Saúde

Opas alerta que próxima temporada de gripe pode ser mais intensa

Orgão recomenda monitorar atentamente a evolução do vírus
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta nesta quinta-feira, dia 11, para que os países da região das Américas se prepararem para a possibilidade de a temporada de influenza em 2026 ser antecipada ou mais intensa. O documento foi divulgado um dia depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitir um comunicado sobre o subclado K do Influenza A (H3N2), relacionado ao aumento de casos no Hemisfério Norte, que está no inverno, época em que há mais circulação do vírus.

Para a região das Américas, a Opas reforça a importância de monitorar atentamente a evolução do vírus, manter uma elevada cobertura vacinal, tratar os casos em tempo oportuno e assegurar a preparação para uma possível atividade precoce ou mais intensa durante a temporada 2026.

“É fundamental que a população, especialmente os idosos e as pessoas com fatores de risco, recebam a vacina contra a influenza, a fim de se protegerem individualmente e reduzir a pressão sobre os serviços de saúde, em particular os de hospitalização”, alerta a organização.

A Opas destacou que, com o início da temporada de maior circulação da influenza e de outros vírus respiratórios, os Estados-Membros devem ajustar os planos de preparação e organização dos serviços para uma eventual sobrecarga no sistema de saúde.

A organização recomenda reforçar a vigilância da influenza, do vírus sincicial respiratório (VSR) e do SARS-CoV-2, adotar as medidas necessárias de prevenção e controle contra infecções por vírus respiratórios, implementar medidas que garantam o diagnóstico precoce e o manejo clínico adequado, especialmente entre a população de alto risco de apresentar doença grave.

A Opas também orienta os países a garantir a vacinação contra vírus respiratórios, assegurando uma elevada cobertura vacinal em grupos de alto risco, realizar a previsão e organização adequadas dos serviços de saúde, para garantir o cumprimento rigoroso das medidas de controle e prevenção de infecções, o fornecimento adequado de antivirais e equipamentos de proteção individual, bem como uma comunicação adequada dos riscos à população e aos profissionais de saúde.

Vacinação

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explica que vírus com menos circulação no país tendem a produzir temporadas mais agressivas, já que a população brasileira tem menos imunidade gerada pelo contato com o patógeno em anos anteriores. Mas a alta cobertura vacinal pode fazer a diferença.

“O que a gente recomenda sempre é que os grupos mais vulneráveis estejam vacinados. Crianças, idosos, gestantes, imunocomprometidos, portadores de doenças crônicas, esses precisam ser vacinados porque representam 3/4 dos óbitos de influenza no nosso país”, enfatiza. 

Kfouri lembra que os países do Hemisfério Norte já estão vivendo a temporada de influenza, o que deve antecipar como será a temporada no Hemisfério Sul, no ano que vem.

“Começou mais cedo lá e em alguns países está chamando a atenção, mas o final da temporada é que vai nos revelar”, disse.

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Saúde

Dormência nos pés: quando o formigamento revela algo mais sério do que cansaço

Especialista alerta para sinais de neuropatia periférica, condição comum e pouco diagnosticada

A sensação de dormência nos pés é tão cotidiana que muitas pessoas sequer consideram que o formigamento possa ser um alerta do corpo. Porém, quando a dormência se torna frequente ou aparece sem motivo claro, pode estar ligada a neuropatia periférica, condição que afeta os nervos responsáveis pela sensibilidade e pelos movimentos dos pés.

Segundo Andrea Medeiros, coordenadora técnica da All Pé, grande parte dos pacientes só busca atendimento quando os sintomas já evoluíram para perda sensorial, dor intensa ou até feridas que não cicatrizam.

“A dormência recorrente não é normal. É um dos primeiros sinais de que algo está comprometendo os nervos. Quanto mais cedo investigamos, maiores as chances de evitar complicações”, explica a especialista.

A neuropatia periférica pode surgir por diversos motivos: diabetes, compressões nervosas, deficiências vitamínicas, problemas na coluna, alcoolismo, hipotireoidismo e até o uso prolongado de calçados apertados. Embora comum, a condição é frequentemente subestimada, especialmente entre pessoas que passam longas horas em pé ou acima dos 40 anos.

Quando a dormência merece atenção

De acordo com Andrea, é importante diferenciar a dormência ocasional — como quando alguém cruza as pernas por muito tempo — da dormência persistente ou repetida.

“Quando há sensação de dormência frequente nos pés, mesmo em repouso, ou quando ocorre perda de sensibilidade, sensação contínua de agulhadas, queimação ou dificuldade para perceber o contato com o chão, é sinal de que é necessário buscar avaliação especializada”, orienta.

Consequências que vão além do desconforto

O comprometimento dos nervos pode afetar o equilíbrio, alterar a marcha e aumentar o risco de quedas. Em casos avançados, pequenas lesões tornam-se porta de entrada para infecções, especialmente em pessoas com diabetes.

“Já recebemos pacientes que não perceberam queimaduras, cortes ou machucados por falta de sensibilidade. Isso mostra como a neuropatia é perigosa quando negligenciada”, afirma Andrea.

O que fazer?

A avaliação adequada inclui testes de sensibilidade, análise da pisada e investigação das possíveis causas clínicas. O tratamento pode envolver controle glicêmico, mudança de hábitos, suplementação, fisioterapia, ajustes na rotina de calçados e acompanhamento podológico.

A especialista reforça ainda a importância da prevenção:

  • observar mudanças na sensibilidade dos pés;
  • evitar sapatos apertados ou rígidos;
  • fazer pausas durante longos períodos em pé;
  • manter exames em dia se houver fatores de risco, como diabetes.

“Cuidar dos pés é cuidar da saúde geral. Dormência frequente nunca deve ser normalizada”, conclui.

Mais informações: https://allpe.com.br/

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Saúde

Médicos alertam para riscos de prescrição de testosterona para mulher

© Divulgação/SESA/Governo do Paraná

Utilização do hormônio sem indicação é potencialmente danosa, afirmam

Agência Brasil
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicaram nota conjunta restringindo uso de testosterona em mulheres.

Conforme as três entidades médicas, “a prescrição de testosterona deve restringir-se estritamente à única indicação formalmente reconhecida (Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo -TDSH), após avaliação clínica adequada, sendo potencialmente danosa quando utilizada sem indicação, com base em dosagens isoladas ou com objetivos não terapêuticos.”

O comunicado alerta efeitos colaterais alguns com gravidade.

“O uso de testosterona fora da única indicação em mulheres aumenta o risco de eventos adversos, incluindo: efeitos virilizantes como acne, queda de cabelo, crescimento de pelos, aumento do clitóris e engrossamento irreversível da voz, toxicidade e tumores de fígado, alterações psicológicas e psiquiátricas, infertilidade e potenciais repercussões cardiovasculares como hipertensão arterial, arritmias, embolias, tromboses, infarto, AVC e aumento da mortalidade, além de alterações de outros exames laboratoriais, como os de colesterol e triglicerídeos.”

A nota ainda ressalta que a Anvisa não aprovou nenhuma formulação de testosterona para uso em mulheres e que a agência reguladora também não reconhece “uso de testosterona para fins estéticos, de melhora de composição corporal, desempenho físico, disposição ou antienvelhecimento.”

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Saúde

Valinhos inicia vacinação contra a bronquiolite para gestantes

Doses estão disponíveis para grávidas a partir da 28ª semana de gestação em todas as unidades básicas de saúde
As unidades básicas de saúde de Valinhos já começaram a vacinação contra o vírus sincicial (VSR), responsável por infecções respiratórias, principalmente a bronquiolite. Apenas mulheres que estão com no mínimo 28 semanas de gestação poderão tomar a vacina. Essa restrição existe porque antes de 28 semanas a vacina não tem o efeito esperado contra a doença. Por isso, ao procurar a unidade básica de saúde, a mulher deve levar cartão da gestante, exames ou outro documento que comprove o período gestacional. Gestantes de qualquer idade podem receber a dose da vacina.
O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos, principalmente em épocas do ano de baixas temperaturas. Ao tomar a vacina, a gestante previne o desenvolvimento de formas graves dessas doenças em crianças menores de seis meses e ajuda a proteger as crianças pequenas.
O que levar
– Documento com foto;
– Cartão da gestante ou outro documento que comprove o período de gestação.
Consulte os endereços e horários das unidades básicas no site da Secretaria da Saúde.

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Saúde

Chip em estudo restaura visão de pessoas com degeneração causada pela idade

Dispositivo que combina implante colocado embaixo da retina e óculos inteligentes  devolveu parte da visão a pacientes com degeneração macular avançada

Por Bruno Pereira, da Agência Einstein

A combinação de um microchip implantado sob a retina e um par de óculos inteligentes conectados foi capaz de devolver parte da visão a pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) avançada. O estudo, feito por pesquisadores de cinco países, permitiu que 81% dos voluntários melhorassem a capacidade de leitura após 12 meses.

Publicada no The New England Journal of Medicine no final de outubro, a pesquisa detalha como a conexão entre os dispositivos tecnológicos devolveu ao organismo a capacidade de decodificar os estímulos luminosos sem depender diretamente das células danificadas pela doença. “Apesar desse implante não estar disponível imediatamente para os pacientes, ele é realmente um avanço muito importante na oftalmologia”, afirma o oftalmologista e retinólogo Diego Monteiro Verginassi, do Einstein Hospital Israelita.

A tecnologia utiliza um implante fotovoltaico colocado por baixo da retina, a parede interna do olho que recebe os sinais da luz. Esses sinais são enviados por uma câmera acoplada aos óculos inteligentes. A câmera capta imagens e as transforma em feixes de luz infravermelha, projetados sobre o chip. Este, por sua vez, converte a luz em estímulos elétricos, assim como faria a retina se não estivesse doente, enviando sinais visuais ao cérebro.

Dos 32 voluntários que completaram o acompanhamento de um ano da pesquisa, 27 tiveram avanços no teste de leitura.

“Nesse estudo, a maioria dos pacientes conseguiu melhorar o que chamamos de linhas de visão. Quando vamos a um oftalmologista, nós projetamos linhas de letras maiores que progressivamente vão ficando cada vez menores. Nesses casos, os pacientes conseguiram ler de cinco a 12 linhas menores do que aquilo que eles conseguiam ler antes do implante do microchip”, explica Verginassi.

O implante se carrega com a luz infravermelha projetada pelos óculos, portanto, não precisa de fios ou baterias para funcionar. Além disso, o dispositivo não prejudicou o funcionamento da visão periférica natural dos pacientes que ainda a preservavam, com as duas formas (a artificial e a orgânica) atuando simultaneamente.

Mas a cirurgia para colocar o pequeno chip de 2 milímetros sob a retina não é simples. “Hoje já é um tipo de cirurgia que fazemos na prática, para tratar hemorragias ou até transplantes de epitélio pigmentar, porém é um procedimento complexo”, relata o oftalmologista.

Foram registrados 26 eventos adversos graves em 19 participantes, sendo que quase todos estavam relacionados ao aumento de pressão no olho e a pequenas hemorragias nas primeiras oito semanas após a cirurgia. Nenhum caso resultou em perda total de visão ou risco sistêmico.

Os pesquisadores agora trabalham em protótipos que possam dar maior nitidez à visão e planejam aumentar o número de voluntários submetidos aos testes, mas ainda deve demorar até que essa alternativa possa ser usada pelo público geral.

Perda da visão central

A DMRI é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. A doença destrói progressivamente as células receptoras de luz na retina, afetando especialmente o centro da visão.

“Nessa região temos uma estrutura chamada mácula, que tem uma alta concentração de células que fazem a tradução da luz em impulso nervoso. Na DMRI, essas células sofrem alterações e param de funcionar, causando a perda da visão central que vai aumentando progressivamente em uma cegueira irreversível”, detalha o médico do Einstein.

A doença se apresenta de duas formas principais: a seca e a úmida. A seca representa a maioria dos casos e ainda carece de terapias eficazes. “As opções se limitam ao uso de vitaminas e terapias com luz, mas os resultados são pouco animadores”, afirma Verginassi.

Já a forma úmida, também chamada neovascular, é tratada com injeções intraoculares de medicamentos que evitam sangramentos responsáveis por danificar as células receptoras de luz. Mesmo com esse tratamento, só é possível conter a progressão da doença, e não restaurar a visão. E isso é justamente o que promete o chip em estudo.

“Obviamente, ainda não falamos em recuperar a leitura plena, mas é um avanço importante ao desbravar um tipo de tecnologia até então inatingível”, conclui Diego Verginassi.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Pensamentos “intrusivos” em gestantes podem ajudar a detectar transtornos

Ideias indesejadas são comuns antes e após o parto, mas dependendo do caso podem indicar risco de distúrbios de saúde mental; saiba quando se preocupar

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Durante a gravidez e nas primeiras semanas após o parto, é comum que a mulher imagine diferentes situações envolvendo o bebê, incluindo pensamentos que podem ser assustadores. Imaginar cenas de acidentes, quedas ou até de machucar o próprio filho sem querer são mais frequentes do que se imagina, embora isso raramente seja compartilhado com profissionais de saúde.

Um artigo publicado na revista Science Advances mostra que esses pensamentos indesejados, na maioria das vezes sobre danos ou perigos ao bebê, podem ser uma importante janela para entender os transtornos de ansiedade no período perinatal e, dessa forma, ajudar a identificar precocemente as mulheres que estão mais vulneráveis a desenvolver quadros de depressão e ansiedade após o parto.

Essas ideias repentinas são conhecidas como “pensamentos intrusivos” e são caracterizadas por imagens ou impulsos vívidos, que surgem de forma abrupta, indesejada ou angustiante. No contexto da maternidade, podem aparecer como pensamentos do tipo “e se o bebê cair?”, “e se eu o sufocar sem querer?”, “e se eu machucar meu filho?”. “O que os caracteriza é que esses pensamentos surgem ‘do nada’ e são contrários aos valores e desejos da mãe, causando intenso desconforto”, explica o ginecologista e obstetra Rômulo Negrini, coordenador materno-infantil do Einstein Hospital Israelita.

Em geral, esses pensamentos não refletem desejo ou intenção real, mas sim medo e hipervigilância e, por isso, diferem da preocupação normal da maternidade. “Não é algo planejado nem fruto de ruminação, e sim um lampejo mental que causa medo e culpa. O que é considerado normal é ter intrusões isoladas, curtas e reconhecidas como indesejadas. Já quando esses pensamentos são persistentes, geram evitamentos ou impedem o cuidado com o bebê, é sinal de alerta”, ressalta Negrini.

Cerca de 80% das mulheres vão vivenciar o baby blues, como é chamado o conjunto de sentimentos que costuma ser confundido com depressão pós-parto: choro, tristeza, angústia, excesso de sensibilidade, irritabilidade e/ou ansiedade. Ele surge imediatamente após o parto e costuma durar de duas a três semanas. A depressão pós-parto, pelo contrário, não desaparece e pode trazer outras complicações, inclusive no aspecto afetivo, atrapalhando o vínculo entre mãe e bebê.

O que leva a pensamentos intrusivos nessa fase?

Estudos mostram que entre 70% e 100% das mães relatam essas intrusões mentais. Cerca de metade tem, pelo menos uma vez, ideias de dano intencional, embora sem qualquer ação de fato. “Muitas mães não contam o que sentem por medo de serem julgadas”, observa o médico. Por isso, é importante que os profissionais de saúde abordem o tema com as gestantes de forma aberta e normalizadora. “Ter pensamentos intrusivos não significa ser perigosa. Falar sobre isso é sinal de autoconsciência e proteção, não de risco.”

A pesquisa recente aponta que essas ideias costumam combinar vulnerabilidades e fatores ambientais. Mudanças hormonais intensas — como as oscilações de estrogênio, progesterona e cortisol — podem aumentar a sensibilidade emocional, especialmente em mulheres predispostas à ansiedade. Somam-se a isso o sono fragmentado no puerpério, o isolamento, o medo de não dar conta e a falta de apoio no pós-parto. “Em geral, é a interação entre todos esses fatores que favorece as intrusões”, pontua Rômulo Negrini.

Daí a importância de ficar atenta aos sinais que indicam a necessidade de procurar ajuda. “Deve-se buscar avaliação imediata se houver impulsos repetitivos, ideias de agir, evitação do bebê ou ansiedade tão intensa que compromete o cuidado. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento de saúde mental, e, se houver risco, acionar emergência”, recomenda o especialista do Einstein.

O tratamento depende da gravidade desses pensamentos. Segundo Negrini, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes, especialmente quando adaptada ao contexto perinatal, com técnicas de exposição e prevenção de resposta. Casos mais graves podem exigir o uso de medicamentos antidepressivos compatíveis com o aleitamento materno, sempre sob acompanhamento psiquiátrico. “É fundamental também garantir suporte emocional, reduzir o estresse e melhorar o sono da mãe”, frisa.

Para a prevenção, o ideal é que as consultas de pré-natal incluam triagem para ansiedade e histórico de transtornos prévios, além de envolver o parceiro ou familiares no planejamento do suporte pós-parto. “Cuidar da saúde mental da mãe é cuidar da saúde do bebê e de toda a família”, conclui o médico.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Verão 50o : Olhos exigem cuidado redobrado na estação

As doenças mais frequentes na estação são conjuntivite, olho seco e cetratite. Entenda.


O verão nem começoue já sentem os efeitos dos termômetros em alta. Nos consultórios oftalmológicos a evidência disso é o aumento de pacientes com a vermelhidão nos olhos típica da estação. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier em Campinas, as doenças oculares mais frequentes no verão são: conjuntivite, olho seco evaporativo e ceratite.

Gatilhos

O especialista ressalta que os prontuários do hospital indicam aumento entre 20% e 30% nos últimos dois anos dessas condições durante o calor. Os gatilhos, comenta, são a expansão do uso de lente de contato no País, aumento da poluição e radiação ultravioleta, além das alterações fisiológicas na superfície dos olhos, naturais na população com 55 anos ou mais, cada vez maior no Brasil

Riscos da automedicação

Embora a conjuntivite, olho seco e ceratite tenham alguns sintomas em comum – vermelhidão, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia e visão borrada o especialista alerta que as etiologias e tratamentos são distintos. A tentativa de usar um colírio do armarinho de medicamentos ou por indicação de um amigo pode não servir para o seu caso e agravar a condição, alerta. “O colírio que sobra de algum tratamento deve ser dispensado 30 dias depois de aberto porque todos perdem a validade”, pontua. Além disso nenhum colírio pode ser compartilhado porque cada pessoa tem uma flora bacteriana na superfície do olho e isso é suficiente para lima pessoa contaminar a outra, explica.

 

 Conjuntivite

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Queiroz Neto explica que toda conjuntivite é uma a inflamação da conjuntiva, membrana transparente que reveste a esclera (parte branca) do olho e o lado interno das pálpebras. O principal sintoma comum a todos os tipo, é o inchaço na pálpebra. “Geralmente aparece primeiro em um olho e depois no outro. “A contaminação do segundo olho acontece depois da pessoa coçar o olho com conjuntivite e passar a mão no outro”, diz Queiroz Neto. “Quando é bacteriana a secreção expelida pelos olhos é purulenta. Na viral a secreção é viscosa e na tóxica ou alérgica é aquosa”, frequentemente causada pelo excesso de filtro solar na região dos olhos.

Tratamento

“O tratamento deve ser iniciado ao primeiro sintoma, sempre com a supervisão de um oftalmologista”, afirma. A conjuntivite bacteriana é tratada com colírio antibiótico que só é vendido com receita médica. A viral com corticoide que não deve ser interrompido abruptamente para não causar efeito rebote, ou seja, recorrência mais intensa. Na conjuntivite tóxica é indicado colírio lubrificante depois de lavar os olhos abundantemente com água logo após o contato do olho com qualquer produto químico. Queiroz Neto afirma que sempre é importante passar por consulta para uma avaliação da lesão provocada. Isso porque, muitos produtos de cuidados pessoais contêm substâncias bastante agressivas para a mucosa ocular e podem causar danos permanentes à visão.

Prevenção

As principais recomendações do oftalmologista para prevenir a contaminação por vírus ou bactéria são: manter as mãos limpas; não coçar os olhos; evitar aglomerações; não compartilhar toalhas, colírio, fronhas ou maquiagem; fazer compressa fria nos olhos quando a secreção for viscosa e compressa morna quando a secreção acelera a recuperação; manter o uso dos colírios conforme a prescrição evitando encostar o bico dosador nos olho e fundamental para evitar que a infecção fique mascarada.

Olho Seco

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Queiroz Neto afirma que o olho seco atinge 24% dos brasileiros na proporção de 3 mulheres para cada homem. A lágrima tem 3 camadas – lipídica, aquosa e de mucina que mantém a córnea transparente e lubrificada.

“Há evidências científicas de que 70% dos casos de olho seco são do tipo evaporativo e estão relacionados à diminuição da camada gordurosa da lágrima” pontua. O tratamento é iniciado com instilação de colírio lubrificante e nos casos em que o desconforto persiste é indicada a aplicação de luz pulsada para extrair das pálpebras resíduos que obstruem a circulação da camada lipídica do filme lacrimal. O tratamento inclui três sessões de luz pulsada aplicadas a cada trinta dias. Outro tratamento indicado para pacientes que têm redução da produção da camada aquosa da lágrima, comum entre idosos por ser causada pela andropausa ou menopausa, é o implante de um plugue que oclui o canal lagrimal para manter a lágrima no olho. O oftalmologista afirma que não é normal enxergar embaçado e toda pessoa que tem alguma deficiência lacrimal não tem a visão nítida. “Cuidar do olho seco é tão importante quanto manter o exame de refração em dia”, salienta.

Ceratite

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A ceratite é uma inflamação da córnea, lente transparente do globo ocular localizada na superfície frontal do olho. Tem a função de captar a luz que atravessa o olho e é conduzida ao cérebro onde se formam as imagens. Queiroz Neto explica que a córnea responde por 60% de nossa refração e por isso quando inflama ou sofre qualquer lesão provoca queda importante na qualidade da visão.

Apesar de ser causada por fungos, bactérias ou vírus, a ceratite não pode ser transmitida de uma pessoa para a outra e pode atingir só um dos olhos.

Queiroz Neto afirma que a causa mais frequente de ceratite é o uso incorreto de lente de contato. No verão basta uma gota de água entra em um olho que tem uma lente para causar ceratite e até a perda da visão. Isso porque, a água contém acanthamoeba, protozoário de vida livre, encontrado na água de torneira, piscina, lago ou mar uma frequente causa de ceratite.

O oftalmologista recomenda aos usuários de lente jamais dormir usando lente de contato, nem as indicadas opara uso noturno, porque toda lente fica apoiada na córnea o uso ininterrupto pode cegar. Outra recomendação é interromper o uso da lente ao primeiro sinal de desconforto consultar um oftalmologista. O uso abusivo e as maquiagens podem antecipar o vencimento da lente e neste caso o melhor lugar para elas é o lixo, finaliza

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Saúde

Vírus HIV: mitos e verdades que ainda precisam ser combatidos

Sociedade avança na redução de novos casos de HIV e AIDS, mas ainda é preciso investir em educação e prevenção

O combate ao vírus HIV ainda é um tema cercado de dúvidas, estigmas e desinformação. Para marcar a importância da prevenção e do acesso ao diagnóstico, especialistas reforçam a necessidade de esclarecer mitos que dificultam a busca por cuidados e contribuem para a perpetuação do preconceito.

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pelo município de São Paulo, entre 2015 e 2024 o número de novos diagnósticos de AIDS, síndrome da imunodeficiência que ocorre quando o vírus do HIV não é tratado adequadamente, caiu 41,4%, passando de 2.466 para 1.445 casos. Em 2024, os homens concentraram 81,2% dos diagnósticos (1.173 casos), enquanto as mulheres representaram 18,8% (272 casos). A queda expressiva também reflete avanços importantes: diagnóstico precoce, início imediato da terapia antirretroviral (TARV) e políticas públicas de prevenção.

A Dra. Mariana Lanna, infectologista do Hospital Geral do Grajaú, unidade gerida pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, destaca que os números mostram progresso, mas não permitem relaxamento. “Felizmente, o número de casos está reduzindo com o passar dos anos, o que demonstra a eficácia das estratégias de prevenção e do tratamento. Mas isso não significa que podemos baixar a guarda. É essencial manter a testagem regular, o uso de preservativo e o acompanhamento médico adequado”, afirma.

A seguir, os principais mitos e verdades que ajudam a esclarecer o que ainda gera dúvidas sobre o HIV:

  1. O HIV pode ser transmitido pelo beijo, abraço ou aperto de mão

Não existe transmissão por contato casual. O vírus não passa por saliva, suor, lágrimas ou toque. A transmissão ocorre principalmente por relação sexual desprotegida, compartilhamento de objetos perfurocortantes e da mãe para o bebê sem tratamento adequado.

2. Apenas populações específicas estão em risco

O HIV pode atingir qualquer pessoa. O foco deve estar em práticas de risco, não em grupos. Estigma e discriminação reduzem a busca por prevenção e tratamento.

3. Pessoas vivendo com HIV não podem ter filhos saudáveis

Com acompanhamento adequado e uso da TARV, mulheres vivendo com HIV podem ter gravidez e parto seguros, com risco de transmissão praticamente zerado.

4. O tratamento é difícil e tem muitos efeitos colaterais.

Os tratamentos atuais são mais eficazes, seguros e simples, muitas vezes com apenas um comprimido ao dia. A TARV permite qualidade de vida plena e expectativa de vida semelhante à de pessoas sem HIV.

5O HIV sempre evolui para Aids.

Com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, a evolução para Aids pode ser evitada. Quanto antes o tratamento começa, maior a proteção ao sistema imunológico.

A médica reforça que informação correta continua sendo a principal aliada no enfrentamento ao vírus. “A redução dos casos é uma excelente notícia, mas só conseguiremos avançar ainda mais se continuarmos promovendo educação, testagem e acesso ao cuidado integral. Prevenir continua sendo o caminho mais eficaz”, completa.

Sobre o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês

O Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL) tem como missão contribuir de forma efetiva para a melhoria contínua dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Fundado em 2008, por iniciativa da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, com o compromisso de ampliar as ações sociais dedicadas ao desenvolvimento da saúde pública, o Instituto é uma organização sem finalidade lucrativa, de natureza filantrópica e diretamente ligada à missão do Hospital Sírio-Libanês, que prevê o desenvolvimento social responsável.

Considerado umas das organizações sociais de saúde mais importantes do País, o Instituto atua com o propósito de compartilhar excelência na saúde pública com relevância social, a partir de valores institucionais como solidariedade, excelência e resultado.

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Saúde

Vacina contra a dengue do Butantan começa a ser aplicada em janeiro

© Butantan/Divulgação
Profissionais da saúde serão os primeiros a receber a imunização
Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira, dia 9, as diretrizes para o uso da nova vacina contra a dengue, o primeiro imunizante de dose única produzido integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan.

As primeiras 1,3 milhão de doses já fabricadas serão destinadas aos profissionais da Atenção Primária, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em visitas domiciliares, seguindo a recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI). A previsão é de que o lote inicial esteja disponível até o fim de janeiro de 2026.

Durante o anúncio, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância de proteger os trabalhadores que lidam diretamente com os primeiros atendimentos de dengue.

“A vacinação já começa com a produção do Butantan, que vai disponibilizar volume suficiente para iniciarmos a imunização dos profissionais da atenção primária em todo o país. A atenção primária é a porta de entrada para os casos de dengue, por isso é fundamental proteger o mais rápido possível esses profissionais”, afirmou.

Com a ampliação da capacidade produtiva, o ministério pretende estender a vacinação ao público geral. A campanha deverá começar pelos adultos mais velhos — a partir de 59 anos — e avançar gradualmente até atingir a faixa dos 15 anos.

O aumento da oferta de doses será possível graças a uma parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, responsável pela produção em maior escala e pela transferência de tecnologia.

A definição do público prioritário levou em conta critérios técnicos e o perfil epidemiológico do país, discutidos na reunião da CTAI realizada em 1º de dezembro.

Impacto na população

Parte das doses será destinada a uma estratégia específica em Botucatu (SP), que servirá como área de estudo para avaliar o impacto da vacinação em massa na dinâmica da doença. Diferentemente do restante do país, o município deverá iniciar mais rapidamente a vacinação de toda a população de 15 a 59 anos.

A expectativa é que, com adesão entre 40% e 50% do público-alvo, já seja possível observar impacto significativo no controle da dengue.

Durante a pandemia de covid-19, Botucatu também participou de uma iniciativa semelhante de vacinação em massa. Outros municípios com predominância do sorotipo DENV-3 — considerado determinante para o aumento de casos em 2024 — também estão sendo avaliados para integrar a estratégia.

Eficácia 

A vacina desenvolvida pelo Butantan demonstrou eficácia de 74,7% contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos e de 89% contra formas graves e com sinais de alarme, segundo estudos apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que concedeu o registro ao imunizante na segunda-feira (8).

O Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece uma outra vacina contra a dengue, fabricada por um laboratório japonês e aplicada em duas doses, destinada a adolescentes de 10 a 14 anos.

Desde 2024, quando o Brasil se tornou o primeiro país a incorporar o imunizante na rede pública, mais de 7,4 milhões de doses foram aplicadas. Para 2026, o Ministério da Saúde garantiu 9 milhões de doses desse imunizante, com previsão de mais 9 milhões para 2027.

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Saúde

Refrigerante zero é saudável? Mito ganha força, apesar dos riscos à saúde

Novo estudo sugere que bebidas adoçadas artificialmente podem elevar em até 60% o risco de desenvolver esteatose hepática, reacendendo discussões sobre o consumo

Por Ana Andrade, da Agência Einstein

Presentes nas prateleiras há mais de duas décadas, as versões sem açúcar dos refrigerantes seguem envoltas em dúvidas, desinformações e polêmicas. Embora populares entre quem busca reduzir a ingestão calórica, a ideia de que essas bebidas são completamente inofensivas — e até aliadas do emagrecimento — tem sido cada vez mais contestada por especialistas e pesquisas científicas.

Um estudo apresentado em outubro na Semana Europeia de Gastroenterologia, promovida pela Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal, acendeu um novo sinal de alerta ao associar o consumo de bebidas adoçadas artificialmente, como os refrigerantes zero, a um aumento de 60% no risco de desenvolver gordura no fígado, a chamada esteatose hepática. Segundo a pesquisa, a ingestão desse tipo de produto pode levar a uma disfunção metabólica no organismo ao ocasionar picos de glicose e insulina, comprometendo a saúde do órgão.

E o fígado não é o único que pode sofrer. O consumo frequente dessas bebidas vem sendo relacionado a uma série de outros possíveis prejuízos ao organismo. Entre os principais problemas está o impacto de adoçantes no comportamento alimentar. Por manterem o paladar condicionado ao sabor doce, podem estimular a chamada “compensação calórica”, ou seja, a pessoa acaba consumindo mais calorias em outras refeições, dificultando o processo de mudança de hábitos. “O fato de não conter açúcar e nem calorias não o transforma em uma bebida saudável ou segura”, afirma a nutricionista Fabiana Rasteiro, do Einstein Hospital Israelita.

Outro ponto é a ausência de nutrientes: refrigerantes não fornecem vitaminas, minerais ou compostos bioativos, encontrados em alimentos in natura. Além disso, a presença deles na rotina alimentar pode acabar deslocando o consumo de alimentos mais nutritivos, comprometendo a qualidade geral da dieta.

Há ainda a crença equivocada de que refrigerante sem açúcar seria equivalente à água. A bebida ultraprocessada contém aditivos como corantes e compostos químicos, e não contribui para a hidratação do organismo.

Os efeitos negativos também alcançam a saúde bucal e óssea. “Por conterem aditivos acidificados e valores mais baixos de pH, o consumo prolongado pode levar ao desgaste dentário e aumentar o risco de cáries”, alerta a nutricionista. O dano aos ossos pode se dar em razão do ácido fosfórico, comum nos refrigerantes à base de cola no Brasil, que afeta a densidade óssea.

Quem deseja melhorar os hábitos à mesa deve apostar em reeducação alimentar, orientada por profissionais de saúde especializados. “Manter o alto consumo do sabor doce dessas bebidas, mesmo isentas de calorias, vai dificultar a reeducação do paladar e potencialmente manter o consumo de outros doces”, explica Rasteiro. “O sabor doce, sem a chegada da glicose ao organismo, pode levar à busca de energia em outros alimentos, aumentando a procura por mais doces a longo prazo.”

Perigos dos adoçantes

Os adoçantes artificiais presentes nos refrigerantes sem açúcar têm a função de preservar o sabor adocicado, sem adicionar calorias. De fato, esses produtos não contribuem para o valor calórico por não serem metabolizados pelo corpo. Porém, o gosto doce pode provocar uma resposta indesejada: a liberação de insulina na expectativa da chegada de glicose — que, nesse caso, não ocorre. “Evidências recentes indicam que esses compostos podem afetar negativamente o metabolismo, alterando a microbiota intestinal e impactando a forma como o corpo gerencia glicose e gordura”, relata a nutricionista do Einstein.

Os efeitos variam conforme o tipo de adoçante e a quantidade consumida. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o aspartame — um dos adoçantes mais usados em diversos alimentos e bebidas — como “possivelmente carcinogênico para humanos”. Apesar de considerar essas substâncias seguras, a OMS orienta que não se ultrapasse o limite de 40 mg/kg de peso corporal por dia.

Alternativas saudáveis

Com ou sem açúcar, os refrigerantes devem ser evitados. Vale lembrar que não há recomendações específicas de ingestão no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde.

Para quem busca reduzir o consumo dessas bebidas e reeducar o paladar, a dica é apostar em preparos naturais, como águas saborizadas, chás gelados naturais e água de coco. “Primeiramente, devemos lembrar que a água é a melhor opção. Porém, existem diversas bebidas que podem ser consumidas sem gerar prejuízos como os refrigerantes”, conta Fabiana Rasteiro.

Confira três receitas:

  1. Água saborizada de limão e hortelã

Ingredientes: 500 ml de água (pode ser com gás para efeito efervescente); suco de ½ limão espremido na hora; algumas fatias de limão; folhas de hortelã fresca a gosto; gelo a gosto.

Modo de Preparo: Misture todos os ingredientes em um copo ou jarra e deixe em infusão por pelo menos 10-15 minutos na geladeira.

 

  1. Chá gelado de hibisco e canela

Ingredientes: 500 ml de água; 1 colher de sopa de flores de hibisco secas; 1 canela em pau; rodelas de gengibre fresco a gosto.

Modo de Preparo: Ferva a água e adicione a canela e o gengibre, deixando ferver por alguns minutos. Desligue o fogo, adicione o hibisco e tampe, infusionando até esfriar. Coe a bebida, adicione gelo a gosto.

 

  1. Refresco de maracujá

Ingredientes: polpa de 1 a 2 maracujás grandes (peneirada, se preferir); água com gás gelada; algumas folhas de hortelã (opcional); gelo a gosto.

Modo de Preparo: Em um copo, misture a polpa de maracujá com a água com gás gelada, a hortelã e o gelo.

 

Fonte: Agência Einstein

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