Valinhos

Projeto aprovado garante entrada de acompanhantes terapêuticos de pessoas com autismo nas escolas

Foi aprovado por unanimidade na sessão desta terça-feira, dia 19, projeto de lei do vereador Edinho Garcia (PRD), que assegura às pessoas com Transtorno do Espectro Autista o direito de entrar nas escolas públicas e particulares com seu acompanhante terapêutico. Para usufruir do direito, os responsáveis pelo aluno deverão apresentar à instituição de ensino laudo médico comprobatório da necessidade de acompanhamento individual, entre outros documentos.

O vereador explica que a presença do acompanhante tem o propósito de contribuir com a inclusão escolar, oferecendo uma prática facilitadora na inserção do aluno em uma sala regular, com o suporte necessário para esse educando. “Em muitos casos, as escolas privadas se recusam a aceitar um acompanhante terapêutico treinado que não componha o corpo docente, mesmo que ele tenha a qualificação necessária para tal função. Quanto às escolas públicas, estas muitas vezes não possuem pessoas qualificadas para executar essa função, ficando o aluno desamparando”, destaca o vereador Edinho.

Para a lei entrar em vigor, ela ainda precisa ser sancionada pela prefeita Lucimara (PSD) e regulamentada pelo Poder Executivo.

Utilidade Pública

Durante a sessão desta terça-feira, também foi aprovado projeto de lei que declara o Terreiro de Umbanda Casa de Aruanda como entidade de utilidade pública. A matéria passou por segunda discussão e votação, e agora segue para sanção ou veto da prefeita. O projeto é de autoria dos vereadores Alécio Cau (PSB), Marcelo Yoshida (PT) e Gabriel Bueno (MDB).

 

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Valinhos

Solicitação de serviço de emergência deve ser feita direto no celular do SAMV

192 não está funcionando temporiamente

A Prefeitura de Valinhos, por meio da Secretaria da Saúde, informa que o número 192 de acesso ao Serviço de Atendimento Móvel de Valinhos (SAMV) está temporariamente fora de serviço.

Como acionar o SAMV

As solicitações de emergência devem ser feitas diretamente pelo celular/WhatsApp do SAMV, através do número (19) 99213-8517.

 

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Opnião

Quando resistir não é a solução

Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, fundador da psicologia analítica, nos lembra que tudo a que resistimos, persiste. Refletindo sobre esta sua famosa frase, consigo entender o quanto é importante encarar de frente as nossas dificuldades, os nossos anseios, pois só assim conseguimos despertar a consciência para um caminho de amadurecimento emocional.

Temos o hábito de nos cobrar sermos o tempo todo felizes, capazes, eficientes e muitas outras características que nos fazem acreditar que temos que ser perfeitos, que não podemos ou não devemos sentirmo-nos frustrados, ansiosos, tristes, decepcionados e quando algo acontece e percebemos estes sentimentos em nós que são considerados negativos, tendemos a resistir em entrar em contato com eles, pois os consideramos sinais de fraqueza e vulnerabilidade.

Sendo assim, ignoramos o que está se passando conosco internamente criando a ilusão de que com este comportamento estamos protegidos e assim nos sentiremos melhor. Certo? Não, errado…

Quanto mais fugimos dos nossos pensamentos, sentimentos e emoções, mais presos a eles ficamos, pois quando nos esforçamos para escondê-los de nós mesmos e dos outros, continuamos próximos deles, tentando empurrar para baixo o que está incomodando, construindo desta forma uma barreira que impede de nos enxergarmos por completo com todas as qualidades que nos pertencem, nos limitando a aceitar o nosso modo de ser e sentir.

Agindo assim, ficamos remando contra a maré, e a dor e o sofrimento velados, podem inclusive aparecer através de sintomas físicos como uma doença ou uma alteração orgânica até que possamos dar-lhes a devida atenção. É como quando temos uma ferida infeccionada e insistimos em cobri-la, o pus que está por baixo dela quer sair a todo custo, e enquanto não tiramos o curativo e deixamos o pus sair, a ferida fica ali latejando.

Segundo Jung, quanto mais resistimos aos nossos medos, ao que nos assusta, aos nossos sentimentos considerados por nós ruins, mais poder e domínio eles terão sobre nós; agiremos de maneira inconsciente repetindo padrões de comportamento sem nem sequer saber para que estamos agindo daquela maneira.

Portanto negar, resistir, fugir àquilo que nos incomoda, só agrava os estados de ansiedade, inquietação e nervosismo.

A tristeza, a ansiedade, os medos, as frustrações, as decepções, os conflitos, nos tornam humanos e aceitar que estes aspectos fazem parte de nós, pode colaborar para vivermos de maneira mais harmoniosa e gentil, contribuindo com o nosso equilíbrio e liberdade emocionais.

*Renata Nascimento é psicóloga clínica de orientação junguiana

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