Ao integrar cuidados preventivos e acompanhamento profissional, torna-se possível alinhar bem-estar emocional e qualidade de vida. Assim, o sorriso deixa de ser apenas um detalhe estético e passa a representar segurança, identidade e expressão pessoal.

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Saúde

Laboratório de Itapira inicia fase clínica da Polilaminina para lesões medulares

Substância promissora desenvolvida pelo Cristália entra em testes com humanos para casos agudos; uso em lesões crônicas ainda aguarda validação científica

A ciência brasileira dá um passo significativo no campo da neurologia com o avanço da Polilaminina. Produzida em planta de biotecnologia própria pelo Laboratório Cristália, a substância é fruto de uma pesquisa iniciada pela cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, o Estudo Clínico de Fase I está concentrado em pacientes com lesões raquimedulares agudas, ou seja, ocorridas recentemente.

A empresa esclarece um ponto fundamental para as famílias que acompanham o tema: para lesões consideradas crônicas, a Polilaminina ainda permanece em fase experimental com animais. De acordo com o laboratório, ainda não existem dados suficientes que garantam a segurança e a eficácia da aplicação em humanos para casos de longa data, razão pela qual não há cadastro aberto para este perfil de paciente no momento.

O desenvolvimento tecnológico é protegido por patentes nacionais e internacionais solicitadas entre 2022 e 2023, com validade de 20 anos. O processo de extração e polimerização é exclusivo do centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Cristália. É importante ressaltar que o medicamento não está disponível para venda. O fornecimento para uso compassivo (casos específicos autorizados) é gratuito e realizado estritamente por equipes médicas treinadas, sendo qualquer tentativa de comercialização considerada ilegal.

O avanço deste estudo coloca o eixo Itapira-Amparo em destaque no mapa global da biotecnologia. O reconhecimento da pesquisadora Tatiana Sampaio pela Câmara de Amparo, que aprovou uma moção de aplausos, reflete o orgulho regional por sediar inovações que podem mudar a história da medicina.

Para a região, ter um laboratório de grande porte investindo em pesquisa de base significa não apenas prestígio científico, mas a consolidação de um ecossistema econômico que atrai mão de obra qualificada e investimentos em infraestrutura. Como já pontuamos em coberturas sobre inovação e saúde, o sucesso da Polilaminina pode abrir portas para que novos protocolos de tratamento de lesão medular sejam estabelecidos a partir do interior paulista, reafirmando a força da nossa indústria farmacêutica nacional.

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Saúde

Infertilidade em Foco: quando a Ciência Moderna se encontra com a Medicina Chinesa

Como unir ciência reprodutiva moderna e saberes milenares potencializa o tratamento e acolhe quem busca engravidar

A infertilidade é uma condição que atinge milhões de pessoas no mundo e, segundo estimativas médicas, cerca de 15% dos casais enfrentam dificuldade para engravidar. Embora seja um tema delicado, falar sobre isso é fundamental para ampliar o acesso à informação, reduzir culpa e ansiedade e apresentar caminhos possíveis de cuidado — tanto pela medicina moderna quanto pelas abordagens tradicionais, como a acupuntura.

Como a ciência moderna entende a infertilidade

A medicina define infertilidade como a incapacidade de um casal conceber após 12 meses de tentativas regulares sem uso de contraceptivos. As causas podem ser femininas, masculinas ou mistas.

No caso das mulheres, os fatores mais frequentes envolvem distúrbios hormonais que dificultam a ovulação, síndrome dos ovários policísticos (SOP), endometriose, obstrução das trompas, alterações da tireoide e a idade avançada, que reduz tanto a qualidade quanto a quantidade dos óvulos.

Já entre os homens, os motivos mais comuns incluem baixa quantidade ou lentidão dos espermatozoides, anomalias na forma dessas células, infecções urogenitais, varicocele e alterações hormonais. Além disso, a ciência reconhece que o estilo de vida exerce um impacto significativo na fertilidade: estresse crônico, alimentação inadequada, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, tabagismo e exposição frequente a toxinas ambientais podem prejudicar tanto o sistema reprodutor masculino quanto o feminino.

Outros fatores também interferem na fertilidade, ainda que muitas vezes sejam menos percebidos pelos casais. É o caso do estresse psicológico, da privação de sono, das doenças metabólicas como diabetes, das doenças autoimunes, do uso prolongado de alguns medicamentos e da inflamação crônica. Todos esses elementos influenciam diretamente o ciclo menstrual, a ovulação e a qualidade dos espermatozoides.

A visão da Medicina Tradicional Chinesa

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que há milhares de anos observa o corpo a partir de uma perspectiva integrada, entende a fertilidade como um delicado equilíbrio entre energia (Qi), sangue, essência (Jing) e o funcionamento harmonioso de órgãos como rins, fígado e baço. Quando algum desses sistemas está em desequilíbrio, a concepção pode não ocorrer.

Na visão da MTC, a infertilidade pode estar relacionada à deficiência de energia dos rins — que sustentam o sistema reprodutor —, à estagnação de Qi e sangue, que pode dificultar a ovulação, a implantação ou a qualidade do sêmen, ou ainda ao acúmulo de umidade e fleuma, que interfere no ciclo menstrual e na mobilidade dos espermatozoides. O excesso de calor no corpo também pode comprometer a produção espermática e o equilíbrio hormonal.

A acupuntura e as técnicas complementares da MTC buscam restabelecer esse equilíbrio interno, melhorar a circulação energética e sanguínea, regular o ciclo menstrual, reduzir o estresse e criar um ambiente mais favorável à fertilidade.

Tratamentos convencionais e acupuntura: um caminho conjunto

A medicina moderna dispõe de diversas estratégias para tratar a infertilidade, como indução da ovulação, terapias de regulação hormonal, fertilização in vitro (FIV), inseminação intrauterina e cirurgias para corrigir alterações anatômicas. São recursos valiosos, mas que podem vir acompanhados de efeitos colaterais, custos elevados e desgaste emocional.

Nesse contexto, a acupuntura atua como uma aliada. Estudos científicos já demonstram que ela contribui para reduzir estresse e ansiedade — fatores que influenciam diretamente as chances de concepção —, melhorar a circulação sanguínea no útero e nos ovários, regular hormônios, favorecer a qualidade do endométrio, aumentar a motilidade e a quantidade de espermatozoides e reduzir dores pélvicas, promovendo ciclos menstruais mais equilibrados.

O mais importante é compreender que a acupuntura não substitui a medicina moderna, mas a complementa. Quando utilizadas juntas, ambas as abordagens ampliam a eficácia do tratamento e tornam o processo de tentar engravidar mais humanizado, menos desgastante e mais acolhedor para o casal.

 

Dra. Carmen Regina Spadaccia Mazzon
Acupunturista, especialista em Medicina Tradicional Chinesa, com atuação clínica desde 2021. Neurocientista e Fitoterapeuta, dedica seu trabalho ao cuidado integrativo da dor, da saúde feminina e do equilíbrio físico e emocional, unindo conhecimentos da medicina oriental e da ciência contemporânea.

@acupuntura.carmenregina  –  (19) 98144 1136

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Saúde

Anvisa libera impressão de receitas de medicamentos controlados por médicos e hospitais

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

A partir desta sexta-feira, dia 13, entra em vigor a nova norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que simplifica a emissão de receituários para medicamentos controlados. A principal mudança é a permissão para que os próprios profissionais de saúde e instituições (hospitais e clínicas) providenciem a impressão dos talonários em gráficas.

Anteriormente, alguns modelos específicos, como os de cor amarela (usados para entorpecentes), eram impressos e distribuídos exclusivamente pelas autoridades sanitárias locais.

O que muda na prática?

Apesar da facilidade de impressão, a fiscalização continua rigorosa. A medida visa apenas agilizar a logística, mantendo os seguintes critérios:

  • Numeração Obrigatória: Prescritores ainda devem solicitar previamente a numeração oficial junto à Vigilância Sanitária local.

  • Modelos Atualizados: As impressões feitas a partir de hoje devem seguir os novos modelos disponíveis no Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR).

  • Validade: Receitas impressas pelo modelo antigo até o dia 12 de fevereiro continuam válidas por tempo indeterminado.

Digitalização em vista

A Anvisa informou que esta é uma etapa de transição. A previsão é que, até junho de 2026, o SNCR disponibilize uma ferramenta para a emissão 100% eletrônica de todos os tipos de receituários de controle especial, eliminando a necessidade do papel em médio prazo.

Para os profissionais e pacientes de Valinhos, a orientação é consultar a Vigilância Sanitária municipal em caso de dúvidas sobre procedimentos específicos de cadastro de gráficas ou liberação de numeração.

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Saúde

Carnaval também é época de prevenção contra a dengue

Seja na folia ou no descanso, lembrar de cuidar do quintal no feriado é fundamental no combate à doença

A Prefeitura de Valinhos, através da Secretaria da Saúde, segue com as ações de prevenção contra a dengue por toda a cidade e recomenda aos moradores que aproveitem a pausa na correria no período de descanso do Carnaval para dedicar 10 minutos em ações de prevenção no combate à dengue. Os servidores da Divisão de Vigilância em Zoonoses (DVZ) estão diariamente nos bairros visitando imóveis para verificação da presença de criadouros e orientação à população.

Nesta visitas é realizada a avaliação de densidade larvária, em que são registrados os imóveis com larvas e criadouros com o objetivo de direcionar as ações de prevenção na cidade.

Valinhos está participando da campanha regional promovida pela EPTV “juntos contra a dengue”, realizando também ações educativas com rodas de conversa nas unidades básicas de saúde para alertar sobre o perigo da dengue.

A coordenadora da DVZ, Lúcia Helena Feltrin, afirma que os agentes tem encontrado larvas durante as vistorias e que a população deve ficar atenta a todo instante. “As pessoas devem dedicar aqueles 10 minutinhos por semana para ver se há algum recipiente que possa acumular água e se transformar num criadouro do mosquito. São 10 minutos que evitam uma escalada na transmissão e o aumento de casos da doença. Pedimos a toda população que aproveite o feriado para dar aquela geral em casa e contribuir no combate ao mosquito Aedes aegypti”, explica a coordenadora.

A dengue é uma doença que pode apresentar formas graves e até levar à morte. A participação de todos é fundamental para acabar com o mosquito.

A programação das rodas de conversa prossegue após o Carnaval:

UBS Vila Santana
19/02 (quinta-feira)
Horário: 14h

UBS Bom Retiro
20/02 (sexta-feira)
Horário: 9h

UBS Jardim Paraíso
24/02 (terça-feira)
Horário: 14h

UBS Jardim Maracanã
25/02 (quarta-feira)
Horário: 9h

UBS Jardim Pinheiros
26/02 (quinta-feira)
Horário: 14h

UBS Vila Itália
27/02 (sexta-feira)
Horário: 9h

UBS Reforma Agrária
27/02 (sexta-feira)
Horário: 14h

Cuidados para evitar a proliferação do mosquito da dengue:

  • Mantenha o quintal limpo e sem recipientes que possam acumular água;
  • Caixas d’água e tambores devem sempre estar fechados;
  • Limpe com frequência o bebedouro dos animais;
  • Verifique as calhas, principalmente em períodos de chuva.

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Saúde

Síndrome do Coração Festeiro: Excessos no Carnaval aumentam riscos para jovens

O Carnaval é sinônimo de festa, mas para muitos a conta pode chegar em forma de problemas de saúde. Especialistas da CardioWays acendem o alerta para a Síndrome do Coração Festeiro (Holiday Heart Syndrome), uma condição que atinge cada vez mais jovens devido à combinação de álcool em excesso, calor extremo e uso de cigarros eletrônicos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que as internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos cresceram 150% nas últimas duas décadas. Na faixa entre 25 e 29 anos, o número de casos triplicou, reforçando a necessidade de atenção redobrada durante os blocos e festejos.

O que é a Síndrome do Coração Festeiro?

A condição ocorre quando a ingestão exagerada de álcool em um curto período provoca uma desorganização elétrica no coração. Isso resulta em batimentos irregulares e arritmias, mesmo em pessoas saudáveis e sem histórico de doenças cardíacas.

Fique atento aos sintomas:

  • Palpitações (sensação de coração batendo forte ou fora de ritmo);

  • Cansaço intenso e súbito;

  • Falta de ar e tontura.

“O quadro pode evoluir dias depois para arritmias importantes. Mesmo que os sintomas passem, é fundamental procurar um especialista para afastar riscos futuros”, explica Caio Ribeiro Alves Andrade, cardiologista e cofundador da CardioWays.

Fatores de risco: Calor, Vapes e Estresse

As mudanças climáticas trazem um desafio extra para o Carnaval 2026. As ondas de calor extremo sobrecarregam o sistema cardiovascular. O corpo perde líquidos pelo suor, a pressão arterial tende a cair e o coração precisa acelerar para manter o fluxo sanguíneo.

Além disso, o uso de cigarros eletrônicos (ilegais no Brasil) e o consumo de energéticos misturados ao álcool potencializam o estresse sobre o músculo cardíaco, criando um cenário propício para eventos graves em meio à aglomeração.

Como aproveitar a folia com segurança

Para garantir que a festa não termine no hospital, o especialista recomenda moderação e cuidado com o corpo:

  1. Hidratação constante: Intercale cada dose de álcool com muita água.

  2. Alimentação leve: Evite ultraprocessados gordurosos antes de ir para o bloco.

  3. Pausas para descanso: Não ignore o cansaço extremo; procure sombras e locais arejados.

  4. Exames em dia: O check-up cardiológico é a melhor forma de identificar riscos silenciosos antes de grandes esforços físicos.

Sobre a CardioWays

A CardioWays é um hub de cardiologistas dedicado ao cuidado integral do coração. Entre suas soluções de alta tecnologia está o DAVE (coração artificial), dispositivo que oferece sobrevida e qualidade de vida para pacientes em filas de transplante ou com insuficiência cardíaca grave.

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Saúde

Anvisa proíbe fabricação e venda de suplementos irregulares

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Prosatril, Erenobis e Óliver não podem ser comercializados
Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e a proibição dos suplementos Prosatril e Erenobis, fabricados pela empresa Ms Comércio de Produtos Naturais Ltda. Com isso os produtos não podem mais ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e consumidos desde esta terça-feira, dia 2.

“Os suplementos estão sendo vendidos e anunciados sem possuir registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Além disso, o Erenobis possui a planta Pereskia aculeata (ora-pro-nóbis) como ingrediente, o que não é permitido”, diz Anvisa.

A utilização da planta ora-pro-nóbis em suplementos alimentares foi proibida pela agência, em abril desde ano, por falta de evidências que comprovem a sua eficácia e segurança.

Suplemento Óliver Turbo

Outro produto atingido pela medida é o Óliver Turbo, suplemento da empresa Instituto Oliver Cursos Preparatórios Ltda., que deve ser apreendido. A ação fiscal proibiu ainda a sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e o seu consumo, também por não ser registrado e notificado na Anvisa.

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Saúde

Sorotipo DENV-3 da Dengue registra aumento e preocupa especialistas

A reportagem da Folha de Valinhos ouviu o biomédico, professor universitário e pesquisador científico, Alexandre Veronez, para falar sobre o avanço e impactos da transmissão, que já acende um alerta para o serviço de saúde de todo o país, principalmente no Estado de São Paulo

Dados do Ministério da Saúde apontam que São Paulo é o estado do país como maior número de casos prováveis de dengue em 2025. Somente nas seis primeiras semanas do ano foram contabilizados 164.464 mil casos prováveis da doença, o que já representa um aumento de aproximadamente 60% em relação ao passado. A elevação contínua no estado paulista preocupa ainda mais devido a maior presença o chamado sorotipo DENV3, que não circulava no país há mais de 15 anos.

O Ministério da Saúde aponta ainda que esse crescimento foi mais evidente nas últimas semanas de dezembro de 2024, quando o sorotipo DENV3 começou a se espalhar de forma mais significativa, representando 31,8% dos casos no Amapá, 28,7% em São Paulo, 18,2% em Minas Gerais e 9,3% no Paraná.

Os quatro estados lideram a circulação do DENV3, que tem mostrado um crescimento preocupante em comparação com os outros sorotipos predominantes, como o DENV1 e o DENV2. Para se ter ideia, em dezembro de 2023, o Brasil apresentava apenas 0,32% de casos de DENV-3, mas em dezembro de 2024 esse percentual saltou para 40,79%.

A Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde informou que está em estreito diálogo com a secretaria estadual de saúde, conselho de secretarias municipais do estado e secretarias municipais de saúde dos municípios com maiores números de casos de dengue, com visitas e apoio técnico. Neste momento, por exemplo, a Força Nacional do SUS mantém equipe em São José do Rio Preto, no interior do estado.

VALINHOS

A Prefeitura de Valinhos informou a reportagem da Folha de Valinhos que a última atualização da Secretaria da Saúde, publicada no site da Prefeitura de Valinhos, foi nesta quarta-feira, dia 26, contabilizava 574 notificações de casos prováveis de dengue, além de 96 casos positivos confirmados, sendo 61 autóctones, sete importados e 33 de pessoas de outros municípios atendidas em Valinhos. Os resultados negativos somam 427 casos descartados para dengue.

De acordo ainda com publicação do site oficial da Prefeitura, desde o início do ano Valinhos já contabilizou 1106 notificações, com 164 casos positivos e 856 negativos.

Sobre o registro de algum caso Sorotipo 3 a Secretaria de Saúde Municipal comunicou que não houve.

ENTENDAS OS IMPACTOS

Para entender os impactos que o aparecimento sorotipo DENV3 pode ocasionar a reportagem da Folha de Valinhos ouviu nesta quarta-feira (26), o mestre em Ciências Biomédicas, biomédico especialista, professor universitário e pesquisador científico, Alexandre Veronez.

Residente na cidade de Valinhos há 40 anos e atuante desde 2007 como biomédico, Veronez confirma que a taxa de crescimento acende um alerta já que o avanço do DENV3 pode levar a um cenário alarmante, com um aumento expressivo no número de casos em um curto prazo.

“O aumento dos casos de dengue 3 chama a atenção porque grande parte da população, especialmente as mais jovens, é suscetível. Isso porque o vírus circulou em níveis baixos nos últimos anos e muitas pessoas não desenvolveram imunidade contra esse sorotipo”, explicou Veronez que também é professor no Centro universitário Unimetrocamp Wyden.

Sobre os tipos de dengue, Veronez explica que o vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — todos podem causar as diferentes formas da doença. “Ou seja, uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida. Isso ocorre porque ela pode ser infectada com os quatro diferentes sorotipos do vírus. A imunidade à dengue é específica para cada sorotipo. Assim, quem teve dengue dos sorotipos 1 ou 2 não pode ser reinfectado por esses tipos, mas pode ser infectado pelo sorotipo 3.”, reforçou o biomédico.

Veronez chama atenção ao fato que o DENV-1 e o DENV-2 continuam a circular ao mesmo tempo e diz que a chance de infecções múltiplas (por mais de um sorotipo) também aumenta, o que eleva o risco de complicações graves.

O QUE FAZER?

A Secretaria da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde informou que ainda não sabe ao certo como o sorotipo 3 vais se espalhar de fato pelo país.

Para Veronez é por isso mesmo que os estados e os municípios precisam se concentrar agora em uma vigilância mais ampla, não apenas monitorando os casos de dengue, mas também estudando os mosquitos transmissor e compreendendo a dinâmica e a intensidade da transmissão do vírus é essencial para a epidemiologia e o controle da doença.

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