Alternativa

Adoção: Um Ato de Amor e Transformação de Vidas – parte 2

Coluna Momentos

por pastor Rui Mendes Faria

A Realidade da Adoção no Brasil

Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), existem mais de 30 mil crianças em instituições de acolhimento em todo o país, esperando por uma família. Apesar do número elevado de crianças disponíveis para adoção, o perfil desejado pela maioria dos adotantes é de crianças mais novas, o que aumenta o tempo de espera para aquelas mais velhas ou com grupos de irmãos.

A adoção é uma escolha de vida que vai além do vínculo biológico. É um ato de compromisso com o bem-estar e o desenvolvimento de uma criança, oferecendo-lhe um futuro de oportunidades e amor. A experiência daqueles que já adotaram confirma que a adoção é uma forma de conhecer um amor verdadeiro e incondicional.

O Processo de Adoção

No Brasil, o processo de adoção exige que os candidatos passem por uma avaliação rigorosa, incluindo entrevistas, visitas domiciliares e cursos preparatórios. Esse cuidado visa garantir que a família adotiva esteja preparada para acolher uma criança com responsabilidades e carinho. Ao final desse processo, os pais adotivos recebem o tão esperado momento de abraçar e acolher seu novo filho.

Adoção e a Transformação da Vida Familiar

A experiência da adoção traz transformação e aprendizado para todos os envolvidos. Muitas famílias que optam pela adoção relatam que a chegada de uma criança enriqueceu profundamente suas vidas, tornando-as mais completas. Para a criança, a adoção representa o início de uma nova vida, onde o amor e a segurança finalmente se tornam uma realidade.

Adoção e Espiritualidade

Para muitas famílias, a decisão de adotar também é inspirada por princípios espirituais e religiosos, que ensinam o valor de cuidar dos órfãos e acolher os mais vulneráveis. O ato de adotar representa a prática da empatia, da bondade e do amor ao próximo, valores essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

No livro de Tiago, na Bíblia, encontramos a inspiração para este gesto de amor:

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.” — Tiago 1:27.

A adoção, portanto, é um caminho para aqueles que desejam transformar vidas e viver o amor na prática, oferecendo a crianças uma chance de crescer em um lar repleto de carinho e proteção.

 

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Alternativa

Feira Arte na Praça tem apresentação de Toninho Laz neste domingo, dia 24

Programação na Praça Washington Luiz inclui feira de brechó

A Prefeitura de Valinhos, por meio da Secretaria da Cultura, promove neste domingo (24) mais uma edição da Feira Arte na Praça, que ocorre há três anos semanalmente na Praça Washington Luiz, das 9h às 13h.

A programação inclui apresentação apresentação de pop/rock nacional com o cantor valinhense, Toninho Laz, e também feira brechó. Além disso, os visitantes contam com a feira de artesanato confeccionados por artesãos locais, hortifruti do Seu Cido, Chopp do Papai Noel, Pastel do Tchelo e espetinhos. A Praça Washington Luiz possui uma infraestrutura completa com estacionamento, banheiros públicos e playground para as crianças.

*Em caso de chuva, o evento será cancelado.

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Opnião

Só podia ser mulher…

Por J.C. Lydes*

Levanta a mão a mulher que nunca ouviu essa frase. Bem, não aconselho esperar muito para ver essa tal mão surgir estendida, muito menos se você estiver de pé. Ela não surgirá. Seja no trabalho, em rodas de amigos ou familiares, no trânsito, na mesa vizinha no bar, toda mulher já ouviu essa expressão.

“Ah, por favor, é brincadeira. Hoje em dia não se pode falar mais nada”. Se você pensou isso, bem, tenho que informar que se a piada constrange, diminui ou ofende uma pessoa, gênero, etnia, orientação sexual ou religião, então o melhor mesmo é se calar. Pois o que para alguns é só uma brincadeira, na verdade, é uma microagressão. E elas são muitas e tão variadas que poderiam encher uma página inteira.

“Deve estar de TPM”, “Isso é falta de homem”, “Mulher no volante, perigo constante”, as clássicas sobre cartão de crédito e mulher, e por aí vai. Comentários que estão tão enraizados na nossa sociedade que, muitas vezes, quem os diz não percebe o quanto são nocivos.

Infelizmente, as microagressões não param por aí. Estão em gestos como a interrupção da mulher enquanto ela fala, na necessidade de explicar coisas óbvias referentes à área de atuação e especialidade dela, até manipulações psicológicas que fazem uma mulher duvidar de si.

Essas pequenas violências cotidianas, muitas vezes tão sutis que demoram para serem percebidas, afetam a saúde mental, minam a confiança, a autoestima, causam estresse e muitas vezes depressão. E, antes que alguém diga que isso tudo é mimimi, saiba que isso também é uma microagressão. Que diminuir e invalidar os sentimentos e as dores do outro também é uma forma de agredir.

Se você está lendo e pensando: “Certo, entendi. Mas e agora?”. Agora é hora de olhar com mais empatia para quem está ao redor. Um olhar atento e cuidadoso que capture situações como essas e não finja que nada foi visto ou percebido. Um olhar que impulsione homens a dizerem para seus amigos que aquela piada sobre mulher não tem graça. Que encoraje mulheres a não forçarem um sorriso diante de comentários “brincalhões” que a inferiorizam, a defender outras mulheres em situações de constrangimento, dar apoio.

Quem sabe assim, no futuro, nossas filhas levantem a mão em resposta à pergunta que fiz lá no começo. Quem sabe elas não ouçam nunca “que só podia ser mulher.”

*J.C. Lydes ou Jéssica Chagas tem 30 e poucos anos, é baiana, mora em São Paulo e escreveu A história de como eu morri

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